quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Faltou intensidade ao Figueirense

* Publicado no "Notícias do Dia"  de 24/09/2015

O Figueirense passou longe do que é esperado de um time que chegou até as quartas-de-final da Copa do Brasil. Precisava buscar a iniciativa do jogo e apertar o Santos para buscar algum tipo de vantagem na volta em São Paulo. Aconteceu o contrário. Foi uma partida em que o visitante deu as cartas e ficou próximo da classificação e da cota de um milhão de reais.
Foi um time abaixo da crítica no primeiro tempo e apenas razoável no segundo. O Santos foi muito superior, buscou o espaço e envolveu o Figueira. Teve dois gols bem anulados pela arbitragem (no primeiro, a arbitragem demorou mais de um minuto para assinalar, será que alguém soprou?) e fez o da vitória num erro de Leandro Silva que acabou em pênalti. Num resumo, foi quem procurou o jogo. Esperava muito mais do alvinegro, ainda mais depois do jogo contra o Inter, em que o time mostrou c certa atitude.
Se realmente o foco é na Série A, o time vai ter que jogar muito mais contra o Corinthians no domingo. Começa a contagem regressiva para o fim do Brasileirão e é hora de iniciar uma reação. A rodada do final de semana ganha importância pelos confrontos marcados. Além do Figueirense enfrentar o líder, o Avaí vai a Porto Alegre pegar o terceiro colocado Grêmio e o JEC recebe em casa o Atlético-MG, segundo colocado. Há ainda um Fluminense x Goiás que é importante na briga contra o Z4.

Ele quer sair

Antenor Angeloni foi o grande responsável por salvar o Criciúma de uma situação de quase falência. Assumiu a bronca há cinco anos, tirou dinheiro do bolso, saneou as dívidas e colocou o clube na Série A. Tudo perfeito até o rebaixamento e o fraco resultado deste ano na Série B. Ele cansou de botar dinheiro e ser bombardeado pela torcida. Avisou que vai sair no final do ano, abrindo um processo de sucessão no clube. É um caso que foge do que é aceitável no futebol moderno, onde o clube precisa buscar formas de se sustentar sozinho. Com a sua saída, é hora de ver se o Tigre vai conseguir alcançar essa meta com as suas próprias pernas.

domingo, 20 de setembro de 2015

Três catarinenses na zona de rebaixamento. Avaí foi o único a sobreviver na "maratona de setembro"

Alguns treinadores já falaram de um período crítico no Brasileirão que é a chamada "maratona de setembro", com jogos seguidos às quartas e domingos onde os elencos são exigidos ao máximo. Não há muito tempo para acertos, e as consequências são graves.

A rodada do final de semana terminou de uma maneira preocupante para a Chapecoense, time que tinha a ida para a zona de rebaixamento como uma coisa bastante improvável. Com confortáveis 28 pontos ao fim do primeiro turno, o time então treinado por Vinicius Eutrópio entrou numa maré de maus resultados e nem consegue mais se impor em casa, local em que construiu grande parte de sua vantagem. Agora o vento mudou, com Guto Ferreira tendo que se virar depois da merecida derrota para o Cruzeiro.

O Joinville continua o mesmo. Enfrentou um jogo de marcha lenta contra o Goiás e acabou totalmente envolvido. PC Gusmão não viu, e se viu não fez nada pra arrumar a avenida Mário Sérgio, um corredor enorme à disposição do time goiano, por onde sairam as principais jogadas. Um 3 a 0 dolorido, cheio daqueles discursos motivacionais que estamos cheios. A torcida quer ver futebol, precisa ver vitórias. Para piorar, os resultados da rodada ajudaram a afundar mais o JEC, que agora é lanterna.

Em Porto Alegre, o Figueirense arrancou um ponto contra o Inter, o que pode ser considerado bom dentro de um cenário de normalidade. Acontece que não foi suficiente para sair do Z4 e, somente para o alvinegro, a maratona continua com o jogo contra o Santos pela Copa do Brasil. O cenário preocupa com as duas competições simultâneas. O time vai aguentar e conseguir crescer num momento que tanto precisa?

Por último, o Avaí, o único dos quatro que não vai passar a semana com as costas na parede. Pegou um time do São Paulo desarrumado e fez a tarefa de casa, mostrando a mesma entrega do clássico do meio de semana. O Leão está fora da zona, mas a guerra não acabou. A luta contra o rebaixamento ficou mais animada neste final de semana, com mais gente chegando. 

Há um cenário preocupante, com o rendimento dos quatro catarinenses e a ascensão do Vasco, que já entregou a lanterna para o JEC. O risco de mais de um time cair para a Série B e fazer companhia ao Criciúma é bem considerável.