sábado, 15 de agosto de 2015

Cancelamento da Olesc, vergonha para o esporte de SC

A desastrada decisão da Fesporte e do Governo do Estado de cancelar a Olesc e o Parajesc (usando uma desculpa bem questionável de falta de alojamentos) é de causar uma vergonha sem tamanho. Quem comanda o esporte em Santa Catarina achou que é fácil cancelar uma competição que tem a maior participação de municípios, com atletas e treinadores trabalhando duro durante todo o ano para o evento. Com uma notinha, foi-se tudo.

Cancelar um evento que movimenta a economia da cidade-sede e mobiliza milhares de atletas e treinadores por falta de alojamento?

Se houvesse vontade, a Olesc rolaria. Aliás, a decisão foi divulgada em uma notinha oficial no site, com pouco destaque, sem que ninguém viesse para o microfone debater sobre a questão. Sabiam que iam tomar bomba. Aliás, estão tomando, com manifestações de desportistas de todo o Estado e até na Assembleia Legislativa.

O Parajesc é outro caso grave. Estamos falando de paradesporto, que é inclusão acima de tudo, para atletas em idade escolar.

A Fesporte quase cancelou os Joguinhos Abertos, acontecidos recentemente em Itajaí, porque faltou dinheiro para saldar dívidas da autarquia. Em cima da hora, com muitos telefonemas e idas e vindas nos gabinetes, apareceu a grana e a competição rolou.

Sem tanta dificuldade, a mesma Fesporte liberou mais de R$ 1 milhão do seu orçamento para patrocinar o torneio de tênis da WTA em Florianópolis, um evento privado, que foi bombardeado pela imprensa especializada por ter fraco nível técnico.

O governador e o presidente da Fesporte não sabem o impacto da decisão que tomaram. Isso pode causar, a curto prazo, uma desmobilização do trabalho do esporte de base no Estado, principalmente nos municípios menores, e a extensão para o desemprego dos profissionais.

Tinha coisa mais importante pra cortar. Patrocínio em torneio de tênis, por exemplo.








sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Um baile tricolor com vários ritmos

Carlos Junior / Notícias do Dia
O Joinville fez o melhor primeiro tempo do ano, e podia ter ido para o intervalo fazendo um sonoro 3 a 0 em cima do Cruzeiro. Com a festa instalada na Arena, o tricolor foi soberano. Fechou espaços, jogou ligado e, ainda por cima, deu um chega pra lá naquele clima ruim da era Adilson Batista.

Esse baile do JEC sobre o Cruzeiro de Luxemburgo teve vários ingredientes. Golaço de Marcelinho Paraíba, jogado pra fora dos planos pelo ex-técnico. Gol de Bruno Aguiar, ex-afastado do grupo, após cruzamento de Paraíba. E gol de Tripodi, que não ganhou uma chance no time desde que chegou, no seu primeiro toque na bola, em uma cobrança de escanteio.

Isso precisa ser considerado na análise da grande vitória do Joinville, que levantou a moral de todos, do presidente ao torcedor. Viu-se o time que todos esperavam desde o início do Brasileirão. A situação é difícil, mas não irreversível. São quatro pontos de distância para a saída da zona de rebaixamento.

Mudança de postura, armação convincente do time, que claramente está em outra vibe.





quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Envolvido do começo ao fim*

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 13/08/2015

O técnico Argel não foi feliz na armação do time para enfrentar o São Paulo, que manteve o jogo sob controle desde o seu início. Juan Carlos Osorio leu muito bem o adversário, montou uma forte linha de marcação e adotou a pressão na saída de bola. Diferente da partida em Chapecó, quando o adversário deu o espaço no segundo tempo, desta vez o Figueira não jogou e ficou perdido em cima de um adversário eficiente. Uma derrota inquestionável com uma atuação abaixo da crítica, que deixa para Argel a tarefa de achar uma solução para enfrentar um time que soube ocupar muito bem o campo, como o São Paulo fez, e conseguir se impor contra ele. 

O turno termina para o Figueirense domingo no Maracanã, no jogo contra o Fluminense. Vai enfrentar um adversário que luta pelo G4, mas que tem quatro derrotas nos últimos cinco jogos, mostrando uma grande irregularidade. Sem medo e tentando repetir a vibração do empate na Arena Condá, dá pra trazer um bom resultado. A "gordura" para a zona de rebaixamento caiu para quatro pontos. Ainda é uma situação administrável.

Hoje é a vez do Avaí tentar colocar sete pontos de distância para o Z4 contra a Ponte Preta, um adversário direto que venceu na estreia do novo treinador. Gilson Kleina tem desfalques mas fará a estreia de Nestor Camacho, atleta que se espera muito. O técnico avaiano mostrou preocupação em ter que mexer muito na estrutura do time, mas é inevitável. De repente ele possa encontrar uma outra alternativa de jogo, para que apareçam alternativas para um returno que promete ser bastante duro.

