terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Metropolitano

CLUBE ATLÉTICO METROPOLITANO
Fundação: 22 de janeiro de 2002
Cores: Verde e Branco
Estádio: Sesi (Particular) - 6000 pessoas (Mandará seus jogos no João Marcatto, em Jaraguá do Sul, para 8 mil pessoas)
Presidente: Ivan Rodrigo Kuhnen
Técnico: Valdir Espinosa
Ranking "BdR" 2015: 7o. Lugar
Catarinense 2015: 5o. Lugar

O Metropolitano sofre daquela máxima do "como é difícil fazer futebol em Blumenau". A temporada passada não foi fácil, com baixo público no estádio, uma eliminação precoce na Série D e uma campanha apenas razoável no estadual. Conseguiu passar para o hexagonal, mas conquistou só uma vitória na segunda fase, terminando a frente apenas do Criciúma. No segundo semestre, reuniões e mais reuniões aconteceram para tentar achar uma solução para o problema financeiro do Metrô, que não conseguia arrecadar o que gasta com o dia-a-dia do clube. E para piorar mais ainda, veio a notícia que o estádio do Sesi não estaria liberado por conta de obras na pista de atletismo para uma possível vinda de alguma equipe que queira treinar para as olimpíadas. Daí veio a escolha pelo estádio João Marcatto, do Juventus de Jaraguá, que será a casa verde no estadual. Realmente um desafio pra qualquer diretoria.

O clube chegou a acertar com Paulo Pelaipe, ex-Grêmio e Flamengo, para a gerência de futebol. O negócio morreu no dia da apresentação. Acabou fechando com Sidnei Loureiro, que trabalhou no Botafogo por cinco anos, na gestão de Maurício Assumpção. Entregou o cargo em julho de 2014, quando o time começou a sair dos trilhos por causa da crise financeira. Ele chegou com a ideia de conseguir montar um time dentro da proposta do clube, que não conta com o apoio financeiro de outras temporadas. Surpreendeu a escolha de Valdir Espinosa para o comando técnico. Currículo não lhe falta, com um título mundial conquistado com o Grêmio em 1983. Após um longo período longe dos campos, trabalhando como comentarista esportivo nas rádios Manchete e Globo, Espinosa retornou ao futebol em 2014, no Esportivo de Bento Gonçalves. E agora, tem novo desafio em Blumenau.

O Metrô foi na contramão de adversários como Brusque e Camboriú e montou um time praticamente desconhecido. Permaneceram os zagueiros Elton e Alexandre Carvalho, além do meia Harrison, que tem passagem pelo Joinville. Do grupo dos novos, está o goleiro Everton, de 34 anos, com passagem pelo Vasco na década passada. No resto, o clube optou por um elenco bem jovem e desconhecido no futebol catarinense. Nesta semana chegou uma novidade conhecida: Rafinha, de 22 anos. Anunciado como grande revelação do Flamengo, chamado até de "Neymar da Gávea" e com contrato renovado até 2018, ele não conseguiu despontar. Foi emprestado para o Bahia, Atlético-GO e para a Coreia. Ganha em Blumenau uma boa chance para reaparecer no futebol nacional.

A palavra correta para definir o Metropolitano para o Estadual é "Incógnita" pelo puro e simples fato de ser um time desconhecido. Só o tempo dirá se a aposta foi certeira ou furada. Certo é que o Metrô tem um desafio grande na temporada, já que tem um caixa limitado e terá que jogar todas as partidas fora da cidade, obrigando o deslocamento do seu torcedor.


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