sexta-feira, 18 de março de 2016

Avaí e Inter, derrocada no returno

Olha só como esse campeonato caminha...

No final do primeiro turno, e olha que não faz muito tempo, o Avaí terminou em segundo lugar e deu uma esperança que poderia ir bem no returno (lembram do técnico Raul Cabral dizer que o time "deu liga"?). Subindo a serra, o Inter de Lages vinha bem, com direito a sequência invicta e um 3 a 0 em cima do Criciúma. Agora não sabe o que é vencer há quatro jogos. Tinha vantagem de seis pontos para o Brusque na briga pela Série D. Agora foi ultrapassado e vê o Metropolitano no retrovisor. Corre risco de ficar sem calendário.

São duas análises diferentes. Todo mundo sabe que o que aconteceu com o Avaí no turno foi um milagre diante do material humano disponível, e Cabral tinha ganhado méritos nisso. De repente, a magia acabou e o time acumula maus resultados. Demitir o treinador? Pode ser, mas não vai resolver. Ninguém colocou o time como favorito ao título, e esperava apenas que não corresse risco de rebaixamento. E isso ele conseguiu. Para a Série B, precisa contratar, contratar e contratar atletas e montar um time bom, já que esse aí não passará perto do acesso.

Já o Inter se apoiou na boa fase de Isac para arrancar bem. Perdeu muito poder nos últimos quatro jogos e parece ter se tornado um time inofensivo no ataque, perdendo até para o Guarani, que não havia vencido ninguém até aqui. Pode até ser que troque de treinador, mas vejo que aqui o time precise de uma chacoalhada, pois se perdeu no meio do caminho e pode ter que fechar as portas até o estadual do ano que vem.


Joinville quer desafiar a Chapecoense

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 17/03/2016
A Chapecoense, que joga hoje em Palhoça para manter os 100% do returno do estadual, já sabe quem será o seu principal perseguidor, que vai tentar evitar o título antecipado. JEC e Criciúma fizeram na Arena um jogo sem muitas emoções que se encaminhava para um justo zero a zero, até o pênalti que Raphael Silva cometeu ao ver a bola bater no seu braço, em mais um daqueles lances que se encaixam naquela "revisão" da regra dos penais que gera eterna discussão. Bruno Aguiar, zagueiro e artilheiro do time, assumiu a responsabilidade e cobrou para o gol da vitória joinvilense.
Essa "chamada" do zagueiro diz muito sobre a fase do JEC. Ainda que esteja assumindo a liderança provisória, ainda não vejo no tricolor um time que jogue em um nível que ameace a superioridade do rival do Oeste no seu setor ofensivo, que tem um William Paulista apagadíssimo e opções no banco que ainda não trouxeram uma grande qualidade. Mas mesmo assim o tricolor sobrevive, com uma terceira vitória que permite aos comandados de Hemerson Maria sonhar com uma final, ainda que faltem seis rodadas e um longo caminho para alcançar um futebol confiável. O Criciúma sente uma queda no ritmo forte do primeiro turno, depois de mostrar dificuldades para vencer o Brusque e perdendo para o Joinville sem mostrar a mesma força ofensiva de antes.
A Chape, favorita no jogo contra o Guarani, terá confronto em casa contra o Joinville na penúltima rodada e duas partidas seguidas no seu estádio, contra Avaí e Brusque, após a partida de hoje, com a possibilidade de abrir distância e jogar pressão no tricolor. Segue com a faca e o queijo na mão.
Vitória alvinegra na serra
Não foi um jogão, mas o Figueirense fez o necesário para bater o Internacional e tranquilizar um pouco o ambiente dentro do clube. Bady deu um ganho de qualidade na armação e fez um belo gol de falta de longa distância, sacramentando a quarta derrota seguida do Inter, que foi tão badalado no primeiro turno pelo bom futebol e que agora está ameaçado de ficar de fora da Série D.

terça-feira, 15 de março de 2016

Para Avaí e Figueira, o estadual virou pré-temporada

*Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 15/03/2016

O regulamento aprovado pelos clubes para o Estadual mostra a sua armadilha. Avaí e Figueirense não pontuaram em duas rodadas do returno e já veem Chapecoense, Criciúma e JEC a seis pontos de distância. Significa dizer que ambos já estão praticamente eliminados do campeonato mesmo faltando sete rodadas para o final. Ou seja: os jogos daqui pra frente, com a exceção do clássico do dia 10 de abril que tem o ingrediente da rivalidade, serão de pré-temporada para o Brasileiro, com grande chance de públicos baixos e prejuízo no borderô. 

