sábado, 2 de julho de 2016

Conheça a segundona: Juventus


GRÊMIO ESPORTIVO JUVENTUS 
Fundação: 1o. de maio de 1966
Cores: Grená, Preto e Branco
Estádio: João Marcatto - Particular (7.000 lugares)
Presidente: Sérgio Luiz Meldola
Técnico:Eduardo Clara
Ranking "BdR" 2015: 15o. Lugar
Catarinense 2015: 4o. lugar na Série B


O moleque travesso teve um 2015 bem fraco na Série B, perdendo 8 dos 18 jogos da fase de classificação. O clube, que teve a administração terceirizada, prometeu o acesso, mas acabou montando um elenco de baixa qualidade que não vingou. Neste ano, a empresa I9 anunciou seu desembarque do comando do futebol, voltando a deixar a tarefa nas mãos da diretoria. A montagem do elenco vinha bem, com o time se apresentando como candidato ao acesso, até que uma bomba estourou há alguns dias: José Pereira, o então diretor de futebol (conhecido por organizar o "Jogo das Estrelas" em Itajaí no final do ano) foi para a imprensa detonar o ex-presidente e vereador Jeferson de Oliveira, acusando-o de cobrar propina dos valores arrecadados junto a patrocinadores da equipe via whatsapp. Diante de uma situação complicada, coube ao presidente Sérgio Meldola tomar a atitude de afastar os dois do clube. Ou seja: aconteceu uma crise antes mesmo da bola rolar.

O Juventus, que completou 50 anos de existência recentemente, tem planos interessantes: o marketing faz um trabalho legal, a camisa está cheia de patrocinadores e a campanha de sócios está na rua. Em uma temporada que o clube terá um rival local (o Jaraguá, estreante na segundona) para dividir as atenções, o tricolor jaraguaense contratou um treinador que conhece o terreno onde vai pisar: Eduardo Clara, de 45 anos, que tem no currículo um acesso à elite com o Camboriú em 2011, que retorna depois de um período no Norte do país. Nos últimos dias, ele analisou jogadores da base local que poderiam ser aproveitados no time de cima.

O elenco do moleque tem alguns jogadores conhecidos, como o veterano goleiro Paulo Sérgio e o atacante Jean Carlos, ex-Atlético de Ibirama e Joinville, o também atacante Sabiá, ex-Metropolitano e o zagueiro Linno, ex-JEC. Mas quem se destaca nessa lista, até com certa surpresa, é o experiente meia Rosembrick, de 37 anos de idade, reconhecido pela sua passagem no Santa Cruz, indicado por Tite para jogar no Palmeiras e com um curto período no Criciúma. É um jogador que teve sérios problemas extra-campo em sua carreira, tanto que não conseguiu nenhum trabalho de destaque nas últimas temporadas. Mas ganhou uma chance em Jaraguá.

O elenco do Juventus tem interessantes nomes e entra na Série B do Estadual com a condição de buscar o acesso. Resta saber se as coisas dentro de campo funcionarão bem. Ano passado, a promessa era grande e o time não correspondeu. Agora, depois de uma briga grande que resultou na saída do diretor de futebol, vamos ver se isso não afetará o desempenho do clube.


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Conheça a segundona: Hercílio Luz


HERCÍLIO LUZ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 22 de dezembro de 1918
Cores: Vermelho e Branco
Estádio: Aníbal Costa - Particular (10.000 lugares)
Presidente: Mário Caporal
Técnico: Nem Lima
Ranking "BdR" 2015: 19o. lugar
Catarinense 2015:  5o. Lugar na Série B





