quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Vibração que levou o Avaí à vitória

Jamira Furlani / Avaí FC
O clássico da capital tem o poder de pulverizar crises. Ou atraí-las, em caso de derrota.

Gramado encharcado, escorregadio.

Nada de jogo aberto. Primeira palavra era cuidado.

Um jogo meio sem graça, até a bola esticada na direita que Leo Gamalho cruzou. A bola foi no pé de Renan Oliveira. De lá para o gol.

O jogo teve contrastes. O Figueirense continuou mostrando a cara de René Simões. Time burocrático, sem vibração, faltando aquele sangue no olho que Argel havia colocado no grupo. Teve lance polêmico de pênalti? Teve sim. Mas para quem estava com o time mais completo e jogando em casa, cadê o volume de jogo?

Futebol tem disso. Quando se sabe que o time está muito desfalcado, vem a energia do grupo para equilibrar. O Avaí teve mais foco no jogo. Brigou mais. Acabou premiado no final. Gilson Kleina acertou nas substituições. René errou feio.

Agora, a pressão cai toda pro lado do Figueira, que entra na zona de rebaixamento empurrado pelo seu rival, que terá dias mais tranquilos para trabalhar e pensar nos desafios que tem pela frente. Prestes a completar um mês de trabalho em Floripa, René Simões, que já estava questionado pela torcida, acabou demitido após o jogo pela diretoria que errou na sua contratação e agora vai procurar corrigir o erro de forma imediata. Seu time perdeu quase tudo que Argel tinha deixado de bom. Isso é péssimo para o torcedor alvinegro, que começa a sentir, agora mais do que nunca, o fantasma do descenso rondando.

Coisas desse clássico. O Avaí foi, venceu, e deixou toda a pressão no gramado do Scarpelli. Tá voltando pra casa bem mais leve.



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Caso JASC: Prefeito de Luzerna solta o verbo. Competição pode acontecer novamente em Itajaí

Continua repercutindo a notícia divulgada ontem no Blog sobre a negativa por parte do Tribunal de Contas de SC de liberar o repasse da verba do Governo do Estado para a realização dos Jogos Abertos de Santa Catarina, em Joaçaba, Herval D'Oeste e Luzerna.

Dirigentes das cidades-sede estão preocupados com a falta de tempo hábil para as obras de adequação das estruturas.

Na noite de ontem o prefeito de Luzerna e presidente da AMMOC, entidade signatária do convênio, Moisés Diersmann, soltou o verbo contra o governo estadual, e ainda admite que é muito difícil conseguir terminar as obras a tempo, diante da indefinição dos repasses de verba.

Em entrevista ao "Notícias do Dia" desta quarta, o diretor a DCE (Diretoria de Controle da Administração Estadual, Névelis Simão, levantou mais um fato complicador, que é a ausência de licitação para obras em Escolas Públicas.

Em postagem no Facebook, Diersmann expôs a sua insatisfação. Existe uma chance considerável da competição voltar a acontecer em Itajaí, sede do ano passado, que já tem a estrutura pronta e que também recebeu os Joguinhos Abertos neste ano.

Veja o texto do prefeito:





terça-feira, 15 de setembro de 2015

JASC sob ameaça: repasse do governo está na mira do TCE e MP

Facebook Oficial JASC 2015
Apesar de todo o esforço que o novo comando da Fesporte tem feito nos últimos dias para apagar todos os incêndios deixados na casa, principalmente com as denúncias envolvendo os repasses e o polêmico cancelamento da Olesc, hoje é real a possibilidade de os Jogos Abertos em Joaçaba, Herval D'Oeste e Luzerna não ocorrerem em novembro próximo.

Nos últimos dias, o Tribunal de Contas e o MP apertaram o cerco e já deixaram claro que o dinheiro a ser repassado pelo governo do Estado (cerca de R$ 2 milhões) não será liberado para os municípios-sede.

Tudo ainda por causada da grande confusão causada na 53ª edição dos jogos, em 2013, em Blumenau, e que até hoje seguem sob investigação. Na época, o centro de imprensa, localizado no Pavilhão Vila Germânica, chegou a ser fechado por ordem judicial e os profissionais de imprensa que lá trabalhavam (eu era um deles) foram expulsos do local. Uma liminar permitiu que a CCO voltasse a funcionar até o fim da competição. Em um parecer de 30 laudas, também foram levantadas irregularidades no que diz respeito do repasse dos valores para entidades privadas.

A organização dos Jogos em Joaçaba, que chegou a posar com o documento oficial que garante o repasse (foto), praticamente já jogou a toalha mas se agarra em uma solução política para o caso, enquanto o novo presidente da Fesporte, Osvaldo Juncklaus, que recém assumiu o comando da entidade após a saida de Marcelo Kowalski e nada tem a ver com a confusão, ainda acredita na possibilidade de um entendimento entre todas as partes para que a principal competição do esporte catarinense não acabe cancelada, colocando mais uma mancha no esporte local depois do cancelamento da Olesc, que acabou revertido após grande pressão de dirigentes e atletas.

Pela rede social, o presidente da CCO dos JASC e vice-prefeito de Joaçaba, Marcos Weiss, comentou a situação:




domingo, 13 de setembro de 2015

Três derrotas e a vitória polêmica do Avaí. Briga contra o rebaixamento praticamente não mudou

Petra Mafalda / Notícias do Dia
André Lima atropelou o goleiro do Goiás no final do jogo na Ressacada. Uma falta indiscutível, dentro daquela máxima do "goleiro intocável na pequena área". O juiz carioca não pensou assim, e o Avaí conquistou uma vitória improvável. Perdia o jogo e esbarrava numa parede de jogadores goianos. Conseguiu o empate numa boa cabeçada de Emerson e a virada num lance que vai ser bombardeado em todas as discussões no país.

No fim, a vitória foi o único fato relevante na briga contra o rebaixamento. Tirando o Vasco, que ainda está bem atrás, foi o único time que venceu na turma que luta contra o Z4. Isso até pode ser levado como boa notícia para os outros, já que o Goiás não conseguiu abrir vantagem.

Foi uma rodada em que nenhum catarinense jogou bem. Nem para o Avaí a vitória serve como algum tipo de esperança que a situação melhorou. Até os 39 do segundo tempo era de um cenário desolador.

No sábado. o Figueirense perdeu todo o espírito de garra pregado por Argel e assistiu o Palmeiras jogar. Na manhã de domingo, o JEC de PC Gusmão parece ter perdido o gás depois daquela novidade que causou uma reação que trouxe um pouco de esperança. Bobagem, o time foi um sono contra a Chapecoense e pouco fez contra o Corinthians. Depois, a Chapecoense continuou sua derrocada contra o Flamengo. Perdeu o rumo. Deve perder o treinador nesta segunda.

Existe um cenário que começa a ser repercutido e que não queremos ver, que são três times catarinenses no Z4 ao lado do Vasco. A verdade é que nenhum time convence no momento, enquanto outros conseguem engatar arrancadas. Faltam treze rodadas e muita unha pra roer. Fiquei muito preocupado com o que vi ontem e hoje.

O meio de semana reserva um clássico na capital que tem vários ingredientes a mais pela rivalidade, somado à importância dos três pontos. O Joinville vai pegar um Sport que venceu, mas tem uma das piores campanhas nas últimas dez rodadas, e a Chapecoense vai ao Morumbi enfrentar o irregular São Paulo, que vem de grande vitória em Porto Alegre.

A maratona de setembro vem sendo implacável.