E essa "quase eliminação" foi mais dolorida para o Avaí, que deixou pra trás aquela boa impressão deixada no fim do primeiro turno e a esperança de brigar pela vaga na final. Era de se esperar uma reação depois da derrota para o Criciúma. Aconteceu o contrário e o time não se encontrou no campo em Jaraguá. O Metropolitano, adversário que foi goleado sem dó pelo próprio Leão no primeiro turno, não teve dificuldades para dominar o jogo. A desatenção e a sonolência acabaram custando muito caro.

Situação similar vive o Figueirense, que perdeu a cabeça no primeiro tempo por causa do gol de Bruno Aguiar (que foi legal) do Joinville e acabou com mais uma derrota em casa. A diferença é que no caso do alvinegro, a esperança de uma reação imediata era muito menor. O time está sendo remontado com as contratações e mostrou uma melhora muito tímida até aqui. Agora, tempo não será problema para que Vinicius Eutrópio e a diretoria tentem arrumar o time para a Série A, onde vai precisar de um ganho gigantesco de qualidade para não passar por apuros logo nas primeiras rodadas.

Enquanto isso, lá na frente, a Chapecoense continua com o pé embaixo com o firme propósito de evitar a decisão do campeonato. Não mudou muita coisa, por enquanto. O Criciúma segue sendo o principal perseguidor, mesmo vencendo apertado o Brusque em casa, enquanto o JEC tenta ser uma surpresa. No caso específico do tricolor de Hemerson Maria, ainda quero esperar mais um pouco. Venceu dois dos três piores times do campeonato no início do returno. No jogo contra o Tigre, amanhã na Arena, teremos um retrato mais fiel.

domingo, 13 de março de 2016

JEC faz seu melhor jogo do ano e vence o Figueirense, que tratou de achar desculpas para a eliminação

O Joinville não teve uma atuação de gala, mas conseguiu fazer o seu melhor jogo na temporada para vencer o Figueirense. Os 2 a 0 abertos no primeiro tempo foram suficientes para que o time soubesse suportar a pressão e garantir os três pontos que voltam a trazer confiança à torcida, que vai voltar a encher a Arena no jogo contra o Criciúma.

O Figueira tratou de reclamar demais e perdeu o foco no jogo. Perdeu a cabeça, pra ser exato. O primeiro gol foi legal.  Dodô deu passe pra trás após o cruzamento, deixando Bruno Aguiar em condição legal. O asssistente assinalou a irregularidade em cima do passe, mas Sandro Meira Ricci estava melhor posicionado. E ainda teve uma bola no travessão em um ataque do Figueira que não entrou, onde o time alvinegro foi pra cima da arbitragem, sem razão.

Desculpas a parte, o JEC segue vivo em uma briga onde não é favorito. A Chapecoense goleou o Camboriú e ainda navega em águas tranquilas. Pelo menos não encerrou os trabalhos nesse campeonato.

Já o Figueira, que continua com o pior ataque do campeonato, está eliminado do estadual e não pode tentar desviar o foco do seu pobre rendimento até agora. Apenas duas vitórias, com sete gols marcados em 11 jogos, são o reflexo dos erros de um elenco que custa mais de um milhão de reais por mês.

O presidente Wilfredo Brillinger resolveu ir para a coletiva descascar e desviar as atenções da má campanha. Não precisava disso e ficou feio. E ainda terá que explicar essa história de pagar luvas para trazer árbitro.