sexta-feira, 24 de julho de 2015

Sul-minas: cresceu o olho

Não há dúvida de que a tal da Copa Sul-Minas é um bom produto (escrevi sobre isso na minha coluna de ontem no Notícias do Dia). Acontece que começou a crescer o olho da turma que já está vendo lucros assombrosos na competição, comparando com o sucesso da Copa do Nordeste. Agora tem briga pra saber quem participa. O lobby está grande. Já vi até colega de imprensa abandonando a razão e indo para o clubismo exacerbado, já que é uma competição que pode dar mais exposição. Só que há certo exagero no que está sendo feito. Vamos dissecar.

Um dos segredos da Copa do Nordeste é a simplicidade. Vinte times, todos eles indicados pelo Estadual, cinco chaves de quatro, classificam oito pro mata-mata. Dois estados, que tem maior ranqueamento na CBF, indicam três times. Os outros, dois. Resolve-se em 12 datas, com calendários estaduais encaixados para que os participantes entrem mais a frente. Não tem perdão. Santa Cruz e ABC, potências dos seus estados, não disputaram o torneio deste ano, dando lugar ao Globo e ao Salgueiro. Como é critério técnico e não fere o Estatuto do Torcedor, a CBF aceita. E dá ao campeão vaga na sul-americana.

Os campeonatos estaduais daqui tem contratos de TV maiores que os estados do Nordeste. São R$ 5 milhões em Santa Catarina, algo em torno de R$ 20 milhões no Rio Grande, e uma boa grana no Paraná e em Minas, sem contar as vendas do Pay-per-view, que tem contratos separados. Do jeito que falam em fazer uma Copa esticada, isso vai dar chiadeira da TV, que tem um contrato assinado e quer vê-lo respeitado com jogos de qualidade com seus times titulares. Se for feito um torneio paralelo, tudo bem, dá pra encaixar. Se fazer por cima dele, vão faltar datas e pode dar problema.

Voltando à indicação dos times. A CBF, que é a organizadora da Copa do Nordeste, já dá sinais de que não aprova a participação de Flamengo e Fluminense. Essa ideia também não me agrada. Além do mais, se trata de uma participação por convite, o que fere o estatuto do torcedor para competições oficiais, se torna um mini-brasileirão. E considerando que a TV paga bem pelo Carioca, não é uma equação simples.

Temos cinco times que disputam as Séries A ou B. Cada um com a sua importância nas regiões do Estado. Ouvindo reações de imprensa, torcedores e dirigentes de cada uma delas, nota-se o tamanho do lobby para que uma das possíveis três vagas caia no colo dos seus times. Vamos voltar ao bom exemplo: o Nordeste usa os melhores do estadual e pronto. Assim que tem que ser feito. Se o Atlético-PR disputou o rebaixamento, ele que se vire no ano seguinte. Isso garante seriedade e isonomia à disputa. Seria muita sacanagem, por exemplo, deixar o Operário, campeão paranaense, de fora para a entrada do Atlético ou do Paraná ou o Caldense, vice-campeão mineiro com ótima campanha, para colocar o América.

O produto é bom mas não pode ser destruído como aquela história da galinha dos ovos de ouro. Se a Liga do Nordeste hoje é um case de sucesso, é porque seu campeonato é bem feito, com regras interessantes, direitos comprados por duas redes de TV e sem machucar os estaduais. Quer estar dentro, faça por merecer. Fora isso vira bagunça.





quarta-feira, 22 de julho de 2015

Pênaltis tiram Tigre da Copa do Brasil. Time ganha moral para resto da temporada

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
A cidade de Criciúma respirou o jogo contra o Grêmio como há muito tempo fazia. A vitória na ida em Porto Alegre, junto com toda a mística do título de 1991, contribuíram para o clima no Heriberto Hulse.

Não faltou luta dos jogadores. Doeu perder nos 90 minutos, quando jogou bem e merecia melhor sorte. Doeu ainda mais nos pênaltis, depois que Luiz pegou o pênalti de Brian Rodriguez e depois acabou jogando tudo fora na última cobrança. Aliás, fica aquela dúvida: ele é tão bom assim em cobrança de penais para ser o responsável por bater o último? Já dizia aquela máxima: só perde o pênalti quem bate.

O Tigre fica pelo caminho com um ânimo renovado. O time engatou uma sensível melhora com a chegada de Petkovic, que se declarou satisfeito com a entrega dos atletas nesta noite. E com certeza esse time deixou o campo de cabeça erguida, com a esperança de um novo tempo na Série B, onde o time já subiu boas posições e tem condição de brigar pelo G4.

Não venceu, mas lavou a alma. Perdeu com dignidade, mas ganhando moral para voltar à Série A.





domingo, 19 de julho de 2015

Resumo de três empates

Assessoria JEC
Excetuando a Chapecoense, que voltou a dever bastante em uma partida fora de casa, os outros catarinenses tiveram empates com conceitos diferentes. Enquanto o Figueira teve um resultado merecido pela pobreza do futebol contra o Coritiba, o Avaí não pode reclamar do ponto conquistado em Belo Horizonte, indo buscar o placar adverso em um belo passe de Tauã para André Lima,  e o Joinville perdeu um caminhão de gols no segundo tempo e jogou mais dois pontos fora contra a Ponte Preta, com direito a três bolas na trave.

Figueirense e Avaí fizeram partidas tecnicamente fracas. Pouco renderam no ataque, mas a interpretação do resultado é diferente, já que um enfrentou time que está na zona de rebaixamento, enquanto o outro jogou fora de casa contra o atual campeão, que mesmo sem fazer uma excelente campanha, era um adversário direto e, logo, o resultado não o deixa escapar.

Quem tem muito o que lamentar é o JEC. Depois de um primeiro tempo fraco, as mudanças de Adilson Batista no intervalo, com a entrada de Silvinho e Popp, deram outra cara para o ataque do time. Um caminhão de chances perdidas, que acabou duramente punido com o pênalti cometido por Anselmo. Esse sim foi o resultado dolorido, aqueles dois pontos perdidos que teriam uma importância psicológica gigantesca. Agora é remotivar o time para o jogo contra o Santos, e bola pra frente. O problema é que a lanterna poderia passar para o Coxa. Não passou.