sábado, 23 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Chapecoense


ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Regional Índio Condá  - 16.000 lugares
Presidente: Sandro Pallaoro
Técnico: Guto Ferreira
Ranking "BdR" 2015: 1o. Lugar
Catarinense 2015: 3o. Lugar


Dono da melhor campanha entre os catarinenses na Série A, a Chapecoense teve uma temporada passada que não teve tantas dificuldades assim. Pelo contrário. Enquanto o time disparou no campeonato estadual e falhou na reta final do hexagonal, principalmente ao perder em casa para o Joinville, o time fez boa campanha no Brasileirão e teve dias inesquecíveis na Sul-Americana, ficando muito perto de eliminar o River Plate campeão da América. O clube que chegou em 2014 na primeira divisão nacional aprendeu com os problemas, soube aprimorar seu procedimento no ano seguinte e agora chega ao terceiro ano na elite com mais força, bem estruturado e ganhando cada vez um respeito melhor. E ainda deu pra ganhar um dinheiro com negociações. O trabalho do presidente Sandro Pallaoro e da sua equipe cada vez rende mais frutos.

A Chape demitiu Vinicius Eutrópio em setembro, depois de uma queda de rendimento que custou a perda de uma grande vantagem construída no primeiro turno do Brasileiro. Rapidamente o clube trouxe Guto Ferreira, que não teve muito sucesso no Figueirense, mas fez bons resultados na Ponte Preta. Com ele, o time recuperou o bom futebol, não passou sufoco para se manter na Série A e ainda impressionou a todos na Sul-americana. O clube conseguiu negociar a sua permanência mesmo diante desse destaque, o que garante uma importante sequência do trabalho para esse ano.



Claro que, por causa do destaque, vem o interesse do mercado que desfalca o elenco. A Chape perdeu Camilo, Apodi, Vilson e Tulio de Melo, Bruno Silva e Tiago Luís entre os principais jogadores. Ainda assim uma certa base de 2015 permaneceu, o que dá ao treinador a oportunidade de uma boa solução de continuidade. Na ida ao mercado, o clube usou do seu conhecido faro, fazendo apostas de custo mais baixo, como Kempes e Silvinho, rebaixados com o Joinville. Também chegaram os laterais João Lucas, do Paysandu e Gimenez, do Goiás, o zagueiro Marcelo ex-Flamengo, volante Moisés, vindo do Sampaio Corrêa e o atacante Alaníz, do River Plate uruguaio.

Pelo trabalho realizado no ano passado e pelos jogadores que permaneceram, a Chapecoense entra no Estadual como favorito ao título. Terá ao seu favor uma situação importante, que é entrar no primeiro turno em situação melhor que seus rivais que disputam as séries A e B, o que o coloca em boa situação para garantir uma vaga na decisão. É uma circunstância bem parecida com a do ano passado, onde o time saiu em disparada no início da temporada. Há uma tendência para que a história se repita. Se isso vai acabar em título, só vendo se o time não vai patinar no final.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Joinville

JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville  - 22.000 lugares
Presidente: Nereu Martinelli
Técnico: Paulo César Gusmão
Ranking "BdR" 2015: 4o. Lugar
Catarinense 2015: Vice-campeão


Prestes a completar 40 anos de existência, o JEC entra em 2016 com a obrigação de apagar a tragédia que foi a temporada passada. Depois de perder no tapetão o título estadual com um erro primário, cair fora na primeira fase das Copas do Brasil e Sul-americana e acabar rebaixado na volta à Série A com uma campanha muito abaixo da média, o torcedor tem a esperança de dias melhores. O presidente Nereu Martinelli, que vive seus últimos momentos no comando do clube, sentiu o golpe e contratou João Carlos Maringá no ano passado com a proposta de mudar a dinâmica do futebol tricolor, espelhado no exemplo que ele deu na Chapecoense. Coube a ele a missão de decidir quem permanece, além de ir ao mercado atrás dos reforços.

