sábado, 26 de novembro de 2016

O rebaixamento do JEC virou realidade. Dolorido, mas merecido

Quando um time entra na última rodada dependendo de alguém pra não cair é sinal que muita coisa foi feita de forma errada e que há apenas um fio de esperança em uma situação muito grave. O rebaixamento do Joinville segue a regra: o time venceu o Vila Nova, mas o Náutico não teve time e tranquilidade pra ganhar do Oeste, que entrou com muito mais vontade no primeiro tempo, abriu 2 a 0, e provocou pânico em Pernambuco.

Tivesse feito um dos pênaltis contra o Bragantino, ou não amarelado contra o Goiás, ou marcado em algum outro jogo que deixou escapar os pontos de forma boba, isso não aconteceria.

Mas é bom olhar o que foi esse ano do JEC. Mesmo quando foi vice-campeão estadual, havia um certo alerta de que o time precisava ser qualifiicado. Aí começou um processo muito criticado. Julio Rondinelli ganhou carta branca do presidente Jony Stassum para trazer um caminhão de jogadores de qualidade duvidosa. Os resultados não vieram, E foi chegando gente. Trocaram de técnico, e mais gente veio... até jogador em fim de carreira. O fardo foi pesando e o rebaixamento, antes hipótese descartada, virou algo a se considerar.

O Joinville conseguiu perder a vaga na Série B para um Oeste que ficou quase TRÊS meses sem vencer uma partida. E foi merecido, diante de tanta coisa errada. Agora o time vai ter que construir todo um caminho de baixo, em uma chave complicada na terceira divisão, onde a regularidade não resolve, e sim um mata-mata cruel. O Fortaleza está aí pra comprovar.

Há anos digo que time que cai da B para a C tem que ser muito ruim. Não houve injustiça. Dói, mas o Joinville não merecia ficar na segunda divisão. É a realidade.


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Sofrimento "Copero" que leva a Chape à final da Sulamericana

Conmebol
A Chape chegou lá.

Não fez o seu melhor jogo no ano. Mas chegou.

Chegou a uma decisão de Copa Sulamericana que surpreende a muitos, mas não àqueles que conhecem o trabalho sério do clube e, principalmente, o que esse time tem rendido nessa temporada.

Contra um time argentino, a Chape teve que sentir na pele aquela expressão "Copero". Pegou um San Lorenzo que não tem toda aquela qualidade, mas provocou e apertou muito, principalmente no início do segundo tempo, quando Caio Junior pôs o time a esperar o adversário de maneira perigosa. Tomou pressão forte.

A situação melhorou um pouco com a saída de Tiaguinho, nome importante contra o São Paulo que não apareceu com o mesmo brilho contra o outro santo argentino. A entrada de Lucas Gomes, num primeiro momento, e de Bruno Rangel mais a frente surtiu efeito, permitindo contra-ataques perigosos. Pesou o nervosismo e eles não foram aproveitados.

E Danilo apareceu mais uma vez para um milagre, coisa da Igreja de Condá (procure o perfil no twitter). Lá estava sua perna na hora certa, no lugar certo, para evitar o gol de um San Lorenzo desesperado. Todos ficaram sem voz. E veio o apito final.

O Verdão do Oeste supera mais uma barreira na sua caminhada rumo ao incerto. Ninguém sabe o que o futuro reserva para esse clube que vive surpreendendo. A final vem aí, e o time sabe que não poderá jogar em Chapecó, nem dentro de Santa Catarina (nisso ainda temos em falta), contra um adversário complicado, que poderá ser o Cerro ou o Nacional campeão da Libertadores, que está a dias de ir para o Japão encarar o campeonato mundial. É uma barreira a mais que pode ser ultrapassada. É necessária uma concentração muito maior, até porque a atuação desta quarta foi a pior da última sequência.

Mas quem já chegou até aqui, não pode se surpreender com mais nada. É tirar as lições dessa classificação, descansar e ir "para o pau", sob a bênção de Condá.