sábado, 14 de novembro de 2015

Brasil achou o empate em Núñez. Para ser um time falta muito

Rafael Ribeiro / CBF
A Argentina dominou o primeiro tempo e vencia o jogo com a máxima justiça. O time do Brasil tentou se organizar minimamente e conseguiu um gol fruto de um passe estranho de Daniel Alves (daqueles que tem 90% de chance de dar errado) e o rebote de Lucas Lima.

Pior para os argentinos, claro. Não venceram ainda nas eliminatórias e terão pedreita na Colômbia na próxima rodada. Mas pelo menos, ele são um time. Jogaram como um time. O Brasil não é time, e vai levar um longo tempo para se transformar em um. Neymar não apareceu, e como era até esperado, o time sumiu. Douglas Costa deu um pouco de brilho e participou do lance do gol.

O time pode e deve jogar mais, até para não correr riscos de uma classificação certa. Vencendo o Peru, não vai haver desespero na tabela.

Mas definitivamente, e sem julgar se a geração é boa ou ruim (esse debate será eterno), não temos um time. Coisa que a Argentina tem há tempos.




sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Metropolitano vai de Jaraguá e, surpresa, Paulo Pelaipe

O Metropolitano acertou com o Juventus uma parceria para mandar seus jogos no Estadual no João Marcatto, em Jaraguá. O estádio lá está legal. Passou por umas reformas esse ano para a segundona e só precisa de uma manutenção no gramado. De resto está OK. Pesa contra, claro, a distância para o torcedor ir pra lá, seja por Massaranduba ou Pomerode. Mas é o que o clube pôde fazer, depois de tomar uma rasteira do Sesi que, segundo matéria publicada hoje no UOL, recebeu R$ 1,4 milhão do governo federal para uma obra que não tem garantia de ficar pronta até as Olimpíadas, e sem nenhuma delegação ter mostrado interesse em fazer seus treinamentos por lá.

O Metrô não teve um bom ano no campo e sofreu com problemas financeiros. Na contramão disso, anunciou a contratação do executivo Paulo Pelaipe, ex-Grêmio e que, não faz muito tempo, estava no Flamengo.

Não entendi muito essa conta, até porque o clube não nada em rios de dinheiro. Será interessante acompanhar esse trabalho de um dirigente de padrão série A em um clube de orçamento bem limitado e bem longe da realidade que ele trabalhou.



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Saída de Kleina, o "fato novo" do Avaí a quatro rodadas do final

André Palma Ribeiro / Notícias do Dia
Gilson Kleina teve sua saída confirmada do Avaí com doze pontos ainda a serem disputados na Série A.

Em linhas rápidas, ele perdeu a mão na montagem do time há algum tempo, encontrando soluções mas sem dar continuidade a elas nos jogos seguintes. Perdeu o prazo de validade. Claro que o time não está na posição de ameaça só por causa dele. Há um componente importante chamado limitação do grupo, que precisa de Marquinhos para ter um diferencial. Como ele não está inteiro, o time inteiro sente.

Penso que, se a diretoria quisesse trocá-lo, teria que ter feito antes, talvez depois da derrota para o Palmeiras. Tinha a questão da multa. Houve, também, o interesse da Ponte Preta. O presidente bancou e mandou ficar.

Tarde demais? Só o resultado final vai dar a resposta. Pressionado contra a parede por torcida, imprensa local e porque não dizer pelo caixa, já que estourou o problema de salários atrasados, a diretoria avaiana apelou pra velha tática do fato novo, que nem é tão novo assim, já que Raul Cabral, funcionário da casa, vai assumir o time respaldado pelo elenco. Aí que vem o ponto principal: se o plantel colaborou para a troca de comando técnico, vai ter que dar a resposta em campo.

Kleina teve suas falhas, mas também paga por um elenco que não tem o calibre de uma Série A. Só alguns jogadores não resolvem. A troca de treinador em um momento tão decisivo (e com um confronto direto contra o JEC pela frente) é um risco assumido. Pior que está não tem como ficar. Se der certo, ótimo para o Avaí.


domingo, 8 de novembro de 2015

Figueira e JEC perderam mais uma oportunidade. Vasco se aproxima e põe mais drama na briga contra o rebaixamento

Luiz Henrique / Figueirense FC
E segue a novela daquela briga ingrata contra o rebaixamento, onde todo mundo patina e, com o final chegando, aumenta a dramaticidade da disputa nestas quatro rodadas finais.

O Figueirense acabou parando em Victor e foi punido por isso, tomando uma dolorida derrota no finalzinho. Faltou calma e pontaria, já que o time enfrentava um adversário desesperado para vencer e adiar a festa do título do Corinthians. Quando a chance apareceu, ela não foi aproveitada. Aí, faltou atenção na recomposição da defesa. Dátolo aproveitou a bagunça na área para marcar o gol.

Se tivesse vencido, o alvinegro abriria cinco confortáveis pontos do primeiro time do Z4. Agora está a apenas dois, com o Vasco vencendo mais uma, e uma pedreira fora de casa contra o bom time da Ponte Preta. Considerando que também há um confronto direto de Goiás e Coritiba, uma nova derrota pode custar a perda de uma posição ou até de duas, já que o Avaí vai receber o Joinville na Ressacada.

Assessoria JEC
O JEC poderia encostar nessa briga aí. A lama na Arena Joinville não pode servir de desculpa, já que o ataque tricolor falta em qualidade já há um bom tempo. Agenor segurou as pontas lá atrás, mas faltou articular mais, jogar mais a bola na área e mostrar uma entrega semelhante àquela da Chapecoense ontem contra o Fluminense. Agora, com 31 pontos, o tricolor vai à Ressacada para tentar se aproximar do Avaí, em uma partida sem favorito por causa do fraco futebol de ambos. É a partida que pode selar o rebaixamento, já que uma derrota colocaria o time de PC Gusmão a sete pontos do Leão. Aí pode ensacar a viola.

Uma coisa pode ser dita: o Joinville teve todas as chances possíveis de sair do Z4 mesmo após o fim da era Adilson Batista. O time não aproveitou e está vendo a Série B mais próxima.


Feliz 2016, Chapecoense

Assessoria ACF
Nervos no lugar, aplicação e confiança no seu potencial. Esse foi o tripé que comandou a arrancada final da Chapecoense que garantiu a permanência na Série A. E o jogo contra o Fluminense foi bem um reflexo disso. Contra um time pressionado e campo molhado, o Verdão saiu atrás, conseguiu o empate num belo cruzamento de três dedos de Maranhão, virou, tomou o empate e conseguiu a virada numa jogada de qualidade.

A Chape já pode planejar 2016, com uma temporada que teve uma atuação regular no Estadual, participação histórica na Sul-americana e um Brasileirão que teve um início sensacional, com uma queda que causou preocupação, até a reorganização da casa com Guto Ferreira. Missão cumprida e final de ano tranquilo.

Agora vem aí todo aquele processo de remontagem. Muita gente vai embora e, mais uma vez, o bom faro da diretoria será desafiado. Agora, com muito mais experiência.

Nervoso é apelido

Iniciei esse texto com nervos no lugar, algo que falta e muito para o Avaí. Muitos times, quando sentem a água entrando na casa quando chega o final do campeonato, perde o senso de orientação. O Atlético-PR foi pra cima de uma confusão vestida de azul e branco. A pior defesa do campeonato apareceu com tudo, facilitando o trabalho de Walter, que fez o que quis.

O Z4 só vai mudar se o Goiás vencer ou empatar com o Flamengo no Maracanã. Mas o Avaí não mostra reação neste momento crucial.