sábado, 12 de setembro de 2015

A Liga Sul-Minas-Rio chegou no castelo. O desafio é entrar nele

Chegou a hora da verdade para a recém-formada Liga Sul-Minas-Rio. Depois de fazer tudo certinho, planejar sua formação e encaminhar diretrizes da sua Copa, chegou a hora de peitar a CBF.

Que já mostrou que não gostou da ideia.

O presidente da FCF é o único que está pegando junto com os clubes. Também pudera, ele está batendo de frente com Marco Polo Del Nero, que pode lhe dar uma rasteira se pedir licença do comando da CBF e nomear um presidente temporário.

Desse jeito, não vai rolar Copa nem aqui nem na lua. O medo é que essa nova Liga se torne o embrião de algo maior, nacional, para tirar o poder da CBF que respondeu acenando com a volta do Torneio Rio-São Paulo.

Existem outros fatores econômicos fortes que embasam a certeza de que não vai rolar Copa Sul-Minas-Rio (ou outro nome que os clubes querem vender, para não ser falado na televisão) no ano que vem. Também tem o desinteresse de outras três federações estaduais, que não gostaram nada da ideia de desvalorizar seus produtos locais e, por consquência, faturar menos.

O que eu vi até agora é discurso pra torcida. Não tem data no calendário e a CBF não está a fim de ceder. Só vai rolar se Del Nero mudar de ideia, o que seria uma vitória para Delfim. Logo, esquece.


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Bola maltratada na Arena Joinville

Luciano Moraes / Notícias do Dia
Joinville e Chapecoense fizeram um dos piores jogos do Campeonato Brasileiro, se não o pior. Enquanto um acabou mutilado pelo seu treinador, o outro continuou mostrando o característico baixo rendimento jogando fora de casa. Um zero a zero merecido pela pobreza do futebol dos dois.

Teoricamente, e pela fase no campeonato, o JEC deveria tomar a iniciativa desde o início. Vinha de dois zero a zero, mas esbanjando vontade e com condição de ter conseguido algo melhor. Não chegou nem perto das outras atuações, com grande participação do técnico PC Gusmão, que foi atrás dos treinos e inventou Juninho e William Henrique, que estava esquecido num canto do CT, como titulares. Nem é preciso dizer que não funcionou, tanto que o técnico teve que sacá-los. Primeiro tempo jogado fora contra uma Chape que só pensou em marcar e esperando uma brecha para tentar um golzinho.

O segundo tempo continuou arrastado, com uma falta de qualidade tremenda. Faltam palavras para descrever algo tão ruim.

O resultado não foi bom pra ninguém. O JEC chegou ao seu terceiro zero a zero seguido em uma partida que tinha tudo para vencer, enquanto a Chape emplaca cinco jogos sem vitória. Ambos tem pedreiras no final de semana, contra Corinthians e Flamengo. Com essa bolinha aí o domingo não promete ser bom.





domingo, 6 de setembro de 2015

Quatro questões em um momento chave do campeonato

Faltam 15 rodadas para o fim da Série A. 45 pontos em disputa e um momento perfeito para começar a encaminhar a permanência na primeira divisão, evitando aquele desespero dos últimos jogos, quando começa a pesar o emocional e, em muitas vezes, nada dá certo.

Nenhum catarinense venceu na rodada, e aí você vê Avaí e JEC presentes na zona de rebaixamento, o Figueirense rondando e a Chapecoense numa queda de produção preocupante.

Ambos precisam responder as suas questões.

- O Joinville vai se recuperar? É de impressionar a forma com que o JEC conseguiu buscar um bom padrão de jogo e, principalmente, ser vibrante em campo (nesse último, não duvido que tem o dedo de João Carlos Maringá). A distância é considerável e o caminho é longo, mas hoje, dos quatro, é o que vem jogando melhor. Se cair, e ainda é favorito pra isso, vai ser por causa do péssimo início e o estrago causado por Adilson Batista. Mas dá.

- O Figueirense, que trouxe um técnico com outro perfil, corre risco? As duas derrotas seguidas impediram o time abrir distância. Ainda quero esperar uma terceira partida, mas certo é que René Simões comprovadamente não tem o mesmo estilo de trabalho de Argel, além de apresentar outras convicções táticas, essas que estão causando preocupação. Não é possível que ele continue sem mostrar reação na terceira partida seguida. E mais pra frente, terá que dividir o foco dos treinos com a Copa do Brasil. É uma equação delicada

- O time do Avaí tem jeito? Gilson Kleina, se permanecer no comando do time, vai para BH em busca de um milagre. O time, quando precisava evoluir, dá passos pra trás e entrou na zona de rebaixamento trazendo decepção da torcida e a assombração da volta para a Série B. Não é preciso ser dirigente pra saber que eles estão cozinhando a ideia de trocar o técnico. Não dá mais pra contratar, então vão buscar o tal do "chacoalhão" que já vimos muito. Se vai funcionar, é outra história. Certo é que o momento do Leão é delicadíssimo.

- A Chapecoense perdeu o fôlego? Imprensa de Chapecó começa a especular uma possível saída de Vinicius Eutrópio. A Chape se mantém afastada da zona de perigo por causa do seu rendimento em casa. Acabou  marcando um ponto em dois jogos, e vê o alerta soar. É um time duas caras, com um tipo de atuação fora de casa e outro dentro (se bem que os resultados pararam de aparecer). É uma hora da verdade, sem pressão muito forte, ainda. Ou resolve reagir e ficar longe da zona, ou vai se mais um entrando nessa briga de foice. Uma derrota em Joinville na quarta pode piorar um pouco mais o clima. A torcida está ressabiada.