segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Contrato de TV do Estadual está acabando. Hora dos clubes prestarem atenção

Em 2017, encerra o atual contrato de televisionamento do campeonato estadual, alvo de uma choradeira enorme dos dirigentes, sendo que alguns deles participaram da negociação que tem pontos bem desfavoráveis e um valor que não chega a 20% do que é investido pela mesma empresa no campeonato gaúcho, onde um time pequeno recebe bem mais que o um catarinense na Série A.

Vamos relembrar: em 2013, com grande participação do então presidente da FCF Delfim de Pádua Peixoto, os clubes da primeira divisão assinaram a renovação de contrato. A primeira oferta do grupo RBS havia sido de R$ 4 milhões por ano para quatro temporadas. O clubes pediram um pouco mais. Conseguiram R$ 5 milhões, mas com um acordo de cinco anos e liberação total de transmissão para a praça. Ou seja, a TV aberta seria concorrente deles próprios. Aceitaram. No primeiro ano já deu berreiro.

Matéria do jornal Zero Hora deste sábado informa que os clubes gaúchos recusaram uma oferta do grupo RBS de R$ 34 milhões pelos direitos do campeonato gaúcho. sendo que, destes, R$ 26 milhões seriam divididos entre Grêmio e Internacional. Mesmo assim, sobraria aos pequenos algo em torno de R$ 800 mil , o que já é cerca de 30% a mais que a Chapecoense, campeã catarinense, recebe. Os menores desejam melhorar a proposta para que eles recebam, ao menos, R$ 1 milhão pelo Gauchão (já receberam isso em outros anos). Aqui, os menores recebem em torno de R$ 200 mil.

A Associação de Clubes de SC é conhecida pelos problemas para negociar contratos de televisionamento. Chegou ao cúmulo de assinar contrato com a RBS em 2009 sabendo que tinha outro vigente com a Record no mesmo ano. Se incomodou, usou um argumento fraco e acabou perdendo na justiça (o então presidente da Associação, Carlos Crispim, faz parte da diretoria atual). Também chegou a ter verba retida na justiça por uma agência de propaganda, que exigia comissão por um serviço que ela não fazia, já que a negociação das transmissões era feita por dirigentes de clubes. Acabaram entrando em acordo.

Passada o último ano do atual contrato, chegará a hora da negociação de 2018 para a frente. Agora, a conversa não será mais com o grupo RBS, que vendeu as suas operações no Estado, e era grande parceiro da antiga presidência da FCF, e sim com o grupo NC, que assumiu o comando do negócio.

Passou da hora de tentar mais. Vejo que a SC Clubes busca formas de se profissionalizar, mas os direitos de transmissão são uma área que nunca foi bem resolvida. Uma coisa ruim que existe no Brasil é a exclusividade, ao invés de serem comercializados "pacotes" que permitem a transmissão por mais de uma emissora, alternativa que é usada com sucesso em outros países. Agora que os clubes tem um presidente indicado por eles na Federação (que, por regulamento, recebe 10% da cota) e um contrato por encerrar, espero ver um avanço que equipare os clubes catarinense pelo menos aos seus vizinhos do sul.


domingo, 18 de dezembro de 2016

O Ranking "BdR" do Futebol Catarinense em 2016

Com o ano terminando, o Blog traz dois dos seus tradicionais posts: além dos micos do ano, que serão divulgados na próxima semana, é a vez do nosso ranking.

O Blog do Rodrigo apresenta o seu ranking de clubes pelo oitavo ano consecutivo. O Ranking "Blog do Rodrigo do Futebol Catarinense 2016" traz, com base nos resultados de cada clube na temporada, a classificação dos melhores do Estado.

Tem uma diferença básica para o ranking da CBF, que conta apenas competições nacionais, enquanto este também conta o Estadual e eventuais participações em competições internacionais. Este exercício serve para ver o andamento dos clubes dentro do cenário doméstico, somando suas atuações a nível nacional e internacional com o torneio do primeiro semestre.

Também mostra todos os times que estão em atividade em Santa Catarina ou estiveram até 2014 em qualquer divisão. Quem não passou pelo Blog antes, o ranqueamento do ano passado está aqui, e os critérios de cálculo estão no fim do post. Cálculos feitos, vamos à classificação. Algumas explicações vão junto, e em parênteses vão a pontuação e a colocação no ano anterior. Existem mudanças na classificação dos cinco grandes e a consolidação do Inter de Lages como sexta força do Estado. A Chapecoense, pelo título estadual e as campanhas na Série A e Sul-americana abre espaço na frente.

RANKING "BLOG DO RODRIGO" DO FUTEBOL CATARINENSE 2016

1) Chapecoense: 49,40 pontos (2015: 1o. com 46,59): Aqui, os números e resultados falam por si. Título estadual com a melhor campanha, bem a frente do segundo colocado. Boa pontuação na Série A bem a frente do Figueirense, sem contar a terceira fase na Copa do Brasil e a brilhante caminhada que culminou com o título sul-americano. Subiu quase três pontos no ranking e dificilmente perderá a liderança no próximo ano, já que o Figueira jogará a Série B, com pontos de menor peso e a diferença de sete pontos na média é praticamente inalcançável.


