quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

As camisas do Brusque para o Catarinense 2016




terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Brusque

BRUSQUE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de outubro de 1987
Cores: Verde, Vermelho, Amarelo e Branco
Estádio: Augusto Bauer - 5.500 lugares
Presidente: Danilo Rezini
Técnico: Mauro Ovelha
Ranking "BdR" 2015: 8o. lugar
Catarinense 2015: Campeão da Série B



O Bruscão vive de altos e baixos. Em 2014, depois de fazer uma campanha sensacional na primeira fase sob o comando de Pingo, viu o time afundar no hexagonal da morte e ser rebaixado depois de um jogo vergonhoso entre Ibirama e Marcílio Dias. No ano seguinte, e com a promessa do presidente Danilo Rezini, veio a volta. Mesmo com apenas uma derrota na Série B, o time não convencia sob o comando de Leandro Campos. A diretoria trocou o comando e o time reagiu, conquistando o título em cima do Camboriú.




Era questão de honra para a diretoria a permanência do técnico Mauro Ovelha. Digamos que foi um daqueles namoros que levou anos pra virar casamento. Há muito existia o interesse do clube nele. Em 2015 ele chegou e resolveu ficar. E o Brusque agradece, pois sobe um pouco de patamar. Tem no seu comando um treinador que foi campeão estadual não faz muito tempo, tem competência reconhecida e a condição de montar um time para incomodar. No caso, a meta do Brusque é uma das vagas na Série D, no campeonato a parte que disputará contra quatro dos seus concorrentes.



Na montagem do time, o Brusque iniciou com uma pequena base do time campeão da segundona. Manteve nove jogadores, incluindo o meia Eliomar, o volante Carlos Alberto e o atacante Eydison. Foi ao mercado, com a indicação de Ovelha, e trouxe nomes experientes, como o zagueiro Alemão, o volante Everton Cézar, o atacante Potita e o lateral Aelson, todos ex-Chapecoense, o goleiro João Paulo, ex-Metropolitano e JEC, e o atacante Giancarlo, catarinense de Turvo com passagem por vários clubes daqui e pelo Paraná Clube. Em comparação com outros anos a média de idade aumentou. Mas o técnico fez questão de se cercar de jogadores de confiança e que não sentem pressão de qualquer adversário.

Definitivamente, o Brusque investiu mais para sair da mesmice e tentar ir ao Brasileiro, que não participa desde 2011. E nisso, também há uma via de mão dupla: enquanto a diretoria tenta dar mais qualidade ao time, o treinador vai ensinando a cartolagem a agir com mais profissionalismo. Penso que a passagem de Mauro Ovelha vai agregar muito ao futuro do Brusque. E ele tem discurso otimista, falando em vaga na Série D e sem mencionar luta contra o rebaixamento em nenhum momento. Vai ser muito interessante ver como ele se sairá nesse novo desafio.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Camboriú


CAMBORIÚ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 11 de abril de 2003 (como SD Camboriuense)
Cores: Verde e Laranja
Estádio: Roberto Santos Garcia (3.500 lugares)
Presidente: José Henrique Coppi
Técnico: Rony Aguilar
Ranking "BdR" 2015: 11o. Lugar 
Catarinense 2015: Vice-campeão da Série B




O Camboriú está de volta à primeira divisão depois de uma briga ponto a ponto com o Atlético Tubarão. Acabou conseguindo o acesso no desempate pelo saldo de gols e retorna com a promessa de fazer bonito. O clube faz reformas no gramado do estádio Robertão (e está precisando, incrível como ele foi detonado nos últimos anos) e se mobiliza para envolver não só a comunidade de Camboriú, bem como o pessoal do outro lado da BR, em Balneário. Até camisa alusiva à cidade vizinha o time apresentou em 2015.

Na segundona, o time fez um primeiro turno abaixo da crítica e reagiu muito bem no segundo, sob o comando do então auxiliar Rony Aguilar, ex-lateral do próprio Cambura no ano em que o time conquistou o primeiro acesso, em 2011. Mais jovem treinador do Estadual (34 anos), Aguilar recebeu a confiança da diretoria em tocar o desafio do retorno à elite.






