sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Reinicia a era Eutrópio no Figueira

Daniel Queiroz / Notícias do Dia
Voltando no tempo. Vinicius Eutrópio havia conquistado o título estadual em 2014 contra o Joinville e, após um mau início no Brasileiro, foi demitido do Figueirense sob contestação de diretores e torcida e muitas críticas ao então executivo do clube Rodrigo Pastana.

Sua volta é, ao mesmo tempo uma atitude técnica da diretoria e que tem uma rejeição próxima do zero. Traduzindo: diante das opções do mercado (principalmente na questão de custo), prevaleceu um profissional que se encaixa no que o Figueira pode pagar (deve ter rolado acordo do que ficou a ser pago em 2014) e que agrada os torcedores. Foi uma boa escolha.

Está feita a receita para que Eutrópio possa começar a arrumar a casa. Quase 50 dias de temporada ficaram para trás. E que fique bem dito que o estadual deixa totalmente de ser obrigação, diante de uma  realidade de que o time precisará contratar e bem para o Brasileirão e deve perder o seu principal jogador a qualquer momento. 

Resumindo: o que vier agora é lucro. Que deixem Eutrópio trabalhar para o Campeonato Brasileiro. A torcida o tem como ídolo e dará abertura para trabalhar, apesar de que sua última passagem na Ponte Preta, não ter sido nada boa. 



Futuro enorme para Clayton, problema para o Figueirense

* Publicado no "Notícias do Dia" de 18/02/16:
Clayton fez ontem o seu último jogo pelo Figueirense como a principal atração da semana no mercado nacional, que deu a ele a liberdade de escolher entre Atlético-MG, Palmeiras e Corinthians, três grandes clubes do país que estão disputando a Libertadores, para seguir o seu caminho. Não é todo mundo que tem uma oportunidade dessas. Chamou a atenção no ano passado no Brasileirão e no Pan de Toronto. O excelente início da temporada 2016 foi o estopim para as propostas. Em tempo de saída de jogadores para o exterior, o camisa 7 alvinegro brilhou com seu talento em uma fase espetacular. Além disso, seus 20 anos de idade provocam uma excelente oportunidade de investimento visando uma venda futura para fora do país.
Problema para o Figueirense que, além de não começar nada bem a temporada, vai perder o seu principal jogador levando apenas uma parte do dinheiro da negociação. No estadual, Clayton carregou o piano de um time sem inspiração no ataque. Hudson Coutinho, hoje o interino que substituiu a ele mesmo, sentiu isso na pele. E qualquer que seja o treinador que assumir o time, precisará de competência extrema para tentar levar o time à final. Vendo a Chapecoense a uma grande distância no primeiro turno, o alvinegro precisará de alguma receita milagrosa para ter um salto de qualidade sem o jogador diferenciado, que torna-se mais uma peça do time do ano passado que tomou outro destino. A essa altura da temporada, boas opções no mercado são bem complicadas.
Qualquer que seja a sua escolha, "Claytinho" tem um futuro gigantesco pela frente. Possui todos as qualidades em uma posição que muitos clubes tem carência.
Derrota em Porto Alegre
Como era esperado, o time titular do Internacional bateu o mistão do Avaí sem muitas dificuldades no Beira Rio, em jogo da Primeira Liga. Pergunto: considerando que o próximo jogo é contra o Brusque, e não há mais chance de título do turno do Estadual, será que era necessário poupar jogadores em uma competição nacional, com maior exposição?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Conjunto da Chape dispara, e JEC vai retornar à era HM

Márcio Costódio / Brusque FC
As duas principais histórias do final de semana foram a disparada da Chapecoense rumo ao título do primeiro turno do estadual e a crise enfrentada pelo Joinville depois da derrota em casa para o Avaí. Enquanto um está tranquilo e com a faca e o queijo na mão para se garantir na final, o outro vai usar de uma "volta ao tempo" para tentar se reerguer.

A vitória da Chapecoense sobre o Brusque foi bem semelhante ao jogo de quinta em Tubarão, quando o Verdão bateu o Avaí. Gols desperdiçados, grande atuação de Danilo e gols criados em jogadas de trabalho coletivo, de um time que tem o diferencial de ser o único que mostra algum tipo de qualidade na armação de jogadas com participação de parte do time. Foi assim no Augusto Bauer. O goleiro da Chape fez três grandes defesas e ainda viu uma bola na trave do Brusque. Se segurando lá atrás, acabou marcando em duas jogadas bem trabalhadas, no cruzamento de Dener para Kempes e no escanteio batido no primeiro pau para o gol de Neto. O time de Guto Ferreira chega a 13 pontos, ganhando as três fora de casa, com a oportunidade de garantir a ida na final nos dois jogos seguintes na Arena Condá contra Figueira e Metropolitano. O Criciúma, que hoje é o perseguidor, convenceu contra o Figueirense no Scarpelli, mas perdeu terreno após a derrota em Lages para o Inter, onde não viu a cor da bola. Terá que fazer sua parte e secar o adversário, a ponto de ter a condição de ultrapassar a Chapecoense na última rodada, quando os times se enfrentarão na Arena Condá.

Na Arena, o Avaí foi superior ao JEC, venceu a partida e deu mais uma prova que os atletas do clube se desdobram para ter bons resultados mesmo com toda a bagunça fora de campo. O resultado expôs toda a bagunça da semana do tricolor, com o quase ex-presidente Nereu Martinelli criticando abertamente o agora ex-técnico PC Gusmão e o elenco, criando um ambiente insustentável. Veio a derrota justa, e a esperada demissão em seguida.

Assessoria JEC
O Joinville optou pela volta no tempo. Trará Hemerson Maria de volta, junto com o preparador físico demitido há pouco tempo. Ele conquistou o maior título do clube e conta com o carinho de muitos torcedores. Mas a comparação para por aí, já que ele foi demitido depois de um mau início no Brasileirão com um clima nada bom e, principalmente, não é garantia de salvação porque o elenco de 2016 é muito pior do que aquele que conquistou o campeonato brasileiro. No ataque mesmo, a diferença é enorme, com três jogadores de baixíssima qualidade. Mas penso que deve ter pesado a proximidade, a pedida salarial (PC ganhava cerca de 55 mil reais de salário) e o conhecimento de parte do elenco para sair da crise o quanto antes. Hemerson não terá culpa se o time não for à final do Estadual. Penso que João Carlos Maringá errou feio na montagem do elenco, e talvez essa seja a grande decepção da torcida tricolor, que esperava que ele montasse algo próximo do que fez na Chapecoense e teve que lidar com jogadores como Wellinton Junior, Felipe Alves e Ítalo para fazer gols.