quinta-feira, 14 de julho de 2016

Conheça a segundona: Porto


FUTEBOL CLUBE DO PORTO
Fundação: 9 de junho de 1999
Cores: Azul e Branco
Estádio: Antiocho Pereira (Municipal de União da Vitória-PR) - 12.000 lugares
Presidente: Israel Trancoso
Técnico: Richard Malka

Ranking "BdR" 2015:  20o. lugar
Catarinense 2015: 9o. Lugar na Série B



Time catarinense que manda seus jogos no Paraná, o Porto teve bons momentos na segunda divisão de 2013, quando fez um primeiro turno promissor mas acabou perdendo ritmo na reta final, em um ano que tinha Brusque e Marcílio Dias fortes para conquistar o acesso. O modesto mas batalhador time de Porto União fez má campanha no ano passado, com apenas três vitórias em dezoito partidas. Só não sofreu para evitar o rebaixamento graças ao Blumenau, que acabou eliminado depois de uma sequência de irregularidades. Chega mais uma temporada e a luta continua. O Porto tenta montar uma estrutura forte sendo o único time profissional da região das "Gêmeas do Iguaçu", já que a Associação Atlética Iguaçu, de União da Vitória, não joga profissionalmente desde 2010. Restou o seu estádio, o Antiocho Pereira, que é usado pelo vizinho de Santa Catarina.


O técnico do Porto para 2016 é Richard Malka, que retorna à equipe. Ele tem currículo vasto no interior paranaense, onde já treinou Foz do Iguaçu, Engenheiro Beltrão, Paranavaí, Roma de Apucarana e Nacional de Rolândia. Morador da cidade, ele assume o desafio com a responsabilidade de tentar o acesso em um campeonato duro, de pontos corridos, contra equipes de investimento muito maior.






Não há estrelas no time de Porto União, que acredito ter o menor investimento entre os dez times da Série B. O destaque é o atacante Sadan, com passagens pelo finado Caçador e pelo futebol do Mato Grosso do Sul. Pouco se sabe sobre o restante do elenco, que treina "escondido" e sem passar muitas informações? Poderá ser uma surpresa? Acho muito difícil. Será uma vitória se o time da cidade do Steinhager se manter na segundona por mais uma temporada.



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Conheça a segundona: Jaraguá



SPORT CLUB JARAGUÁ

Fundação: 15 de abril de 2008
Cores: Vermelho, Preto e Amarelo
Estádio: João Marcatto (pertence ao Juventus) - 10.000 lugares
Presidente: Valdemir Salviano da Silva
Técnico: Michael Neves
Ranking "BdR" 2015: 18o. Lugar
Catarinense 2015: 3o. Lugar na Série C



O Jaraguá é um clube novo e persistente. Desde 2011 disputa a terceira divisão do campeonato estadual e sempre bate na trave na hora de decidir o acesso. Terceiro lugar da Série C do ano passado, o clube ganhou uma vaga na segundona graças à desistência do Juventus de Seara. Neste ano, teremos um clássico local, com o Jaraguá enfrentando o Juventus, clube mais tradicional da cidade. É uma rivalidade que tem muito de parceria. Há algum tempo, o Jaraguá cedeu jogadores ao moleque travesso, em terrível crise financeira, para terminar um campeonato. E neste ano, eles compartilharão o uso do Estádio João Marcatto durante o campeonato. Cabe aqui também mencionar que a cidade de Jaraguá do Sul ainda não comprou a ideia da Série B. Muito pouco se vê de movimentação para um campeonato que logo começará.

Michael Neves, de 41 anos, é o técnico do Jaraguá para a segundona. Ele comandará pela primeira vez um time profissional na carreira. Lageano, Neves comandou o sub-20 do clube no ano passado e tem experiência na base do Fluminense e no futebol amador de Joinville.  Ele sabe o tamanho do desafio que tem pela frente: “Venho me preparando uns seis anos para assumir essa função e sinto que estou preparado. Meu objetivo inicial é fazer um bom campeonato, não trabalho com a hipótese de rebaixamento”. Ele conta com todo o apoio da diretoria, que diz acreditar no futebol moderno a ser implantado pelo treinador.

A realidade muda bastante da terceira divisão, onde há limite de idade para atletas e o investimento é bem menor. A diretoria do Jaraguá correu bastante atrás da máquina para qualificar o time, e apostou em um time jovem, com jogadores de todos os cantos do país. O principal destaque é o atacante Marreta, de 23 anos, joinvilense com base no Vasco da Gama, e que leva no currículo o fato de ser o autor do último gol da história do Estádio Olímpico de Porto Alegre, com a camisa do Guarani de Venâncio Aires. (a última partida lá disputada, um Gre-Nal, acabou em 0 a 0).