2) Figueirense: 42,80 pontos (2015: 2o. com 45,16): A fraca campanha no estadual e na Série A fez o Figueira sustentar o segundo lugar no ranking, mas perdendo quase três pontos em sua média. Foram 15 pontos a menos que a Chape no campeonato estadual, e outros 15 no Brasileirão, somando com uma eliminação na primeira fase da sul-americana. O alvinegro vê o Avaí se aproximar, sendo que o rival jogará uma Série A com peso maior. O estadual pode decidir a posição no próximo ranqueamento

3) Avaí : 39,20 pontos (2015: 3o. com 38,26): A campanha do acesso rendeu boa pontuação ao Leão, que subiu quase um ponto na sua média anual. O problema foram as campanhas ruins no Estadual (apenas 20 pontos em 18 jogos) e na Copa do Brasil (4PG em 4J). Mesmo assim, a diferença para o segundo lugar Figueirense caiu de sete para apenas três pontos. Se não decepcionar no campeonato catarinense e ter uma pontuação para permanecer na Série A, assumirá a segunda colocação em 2017 sem sustos.


4) Criciúma: 36,93 pontos (2015: 5o. com 36,07): Temos aqui a primeira troca de posições. O Criciúma teve um aumento de alguns décimos em sua média anual, e ultrapassa o Joinville pela grande diferença das campanhas na Série B deste ano (56 pontos contra 40), sendo que ambos tiveram a mesma campanha no Estadual, com 32 pontos conquistados. A tendência é que o Tigre mantenha a quarta colocação na próxima temporada, pela distância que tem para os times da frente e pelo fato do Joinville disputar uma Série C, onde os pontos tem um peso menor. Bastará não cair.

5) Joinville: 34,04 pontos (2015: 4o. com 38,11): Mesmo com o vice-campeonato catarinense, o JEC perde mais de quatro pontos na sua média anual para fechar o grupo dos chamados grandes. Foram 32 pontos conquistados no Estadual, segunda melhor do torneio. Mas a péssima campanha da Copa do Brasil (apenas quatro pontos em quatro jogos, eliminado na segunda fase com duas derrotas) e os 40 pontos que culminaram com o rebaixamento para a Série C sacramentaram esta queda. E tudo indica que aqui permanecerá na próxima temporada.


6) Internacional de Lages: 26,67 pontos (2015: 6o. com 24,25): O colorado lageano consolida-se como a sexta força do estado com uma temporada bem interessante no âmbito nacional. Se o ranking passado mostrava uma diferença apertada entre Leão Baio, Metropolitano e Brusque, agora já aparece uma folga. O time conquistou três pontos na Copa do Brasil, mais uma classificação inédita para a terceira fase da Série D, marcando 17 pontos no total. Aumentou em mais de dois pontos a sua média.



7) Brusque: 24,84 pontos 
(2015: 8o. com 24,17): O Brusque ganhou alguns décimos em sua média anual, ultrapassando o Metropolitano pelo melhor desempenho na temporada. No Estadual, o time de Mauro Ovelha conquistou o quinto lugar e a vaga na Copa do Brasil com 24 pontos ganhos, dois a mais que o rival de Blumenau. A diferença mesmo veio na Série D, onde o Bruscão conquistou uma inédita vaga para a segunda fase, com dez pontos conquistados em oito partidas.



8) Metropolitano:  23,51 pontos (2015: 7o. com 24,21): Pelo terceiro ano seguido, o Metropolitano diminui a sua média anual e agora aparece em oitavo na lista. A campanha no Estadual até foi razoável, mas a Série D estragou tudo. Com um time barato, o Metrô foi o lanterna da sua chave no Brasileirão com apenas quatro pontos conquistados. Como seus rivais Inter e Brusque foram mais eficientes no segundo semestre, conseguindo passagem para o mata-mata, o Metrô fica na oitava colocação.


9) Atlético Tubarão: 22,24 pontos (2015: 9o. com 21,82): 
O Atlético Tubarão, depois de bater na trave na segundona com boas campanhas, finalmente conquistou sua vaga na elite conquistando 44 pontos em 20 jogos, perdendo a decisão no critério de desempate para o Almirante Barroso. Mesmo com peso menor, os excelentes retrospectos na segundona lhe garantem um lugar no Top 10 do nosso ranking. E se fizer bom estadual (mesmo sem vaga na Série D), até pode beliscar uma posição acima.

10) Guarani de Palhoça: 19,85 pontos (2015: 10o. com 21,29): Premiado com uma vaga na primeira divisão depois da desistência do Atlético de Ibirama, o Bugre voltou a fazer má campanha e acabou rebaixado mais uma vez, com apenas 17 pontos conquistados. Perdeu quase dois pontos em sua média anual mas se segura no Top 10, já que o Camboriú também se deu mal no catarinense e o Atlético de Ibirama está fora dos campos.


