segunda-feira, 7 de março de 2016

Chape e Criciúma abrem returno vencendo fora. Outros times procuram respostas

Há quem diga aquele velho chavão de que um time já classificado poderá relaxar numa segunda fase, até porque não vale muita coisa. Depois do que eu vi do jogo em Lages, não posso dizer isso da Chapecoense. A vitória contra o Inter não foi pouca coisa. Afinal, o colorado estava invicto em casa, com direito a meter um 3 a 0 no Criciúma, time que brigou até o final pelo título do turno.

O recado está dado. Quem quiser ir à final, não terá na Chape um time relaxado.

O Criciúma mais uma vez arrancou bem, agora vencendo o Avaí fora de casa. Aproveitou bem a sua velocidade e, principalmente, as chances que apareceram em um partidaço de Wellington Saci. Vitória essa que cresce em importância pelo fato de ser contra aquele que era o time que estabeleceu aquela arrancada na reta final do turno. Primeira pergunta do returno: manterá o Tigre o ritmo para chegar na última rodada, quando receberá a Chape em casa, com a condição de evitar que o campeonato termine sem final. E a segunda: onde poderá chegar esse time do Avaí, que começou desacreditado o campeonato e impressionou a muitos?

Quem também procura encontrar suas respostas são Figueirense e Joinville. Eles podem se transformar em times confiáveis? Podem e precisam trabalhar muito pra isso. Mas estão longe de aparecerem como pretendentes ao título estadual. O JEC fez 2 a 0 no Guarani no primeiro tempo em um jogo fraco. Tomou um gol no final do jogo e tomou sufoco até o apito final. Está longe de ser um time próximo ao do estadual passado.

Já o Figueirense acabou envolvido pelo melhor entrosamento do Brusque, e isso até era esperado. O time de Mauro Ovelha, que engatou a segunda vitória seguida e mostra uma crescente interessante, mesmo com um elenco arrebentado e sem atacantes inteiros. O Bruscão empata com o Inter na classificação geral que distribui as vagas para a Série D, e mantém quatro pontos de distância para o Metropolitano.

Metrô que venceu o Camboriú fora de casa e escapou da pressão pelo rebaixamento. Cambura e Guarani vão perdendo espaço e começam a entrar na situação do desespero. Não vi o jogo no Robertão, mas estive presente na Arena Joinville e posso falar: incrível como esse time do Guarani é medroso. Sabe aquele time que joga com os 11 atrás e não quer saber de pressionar? Taí. Não há como imaginar um time que procure algo que fique recuado só pensando em não tomar gol e sequer fazendo um trabalho de pressão no adversário. Continua sem vencer e só uma catástrofe evitará a sua queda.

E assim começou uma segunda fase do campeonato que poderá ter um pouco mais de emoção. Mas ainda há um grande favorito que não quer decisão. E posso até ser mais ousado: com uma grande chance de levar o caneco invicto.


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