terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Brusque

BRUSQUE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de outubro de 1987
Cores: Verde, Vermelho, Amarelo e Branco
Estádio: Augusto Bauer - 5.500 lugares
Presidente: Danilo Rezini
Técnico: Mauro Ovelha
Ranking "BdR" 2015: 8o. lugar
Catarinense 2015: Campeão da Série B



O Bruscão vive de altos e baixos. Em 2014, depois de fazer uma campanha sensacional na primeira fase sob o comando de Pingo, viu o time afundar no hexagonal da morte e ser rebaixado depois de um jogo vergonhoso entre Ibirama e Marcílio Dias. No ano seguinte, e com a promessa do presidente Danilo Rezini, veio a volta. Mesmo com apenas uma derrota na Série B, o time não convencia sob o comando de Leandro Campos. A diretoria trocou o comando e o time reagiu, conquistando o título em cima do Camboriú.




Era questão de honra para a diretoria a permanência do técnico Mauro Ovelha. Digamos que foi um daqueles namoros que levou anos pra virar casamento. Há muito existia o interesse do clube nele. Em 2015 ele chegou e resolveu ficar. E o Brusque agradece, pois sobe um pouco de patamar. Tem no seu comando um treinador que foi campeão estadual não faz muito tempo, tem competência reconhecida e a condição de montar um time para incomodar. No caso, a meta do Brusque é uma das vagas na Série D, no campeonato a parte que disputará contra quatro dos seus concorrentes.



Na montagem do time, o Brusque iniciou com uma pequena base do time campeão da segundona. Manteve nove jogadores, incluindo o meia Eliomar, o volante Carlos Alberto e o atacante Eydison. Foi ao mercado, com a indicação de Ovelha, e trouxe nomes experientes, como o zagueiro Alemão, o volante Everton Cézar, o atacante Potita e o lateral Aelson, todos ex-Chapecoense, o goleiro João Paulo, ex-Metropolitano e JEC, e o atacante Giancarlo, catarinense de Turvo com passagem por vários clubes daqui e pelo Paraná Clube. Em comparação com outros anos a média de idade aumentou. Mas o técnico fez questão de se cercar de jogadores de confiança e que não sentem pressão de qualquer adversário.

Definitivamente, o Brusque investiu mais para sair da mesmice e tentar ir ao Brasileiro, que não participa desde 2011. E nisso, também há uma via de mão dupla: enquanto a diretoria tenta dar mais qualidade ao time, o treinador vai ensinando a cartolagem a agir com mais profissionalismo. Penso que a passagem de Mauro Ovelha vai agregar muito ao futuro do Brusque. E ele tem discurso otimista, falando em vaga na Série D e sem mencionar luta contra o rebaixamento em nenhum momento. Vai ser muito interessante ver como ele se sairá nesse novo desafio.

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