Na contagem regressiva para o seu centenário, o Hercílio Luz sinaliza com um investimento maior neste ano para, enfim, entrar na lista de candidatos ao acesso. Nos anos anteriores, o clube tinha uma estrutura bem modesta, sem correr riscos de rebaixamento, mas também sem brigar pela primeira divisão. No ano passado, terminou em um quinto lugar com uma campanha de seis vitórias, seis empates e seis derrotas, sem emplolgar. Acabou sendo decisivo para o rival Atlético Tubarão, segurando um empate na penúltima rodada que evitou a promoção do adversário. O clima é de grande otimismo para o clube da Cidade Azul: “Resolvemos fazer um time de verdade. Um time não apenas para subir. Com este plantel, não temos dúvidas de que seremos campeões”, afirma Dalmiro Nunes, diretor de futebol


O time será comandado por Nem Lima, de 43 anos, ex-zagueiro do Paraná Clube, Atlético-PR, São Paulo e Atlético-MG. Sua experiência como técnico é pequena, tendo comandado o XV de Jaú, o Vitória de Santo Antão e o São José do Paraná. Ele também mostra otimismo: “Pela primeira vez estou num clube em que vou montar e preparar a equipe para uma competição. Um time tem de ter a cara do seu técnico e quem me viu jogar sabe que só pensei em vencer. Foi por isso que ganhei alguns títulos na vida e assim será aqui no Hercílio Luz”. Ele foi apresentado ao lado de Adriano Gabiru, que dispensa apresentações, e que seria o seu auxiliar. Mas uma proposta do exterior acabou na saída do ídolo colorado.



A montagem do time foi um capítulo a parte, até por causa do frisson causado nas redes sociais. O destaque maior vai para o zagueiro Alex Silva, o Pirulito, de 31 anos de idade, revelado no Vitória e com passagens por São Paulo, Flamengo e Cruzeiro. De 2013 pra cá não emplacou trabalho em nenhum clube grande, mas colocará experiência no time. Também se destaca o lateral Ávine, de 28 anos e mais de 200 jogos disputados pelo Bahia e que sofre com lesões desde 2012. A proposta de montar um time para subir se confirma, com um gasto muito maior em relação a outras temporadas.

O Leão do Sul entra, pela primeira vez em muito tempo, na briga para voltar à primeira divisão, onde participou pela última vez em 1993. O quase-centenário alvirubro de Tubarão se organiza para subir e, quem sabe, jogar entre os grandes nas comemorações do aniversário histórico.





Lima, maior artilheiro do JEC, vai jogar futebol amador



Na manhã de hoje, o América de Joinville, time que disputa a primeira divisão do futebol amador da cidade, anunciou a contratação do atacante Lima, de 33 anos, maior artilheiro da história do Joinville. Seu último clube foi o Novorizontino.

Ele teria idade para mais alguns anos no profissional, e não duvido que ele possa voltar no ano que vem em algum Estadual. Mas não deixa de ser uma surpresa.


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Com vitória, Chapecoense equipara rendimento ao do Brasileirão-2015

A Chapecoense suou e teve que passar até por cima da arbitragem para garantir a vitória sobre o Cruzeiro na estreia oficial de Caio Junior. Com isso, o time mantém praticamente o mesmo aproveitamento do ano passado, quando fez um primeiro turno bem consistente e, mesmo com uma queda de rendimento no returno, não passou apuros para se manter na primeira divisão.

O gráfico abaixo é do economista Juliano Fossá, de Chapecó. No ano passado, ao fim da 12a. rodada, a Chape tinha apenas um ponto a mais dos 18 que alcançou ontem. Número bem acima de 2014, quando tinha 12.



Há consenso que Guto Ferreira, que fez um bom trabalho do clube, não é insubstituível. Caio Junior pegará um time já acertado, o que foge da regra da troca de treinadores, onde a grande maioria assume em meio a crises. A Chape fez um bom trabalho de montagem do elenco, conquistou uma grande vitória e vai colhendo os frutos disso. E caminha para repetir o desempenho de 2015, tendo ainda a chance de ir longe na Copa do Brasil.




