quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

De olho nos "pequenos"

Se o futebol catarinense é dividido entre o grupo dos "grandes" e "pequenos", então vamos falar do segundo, daqueles que brigam por uma vaga na Série D e sonham por degraus mais altos no país.

Para esse ano, vejo três times que tentam uma solução parecida, um que vai na contramão e outro que ainda precisa tempo para se definir.

Em rápidas linhas, Brusque, Camboriú e Guarani de Palhoça, cada um dentro da sua realidade, tenta minimizar o risco de erro com atletas que possuem certo conhecimento na região. O Cambura é o campeão, com um grupo rodadíssimo no futebol de Santa Catarina e fácil de identificar pra quem acompanha as disputas locais. Aldair, Thoni, Badé, Chiquinho, Hégon, Brasão e Cadu Mineiro são apenas alguns dos nomes do grupo de Rony Aguilar. Não é uma estratégia errada, pelo contrário: com orçamentos mais enxutos, é melhor pisar onde se conhece.

O Bruscão trouxe Mauro Ovelha e aposta no tino do treinador. É inegável que a diretoria deu uma "tacada" maior ao trazer um treinador que já conquistou o estadual, que indicou jogadores de sua confiança. Ficaram alguns jogadores campeões da segundona e chegaram outros que acrescentaram muito, como Giancarlo, Alemão, Everton Cézar e o goleiro João Paulo. Por outro lado, o Guarani teve que se estruturar rápido e vai montando um time que segue a linha do Camboriú, tentando fazer um grupo com bom custo-benefício.

Em Lages, o Inter tenta repetir a receita do ano passado, onde fez ótima campanha. Tem um clube bem estruturado, ganhou experiência com temporada cheia em 2015 e seguiu a mesma linha para este ano, só que desta vez sem um medalhão como Marcelinho Paraíba, que foi um diferencial.

A incógnita é o Metropolitano. Tem um treinador campeão mundial que é Valdir Espinosa, mas um time jovem, com muitos jogadores desconhecidos por aqui. Não dá pra dizer absolutamente nada, só que a diretoria trouxe, além do técnico, um diretor de futebol que passou pelo Botafogo. É o time que mais tenho curiosidade em ver, até porque terá a dificuldade extra de mandar seus jogos em Jaraguá do Sul, forçando o torcedor a passar por Massaranduba ou Pomerode para assistir os jogos.


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Bolsa de Apostas

*Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 05/01/2016
A temporada 2016 para os clubes catarinenses começa oficialmente nesta semana, com a Chapecoense saindo na frente depois de todo um mês de movimentações no mercado. O time do Oeste, que fez a melhor campanha entre os times do Estado no ano passado, conseguiu manter grande parte do seu time titular e fez várias contratações. Vai iniciar a curta pré-temporada buscando manter o padrão montado por Guto Ferreira. Na minha bolsa de apostas, é favorito a uma das vagas na decisão do Estadual, principalmente no primeiro turno.
O Figueirense tem a obrigação de entrar bem, até pela posição e orçamento de time de Série A. O presidente Wilfredo Brillinger promete fazer um time forte, mas precisa, num primeiro momento, suprir os danos causados no elenco com as perdas de Alex Muralha e Thiago Heleno, estas confirmadas, e as possíveis de Dudu, Marcão e Clayton. Tendo ainda o desafio da Primeira Liga antes da estreia contra o Brusque, é normal que o time vá se ajustar com o campeonato em andamento. Entraria numa briga pela vaga na decisão no segundo turno, quando todos já estarão em um ritmo de jogo melhor.
Por outro lado, o Criciúma começou a mexer na casa já no ano passado, quando viu que não teria mais futuro na Série B. Iniciará a temporada já com uma profunda reformulação feita. Enquanto isso, Avaí e Joinville ainda sentem a ressaca do rebaixamento, buscando se adequar a uma nova realidade. Com os outros cinco clubes se armando para incomodar, teremos um Estadual que promete equilíbrio.
O camisa 1
Como numa obra do acaso, o Avaí se livrou de um possível problema e deu a resposta com um bom nome para assumir o gol. Ivan tem talento, mas deu mais uma prova de sua instabilidade emocional ao confirmar sua transferência para Floripa e, no dia seguinte, rejeitar tudo. Gonçalves agiu rápido e conseguiu trazer Renan, nome com longo currículo no Botafogo, onde atuou por mais de cem jogos como titular. Com o time ganhando forma, poderemos ver o quão longe ele poderá chegar.