segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A vergonha do futebol olímpico

É uma espécie de carma. O futebol (masculino) olímpico sempre enfrenta dificuldades em olimpíada, carregando aquele fardo do título que nunca veio. Aí a cobrança aumenta e o time, que sofre daquele surto de indiferença nacionalista. É fato que não há foco. E também não parece haver padrão tático.

Rogério Micale assumiu o trabalho com moral, com discurso modernista e dando a esperança de que o time não passasse dificuldades olímpicas. Errado. Se viu em campo o mesmo caos, com excesso de individualismo, nada muito diferente da era Dunga. Pouco tempo de treino? Peraí. O time foi construído em meses de amistosos de preparação e com 15 dias de treinos que dariam, ao menos, pra colocar um mínimo de padrão.

O empate com o Iraque despertou mais uma vez aquele discurso ufanista de mudanças na CBF. Entendo que o viés da discussão não é exatamente esse, mas a observação é válida. Especificamente no caso olímpico, é questão de ver quem está a fim de jogar. Neymar não está, e a faixa de capitão aumenta mais ainda o seu estrelismo. Merece banco.

Mas também teve o problema da convocação, com Renato Augusto usando uma das vagas acima de 23 anos, mesmo atuando no futebol chinês e sem acrescentar ao time na parte técnica e na experiência.

O vexame já está feito. Vamos ver até onde isso vai dar.