11) Concórdia: 19,84 pontos (2015: 13o. com 17,80): Novidade interessante deste ano é a subida do Concórdia, terceira melhor campanha da Série B Estadual, com 33 pontos conquistados. O time treinado por Celso Rodrigues não conseguiu o acesso com alguns tropeços para times piores, mas fez um bom trabalho. Sobe duas posições e aumenta em mais de dois pontos a sua média.


12) Camboriú: 19,71 pontos (2015: 11o. com 21,16): Após subir três posições em 2015, o Cambura agora perde um posto. Conseguiu o acesso mas não se manteve na elite, conquistando apenas e tão somente 15 pontos em 18 partidas. Isso derrubou a sua média anual e o permitiu ficar atrás de dois times da Série B do Estadual.


A seguir, o restante da classificação:

13) Juventus / Jaraguá do Sul: 17,73 pontos (2015: 15o. com 16,29)

14) Almirante Barroso / Litoral : 17,47 pontos (2015: 22o. com 8,70)
empatado com  Hercílio Luz: 17,47 pontos (2015: 19o. com 14,18)
16) Barra: 16,87 pontos (2015: 17o. com 15,32)
17) Fluminense / Joinville 14,16 pontos (2015: 22o. com 9,73)
18) Marcílio Dias: 13,69 pontos (2015: 14o. com 16,54)
19) Operário de Mafra: 12,09 pontos (2015: 25o. com 6,32)
20) Jaraguá: 9,93 pontos (2015: 18o. com 14,62)
21) Juventus / Seara: 9,67 pontos (2015: 16o. com 15,87)
22) Atlético de Ibirama: 9,18 pontos (2015: 12o. com 19,29)
23) Atlético Itajaí: 8,80 pontos (2015: NR)
24) Porto: 6,88 pontos (2015: 20o. com 9,95)
25) Curitibanos: 5,38 pontos (2015: 24o. com 7,58)
26) Imbituba: 4,44 pontos (2015: NR)
27) Maga: 4,42 pontos (2015: 31o. com 1,84)

28) Santa Catarina: 4,10 pontos (2015: 26o. com 5,85 pontos)
29) Blumenau: 2,57 pontos (2015: 23o. com 8,28)
30) Canoinhas: 1,52 ponto (2015: 28o. com 5,30)
31) Caçador / Caçadorense: 1,40 ponto (2015: 27o. com 5,79)


Deixam o Ranking: Pinheiros e Oeste de Chapecó

* Para efeitos de ranking, Litoral e Almirante Barroso (houve troca de nome fantasia) são considerados o mesmo clube. 



Os critérios para definição do ranking, assim como no ano passado, são os seguintes:

Serão considerados os resultados dos clubes nas últimas TRÊS temporadas (2014, 2015 e 2016). Os pontos conquistados por cada equipe serão considerados, e não os títulos.

O cálculo para se chegar aos pontos ganhos em cada jogo é feito da seguinte forma:

Para jogos de campeonatos estaduais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 1 x (valor do campeonato)

Campeonato Catarinense Divisão Principal (Série A)- 10
Campeonato Catarinense Divisão Especial (Série B)- 6
Campeonato Catarinense Divisão de Acesso (Série C)- 4
Copa Santa Catarina (e no caso do Estadual 2014, o Hexagonal da Morte) - 8

Para jogos de campeonatos nacionais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 2 x (valor do campeonato)

Campeonato Brasileiro Série A - 10
Campeonato Brasileiro Série B - 7
Campeonato Brasileiro Série C - 6
Campeonato Brasileiro Série D - 4
Copa do Brasil - 8
Recopa Sul-Brasileira - 5

Para jogos de campeonatos internacionais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 3 x (valor do campeonato)
Mundial de Clubes - 10
Taça Libertadores - 8
Copa Sul-Americana - 7
Recopa Sul-Americana - 5

(importante notar: Catarinense tem peso 1, Brasileiro 2 e Internacionais 3)

Para a pontuação geral, soma-se os pontos de todos os jogos nos últimos 36 meses (2014 + 2015 + 2016) e se divide pelo número de jogos disputados a cada ano, aplicando-se a desvalorização do ano anterior. Os pontos serão a soma das médias dos três anos.

O Ranking também usará o critério FIFA de desvalorização. Ou seja: os pontos conquistados na penúltima temporada serão multiplicados por 0,7. Traduzindo: os resultados de 2016 levam peso 1, os de 2015, vale 70%, e os de 2014 valem metade de 2015.

Obs.: 1) No caso de empate entre dois ou mais clubes, a ordem apresentada no Ranking é meramente alfabética, não sendo levados em conta os campeonatos disputados pelas agremiações.

2) Para efeito de "punição estatística" e equiparação aos clubes que disputaram mais de um torneio no ano, clubes da primeira divisão que só jogaram o Estadual, sem disputar outra competição, seja nacional ou a Copa Santa Catarina, terá computado zero ponto em uma partida na segunda competição.