sábado, 12 de novembro de 2016

A trágica semana do JEC. Rebaixamento é iminente

Jornal O Popular
A semana mais tensa dos últimos tempos em Joinville (se não foi a pior em 40 anos de história) terminou hoje com a pior das notícias: o Oeste de Itápolis, sem vencer há 15 partidas, arrancou um empate aos 52 do segundo tempo em Pelotas, abrindo quatro pontos de distância para o tricolor e praticamente selando sua permanência na Série B.

Pra quem empatou com o Bragantino perdendo dois pênaltis e perdeu para o Goiás após estar vencendo por 2 a 0, isso é castigo divino.

O torcedor joinvilense sofre, mas tem na cabeça que, se o time cair, vai ser merecido. O campeonato abriu várias portas, deu inúmeras chances escancaradas para o time sair dessa, mas o JEC não aproveitou, esbanjando incompetência.

Não há desculpa pelo resultado em Goiânia. O time vinha se comportando bem até a expulsão imbecil de Reginaldo. Depois disso, apareceu outro problema sério, que está fora do campo. Não tenho nada contra a pessoa de Ramon Menezes, que foi um brilhante jogador. Mas o clube errou feio em trazer um técnico sem culhão para um momento tão crítico. Deu no que deu. Ele se encolheu, botou o time para se retrancar e não conseguiu equilibrar quando o Goiás também ficou com 10. Futebol é coisa séria, e briga contra rebaixamento não é coisa pra estagiário.

Agora, só milagre.  Vencer Oeste e Vila Nova, e contar com uma derrota do time paulista em Recife na última rodada.

Se cair, e tudo indica isso, vai ser merecido. Problemas na organização, montagem de elenco... A vergonha de cair da A para a C vai ser grande.

E que ninguém diga que "a Série C não é o fim do mundo". Pra quem cai, é sim. Sem exposição, sem TV, cotas quase inexistentes, classificação por mata-mata.... É horrível.


Avaí na porta do elevador, com o brilho de Marquinhos

Alceu Atherino /Avaí FC
O Avaí venceu a decisão contra o Náutico jogando da forma que o manual manda: indo pra cima, buscando a iniciativa e mostrando quem é que manda. No comando da nave estava um Marquinhos inspirado e descansado, depois de uma folga do jogo em Barueri que se mostrou muito útil. Desequilibrou e não deu brecha pro adversário reagir. O Náutico pode até reclamar de arbitragem, mas nada fez para reverter o cenário altamente desfavorável.

O Leão abre cinco pontos do quinto lugar e pode confirmar o acesso semana que vem, em Londrina. Em um jogo "casca-grossa" como esse, era determinante que um diferencial aparecesse. Apareceu.

Agora é o foco para o jogo do acesso. Até um empate pode ser negócio, dependendo do Bahia e do próprio Náutico. Mas o time tem a tranquilidade de jogar no Paraná sabendo que terá, dentro de casa, a chance de carimbar de vez um acesso altamente provável. E o melhor de tudo: jogando bem, melhor que Vasco, Bahia... talvez abaixo apenas do Atlético-GO, que joga, de longe, o melhor futebol.

Vai ser uma semana de muita expectativa para o torcedor avaiano, à medida que a hora do "match point" está chegando.




quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O drama das rodadas finais para o Joinville

Que jogo foi esse... Precisando vencer, o Joinville sai atrás no placar contra o Bragantino, consegue o empate e desperdiça dois pênaltis que lhe dariam a vitória...

É uma luta complicada, e os dois penais perdidos soam como dois golpes bem encaixados pelo adversário. O torcedor foi pra casa atordoado, depois de ganhar um fio de esperança após a vitória sobre o lanterna Sampaio no Maranhão.

Claro que no futebol o "se" não joga, mas eu não deixaria Jael bater o segundo pênalti, principalmente pelo fato dele ter desperdiçado a primeira cobrança com total displicência, batendo fraco no meio do gol. Pouco tempo depois, bateu de lado de pé no canto, facilitando para o goleiro. Mostrou falta de preparo psicológico. E nada mais restou ao treinador do que apoiá-lo com meia força na entrevista.

Nada está perdido mas o horizonte vai se fechando. A briga com Oeste e Bragantino por uma vaga fora do Z4 terá mais três capítulos, incluindo o encontro direto entre JEC e Oeste na semana que vem. O rebaixamento para a Série C é algo muito grave, seja pelo lado financeiro como técnico, até porque, para subir, é necessário passar por um mata-mata onde não necessariamente o melhor time sobe (o Fortaleza tá aí pra confirmar a tese).

É complicado acreditar porque o time é fraco. Gostaria de saber quem apostou em jogadores como Erick Luis e Claudinho que são, reconhecidamente, de baixo nível. Agora tem que ser com o que está aí. Se o milagre acontecer, não é pra comemorar. É pra protestar por tudo de errado que foi feito no ano. Ficar na Série B é obrigação, não conquista.