quarta-feira, 29 de junho de 2016

Conheça a segundona: Operário de Mafra

ESPORTE CLUBE OPERÁRIO DE MAFRA
Fundação: 11 de fevereiro de 2013
Cores: Preto e Branco
Estádio: Alfredo Herbst (Pedra Amarela) - Municipal - 2.500 torcedores
Presidente: Luciana Teixeira Borges
Técnico: Edmar Heiler
Ranking "BdR"2015: 25o. lugar
Catarinense 2015: 8o. lugar na Série B




O Operário de Mafra tem algumas particularidades: o clube nada tem a ver com o Clube Atlético Operário, que disputou a primeira divisão do campeonato estadual nas décadas de 70 e 80. Na década de 2000, o futebol da cidade ressurgiu como "Opérários Mafrenses"e, desde o ano passado, disputa a Série B do Catarinense após comprar a vaga do vizinho Canoinhas (que, por sua vez,  havia comprado a vaga do Biguaçu em 2013). Nesse novo momento do clube do planalto norte, o time teve uma campanha bastante modesta no ano passado, ficando em oitavo lugar na classificação com apenas cinco vitórias em dezoito partidas. O Operário, que deve ser o único no futebol profissional do Estado a ter uma mulher na presidência, manda seus jogos no Estádio Pedra Amarela, que passou por algumas melhorias no ano passado, mas que continua com um gramado bastante complicado.

O técnico e "faz-quase-tudo" no Operário é Edmar Heiler, natural da cidade e que comandou o time no ano passado. Aliás, é a sua sexta passagem pelo clube. Com passagens pelo futebol paulista e aqui no Estado pelo Hercílio Luz e Canoinhas, ele também é responsável pela montagem do elenco. A base do clube teve resultado bastante interessante no primeiro semestre, chegando às semifinais da Copa Santa Catarina sub-20, sendo derrotado pelo campeão Figueirense.





O time para este ano é mais qualificado que o do ano passado, quando o time só não brigou contra o rebaixamento porque havia um Blumenau que acabou eliminado por problemas de registro e estrutura. Jogadores experientes estão no elenco, caso do interminável volante Xipote, cujo currículo deve ser um dos maiores do futebol de Santa Catarina, o volante Duda e o zagueiro Lucas, que disputaram o Estadual pelo Camboriú, além do lateral-direito João Neto, vindo do Brusque, o meia Leandro Branco, ex-Marcílio Dias e o atacante Marcelo Quilder, ex-Atlético de Ibirama.



O Operário entra na Série B querendo surpreender. Tem um time que merece ser observado. Não investiu tanto como alguns adversários, mas vai tentar fazer o crime em um duro campeonato de pontos corridos. Deve ficar mais acima da tabela.


O JEC, agora sem Hemerson Maria

Assessoria JEC
Nem precisava de anúncio oficial. Todos sabiam que a derrota para o CRB, voltando a mostrar um futebol sem organização e com erros crassos de marcação, decretaria o fim da segunda passagem de Hemerson Maria no Joinville. A situação é complicada, com o time marcando posição na zona de rebaixamento e com uma distância cada vez maior do G4.

Aliás, G4 é algo que não pertence ao tricolor neste momento. A não ser que aconteça um milagre e o time faça uma sequência grande de vitórias.

Maria caiu não só por falta de resultados. Algumas substituições eram bastante questionáveis e o time não evoluía em aspectos básicos, com erros se repetindo partida após partida.

Quem pegar o abacaxi, e aqui vai aparecer a necessidade do chamado "técnico bombeiro", terá a missão de arrumar rapidamente a casa e tirar o time do Z4. O que vier depois é lucro. Chegaram jogadores a granel no CT, e montar um time (se for possível) com o campeonato andando não é fácil, e a chance de dar errado é grande.

Serão meses complicados para o JEC. O alto da tabela está longe, a torcida está revoltada e haverá queda no número de sócios e no público na Arena. Some-se a isso que o time gastou um monte pra remendar o plantel e não sabe o resultado que terá.

Hemerson fez um pequeno milagre ao levar um time limitado à final do Estadual. Mas não conseguiu evoluir dentro da Série B.