terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Agora é guerra

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 26/01/2016

A nota divulgada pela CBF ontem soou como um aviso de guerra do sistema contra quem quer enfrentá-lo. Desespero que parte da Federação do Rio de Janeiro, exigindo uma atitude que sepulte o torneio da Primeira Liga marcado para começar amanhã. A boa notícia é que os clubes, pelo menos até agora, não baixaram a guarda. Vão jogar e desafiam a confederação a tomar alguma atitude contra um grupo que conta com mais da metade dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, que tem apelo de público suficiente para fazer um bom produto. 
"A competição está confirmada, e a resposta será dada em campo", disse Eduardo Carlezzo, do setor jurídico da Liga. Com o evento confirmado, fica agora a expectativa pela adesão do torcedor, conclamado para ir ao estádio para dar a resposta à cartolagem que torce, com todas as suas forças, para que o torneio inaugural não dê certo, sob pena de encontrar um inimigo mais forte em 2017, onde a Liga promete ganhar mais corpo. E onde a Federação Carioca entra nisso? Precisa de Flamengo e Fluminense para renovar o contrato de televisionamento que termina neste ano, sob pena de ver desaparecer uma boa grana.
Enquanto isso o presidente da CBF, o coronel Nunes, disse que "ia se inteirar do assunto" de uma nota que ele mesmo assinou. Cada vez aparecem mais motivos de mandar tudo para os ares e começar a tão esperada revolução. Gostei da forma como os clubes encararam a ameaça.

Só problema

Depois de ver jogadores obtendo a quebra de contrato na justiça por falta de pagamento, agora foi a vez dos funcionários do Avaí protestarem depois de ouvirem promessas não cumpridas. Nada pior para uma semana de estreia. Mesmo tardiamente, o Conselho Deliberativo resolveu tomar uma atitude, pedindo relatório da grave situação financeira ao Conselho Fiscal. O problema maior não é fazer mágica para conseguir saldar os salários atrasados de todo mundo. É imaginar como que o clube vai encarar essa temporada com um problema em cima do outro já no seu início. A bola de neve só aumenta.

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