sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Chapecoense abre distância, e a pelada na Arena Joinville

A Chapecoense foi a Tubarão, não deu espetáculo, mas venceu. O Avaí teve chances, poderia ter aberto o placar, mas acabou parando nas mãos de Danilo. O problema maior é lá atrás. A defesa avaiana falhou no lance do pênalti e principalmente no segundo gol, marcado por Bruno Rangel. O zagueiro deu mole na marcação e deixou o atacante livre na área. Aí não teve perdão.

A definição é simples: a Chapecoense tem mais qualidade que o Avaí e venceu. Penso que Raul Cabral faz milagre diante do elenco limitado que tem, juntando com as dificuldades financeiras. A Chape vai a 10 pontos, já tem uma gordurinha (quem poderia se aproximar mais é o Figueirense, que pode chegar a 8 se vencer o jogo atrasado contra o Inter), venceu os dois jogos fora de casa e terá a oportunidade de dar um grande passo para a final se bater o Brusque de Mauro Ovelha no domingo.

Depois veio a pelada na Arena Joinville. Joinville e Metropolitano protagonizaram um dos piores jogos do estadual. O Metrô comemora o fato de ter criado algumas chances e não ter sua defesa exposta como nas rodadas anteriores. Já o JEC mostrou mais uma vez que seu ataque é absurdamente fraco. Ítalo, Wellinton Junior e Felipe Alves não tem qualidade para um time grande do Estado. PC Gusmão, que foi mantido pelo presidente Nereu Martinelli mesmo depois do rebaixamento no Brasileirão, não dá jeito de fazer o time render. Continuo achando que o problema não é só ele, mas faz parte de todo um contexto. Certo é que esse time, do jeito que está, não vai longe no Estadual.





Tropeços que podem embolar o campeonato

* Publicado na coluna do jornal "Notícias do Dia" de 11/02/2016
Figueirense e Criciúma, aqueles que cheguei a mencionar como potenciais candidatos ao título do primeiro turno, não tiveram bons resultados, o que trouxe uma situação interessante para os jogos de hoje, que fecham a rodada: o Avaí pode dormir líder se bater a Chapecoense em Tubarão. Já o Verdão de Guto Ferreira pode abrir uma importante vantagem se sair vencedor.
Em Palhoça, o Figueira pagou pela indisciplina e acabou perdendo dois pontos importantes contra um Guarani batalhador que arrancou ponto mais uma vez de um time favorito e que teve boa atuação de Alex Maranhão, jogador que me impressionou bastante e que merece uma atenção especial dos clubes que jogam o Brasileiro. Num jogo em que teve Bruno Alves expulso no início do segundo tempo, o time  acabou pagando pela fraca primeira etapa, quando poderia ter um volume de jogo maior. Conseguiu marcar mesmo com um homem a menos em campo, mas acabou pressionado pelo motivado time de Sérgio Ramirez, que lutou para conseguir um empate justo.
Para quem briga pela vaga na final, são pontos que não poderiam ser desperdiçados. Vem aí no sábado uma decisão contra o Criciúma, que não viu a cor da bola em Lages e acabou tomando três do Inter, com ambos pressionados. O time sentiu mais uma vez a falta de um homem de qualidade no meio-campo, que arrume a armação e evite tantas ligações diretas, algo indispensável para que o jogo flua melhor. Ainda bem que tem um Clayton sempre aparecendo lá na frente.
E os resultados da quarta cresceram a importância dos jogos de hoje, que podem embolar  a classificação. O Avaí receberá a Chapecoense com a possibilidade real de chegar à liderança, enquanto o inconstante Joinville também pode chegar aos sete pontos se bater em casa o Metropolitano. Aí, aquela briga de três times pelo título do turno pode se transformar em um bolo com a chegada de mais dois para a festa. Só a Chape pode fazer diferente. Se vencer, abrirá três pontos dessa confusão e manterá um rival longe da briga.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Brusque não quis definir o jogo e acabou punido com o empate em Jaraguá

Assessoria / Metropolitano
Mauro Ovelha definiu tudo ao fim do jogo: "um exercício de como se entrega um jogo ganho". O Brusque dominava o jogo em Jaraguá, vencia por 2 a 0, tomou um gol na sequência e tratou de segurar o jogo até tomar um golaço de falta no final. Foi punido por não querer definir o jogo em cima de uma defesa fraca e assustada do Metropolitano, com dois zagueiros de qualidade questionável.

O Metropolitano teve as estreias de Leo Moura, que pouco fez, e de Rafinha, esse sim criando oportunidades com velocidade pelos lados do campo. O Brusque, desfalcado de Eliomar, teve Paulinho ao lado de Assis no meio, com bastante espaço para trabalhar no primeiro tempo em cima de José Lucas, que não dava conta do recado na marcação. O time fez um a zero no gol de Maurício.

Chegou o segundo tempo e o domínio continuou. Alemão fez 2 a 0 e em um descuido na sequência, William descontou. A verdade é que o Brusque teve todas as oportunidades de fazer mais. O problema é que resolvia "brecar" contra-ataques para prender a bola no campo de ataque. Chegou a botar bola na trave com Alemão, mas acabou falhando no último minuto, quando há de se manter a bola mais longe possível da sua área. Teve falta perto, e Harrison bateu com muito talento.

Para o Brusque foi um empate com gosto de derrota. O Metropolitano comemora o ponto conquistado da forma que aconteceu. Duas observações: o Bruscão precisa ajustar detalhes do seu ataque, que tem um Giancarlo fazendo o pivô para ninguém receber, e as jogadas quase só acontecem pelas laterais. Já o Metrô precisa contratar homens de defesa para ontem. Esses que estão aí não vão dar conta do recado. Leo Moura sozinho não vai resolver.