quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cansaço atrapalhou a Chapecoense

A Chapecoense fez uma operação maluca para chegar à Colômbia e isso refletiu diretamente no desempenho do time contra o Junior, principalmente no segundo tempo. Um jogo equilibrado contra um time comum, que mostrou fragilidades no setor defensivo. O gol deles teve competência com um pouco de sorte de Escalante: a imagem de baixo mostra que a bola ficou numa posição à direita do marcador, e o colombiano teve muita felicidade no chute.

Houve chance do empate no final do primeiro tempo, naquela bola do Ananias. No segundo tempo, começou a pesar a viagem. Alguns ajustes pontuais seriam necessários para arrumar o desempenho do time, principalmente no passe final para a definição. Mas o Junior arrumou a marcação e faltou energia para fazer o gol.

Mas não há terra arrasada. Na semana que vem, jogando em casa, a Chape tem muito mais time para conseguir a inédita classificação para a semifinal. Com ambiente tranquilo e precisando de uns pontinhos para não correr risco de rebaixamento, dá pra concentrar forças no sonho continental.

Mas por favor, na próxima viagem longa planejem um jeito mais fácil de chegar. Ir ao Mato Grosso, pra atravessar a pé pra Bolívia, pra descer de novo na outra ponta do país pra depois ir pra Colômbia foi um negócio que não funcionou.




quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O cancelamento dos JASC e a "pressa" por uma nova sede

Contra a força da Natureza não dá pra brigar. Uma tempestade destruiu a cidade de Tubarão e, por motivos óbvios, não tinha como realizar os Jogos Abertos de Santa Catarina por lá, previsto pra começar em cerca de 20 dias. O estrago foi tamanho que vai ter local que vai precisar de um ano para ser consertado. Alguns terão que ser totalmente demolidos.

Fez-se o certo e criou-se um "problema" para a Fesporte: o que fazer? Note que botei a palavra "problema" entre aspas, certo? Pois é.

Vamos aos fatos: não há tempo hábil, ou acho que não tem, para que uma outra cidade assuma a bronca em um prazo de pouco mais de vinte dias. Se alguém assumir, seria para empurrar a competição para perto do Natal, como foi ano passado em Joaçaba. Blumenau sinalizou isso numa matéria do Jornal de Santa Catarina. A cidade tem estrutura sobrando e seria, ao meu ver, a opção mais tranquila. Mas isso esbarra em outro problema.

Não é novidade pra ninguém que o governo do Estado passa por problemas financeiros. Pra se ter uma ideia, os R$ 1,6 milhão prometidos para os JASC em Tubarão seriam depositados apenas hoje na conta da prefeitura local. Considerando que a administração da Fesporte tropeça em problemas (o presidente foi trocado por pura indicação política, colocando um nome sem experiência no lugar de um técnico na função), eu acho bem provável que a entidade venha, daqui a uns dias, dizer que não há disponibilidade e cancelar de vez os Jogos neste ano, dando mais problemas para atletas de várias modalidades que estão pegando pesado nessa época para chegar no auge na competição mais importante do ano.

Bom ressaltar que a Olesc, que é uma competição tão importante tanto, até por trabalhar com base,  também está sem sede. Vamos ver como isso será levado. Confesso não ter muita esperança.

Avaí acelera e vai para o sprint final, rumo ao acesso

Futura Press
A vitória do Avaí ontem em Goiânia é uma daquelas que serão lembradas se um dia for feito um especial ou até um livro sobre o acesso em 2016. O time mostrou equilíbrio, não se abalou com a pressão (mas poderia se soltar um pouco mais para evitar isso) e o gol tomado e buscou um triunfo que lhe deixa muito perto de uma Série A que era improvável até uns dois meses atrás.

Em campeonatos desse tipo existe a figura do "sprint final", aquela situação do time estar no seu melhor nos últimos jogos, atropelando os adversários e conquistando os pontos. Já são 54 conquistados, sendo 12 nos últimos cinco jogos (teve a derrota para o Atlético, mas é necessário ressaltar que o líder do campeonato é superior e deve levar o título) e uma tabela interessante para conquistar uns nove pontos que carimbem de vez a volta para a Série A.

E junte nesse ritmo o ambiente, a motivação e até o bom momento do departamento médico, dando ao técnico Claudinei Oliveira a possibilidade de colocar o que tem de melhor em campo. Assim como existem times que seguem a cartilha do rebaixamento, o Leão vai assimilando as regras de quem quer subir. A empolgação fica para a torcida. O time, organizado como está dentro de campo, não dá pinta de que vai perder essa.