quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Mais uma vez: como é difícil fazer futebol em Blumenau

Portões trancados do Sesi no Catarinense 2014
Pela terceira vez na sua história, o Metropolitano vai ter que achar um lugar para jogar no campeonato catarinense. Em outras temporadas, o clube já teve que mandar partidas em Timbó e Brusque.

Parece que o Sesi não quis ser parceiro e deixou o clube mais uma vez sem pai nem mãe, com as opções de mandar os seus jogos em Jaraguá do Sul ou em Itajaí. Um óbvio prejuízo financeiro quando as contas do Metrô já não vão nada bem. E se os públicos dos jogos no Sesi já não são aquela maravilha, ficam ainda mais prejudicados com o deslocamento até o João Marcatto ou o Dr. Hercílio Luz.

Enquanto isso, a classe política de lá fica enrolando quando se fala na concepção de um estádio que atenda os interesses do futebol da cidade sem todos os entraves que o Sesi bota no caminho.

Ser dirigente de futebol em Blumenau é coisa pra heroi. Tudo conspira contra e o pessoal não desiste.



domingo, 1 de novembro de 2015

Chape perdeu a chance de carimbar sua permanência. Na luta contra o Z4, Goiás foi o vencedor da rodada

Francieli Constante / Assessoria ACF
A Chapecoense tinha a chance de abrir oito pontos de Coritiba e Goiás e ficar muito mais tranquilo na briga para permanecer na Série A. Seria uma distância muito confortável. Acontece que o time não conseguiu bater o Atlético-PR com um jogador a mais em campo por um bom tempo. Weverton foi o nome do jogo, sem dúvida. Mas faltou aplicação e pontaria. Comparando com a épica vitória sobre o River Plate, faltou futebol.

A luta contra o rebaixamento vem se caracterizando por poucas vitórias de quem está no desespero. Nos confrontos diretos, caso de Coritiba x Figueira, deu empate. Voltando a bater numa tecla que já falei por aqui, uma vitória faz muita diferença, em um cenário cheio de empates e derrotas. Em cima disso, o grande vencedor da rodada foi o Goiás, que ao bater o Inter chegou aos 34, passou o Coritiba e ficou a um ponto do Avaí (3 pontos nos últimos cinco jogos) e Figueira (com uma campanha recente melhor, oito pontos nos últimos 15 disputados).

Resumindo: uma derrota na próxima rodada pode custar uma entrada no Z4 ou uma boa distanciada. Na próxima rodada não haverão confrontos diretos, mas na seguinte terão dois (Avaí x JEC e Goiás x Coxa) que podem trazer um outro cenário.

Lá atrás, tem JEC e Vasco, que de certa forma podem comemorar o que aconteceu na rodada, já que ninguém disparou. Muita gente faz contas e contas, mas precisa ter futebol pra isso. Semana que vem, o tricolor enfrentará o bom time do Santos com os desfalques de Kadu e Naldo, enquanto o Vasco vai a São Paulo pegar o Palmeiras. Não são favoritos, portanto. Com as derrotas do final de semna, é uma rodada a menos para buscar reação.



Ninguém arranca, e o JEC para na sua falta de qualidade

E segue a novela. Aqueles times da parte de baixo não vencem uma partida para dar um passo enorme na classificação. Vão empatando, e as rodadas passando. Abriu-se aí um canal para que a Chapecoense aumente sua arrancada. Se bater o Atlético-PR neste domingo, serão oito pontos de frente para o Coritiba, primeiro da zona de rebaixamento. Já pode começar a preparar o ano novo.

O empate do Figueirense pode até ser considerado positivo. Era confronto direto e não permitiu que o Coxa o ultrapassasse. O Avaí enfrentou campo pesado e perdeu a chance de vencer em casa um Cruzeiro que já planeja o próximo ano. Sem muitos detalhes, já que trabalhei em Ponte Preta x Joinville. Desse jogo, posso falar um pouco.

Depois de empolgar a torcida com as vitórias sobre Coritiba e Figueira, o JEC perdeu para o Inter jogando bem, sem competência pra concluir a gol. Deixou o adversário, em uma péssima noite, "achar" um gol e vencer a partida. Contra a Ponte foi absolutamente igual. O tricolor criou, segurou o time da casa, mas parou por aí. 

PC Gusmão montou um ataque onde Marcelinho Paraíba corria feito um louco e a dupla Silvinho-Edigar se escondia atrás da marcação. É a história do time que cria, mas não conclui. Acabou punido numa jogada de Rodinei no segundo tempo que Guti mandou contra.

É muita conta para que o time escape. Ou melhor, nem é conta, são vitórias que precisam vir, com um ataque que tem um jogador (Kempes) que mostra algum tipo de brilho. O resto não funciona e vem aí o Santos, onde o tricolor não terá Naldo e Kadu, suspensos. Tá fácil, né?

Dói para o torcedor, mas é a verdade. Faltou qualidade na montagem do time, e os resultados estão aí. O rebaixamento virá sem muita dor, sem lágrimas na arquibancada. Porque nesse tempo todo o time preparou a torcida para isso.