sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O empate e o factoide

Sobrou polêmica no Maracanã. Mais uma vez, a confusa arbitragem que está complicando o Brasileiro apareceu com tudo em Vasco x Chapecoense. Teve de tudo, pênalti mal marcado, não marcado, falta. No fim das contas a Chape voltou pra casa com um ponto importante, em um jogo que teve que segurar uma pressão forte do adversário. Para o Vasco, sobrou muita reclamação.

Sabe o que é factoide? É quando você diz algo que é inverídico ou que não tem comprovação na imprensa pra agitar. Também é conhecido por "jogar para a torcida". Eurico Miranda fez isso. Seu time, que demorou muito para arrancar no campeonato, perdeu dois pontos e ele precisava descarregar em alguém. Centrou fogo no Delfim e num suposto favorecimento ao futebol catarinense, que rala lá na parte de baixo da tabela para não cair para a segunda divisão.

Uai, se houvesse tanto favorecimento assim, os quatro não estariam mal na fita, correto? Não sou daqueles que nutrem admiração pelo Delfim, mas dessa vez ele virou alvo do dirigente fanfarrão que teve que encontrar alguém para jogar a culpa no seu fracasso. O pior é que tem gente que, em pleno 2015, ainda acredita em discurso de gente folclórica.

Segue o bonde que final de semana tem rodada, e os "favorecidos" precisam brigar contra uma arbitragem cada vez mais problemática para não ir pra série B.


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Bons e maus momentos

Assessoria Figueirense FC
A parada de dez dias para as eliminatórias da copa foi um período precioso para todos os clubes do Brasileirão. Tempo importante para aprimorar o que está dando certo e ajustar o que não funciona. Enquanto o Figueirense retornou a campo e conseguiu bater o Flamengo mantendo um bom volume de jogo e o JEC conseguiu uma importante vitória sobre o Coxa, o Avaí voltou a apresentar os erros de sempre, morreu no segundo tempo e acabou sendo presa fácil para o Sport.

O Figueira, depois de vencer o Goiás com muita aplicação e vontade de vencer, repetiu a receita contra o Flamengo. Foi rápido, confundiu o adversário que dava espaços e tinha problemas para se organizar, e acabou vencendo com autoridade. Apostou em uma pressão forte no início do jogo para marcar território. Conseguiu segurar a tentativa de reação rubro-negra no início da etapa final e voltou a pressionar, principalmente na velocidade de seus atacantes. Não perdeu o foco em momento algum e acabou premiado com a saída da zona de rebaixamento. O time alvinegro vive um bom momento no campeonato, que precisa ser bem aproveitado. Terá no jogo de sábado em Joinville a oportunidade de abrir distância, contra um adversário empolgado e empurrado pela necessidade de vitória.

Assessoria JEC
O JEC bateu o Coritiba jogando na base da disposição, mesmo com as suas limitações técnicas. Teve em Agenor um importante nome, pegando pênalti batido com displicência por Kleber. Na sequência veio o lance do penal para o tricolor, abrindo o caminho para a vitória. Para a partida contra o alvinegro não terá Marcelinho Paraíba, hoje uma das suas principais peças, suspenso pelo terceiro amarelo.

Em Recife, o Avaí voltou a mostrar os mesmos deslizes do seu sistema defensivo, principalmente no segundo tempo. Passaram-se dez dias e Gilson Kleina não deu conta de arrumar o setor. O time tem suas limitações e isso ninguém nega. Daria para compensar com aplicação, objetividade e vontade de vencer, coisa que não se viu na Ilha do Retiro. No final de semana tem jogo contra o Palmeiras em casa, e mais uma vez o Leão jogará com as costas contra a parede. Precisa encontrar o caminho de uma reação com a máxima urgência, já que o time não mostrou ter acordado depois de um período de preparação tão importante, que parece não ter sido aproveitado.




quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Vitória apenas protocolar

A seleção brasileira cumpriu a sua obrigação. Não dá pra dizer que há um clima tão decisivo assim num jogo contra a Venezuela, até porque a obrigação de vitória transcende toda e qualquer situação nas eliminatórias.

Foi até fácil, facilitado pelo gol no primeiro minuto. Aí foi só administrar daquele jeito, com falta de padrão tático e qualidade bastante duvidosa. Tipo do jogo que não dá pra se tirar conclusão alguma de melhora. Passou, venceu, fez a obrigação, segue o bonde.

Dunga fez alterações que podem ser consideradas interessantes, mas impossíveis de dizer se realmente surtiram efeito e se derão um bom volume de jogo contra a Argentina. Gostei da saída de Jefferson para a entrada de Alisson e a colocação de Ricardo Oliveira, artilheiro do brasileiro e que está numa ótima fase, no comando do ataque.

As eliminatórias apenas começaram e a seleção jogará assim, pressionada até o final, depois do vexame na Copa. Vem por aí dois jogos complicados.