sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O caminho para a reconstrução da Chape

É muito interessante tentar desvendar a "linha" usada pela Chapecoense para se reconstruir e fazer uma boa temporada em 2017.

Dentro do possível, a palavra "continuidade" é usada. O técnico Vagner Mancini tem características em seu trabalho próximas a Caio Júnior. Na retaguarda, o ex-goleiro Nivaldo terá João Carlos Maringá, que esteve no clube até 2014, pegando junto. Rui Costa é um executivo com qualidades e com a missão mais complicada de negociar muito no mercado para remontar o elenco para ontem.

E a "continuidade" está presente na montagem do elenco. Grolli é um zagueiro formado na casa que está voltando. Bate-se numa tecla de trazer destaques de outras temporadas. Dizem que Leandro Pereira estaria na mira. Para o gol, um atleta que não passou por Chapecó, mas só deixou boas lembranças no Estado: Agenor, que está em uma incômoda reserva no Sport. Alguém com a sua qualidade não pode ficar mofando em banco de reservas.

Com o mundo observando, os primeiros passos dessa nova caminhada são bons. O clube busca as melhores opções no mercado dentro de sua filosofia que deu certo. A história dos empréstimos gratuitos não cola muito, até porque nenhum coirmão vai querer ceder um jogador que lhe interessa, não é mesmo? Só aqueles "separados"são oferecidos.

Encontrar qualidade é complicado, mas é possível. Há urgência, mas existe uma salvaguarda, já que a fase de grupos da Libertadores demorará um pouco pra começar. Primeira Liga e Estadual não podem ser exigidos. Faz parte do processo.


domingo, 11 de dezembro de 2016

Inter, o grande que conseguiu cair

Sem piadas. O Inter é grande. Tem torcida enorme e fanática. Tem um número gigante de sócios. É parte daquele que é o maior clássico do país. Mas a sua diretoria cansou de errar na temporada. Fez, além do time cair para uma inédita Série B, ganhar a antipatia de milhões de torcedores com as tentativas frustradas de tentar se manter na primeira divisão pelo tapetão.

A verdade é que o time é ruim. Duas vitórias fora de casa. É caso para rebaixamento. Aconteceu, e ainda com chance de se safar na última rodada. Mas o time agora treinado por Lisca nem fez sua parte para tentar um milagre.

O colorado chegou a ser líder no começo. Demitiu Argel quando o time era nono colocado, nada de alarmante. Falcão chegou para implantar sua filosofia, bem diferente do antecessor, e não durou muito. Celso Roth, supervalorizado e fora do cenário há muito tempo, não trouxe novidades e o time só definhou. Nem Lisca ganhando 100 mil reais por jogo conseguiu dar evolução. A diretoria, desesperada, ofereceu seis, sete milhões pelo milagre.

Outra prova da insatisfação foi a surra levada pela diretoria na eleição de sábado. Agora, o novo presidente terá um orçamento de Série A para enfrentar uma desgastante segundona. Antonio Carlos Zago, de brilhante passagem pelo Juventude, é uma boa opção.
A dor do torcedor colorado é grande mas é superável. O ano na Série B pode fazer o clube arrumar a casa e voltar forte. Muita flauta vai ter que ser ouvida, mas quem fez tudo errado está de saída.

Hora de tomar novos ares.