sábado, 21 de novembro de 2015

Fórmula do estadual: fácil de entender e bom para todos

Assessoria FCF
Nem parece verdade, mas a fórmula do campeonato catarinense 2016 é simples, e agrada aqueles que querem uma final.

Sou fã dos pontos corridos, mas nesse caso, com dez times, acho que cabe a final. No Brasileirão tem disputa por G4, Sul-americana, 4 vagas de rebaixamento. Aqui é um campeão e dois rebaixados. Quem não for pra Copa do Brasil pode acabar entrando via ranking.

O regulamento é simples e já foi usado em 2007 e 2008, quando o campeonato tinha doze clubes. Foi observada a possibilidade de título para o campeão dos dois turnos, o que é mais do que justo. Os clubes pequenos ganham calendário, os grandes não terão a exigência de dar tudo de si em nove datas para escapar do quadrangular da morte e a final acontecerá com os ganhadores de cada etapa. Há uma segunda chance no returno para quem teve problemas na arrancada.

Só fica a dúvida se haverá uma ou duas finais, por causa das datas no calendário. Mas dá pra encaixar, até porque a primeira fase da Copa do Brasil usa mais que dois meios de semana.

Eu gostei da escolha e ainda vou além: o formato estimula o produto campeonato, desde que bem utilizado. Tá certo que o catarinense entra no novo ano manchado com a novela do tapetão e a taça roubada. Mas se for feito um bom trabalho de imagem e, principalmente, a valorização disso tudo, dá pra transformar isso em algo rentável. Se bem que os valores arrecadados pelas negociações ultimamente alcançaram valores ridículos.

Enfim, o turno e returno é beem melhor que a fórmula dos últimos dois anos. Para todo mundo.


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Quando ninguém esperava, Avaí vence e manda o JEC de vez para a Série B

Jamira Furlani / Avaí FC
Acompanhando as estatísticas de Avaí x Joinville, notei que, aos 30 minutos do segundo tempo, o tricolor tinha 70% de posse de bola. Mandou no segundo tempo, via o adversário correr atrás. Como o futebol tem das suas coisas, a incompetência foi punida com uma jogada avaiana pela direita que acabou no gol de Everton Silva. Vitória importante do Leão que se mantém fora do Z4, assim como o Figueirense, que contou com a ajuda do péssimo árbitro Francisco Carlos Nascimento para bater o bom time da Ponte e também conquistar três pontos importantes.

A partida traz reflexos. No Joinville, não se viu nada muito diferente, por exemplo, dos jogos fora de casa contra Inter e Ponte, só pra citar dois. Mesmo com os adversários dando espaços e chances, o ataque era tão incompetente que acabava deixando o outro time acreditar e conseguir o gol sempre em jogadas pela direita do ataque. E por onde saiu o gol do Avaí? Erros de marcação a parte o tricolor, que contratou um caminhão de atacantes, nunca se encontrou na frente. O rebaixamento, agora consumado, não prolonga o sofrimento do torcedor, que ainda se agarrava nas muitas possibilidades dadas pelos adversários. A hora é de ver onde o clube errou (bastante coisa) e seguir em frente em uma temporada que teve título catarinense perdido num erro de registro, uma Copa do Brasil e Sul-americana pífias e, agora, um rebaixamento mais do que merecido.

Passando para o lado do Avaí, não é necessário dizer que a vitória é importante sim, mas engana quem não viu o jogo. O time teve um lampejo no primeiro tempo, fez o primeiro gol, poderia ter feito o segundo não fosse um impedimento mal marcado. Passou isso, e foi só. O segundo tempo foi de um time atacando e outro correndo atrás. Veio o gol da vitória que deve ser comemorada, mas em um jogo que precisa ser lembrado como sendo de um futebol fraquíssimo.

Tem que ver o que o Vasco vai aprontar contra o Coritnthians. Mas caso o campeão brasileiro vença, a disputa contra o descenso vira de três times para apenas uma vaga, hoje do Coritiba, que bateu o Goiás fora de casa. Há boas possibilidades sim, mas é necessário jogar muito mais bola.




quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Brasil venceu em cima dos talentos individuais

Rafael Ribeiro / CBF
A seleção do Dunga venceu o Peru sem brilhantismo. Serviu para se manter no grupo de classificação e prorrogar a esperança de dias melhores para o time nas próximas rodadas, em 2016.

Veja bem: o Brasil não é um time. Enfrentou o Peru, que é um time. Limitado tecnicamente, mas é um time que, diga-se de passagem, ficou bem a frente na última Copa América. Ricardo Gareca errou na armação do time peruano, montando duas linhas de quatro, algo bem diferente da vitória sobre o Paraguai. Aceitou a pressão.

E como a seleção venceu? Com seus talentos individuais. Willian e Douglas Costa jogaram uma bola redondinha e abriram o caminho para a vitória.  A torcida baiana, que historicamente não é tão crítica quanto a do sul, foi embora feliz e extasiada.

Eu não vi nada de mais. Poucas linhas de passe, falhas de posicionamento, enfim, faltou um melhor espírito de coletividade.

Vem aí o Uruguai, que terá a volta de Suárez, e o Paraguai, que já foi um time perigoso e que atravessa a pior fase da sua história. Aguardemos novidades.



terça-feira, 17 de novembro de 2015

Os pontos corridos no Estadual

Os clubes decidiram pela fórmula de pontos corridos no próximo campeonato catarinense, o que eu entendo ser uma escolha corajosa, mas que tem suas vantagens. É um tipo de campeonato fácil do torcedor entender, com garantia de número de jogos para todos.

Pode ser que tenha final, se a FCF der um jeito com a CBF para arrumar mais uma data que faça possível a realização das decisões. Espero que, para o ano que vem, os clubes não se esqueçam de colocar no regulamento a possibilidade de título direto para quem levar os dois turnos, para evitar a piada nacional que aconteceu no passado.

O cenário mais provável é o de turno e returno sem decisão, igual ao campeonato brasileiro. É necessário avaliar os prós e contras. Por um lado, o time mais regular será premiado com o título e os piores acabarão rebaixados. Em outro aspecto, há a possibilidade de partidas serem esvaziadas no segundo turno caso os times já não tenham mais chances. De repente, um time que joga a Copa do Brasil pode botar um reservão no Estadual, e aí o público será pequeno.

É uma análise um pouco diferente do Brasileiro, onde tem vagas da Libertadores e sul-americana em disputa, o que vale muito, e quatro rebaixamentos. Aqui teremos um campeão, dois rebaixados, e vagas na Copa do Brasil, que não são tão obrigatórias assim já que os clubes das séries A e B tem a saída do ranking caso não consigam a vaga pelo catarinense. Para Brusque, Camboriú, Inter, Metropolitano e Ibirama, é prato cheio.