sábado, 22 de agosto de 2015

Rodada da pressão: Avaí entra no Z4 e Figueira escapa dela no início do returno

Ricardo Saibrun / Divulgação / ND
Começou a segunda metade do Brasileirão com sentimentos opostos para a dupla da capital. O Avaí entra no returno na zona de rebaixamento, depois da goleada sofrida para o Santos e a vitória do Goiás sobre o Vasco.

Deu tudo absurdamente errado para o Avaí contra o Santos. A zaga azul estava perdida de uma forma que o Peixe não teve dificuldades para construir o resultado, consolidando seu crescimento no campeonato e chegando a 14 gols marcados nos últimos cinco jogos em casa. Era necessário um cuidado especial em cima dos números.

Foi um claro domínio que trouxe pelo menos uma boa notícia, que foram os dois gols marcados pelo bom atacante Leo Gamalho. Deu a esperança de que o time ganha uma boa alternativa no ataque. Mas com uma defesa dessa, tá complicado. Gilson Kleina falou em reação, resposta e semana difícil. Tudo isso nem precisaria dizer, mas o que vi da defesa avaiana nesta noite deu muita preocupação. Que dê jeito já na próxima rodada em casa, contra o Inter de Argel na manhã de domingo.

Já o Figueirense teve sua base brilhando contra o bom time do Sport, osso duro de roer com bons números como visitante. Saiu perdendo e conseguiu a virada em um segundo tempo fantástico, com a boa atuação de Yago, que passou a ser o principal organizador ofensivo do time, premiado com os gols de Bruno Alves e Dudu.

Toda vitória contra time da parte de cima da tabela é importante, ainda mais da forma que foi, lutando e conquistando uma virada. Com 23 pontos, o Figueira dá uma escapada da briga do rebaixamento. Ganha paz para uma semana importante, com jogo de volta contra o Galo pela Copa do Brasil e a partida contra o lanterna Vasco no próximo sábado. Ainda há um longo caminho, mas essa vitória veio na melhor hora possível.


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Joinville dá vexame em sua estreia internacional. Poderia, ao menos, ter vontade de vencer.

Carlos Junior / Notícias do Dia
O Joinville comemorou a ida para a Sul-americana, sua primeira competição internacional na história. A parte boa fica por aí.

Todo o planejamento deu errado. O clube resolveu cobrar ingresso do sócio, aquele que paga religiosamente por mês para não precisar desembolsar pra entrar. Resultado? Arrumou um desconforto e pouco mais de 3 mil pessoas no estádio, pior público do ano. Junte-se a isso o discurso sem graça desprezando uma competição importante, e deu no que deu.

Jogar com time misto é uma coisa. Jogar com time misto sem vontade é outra. Olha o que o Ceará fez no Morumbi.

Uma bolinha desgraçada. Jogo terrível. Bom para o Atlético-PR, que não fez força para fazer 2 a 0. Matou o confronto. De castigo, o JEC vai ter que subir a serra pra jogar a volta.

Que papelão.

E, de quebra, arrumou pressão pra domingo. Se jogaram essa bolinha aí para se poupar pro jogo contra o Fluminense, é bom que todos entrem voando no domingo. Se não vão ouvir mais um pouco.


Depois do cancelamento da Olesc e Parajesc, mais uma ameaça de cancelamento no esporte de SC

A imprensa vem repercutindo bem a indignação de dirigentes esportivos, técnicos e atletas de todo o Estado, com a decisão da Fesporte em cancelar a Olesc e o Parajesc, dois importantes eventos que movimentam jovens talentos nos quatro cantos do Estado.

A comitiva que foi a Florianópolis reclamar acabou desconstruindo o argumento do presidente Marcelo Kowalski, de que o problema residia na indisponibilidade de alojamentos. É dinheiro mesmo, um orçamento mal administrado.

Gostaria muito de saber a justificativa do presidente para tirar mais de R$ 1 milhão do seu orçamento, que daria para tocar a Olesc, para patrocinar um torneio de tênis privado.

Só que os dirigentes municipais mostraram outra preocupação. Existe uma grande possibilidade do cancelamento do Moleque Bom de Bola, um dos maiores torneios escolares de futebol do país. A Fesporte espera que a empresa patrocinadora banque todos os custos do campeonato, que envolve todos os municípios do Estado. Se isso não acontecer, é mais uma triste notícia para o esporte catarinense.



domingo, 16 de agosto de 2015

O recado da virada sofrida

Lucas Uebel / Assessoria Grêmio / ND
O Joinville enfrentou o bom time do Grêmio, que não entrou tão bem assim em campo no seu estádio. Fez um a zero, poderia ter feito o segundo e até o terceiro. Correu o risco ao ver um time superior dar a deixa para ser derrotado.

Aí duas coisas determinaram a virada: PC Gusmão foi infeliz ao colocar Marcelo Costa no lugar de Marcelinho Paraíba. Isso acabou "freando o time", que deixou o Grêmio dominar ainda mais a posse de bola. E o jogo foi definido em duas bolas paradas, frutos dessa pressão.

Você pode tirar dois pensamentos disso tudo: a pena por ter o jogo na mão e acabar tomando a virada, e uma boa esperança de saber que o time voltou a render bem, mas enfrentou um time que goleou o Inter e bateu o Atlético no Mineirão. Está tudo aberto para o returno. Tenho certeza que a postura continuará no mesmo nível contra o Fluminense, com uma chance considerável de vitória.

Aliás, rodada das viradas. Avaí e Figueirense perderam da mesma forma que o JEC. Com as vitórias de Goiás e Coritiba, ambos correm risco de entrar na zona de rebaixamento na próxima rodada.

Há um longo caminho ainda. Que venha o returno.