sábado, 23 de abril de 2016

"Audáxia"

O nome dele é engraçado, Tchê Tchê. Lateral direito de habilidade, e ainda por cima é ambidestro. Contra o Corinthians, fez um golaço de pé esquerdo de fora da área e depois fez um na disputa de pênaltis, de pé direito. Tem muito time atrás de um jogador assim.

E tem mais de um time que chama a atenção por eliminar São Paulo e Corinthians jogando muita bola. Fernando Diniz, o técnico, vai ter seu perfil contado e recontado na TV na próxima semana. Mas existe uma coisa que precisa ser mencionada: continuidade. Ele teve tempo para fazer seu trabalho, e colhe os frutos. Não vai dar certo em clube grande, pois paciência é uma palavra que não existe em seus vocabulários.

Guardadas as proporções, lembra o São Caetano de Jair Picerni em 2000, com um time muito unido, de toque com qualidade e sem medo de ninguém.

E está na final do Paulista. Possivelmente será desmontado depois da decisão (Bruno Paulo já tem pré-contrato assinado com o Joinville, por exemplo), mas mostrou um bom futebol para a gente lembrar.


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Dinheiro no cofre

*Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 21/04/2016

Com o anúncio do Figueirense nesta semana, todos os cinco grandes clubes catarinenses fecharam a adesão ao contrato de televisionamento fechado para o Campeonato Brasileiro a partir de 2019. Ainda que exista um longo tempo até lá, sem garantia nenhuma de que eles estejam na primeira divisão, o objetivo dessa ação um tanto quanto antecipada é garantir poder para negociar nesses próximos três anos. Os clubes, em sua maioria, nem pensaram em esperar até lá e procurar negócios melhores. Querem o dinheiro das luvas, muito bem-vindos nessa altura da temporada, que caem a vista nos cofres.

Dúvidas surgiram sobre essa "divisão" da preferência dos clubes, e qual a consequência isso trará ao torcedor. A lei exige que, para que uma partida seja transmitida, os dois clubes envolvidos tenham contrato com a mesma empresa. Um jogo entre Joinville e Avaí, por exemplo, não teria transmissão pela TV fechada no Brasileirão-19, mas poderia ter normalmente pela TV aberta ou pelo Pay-per-view, cujos contratos são diferentes.

O que os conglomerados querem com essa antecipação é garantir o seu espaço no campeonato e, nesse período, tentar mudar a lei, copiando um modelo europeu onde os direitos de um jogo pertencem unicamente ao mandante, não interessando qual o adversário. Fora isso, também há a possibilidade de um acordo que una as duas empresas, algo que seria uma vitória para o grupo Turner, que entrou na briga e agitou os bastidores com cifras que fizeram os olhos dos dirigentes brilharem e a concorrência se mexer.

O modelo do campeonato inglês, que não tem exclusividade e garante uma divisão justa para todos baseando-se na audiência e nos resultados dentro de campo, é sem dúvida o melhor e o mais rentável. Mas é inimaginável pensar isso no Brasil, onde existe uma grande discrepância de valores e onde muitos clubes vivem de adiantamentos e dos gordos cheques das luvas para se manter em funcionamento. E com a assinatura desses novos acordos, somando com os que já existem na TV aberta, o sonho para que essa divisão seja mais justa será empurrado mais alguns anos para a frente.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O milagre de Hemerson

*Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 19/04/2016

Ninguém discute a competência de Hemerson Maria. Mas o que ele conseguiu fazer com o Joinville no estadual chega a ser um milagre. Pegou um time desmotivado que venceu apenas uma partida no returno e com um ataque sem qualidade, compactou o jogo e construiu sete vitórias em oito jogos baseado em sua defesa e no trio de volantes formado por Naldo, Kadu e Anselmo. 

Recuperou a autoestima do time e do torcedor e conseguiu fazer com que o clube possa enxergar um futuro promissor para a Série B, quando voltará a ter o mercado aberto para trazer as peças que precisa. Duas já chegaram, Pereira e Murilo, que podem dar um gás para que o título venha na terceira decisão consecutiva.

O JEC está na decisão com uma vitória convincente sobre a Chapecoense. O tricolor fechou bem os espaços e não deixou a articulação do adversário funcionar (Guto Ferreira trocou Maranhão por Hyoran a fim de mudar a dinâmica do time que precisava mostrar alguma reação). Venceu a partida com gols de Bruno Aguiar, o artilheiro do time, e de Rafael Donato.


Hoje, o clube tem a certeza que poderá ser o campeão contra uma Chapecoense que fica se perguntando o que está errado, sob pena de perder um título que parecia encaminhado. Tudo culpa desse manezinho que voltou para a Joinville que o recebeu tão bem e, com muito trabalho, arrumou a casa a ponto de chegar numa final de campeonato, algo que era improvável até cerca de um mês atrás. Torcedores dizem que, se ele conquistar o título, merece uma estátua na frente da Arena.

Por pouco, mas escapou

Foi um jogo muito feio, o gol da vitória foi chorado, com participação de dois jogadores do Guarani. E dessa forma, jogando muito mal, que o Avaí escapou do rebaixamento no campeonato catarinense, salvo pela campanha no primeiro turno. Tem razão a torcida em vaiar o time, que pelo terceiro ano seguido brigou no estadual para não cair. Agora é a vez do presidente Francisco Battistotti mostrar o seu plano de impacto para evitar novo vexame na Série B. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O Avaí escapou

O roteiro era de filme de terror para o torcedor. O Avaí marcou um gol e acabou com a seca do jeito mais sofrido possível, com a bola rebatendo duas vezes em jogadores do Guarani até sobrar para Iury colocar para dentro.

Teve vaia do torcedor. Merecida. Três anos seguidos brigando para não cair no estadual. Um time ruim que se salvou por causa do primeiro turno surpreendente.

Se Gonçalves falou em 3 ou 4 jogadores, Silas falou em sete. É daí pra cima.

Agora é ver o que o novo presidente vai trazer. Prometeu contratações de impacto. Vai precisar de sorte. E dinheiro.

Ele deu entrevista prometendo muito. Só quero saber de onde vai tirar dinheiro.

Mais um catarinense para o Avaí esquecer. Agora é apagar da memória, arrumar a casa e evitar novo vexame na Série B.