sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Uma estreia favorável

Um empate no Equador não seria mau resultado. Acabou em vitória na altitude, e com um placar de 3 a 0. A estreia de Tite não poderia ser melhor. De quebra viu Gabriel Jesus desequilibrar e dar um pontapé inicial muito bom nesta nova era do futebol nacional.

Não houve evolução tática, e nem haveria tempo para isso. Mas o que é inegável é que o time entrou muito mais ligado em campo. Penso que esse trabalho de recuperação começou ainda na Olimpíada, mesmo que o elenco não seja exatamente o mesmo. O resultado no Rio ajudou a criar um clima menos pesado no trabalho de Tite. E, com um time  focado, fica mais fácil para jogar.

O resultado dá um enorme alívio e põe o Brasil mais longe da preocupação na tabela de classificação das Eliminatórias. Com certeza, a expressiva vitória cria outro tipo de relacionamento com a torcida, que andou muito machucada na era Dunga. Aparece aqui um desenho do novo time nacional, com Casemiro ocupando seu espaço como volante, enquanto Gabriel Jesus, que vai para a Inglaterra ganhar ainda mais experiência, aparece como companheiro para Neymar, que passou por uma boa lição durante os Jogos Olímpicos.

Enfim, apareceu uma seleção que voltou a ser seleção, ainda que num estágio bem inicial. Sem dúvida, é um avanço. Primeira barreira ultrapassada, veremos como vai ser contra o bom time da Colômbia. Com boa vontade e aplicação, poderemos ter prazer em ver de novo a seleção jogar.


Mas é inegável que Tite tem estrela. Não esperava que Jesus (o jogador) desequilibrasse o jogo a tal ponto de garantir um três a zero.