sexta-feira, 13 de maio de 2016

Os micos do Campeonato Catarinense 2016

A lista tarda, mas não falha. E nada melhor que uma sexta-feira 13 para que o Blog divulgue a sua tradicional lista dos micos do Catarinense 2016, onde a Chapecoense levou para sua sala uma estátua da Liberdade que com certeza terá destaque.

Confesso que esse ano teve bem menos ocorrências de destaque como no ano passado. Mas mesmo assim, o "Havanzão 2016" teve as suas pérolas.

Tá na hora da lista!!

10) O voo do estagiário: mais uma vez o glorioso Camboriú volta à lista dos micos. Depois de uma das mais cômicas cenas da história, onde o time teve que empurrar um ônibus na volta de Chapecó após o rebaixamento, desta vez a menção vai para o "estagiário" do clube que, depois da goleada sobre o Guarani de Palhoça no final do primeiro turno, botou a cabeça do mascote resolveu fazer "peixinho" no gramado encharcado. Pena que a reação não deu certo. O time não achou o bom futebol e acabou rebaixado novamente.

9) Sérgio Ramirez, o homem do cone: uma das marcas do uruguaio é a forma dele usar o instrumento característico do trânsito como megafone. Neste estadual, mais uma apresentação de gala. Expulso na partida contra o Figueirense, Ramirez foi até o teto das cabines, arrumou um cone e passou suas instruções de lá. Se isso pode ou não, eu não sei. Mas as câmeras fizeram várias imagens desse fato curioso.






8) França: fruto da teimosia da diretoria, o volante do Figueirense nada fez no campeonato estadual. Para fechar sua passagem com chave de ouro, arrumou confusão em uma briga de trânsito e resolveu desaparecer. Finalmente, depois de uma passagem turbulenta com direito a polícia e até agressão a cinegrafista, acabou demitido.

7) Hudson Coutinho: demitido e, depois "desdemitido". O Figueirense garante o seu lugar na lista dos micos depois de demitir o técnico Hudson Coutinho, colocar o próprio como interino dele mesmo na partida contra o Inter de Lages, para depois colocá-lo de férias. Expôs o técnico a um desgaste extremamente desnecessário e garante lugar no ranking.




6) Coxinhas no banheiro: Nada mais normal que comer uma pipoca ou uma coxinha no estádio, certo? Pois é, mas torcedores do Joinville ficaram assustados quando foram a um dos banheiros do estádio Robertão na partida contra o Camboriú e lá encontraram a estufa de salgados ao lado da privada! Com certeza, o pessoal que fez um lanchinho no jogo ficou preocupado.














5) Transmissão debaixo d´água : O Avaí mandou o jogo contra o Brusque no estádio Renato Silveira e o pessoal da imprensa sofreu demais. Havia pouco espaço para todos, a energia elétrica não aguentou (muitos aparelhos ligados mais o ar condicionado dos camarotes da cartolagem) e a chuva ferrou com todo mundo, que teve que ir atrás de tudo quanto é tipo de plástico para proteger os equipamentos, Uma equipe de rádio não teve condição alguma do trabalho, culpa de um toldo furado. E isso passa na vistoria.

4) Bragazap: Um dos destaques do Avaí no Campeonato Catarinense até então, o volante Braga acabou virando manchete depois de xingar fortemente a diretoria avaiana através de um áudio no Whatsapp. Ainda afirmou que o então técnico Raul Cabral chorou no vestiário após a derrota para o JEC e que os diretores interferiam na escalação. Acabou tendo que se desculpar através de um vídeo, sem mostrar autenticidade alguma. Pela cara de pau, lugar na lista.




3) Íbis x Avaí: O Leão da Ilha fez uma ótima campanha no primeiro turno do campeonato, com direito a um segundo lugar que até deu esperanças ao torcedor. Só que na segunda parte, o time empilhou derrotas e ficou muito perto de ser rebaixado. Virou chacota até do Íbis, o pior time do mundo, que o chamou de "novo rival". Realmente, uma temporada para o torcedor avaiano esquecer.






2) Leo Moura no Metropolitano: sua chegada teve direito a festa no Shopping e declarações de amor. Acabou com uma ida pela porta dos fundos e muita reclamação. Durou um mês a história do ex-lateral do Flamengo em Blumenau. Depois de dizer que estava cada vez mais adaptado ao futebol catarinense e adorando a cidade, foi embora para o Santa Cruz decepcionando aqueles torcedores que compraram camisas com seu nome. Aliás, o Metrô errou feio em contratar um ex-treinador como Valdir Espinosa, manter por tanto tempo seu sobrinho e estagiário, quando César Paulista tinha a receita da recuperação.


1) Roberto Cavalo e a "mão na taça": O técnico do Criciúma mostrou excesso de confiança no seu taco. Após vencer o Figueirense em Florianópolis, declarou que seu time estava com a "mão na taça". Passou longe, Perdeu o primeiro turno para a Chapecoense e caiu muito de rendimento no segundo, ficando em terceiro lugar. A falta de humildade pesou.



segunda-feira, 9 de maio de 2016

O melhor time, com a melhor estratégia

Márcio Cunha / Mafalda Press / Notícias do Dia
*Publicado no "Notícias do Dia" de 09/05/2016

A Chapecoense precisou de muita concentração para garantir o título estadual dentro de casa. Em uma partida que foi mais "curta", já que só houve movimentação depois da paralisação de Sandro Meira Ricci, o time de Guto Ferreira tomou o gol na única jogada real do primeiro tempo e aproveitou um contra-ataque para empatar o jogo com Bruno Rangel, numa repetição da receita do jogo de ida, quando montou uma escalação mais conservadora no início para criar uma opção a mais no final do jogo usando o banco de reservas. Foi assim com Ananias em Joinville, e agora com o artilheiro do campeonato na volta.

Mesmo caindo de rendimento no returno, e isso precisa ser analisado com carinho para a Série A, o técnico campeão soube ler o seu adversário para dar a volta olímpica. No primeiro jogo, a entrada de Josimar conseguiu anular qualquer tipo de articulação do JEC que, perdido, não ofereceu perigo. Mesmo sem se organizar para isso, conquistou a vitória, levando uma vantagem imporante para casa.

O JEC saiu na frente no placar e teve a grande chance de fazer 2 a 0 no chute de Pereira defendido por Danilo, mas acabou punido em uma cavada de falta de Edson Ratinho que acabou no contra-ataque para o gol com a marca do talento de Bruno Rangel. Mesmo assim, a importante ação de Hemerson Maria na reconstrução do time não pode ser julgada pelo vice-campeonato. Para quem terminou o primeiro turno pensando em escapar do rebaixamento, a ida para a decisão foi algo fantástico. A própria torcida tricolor entende assim. Com a chegada de contratações e um pouco mais de tempo, o time poderá brigar pelo acesso na Série B.

Venceu quem teve a melhor campanha. A Chapecoense não foi perfeita de ponta a ponta, mas teria conquistado o título se o estadual fosse por pontos corridos. Pesou o elenco mais qualificado que os seus adversários e o planejamento eficiente. Termina vencedor em um campeonato que pecou muito em qualidade técnica. Agora é hora de focar no resto da temporada, com desafios bem mais complicados.