Decepção no esporte amador

Jovens atletas de todo o Estado ficaram muito decepcionados depois do anúncio da Fesporte do cancelamento da Olesc e do Parajesc, eventos importantíssimos da base esportiva catarinense. Já há algum tempo dirigentes dos municípios mostravam preocupação com a realização destas competições. Os Joguinhos Abertos em Itajaí correram risco e, agora, o governo do Estado resolve cancelar o evento que tem a maior participação de municípios, com muitos garotos treinando com afinco por todo o ano para participar das competições. Se houvesse vontade, os eventos aconteceriam. O esporte de Santa Catarina sofreu um duro golpe.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Semana decisiva na segundona. Camboriú e Brusque só dependem deles para subir

Alain Rezini
Essa é a semana final da primeira fase da Série B do Catarinense. Faltam duas rodadas, e Camboriú, Brusque e Tubarão são os únicos times ainda com chances. Alguns já estão eliminados há algum tempo e já podem iniciar a limpeza. Fruto de um regulamento que até pode ser interessante para quem assiste de fora, mas é uma chamada ao prejuízo para quem ainda tem que jogar para nada. Até o rebaixamento já foi resolvido, com a eliminação do Blumenau.

Os três que brigam pelas duas vagas no acesso não terão confrontos diretos. Todos enfrentam times já mortos no campeonato, o que faz crescer a possibilidade da tal da "mala branca", que já aconteceu semana passada. O Tubarão tem apenas mais um jogo, já que enfrentaria o Blumenau na quarta e terá creditado para si uma vitória por 3 a 0. O problema é que o time de Abel Ribeiro depende de um tropeço de Brusque ou Camboriú para subir na classificação.

O Brusque enfrenta o Operário na quarta em Mafra e o Juventus de Seara domingo, no Augusto Bauer. Já o Camboriú vai a Tubarão enfrentar o Hercílio Luz e na última rodada pega o Porto, no Robertão. Estes só dependem deles. Venceu as duas, subiu.

Curiosidade é que, mesmo com boas campanhas, ambos os três trocaram de treinador com o campeonato andando. O Tubarão trouxe Abel Ribeiro para o lugar de Roberto Jesus, enquanto o Brusque contratou Mauro Ovelha para a vaga de Leandro Campos. O caso do Camboriú é mais curioso: demitiu Paulo Foiani e colocou Rony Aguilar como interino. Os resultados vieram e ele lá permaneceu.

Ambos os três tem times com qualidade semelhante. Falta saber se terão competência para passar por times eliminados para conquistar o acesso.


domingo, 9 de agosto de 2015

Empate em um jogão de 45 minutos

Para resumir o empate da Chapecoense e Figueirense bastam 45 minutos. Quem imaginaria que depois de um primeiro tempo insosso e sem graça viria uma etapa final tão quente?

Não foi um primor técnico. Teve até um viés de maluquice, que começou no presente de Saimon para o gol de Bruno Rangel. O gol de falta de Tiago Luis poderia ser um prenúncio de fim daquela escrita ruim da Chape em casa contra o Figueira. Mas o jogo não havia terminado.

O confronto tem rivalidade, e até levantei durante o jogo uma declaração de Argel em março, que declarou que pararia com o futebol caso perdesse para Sandro Pallaoro, o presidente verde.

Uma coisa precisa ser exaltada aqui: tem muito time que toma 2 a 0 no segundo tempo e deixa de lutar, apenas jogando de forma burocrática esperando o final do jogo. O Figueira não baixou a crista. Foi feliz, é verdade, no cruzamento quadrado que terminou no belo gol de Dudu e no chute certeiro de Marcão, logo quem, o tão questionado Marcão.

É o tipo do resultado que, no fim, não é bom pra ninguém. A Chape perde pontos importantes em casa que poderiam jogá-lo mais acima na tabela, enquanto o Figueira caiu posições entrando em um grupo de quatro times com 20 pontos, no limite da zona de rebaixamento. Mas há um ingrediente emocional importante, que pode ser identificado na sempre incendiada entrevista de Argel. O time precisava de algo como o jogo de hoje para ganhar uma nova energia para o segundo turno. O técnico soube capitalizar isso, e traz a torcida junto. Já a Chapecoense não entra em crise com o resultado, mas tem em casa a maior válvula de escape para não correr risco. Perdeu dois pontos.



Empate em Vasco x JEC. Tricolor perdeu dois pontos no Maracanã

Assessoria JEC
A rede não balançou na manhã de domingo no Maracanã, com uma série de chances perdidas. O Joinville volta pra casa com um ponto conquistado contra o combalido time do Vasco. Mas poderia ter conseguido mais.

PC Gusmão apresentou uma proposta de jogo e tratou de seguir ela à risca durante toda a partida. Me deu aquela firme impressão de que "se apertar mais, ganha˜. Havia uma avenida nas costas de Cristiano, com Kempes criando boas oportunidades por ali, faltando qualidade na conclusão. A defesa foi segurando o bagunçado ataque vascaíno com a segurança de Agenor. Faltou apertar, criar uma nova opção, talvez colocando um jogador mais agudo como Popp no lugar de Marcelo Costa, já extenuado e em algumas situações perdido em campo.

Havia uma situação clara e muito possível de vitória no Maracanã. O adversário permitia isso, passa por situação pior que o Joinville, com uma pressão muito mais violenta, tanto que teve que tirar o jogo do seu estádio. Senti que o resultado poderia ser melhor.

Por isso a conclusão. O JEC não ganhou um ponto no Rio. Perdeu dois.