Todos sabem como a campanha do time foi atribulada em 2015. Hemerson Maria não durou muito tempo na entrada da Série A, Adilson Batista passou como um furacão destruidor pelo Morro do Meio e Paulo César Gusmão assumiu a bronca tentando um milagre. Não conseguiu, é verdade, mas o time sob o seu comando mostrou algum tipo de reação. De toda forma, creditar o rebaixamento a ele é injusto. Tanto é que ele permaneceu no JEC, com tempo para arrumar a casa. Tem currículo e conhece de futebol. Agora a cobrança muda um pouco, pois ele teve tempo para montar o time como quer, e começando do zero.



Grande parte do time titular do ano passado ficou. A defesa é toda de 2015, com destaque para o excelente goleiro Agenor e o zagueiro Bruno Aguiar. Também ficaram Naldo, Anselmo, Popp, o jovem volante Kadu e o atacante Fernando Viana, que contrará com a companhia de Wellinton Junior, que retornou de empréstimo, e o argentino Tripodi, que andou sumido no ano passado. Num primeiro momento, parece que vai ganhar chance. Da turma nova, destaque para Diones e Diego Felipe, ambos ex-Chapecoense e da confiança de João Carlos Maringá. Thomás, um daqueles que vive sob o rótulo de "promessa do Flamengo que não vingou" chega como aposta. Vai que dá certo.

O JEC entra no estadual com uma motivação extra, meio com ar de vingança, depois de perder a "tampa de pepino" no tribunal. Manteve importantes jogadores do elenco, o que é uma vantagem. Resta saber se, juntando com as contratações, o time vai render como o esperado. O torcedor tricolor não aceitará outro resultado se não a volta a Série A no final do ano. Se vier o título estadual que faça o time sair de uma fila que já vai para 15 anos, melhor ainda.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Internacional de Lages

ESPORTE CLUBE INTERNACIONAL
Fundação: 13 de junho de 1949
Cores: Vermelho e Branco
Estádio: Vidal Ramos Júnior (Municipal) - 12.000 lugares
Presidente: Cristopher Nunes
Técnico: Waguinho Dias
Ranking "BdR" 2015: 6o. lugar
Catarinense 2015: 4o. lugar


Empurrado por um Marcelinho Paraíba absurdamente inspirado, o Inter de Lages teve um 2015 inesquecível. Veio da segunda divisão e não só se classificou para a segunda fase como conquistou a ida à Série D e uma vaga inédita na Copa do Brasil, onde enfrentará o Sampaio Corrêa. Um trabalho bem feito que vem desde a época da divisão de acesso, onde o clube organizou toda uma campanha para vender a sua imagem e chamar a atenção não só do estado, como do país. Virou querido de todos e agora terá uma missão bem mais difícil, que é manter o ritmo com um time novo e sem o jogador que fez a diferença no último ano.

Em 2015, Mabília assumiu a tarefa sem ser muito conhecido no nosso futebol e saiu do clube com excelente conceito. Para esse ano, o desafio caiu nas mãos de Waguinho Dias, treinador de 52 anos que tem no Inter a sua primeira oportunidade para trabalhar no Estado. Conhecido do futebol paulista, Dias iniciou como técnico lá e peregrinou por vários clubes do interior. Antes de chegar a Lages, esteve no União Barbarense.  Na gerência do futebol, o colorado da princesa da serra conta com José Reis, que estava na Portuguesa e que tem passagem pelo Criciúma em 2011.


O time é bem diferente do ano passado. O goleiro Andrey, que chegou como um dos nomes mais experientes do elenco, acabou deixando o clube rumo ao futebol gaúcho. Mas existem outros nomes conhecidos no grupo, como o volante Fernando, irmão do meia do Figueirense Carlos Alberto, que já jogou no Flamengo, André Gava, ex-Criciúma, e Michel Schmoller, remanescente do ano passado e outro ex-Figueira. No ataque o Inter contra com Isac, que defendeu o Red Bull e o América de Natal no ano passado, e o conhecido Valdo Bacabal, que teve destaque no último estadual.

