sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Chapecoense faz história ao enfrentar o River

A Chapecoense contou com a torcida de muitos Brasil afora em uma disputa de pênaltis pra lá de tensa contra o Libertad. Com bola rolando, o time saiu atrás no começo da partida, empatou logo depois, teve Vanderson expulso e segurou apostando na sua competência nos penais.

Deu certo, com 100% de aproveitamento. Quem diria que aquele time que disputava Série D até uns anos atrás iria enfrentar o poderoso River Plate, o campeão de tudo no continente, com a volta em Chapecó. Com certeza, um feito que ficará para a história, não importa o resultado.

Agora, o foco volta para o Brasileirão e o jogo complicado contra o Palmeiras no final de semana. Aí vem uma situação bem curiosa. Inegavelmente que a conquista contra o Libertad eleva a moral do grupo para a Série A. O time ganha confiança em um momento importante. Diferente do Figueirense, que desistiu completamente da Copa do Brasil e colocou um time 100% reserva em campo, depois de ter eliminado Avaí, Botafogo e Atlético para chegar à semifinal. Saiu do Pacaembu sem nada a ser aproveitado para o futuro.


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Brigando com as dificuldades

*Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 01/10/15
O ano passado terminou com o futebol catarinense causando certo espanto no país. Afinal, seriam quatro times do Estado na Série A, mesmo com capacidade financeira limitada e torcidas com números bem aquém dos chamados grandes. 
Chegou 2015 e hoje, faltando dez rodadas para o fim do campeonato, a situação é crítica para os quatro, em grande parte causada pelos problemas na montagem de elencos com baixo orçamento. Remendar um time no meio do campeonato quando o início não dá certo é caro, e tem uma grande chance de dar errado. O Joinville, por exemplo, contratou mais que um time inteiro com o Brasileirão em andamento, e hoje é o lanterna.
Não é fácil ser dirigente em Santa Catarina. Pra se ter uma ideia, três times que hoje estão na Série B (Botafogo, Bahia e Vitória) recebem muito mais de cota da televisão, e isso ajuda no desquilíbrio. Ambos os quatro não conseguiram engatar uma arrancada capaz de mantê-los longe da zona de rebaixamento. Para chegar a esse ponto, seria necessária uma competência extrema com um pouco de sorte para lidar com as dificuldades. Chegamos na reta final do Brasileirão e ninguem escapou da parte de baixo. O negócio é buscar tirar o máximo dos elencos, buscar pontos na superação e torcer contra os adversários para evitar um rebaixamento que traz efeitos graves para os clubes, que faturam muito menos ao encarar uma Série B. Mas isso não significa o fim dos tempos. Afinal, quem cai num ano pode retornar no outro.
Diferentes impressões
O jogo de hoje contra o Santos não vale apenas uma classificação para o Figueirense na Copa do Brasil. A vaga na semifinal também vale uma gorda cota de um milhão de reais, que é quase o valor que o clube recusou para mandar o jogo contra o Flamengo em Brasília. A decisão de não escalar força máxima foi tomada, principalmente depois de todo o rebu causado pela derrota para o Corinthians. O objetivo é poupar titulares para a partida do final de semana em Goiânia. Enquanto isso a Chapecoense, em situação tão desesperadora quanto a do alvinegro no Brasileirão, vai de time completo hoje contra o Libertad com o discurso de dar confiança ao grupo principal para o restante da Série A. Visões diferentes em confrontos eliminatórios importantes.

domingo, 27 de setembro de 2015

O alerta para os quatro catarinenses está cada vez mais forte

De 12 pontos disputados, só o Joinville conseguiu somar um, que não muda muito sua crítica situação no Brasileiro. 

Os confrontos eram complicados e a situação voltou a se agravar, não no número de pontos, mas por causa da vitória do Vasco sobre o Flamengo, que fez o time de Jorginho encostar no Figueirense, que pode cair para a penúltima posição caso perca para o Goiás e os cariocas baterem o Avaí na Ressacada, além de ganhar uma moral maior nessa luta na parte de baixo com sua quarta vitória em cinco partidas.

Avaí e Figueirense foram presas fáceis para Grêmio e Corinthians. Em Porto Alegre, o tricolor gaúcho aproveitou a tradicional inconstância da zaga avaiana e construiu um 2 a 0 com apenas 23 minutos. Daí pra frente foi só administrar. No Scarpelli, o Figueira pegou o melhor time do campeonato, o que por si só já é algo forte. O problema é que o time não mostrou combate algum, fraquejou no ataque e com pouca (ou nenhuma) articulação pelas laterais.

Mesmo sem ser chamado, o presidente Wilfredo Brillinger foi para a coletiva, o que já é um indicativo de grave crise. O time não vem respondendo e a situação vai se complicando.

Em Recife, a Chapecoense continua com sua crise de identidade, principalmente fora de casa. Tomou um gol numa falha de escanteio e o golpe final no segundo tempo. Poderia ter saído do Z4, mas vai pegar o Palmeiras em casa no domingo com pressão ainda maior, tendo o jogo contra o Libertad no meio da preparação. A maratona é dura, com partidas contra Vasco e Grêmio na sequência.

O JEC voi valente e empatou um jogo que até poderia empatar, se tivesse feito a tarefa de casa contra adversários diretos em outras rodadas. No fim, o resultado não ajudou em nada. O rebaixamento parece ser questão de tempo. Vai ao Maracanã domingo de manhã enfrentar o Flamengo.

No próximo final de semana, dois jogos importantíssimos: o Avaí pegando o emergente Vasco em casa e o Figueira indo a Goiânia enfrentar um Goiás ainda irregular.

Torcedores começam a levantar a temida possibilidade dos quatro catarinenses caírem. Ela existe e é bem considerável, principalmente com a subida do Vasco. Cada qual tem os seus problemas, não cabe aqui ficar comentando os quatro coletivamente. Mas ambos precisam de uma arrancada para ontem. Falta futebol.