sábado, 4 de julho de 2015

O gelado zero a zero em Curitiba

Assessoria JEC
O resultado no Couto Pereira foi bem a cara de Coritiba e Joinville, os dois piores times do Brasileirão. Um jogo de fraca qualidade onde o Coxa foi melhor mas acabou esbarrando em Agenor. Mais uma vez Adilson Batista mexeu muito no time, e deu pra ver claramente em campo que o entrosamento pegou.

Um jogo que teve um primeiro tempo horrível do JEC, com muitos erros de passe e falta total de articulação no meio. Se tivesse enfrentado um time mais qualificado, fatalmente tomaria mais de um gol. Por sorte, a intranquilidade do Coritiba falou mais alto e o placar ficou fechado.

Adilson Batista mexeu errado na volta para o segundo tempo. Deveria ter tirado Diego, que mostra muita intranquilidade e ainda por cima estava pendurado com o amarelo (Detalhe: o técnico do JEC levou para o Paraná apenas 18 jogadores, e nenhum lateral reserva). Houve uma sensível melhora do tricolor, em muito motivada pela pressão crescente e o aumento da intranquilidade do Coxa. Agenor segurou as pontas e o jogo terminou empatado

Deu certo no fim? Depende do aspecto. Se o JEC tivesse uma campanha razoável, seria um ponto bem vindo. Mas se tratando de um confronto direto contra o vice-lanterna, em que o empate pouco ajudou, não dá pra comemorar nada. O time continua mal escalado, onde os melhores laterais do time sequer são relacionados, e boas opções como Bruno Aguiar e Marcelinho Paraíba são sumariamente deixados em casa, quando o time poderia ter mais quatro jogadores no banco.

Essa é a filosofia de Adilson: meter o dedo na composição de elenco e mexer demais em um momento que é altamente necessário simplificar. Dar padrão de jogo com tantas mudanças e dois jogos por semana se torna uma tarefa praticamente impossível.

Segue o bonde, e segue a má campanha. Jogo que não dá pra se tirar nada. Não esqueçamos que o Joinville empatou com o penúltimo lugar.




quinta-feira, 2 de julho de 2015

Três derrotas, falta de futebol

Os três catarinenses ficaram devendo demais nesta quarta. Tirando o Joinville, cujo futebol ainda não apareceu e até piorou na derrota para o Flamengo, tanto Avaí quanto Chapecoense já provaram que podem jogar mais. Mas dessa vez não.

O Avaí enfrentou um dos piores times do campeonato e tinha todas as chances para arrancar pelo menos um ponto em São Januário. Sofreu um gol de muita felicidade de Biancucchi, mas que iniciou em um erro primário de Eduardo Neto. Chances apareceram. Faltou ter competência para aproveitar.

A Chapecoense tinha um problema maior, até porque o Palmeiras é mais time que o Vasco e vem em um embalo depois de meter 4 no São Paulo. Mesmo assim, faltou concentração e futebol para passar pelo adversário. Aqui é um caso um pouco diferente, pois a Chape pegou um time bom. Mas mesmo assim poderia ter um volume de jogo maior para vender caro o resultado. Não mostrou isso.

Por fim, a derrota do JEC para o Flamengo com gol de Emerson Sheik. Tentei fazer uma comparação deste time de hoje com aquele dos últimos dias de Hemerson Maria no clube. É igual, sem tirar nem por, com muita correria e pouca qualidade. Por mais que Adilson Batista peça paciência, a tabela não permite tempo para pensar muito. E a torcida não pode nem ouvir essa palavra. Dói ver um time que bota zagueiro de lateral, fica girando a bola no meio sem uma jogada de profundidade no ataque. Com dois jogos fora de casa pela frente contra Coxa e Figueirense, a situação vai piorar se pontos não forem conquistados o quanto antes. Agora ficou mais complicado para contratar. E a tendência é que a diretoria comece a atirar no mercado pra inchar o elenco. E a chance de isso dar errado é maior do que a de dar certo. É um risco.


domingo, 28 de junho de 2015

Resumo do sábado: detalhes que decidem

Em três partes, o resumo dos catarinenses no sábado de Brasileirão. Ninguém venceu, e fica aquela pontinha do "poderia ser outra história". Mas como nem sempre esses detalhes conspiram a favor...

Marco Santiago / Notícias do Dia
10 minutos que decidiram

Quando um time tem uma estratégia definida e toma dois gols relâmpago, tudo o que foi planejado vai para o saco, e aí o técnico precisa mudar tudo em meio a uma maré de desânimo. O Avaí sentiu a falta de Marquinhos e teve em Dener uma peça que não funcionou. No segundo tempo, com era de se esperar, o Grêmio aceitou o jogo avaiano, que buscou crescer, mas sem a força que se esperava. A entrada de Juninho até deu mais qualidade, o time fez um gol, mas aquela falha de Nino Paraíba no comecinho do jogo custou caro.


Ponto contra o líder

A Chapecoense pegou o excelente conjunto do líder do Campeonato. O Sport vem mostrando porque é um osso duro de roer, com um time muito bem postado em campo, com muitas alternativas. Talvez por isso o empate, mesmo sendo em casa, não pode ser tão lamentado assim. É necessário reconhecer a melhor fase do adversário, que aceitou a pressão verde no segundo tempo e deixou uma abertura para o empate. Bruno Rangel aproveitou.


Lance / Notícias do Dia
Não manteve o ritmo do primeiro tempo

O Figueirense fez um primeiro tempo muito bom contra o Corinthians. Bem posicionado, marcando bem, conseguia controlar o adversário e a pressão da torcida numa boa. Mas não suportou no segundo tempo, e olha que não foi tanta pressão assim. Acabou tomando o primeiro gol em uma linha de passes que embrulhou a defesa, o que desmanchou a estratégia. O Figueira poderá ir para a zona de rebaixamento caso o Flamengo vença o lanterna Vasco, o que requer muita serenidade para o próximo jogo contra o Goiás, time que vive uma má fase. Uma coisa me chamou a atenção: o ganho de mobilidade que o time tem com a presença de Rafael Bastos.