sábado, 30 de janeiro de 2016

Venceram e não convenceram

Tá certo, é primeira rodada, início de trabalho, e ainda teve chuva. No fim das contas, Chapecoense e Joinville entraram em campo bem longe do ideal, contaram com a ajuda de Inter e Guarani, e iniciaram o campeonato com vitória. Histórias bem parecidas.

Gilberto Thomaz / Chapecoense
A Chapecoense controlou bem a posse de bola contra um Inter fechado. Chegou a vitória atráves de um golaço contra e uma entregada do zagueiro colorado, praticamente definindo o jogo. Deu pra ver claramente o diferencial físico de um mês a mais de treinamento. O Inter estava mais solto, embora precise acrescentar mais qualidade ao time, que terá que mostrar que não precisa mais de um Marcelinho Paraíba desequilibrando para ir longe. Aliás, a tabela da Chape é boa, tendo que enfrentar na sequência Camboriú e Guarani antes de pegar os seus concorrentes diretos.

Assessoria JEC
O JEC de PC Gusmão teve que se fechar no fim do jogo para segurar a vitória sobre o Guarani. O time não jogou nada, e prevaleceu na sua maior qualidade. O problema era chegar no gol, com um Wellinton Júnior mostrando porque foi emprestado ao Paysandu no ano passado. Sem poder, o time perdeu um pênalti e contou com a ajuda do goleiro do Bugre para Bruno Aguiar fazer o único gol do jogo. Na segunda etapa, o time recuou e deixou o Guarani jogar. O time da casa só não empatou por falta de qualidade no ataque. Em uma bola na cara do gol, o atacante chutou de canela.

Essa "travada" é normal e perigosa, principalmente num campeonato com pontos corridos para definir o campeão do turno. Chape e JEC saíram com vitória, mas dando o recado para seus técnicos que há muito a ser feito.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse - 20.000 lugares
Presidente: Jaime Dal Farra
Técnico: Roberto Cavalo
Ranking "BdR" 2015: 5o. Lugar
Catarinense 2015: 6o. Lugar

O torcedor do Tigre não teve nada para comemorar na última temporada. No Estadual, o time que iniciou o ano com Luizinho Vieira pouco fez, terminando o hexagonal final em sexto, com apenas uma vitória em dez jogos. Na Copa do Brasil, acabou eliminado em casa para o Grêmio. Já na Série B, o time chegou a fazer contas pra não cair. No fim acabou se segurando, depois de gastar um caminhão de dinheiro e não obter resultado algum. Quando o então presidente Antenor Angeloni anunciou a sua saída alegando cansaço, um grande clima de insegurança apareceu na cidade. Quem assumiria a bronca? Dias depois apareceu o candidato, com fôlego novo e vontade de trabalhar bastante. Jaime Dal Farra, proprietário de uma indústria de tintas não surge como um salvador, como Angeloni foi tratado na sua chegada. Mas é um empresário bem sucedido que herdou um clube muito bem estruturado para tentar ser forte na temporada.

Assim que chegou, Dal Farra anunciou o seu técnico, e com um plano ousado. Roberto Cavalo, ídolo da torcida como jogador, campeão da Copa do Brasil de 1991, chegou logo com um contrato de dois anos, algo meio unusual no futebol catarinense. Assumiu em outubro passado, ainda na Série B, com a missão de garantir uns pontinhos para escapar do rebaixamento e comandar a reestruturação de um elenco absurdamente inchado e que precisava ser ajustado para o ano seguinte.



E aí começou a reformulação, O time deste ano manteve nomes importantes, como o goleiro Luiz, que na minha opinião é o grande responsável pela campanha da Série B não ter se transformado em tragédia, e o bom volante Barreto. Das contratações, destaque para o zagueiro Diego Giaretta, que depois de circular por vários clubes de Santa Catarina terminou no Botafogo, além do dublê de meia e lateral Wellington Saci, destaque no estadual pelo JEC há dois anos. No momento, ele vem treinando no time reserva por opção do treinador.

O próprio presidente Dal Farra admite que a prioridade do Tigre é a Série B, dentro de um longo e necessário processo de reestruturação do clube e adaptação à realidade financeira. É um time que mescla experiência com juventude, e um treinador que trabalha muito a parte motivacional. Entrega não faltará ao Tigre para o Catarinense. Resta saber se o time terá a qualidade necessária para ir longe.

Agora é guerra

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 26/01/2016

A nota divulgada pela CBF ontem soou como um aviso de guerra do sistema contra quem quer enfrentá-lo. Desespero que parte da Federação do Rio de Janeiro, exigindo uma atitude que sepulte o torneio da Primeira Liga marcado para começar amanhã. A boa notícia é que os clubes, pelo menos até agora, não baixaram a guarda. Vão jogar e desafiam a confederação a tomar alguma atitude contra um grupo que conta com mais da metade dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, que tem apelo de público suficiente para fazer um bom produto. 
"A competição está confirmada, e a resposta será dada em campo", disse Eduardo Carlezzo, do setor jurídico da Liga. Com o evento confirmado, fica agora a expectativa pela adesão do torcedor, conclamado para ir ao estádio para dar a resposta à cartolagem que torce, com todas as suas forças, para que o torneio inaugural não dê certo, sob pena de encontrar um inimigo mais forte em 2017, onde a Liga promete ganhar mais corpo. E onde a Federação Carioca entra nisso? Precisa de Flamengo e Fluminense para renovar o contrato de televisionamento que termina neste ano, sob pena de ver desaparecer uma boa grana.
Enquanto isso o presidente da CBF, o coronel Nunes, disse que "ia se inteirar do assunto" de uma nota que ele mesmo assinou. Cada vez aparecem mais motivos de mandar tudo para os ares e começar a tão esperada revolução. Gostei da forma como os clubes encararam a ameaça.

Só problema

Depois de ver jogadores obtendo a quebra de contrato na justiça por falta de pagamento, agora foi a vez dos funcionários do Avaí protestarem depois de ouvirem promessas não cumpridas. Nada pior para uma semana de estreia. Mesmo tardiamente, o Conselho Deliberativo resolveu tomar uma atitude, pedindo relatório da grave situação financeira ao Conselho Fiscal. O problema maior não é fazer mágica para conseguir saldar os salários atrasados de todo mundo. É imaginar como que o clube vai encarar essa temporada com um problema em cima do outro já no seu início. A bola de neve só aumenta.