Assim como em 2015, o Inter chega sem alarde para tentar mostrar serviço. É necessário mencionar que, no ano passado, o time chegou longe em grande parte por causa de um jogador. Marcelinho Paraíba fazia tanta diferença que era notória a queda de rendimento quando ele não estava em campo. Nesse ano ele não está presente. É aguardar pra ver se o Leão Baio poderá surpreender de novo.


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Metropolitano

CLUBE ATLÉTICO METROPOLITANO
Fundação: 22 de janeiro de 2002
Cores: Verde e Branco
Estádio: Sesi (Particular) - 6000 pessoas (Mandará seus jogos no João Marcatto, em Jaraguá do Sul, para 8 mil pessoas)
Presidente: Ivan Rodrigo Kuhnen
Técnico: Valdir Espinosa
Ranking "BdR" 2015: 7o. Lugar
Catarinense 2015: 5o. Lugar

O Metropolitano sofre daquela máxima do "como é difícil fazer futebol em Blumenau". A temporada passada não foi fácil, com baixo público no estádio, uma eliminação precoce na Série D e uma campanha apenas razoável no estadual. Conseguiu passar para o hexagonal, mas conquistou só uma vitória na segunda fase, terminando a frente apenas do Criciúma. No segundo semestre, reuniões e mais reuniões aconteceram para tentar achar uma solução para o problema financeiro do Metrô, que não conseguia arrecadar o que gasta com o dia-a-dia do clube. E para piorar mais ainda, veio a notícia que o estádio do Sesi não estaria liberado por conta de obras na pista de atletismo para uma possível vinda de alguma equipe que queira treinar para as olimpíadas. Daí veio a escolha pelo estádio João Marcatto, do Juventus de Jaraguá, que será a casa verde no estadual. Realmente um desafio pra qualquer diretoria.

O clube chegou a acertar com Paulo Pelaipe, ex-Grêmio e Flamengo, para a gerência de futebol. O negócio morreu no dia da apresentação. Acabou fechando com Sidnei Loureiro, que trabalhou no Botafogo por cinco anos, na gestão de Maurício Assumpção. Entregou o cargo em julho de 2014, quando o time começou a sair dos trilhos por causa da crise financeira. Ele chegou com a ideia de conseguir montar um time dentro da proposta do clube, que não conta com o apoio financeiro de outras temporadas. Surpreendeu a escolha de Valdir Espinosa para o comando técnico. Currículo não lhe falta, com um título mundial conquistado com o Grêmio em 1983. Após um longo período longe dos campos, trabalhando como comentarista esportivo nas rádios Manchete e Globo, Espinosa retornou ao futebol em 2014, no Esportivo de Bento Gonçalves. E agora, tem novo desafio em Blumenau.

O Metrô foi na contramão de adversários como Brusque e Camboriú e montou um time praticamente desconhecido. Permaneceram os zagueiros Elton e Alexandre Carvalho, além do meia Harrison, que tem passagem pelo Joinville. Do grupo dos novos, está o goleiro Everton, de 34 anos, com passagem pelo Vasco na década passada. No resto, o clube optou por um elenco bem jovem e desconhecido no futebol catarinense. Nesta semana chegou uma novidade conhecida: Rafinha, de 22 anos. Anunciado como grande revelação do Flamengo, chamado até de "Neymar da Gávea" e com contrato renovado até 2018, ele não conseguiu despontar. Foi emprestado para o Bahia, Atlético-GO e para a Coreia. Ganha em Blumenau uma boa chance para reaparecer no futebol nacional.

A palavra correta para definir o Metropolitano para o Estadual é "Incógnita" pelo puro e simples fato de ser um time desconhecido. Só o tempo dirá se a aposta foi certeira ou furada. Certo é que o Metrô tem um desafio grande na temporada, já que tem um caixa limitado e terá que jogar todas as partidas fora da cidade, obrigando o deslocamento do seu torcedor.