segunda-feira, 11 de julho de 2016

Conheça a segundona: Marcílio Dias


CLUBE NÁUTICO MARCÍLIO DIAS
Fundação: 17 de março de 1919
Cores: Azul e Vermelho
Estádio: Dr. Hercílio Luz - 10.000 lugares
Presidente: José Carlos dos Santos
Técnico: José Macena
Ranking "BdR" 2015: 14o. lugar
Catarinense 2015: 10o. Lugar na Série A



A situação do quase centenário Marinheiro de Itajaí é delicadíssima. Rebaixado pela segunda vez em três anos, o Marcílio vive uma enorme guerra política onde quem mais perde é o clube. A justiça e até a Federação foram acionados para resolver o problema. Pra se ter uma ideia, dois conselhos deliberativos distintos foram formados no Marcílio, cada um chamando para si a legitimidade. Um deles chegou a fazer reunião no estacionamento do Estádio Dr. Hercílio Luz. O grupo de oposição questiona muito o trabalho do presidente José Carlos dos Santos e de seu braço-direito, Egon da Rosa, na condução dos destinos do clube. Os resultados em campo não são nada bons: o time foi rebaixado no ano passado na lanterna e, no começo deste ano, o time terminou na oitava colocação da Copa Santa Catarina sub-20. Falta dinheiro, faltam resultados, e o torcedor rubro-anil está profundamente decepcionado. Para dar mais emoção neste ano, o Litoral resolveu se juntar com o Almirante Barroso para provocar a volta da rivalidade e jogar mais pressão na diretoria marcilista, que tem a obrigação, pelo histórico que tem, de voltar imediatamente para a primeira divisão. Mas isso não será uma tarefa fácil.

O Marcílio será comandado na Série B por José Macena, técnico paulista que tem no seu currículo passagens pelo futebol de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Sua passagem de maior destaque foi no Oeste, durante a Série B do Brasileirão em 2014. Macena era figura vista no clube desde o final do ano passado, e agora terá a missão de montar um bom time com recursos bem mais escassos que outros concorrentes. Não será fácil, até porque a segundona será em pontos corridos e duas ou três derrotas podem enterrar o time. Para se ter uma ideia, em 2015 o Tubarão fez 36 pontos e não subiu.

O elenco do Marcílio é barato. Sem muito dinheiro em caixa, com apoio proibido da Prefeitura (que em outras temporadas era um parceiro fortíssimo) e desacreditado com o empresariado de uma das maiores economias do Estado, o Marinheiro montou o time que dá, usando uma base do grupo de campanha bem fraca na Copinha sub-20, mesclando com atletas sem tanta experiência no futebol catarinense. Destacam-se o zagueiro Paganelli, ex-Juventus , o meia Luiz Miguel, ex-Oeste, o goleiro Rudy, ex-Bahia de Feira e o zagueiro Stevys, 26 anos, ex-Pelotas.

O Marcílio sobra em tradição, mas este elenco está bem aquém dos grandes times rubro-anis que já vi atuar no Gigantão das Avenidas. O Marinheiro não é favorito para o acesso, e a montagem dos outros clubes mostra quem se qualificou mais. O ano indica ser complicado para o torcedor itajaiense, cansado, com orgulho ferido, e rezando para voltar a ver o seu time forte e brigando na elite do campeonato estadual. Mas vai que rola uma surpresa.






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