O Jaraguá tem um dos menores investimentos da Série B e, logo, entra com o objetivo de não ser rebaixado. O fato de disputar as atenções com o Juventus nessa temporada pode ajudar a espalhar a imagem do clube, para a partir daí, buscar um bom crescimento. Mas pelo time que tem, é coadjuvante no campeonato.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Conheça a segundona: Marcílio Dias


CLUBE NÁUTICO MARCÍLIO DIAS
Fundação: 17 de março de 1919
Cores: Azul e Vermelho
Estádio: Dr. Hercílio Luz - 10.000 lugares
Presidente: José Carlos dos Santos
Técnico: José Macena
Ranking "BdR" 2015: 14o. lugar
Catarinense 2015: 10o. Lugar na Série A



A situação do quase centenário Marinheiro de Itajaí é delicadíssima. Rebaixado pela segunda vez em três anos, o Marcílio vive uma enorme guerra política onde quem mais perde é o clube. A justiça e até a Federação foram acionados para resolver o problema. Pra se ter uma ideia, dois conselhos deliberativos distintos foram formados no Marcílio, cada um chamando para si a legitimidade. Um deles chegou a fazer reunião no estacionamento do Estádio Dr. Hercílio Luz. O grupo de oposição questiona muito o trabalho do presidente José Carlos dos Santos e de seu braço-direito, Egon da Rosa, na condução dos destinos do clube. Os resultados em campo não são nada bons: o time foi rebaixado no ano passado na lanterna e, no começo deste ano, o time terminou na oitava colocação da Copa Santa Catarina sub-20. Falta dinheiro, faltam resultados, e o torcedor rubro-anil está profundamente decepcionado. Para dar mais emoção neste ano, o Litoral resolveu se juntar com o Almirante Barroso para provocar a volta da rivalidade e jogar mais pressão na diretoria marcilista, que tem a obrigação, pelo histórico que tem, de voltar imediatamente para a primeira divisão. Mas isso não será uma tarefa fácil.

O Marcílio será comandado na Série B por José Macena, técnico paulista que tem no seu currículo passagens pelo futebol de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Sua passagem de maior destaque foi no Oeste, durante a Série B do Brasileirão em 2014. Macena era figura vista no clube desde o final do ano passado, e agora terá a missão de montar um bom time com recursos bem mais escassos que outros concorrentes. Não será fácil, até porque a segundona será em pontos corridos e duas ou três derrotas podem enterrar o time. Para se ter uma ideia, em 2015 o Tubarão fez 36 pontos e não subiu.

O elenco do Marcílio é barato. Sem muito dinheiro em caixa, com apoio proibido da Prefeitura (que em outras temporadas era um parceiro fortíssimo) e desacreditado com o empresariado de uma das maiores economias do Estado, o Marinheiro montou o time que dá, usando uma base do grupo de campanha bem fraca na Copinha sub-20, mesclando com atletas sem tanta experiência no futebol catarinense. Destacam-se o zagueiro Paganelli, ex-Juventus , o meia Luiz Miguel, ex-Oeste, o goleiro Rudy, ex-Bahia de Feira e o zagueiro Stevys, 26 anos, ex-Pelotas.

O Marcílio sobra em tradição, mas este elenco está bem aquém dos grandes times rubro-anis que já vi atuar no Gigantão das Avenidas. O Marinheiro não é favorito para o acesso, e a montagem dos outros clubes mostra quem se qualificou mais. O ano indica ser complicado para o torcedor itajaiense, cansado, com orgulho ferido, e rezando para voltar a ver o seu time forte e brigando na elite do campeonato estadual. Mas vai que rola uma surpresa.






O curioso caso da demissão de Eutropio e a chegada de Argel

O mais curioso no fato que envolve a demissão de Vinicius Eutrópio no Figueira é que o time não foi tão mal assim contra o Grêmio em Porto Alegre. Perdeu para um time do G4 nos acréscimos. Vendeu caro a derrota.

O que determinou a demissão também aconteceu em Porto Alegre, quando o Inter demitiu Argel após a derrota para o Santa Cruz. Simples e fácil de entender. Depois de sondar Antonio Carlos Zago, fato confirmado pelo próprio e já há um bom tempo atrás, o Figueira só queria um nome para não deixar o time com interino por muito tempo.

O presidente Wilfredo Brillinger quer e Argel não ficará muito tempo desempregado. A vida segue, e o time precisa escapar do rebaixamento.

A gente não viu de tudo ainda no futebol. Aqui tivemos um caso de técnico que foi demitido não por causa de uma derrota. Mas sim porque outro nome ficou desempregado, dando a abertura pra a troca. Como diria uma professora que me deu aulas de química, não haveria demissão ontem, em condições normais de temperatura e pressão.