A filosofia de contratações do Camboriú é muito, mas muito clara: experiência. Possivelmente com um orçamento limitado, o time foi ao mercado buscando minimizar a margem de erro. A receita? Jogadores que sobram em rodagem, caso do volante Xipote, que dispensa apresentações. Outros que por lá estão são os atacantes Brasão, Cadu Mineiro (ex-Chapecoense) e Aldair (ex-Joinville), o volante Eurico (ex-Brusque), o zagueiro Vitor Hugo (ex-Inter de Lages) e os laterais Thoni e Badé (ex-Chapecoense). Como se vê, é o tipo de time que é fácil de identificar por quem conhece o futebol local.

É um time muito mais forte do que aquele que conquistou o acesso no ano passado. Tem jogadores que podem resolver, caso Rony Aguilar dê conta de fazer o time encaixar. A preparação em Luiz Alves busca isso. Em 2012, muita gente dizia que o Camboriú era favorito para cair, o time foi lá e supreendeu. O objetivo desse ano é o mesmo, buscar criar um fato novo e beliscar uma vaga na Série D.


domingo, 10 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Guarani

Começa hoje aqui no Blog a Série de Posts com os perfis de todos os times do Campeonato Catarinense 2016, tradição deste espaço. Diariamente, o leitor poderá conferir as novidades de cada um dos dez clubes que buscam o título. Começando nossa série, vamos falar do penultimo colocado do último estadual, o Guarani de Palhoça.


SOCIEDADE ESPORTIVA, RECREATIVA E CULTURAL GUARANI
Fundação: 15 de fevereiro de 1928
Cores: Azul e Branco
Estádio: Renato Silveira (3.000 lugares)
Presidente: Janilton Gentil
Técnico: Sérgio Ramirez
Ranking "BdR" 2015: 10o. lugar
Catarinense 2015: 9o. Lugar



Rebaixado no ano passado em uma circunstância até curiosa, já que entrou na última rodada da primeira fase com chances de classificação, o Guarani teria a tarefa de iniciar o planejamento para a segundona já com o ano em andamento. De repente, o Atlético de Ibirama resolve desistir do Estadual e a vaga cai no colo do time de Palhoça. O que pode ser considerado um presente ou uma boa notícia no fim vira um baita desafio, uma vez que não havia o planejamento de iniciar a montagem do time ainda em 2015. O clube vive um novo momento. Hoje, ele é uma empresa, comandada pela indústria de alimentos Parati, que tratou de pagar as dívidas do clube e demitir todos os funcionários para recontratá-los pela nova razão social. Para FCF, o presidente continua sendo Janilton Gentil, mas o gestor desse novo momento do Bugre é o inoxidável Amaro Junior, cujo nome se confunde com a própria história recente do clube.

Aliás, dá pra dizer que o clube tem a mão de três treinadores. Além de Amaro, o experiente Luiz Carlos Cruz gerencia o futebol e o uruguaio Sérgio Ramirez, de 64 anos, vai tocar o trabalho na beira do gramado. Seu currículo dispensa apresentações, ele conquistou o catarinense em 1993 pelo Criciúma e vem de uma passagem longa pelo Joinville, onde além de treinar o time, trabalhou como coordenador técnico. Aceitou o desafio de montar um time a toque de caixa e promete brigar pela vaga na Série D.





Na montagem do elenco, o Bugre não fugiu muito do modus operandi tradicional de outras temporadas. Mesmo com um suporte financeiro maior, o time não traz nenhum jogador diferenciado ou indicando uma alta folha de pagamento. Do elenco, destacam-se o lateral-esquerdo Capa, vindo do Operário-PR e com passagens pelo Ibirama e Marcílio dias, a dupla de zagueiros Claiton e Baggio, do Hercílio Luz e o lateral William de Mattia, ex-Figueirense.

No ano passado, o Guarani montou um time parecido e acabou caindo. Mesmo com o patrocinador forte, não parece ter elevado seu orçamento para montar um time para brigar pela ponta de cima. Some-se a isso outro problema competitivo que é a falta de torcida, algo que faz muita diferença. São muitos os desafios de um time que ganhou um presentão, mas vai ter que lutar muito para fazer bonito e não jogar a segundona em 2017.