sábado, 31 de dezembro de 2016

Top 10 dos Micos do Futebol Catarinense em 2016

Terminou um ano que jamais esqueceremos. O futebol catarinense ainda tenta, na medida do possível, retomar uma normalidade depois da tragédia de 29 de novembro. Mas o post vem pra trazer um pouco de bom humor. Temos outras histórias para contar, muitas engraçadas. E, fechando 2016, vem aí a lista dos micos do ano, que contou com a ajuda de muitos internautas. E vamos à lista, liderada pelo grande campeão de votos.

1- Termo de compromisso do Figueirense: campeão disparado, e que serve de "non-case" de marketing, ou "algo que nunca se deve fazer": mal na tabela, o presidente Wilfredo Brillinger convocou uma entrevista coletiva no início de outubro, para apresentar um "documento" assinado por todos os jogadores, se comprometendo a "dar o nosso máximo em campo, até a última gota de suor, até ficar sem fôlego e a torcida ficar sem voz". Virou manchete nacional e foi aumentando a piada com o passar das rodadas sem vitória. Bom lembrar que os jogadores recebem salário justamente para se dedicarem, né? Eu gostaria muito de saber quem teve essa infeliz ideia. Resultado disso também foi a recontratação de Fernando Kleimann, competente profissional de marketing que estava no Joinville, para arrumar o setor. Duvido muito que ele faria isso.

2- Joinville rebaixado: o que o Joinville Esporte Clube fez com o seu torcedor em 2016 é algo de uma vergonha extrema. O ano até parecia ser razoável, depois do vice-campeonato estadual. Mas a sequência de erros de contratações da diretoria, que não teve competência para montar um grupo com uma mínima qualidade para não cair e acabar voltando para Série C, somando a merece um mico gigante na lista. E mesmo com tantos erros, o JEC chegou à última rodada com chance de escapar. Só que o Oeste venceu o Náutico em Recife para sepultar de vez o sonho tricolor. Dá pra escrever um livro: baixíssimo rendimento em casa, um Lisca doido que mostrou total falta de conhecimento trazendo jogadores de baixa qualidade até um Jael ultravalorizado que conseguiu perder dois pênaltis numa partida. Dói, mas foi merecido.

3- Roberto Cavalo e a "mão na taça": O técnico do Criciúma, demitido ao fim da temporada, mostrou excesso de confiança no seu taco durante o Estadual, com pitadas de falta de humildade. Após vencer o Figueirense em Florianópolis, declarou que seu time estava com a "mão na taça". Passou longe, Perdeu o primeiro turno para a Chapecoense e caiu muito de rendimento no segundo, ficando em terceiro lugar. A falta de humildade pesou. Aliás, ele durou muito no comando do Tigre, Não imaginava que o presidente fosse aguentar ele até o final da Série B.

4- Leo Moura no Metropolitano: sua chegada teve direito a festa no Shopping e declarações de amor. Acabou com uma ida pela porta dos fundos e muita reclamação. Durou um mês a história do ex-lateral do Flamengo em Blumenau. Depois de dizer que estava cada vez mais adaptado ao futebol catarinense e adorando a cidade, foi embora para o Santa Cruz decepcionando aqueles torcedores que compraram camisas com seu nome. Bem feito: acabou rebaixado lá.
Aliás, o Metrô teve uma temporada complicada, apostando em Valdir Espinosa, campeão como dirigente no Grêmio, como treinador. Não funcionou, e o clube apostou em Cesar Paulista, o eterno tapa-buraco que, desta vez, terá a oportunidade de comandar o time desde o início em 2017.


5- Braga e o Whatsapp: Um dos destaques do Avaí no Campeonato Catarinense até então, o volante Braga acabou virando manchete depois de xingar fortemente a diretoria avaiana através de um áudio no Whatsapp. Ainda afirmou que o então técnico Raul Cabral chorou no vestiário após a derrota para o JEC e que os diretores interferiam na escalação. Acabou tendo que se desculpar através de um vídeo, sem mostrar autenticidade alguma. O mais legal para o torcedor avaiano é olhar para essa situação terrível do primeiro semestre e, sob o comando de Claudinei Oliveira, o time chegou à Série A. Aliás, Braga desapareceu depois deste fato.


6- Marcílio Dias: é de chorar a situação deixada por uma diretoria irresponsável em um dos mais tradicionais clubes de Santa Catarina, que logo completará cem anos. Sem conhecimento nenhum de futebol, o presidente Carlos dos Santos e o diretor Egon da Rosa montaram um time sem qualidade alguma para jogar a segunda divisão. Trouxeram o time do Brusque para tentar ajudar, mas a falta de estrutura até para concentrar não colaborou. O time permaneceu na segundona e viu o Barroso subir como o grande campeão. Pelo menos, no meio disso tudo, uma boa notícia: a diretoria que promoveu o maior vexame do Marinheiro foi embora, permitindo que novas cabeças comandem uma reestruturação.

7- Ah, a nossa imprensa sofrida: O Avaí mandou o jogo contra o Brusque no estádio Renato Silveira e o pessoal da imprensa sofreu demais, e como sofreu, na varanda. Havia pouco espaço para todos, a energia elétrica não aguentou (muitos aparelhos ligados mais o ar condicionado dos camarotes da cartolagem) e a chuva ferrou com todo mundo, que teve que ir atrás de tudo quanto é tipo de plástico para proteger os equipamentos, Uma equipe de rádio não teve condição alguma do trabalho, culpa de um toldo furado. E isso passou na vistoria. Em um ano tão complicado para a nossa imprensa, fica aí a prova de que todos precisam passar por todo tipo de dificuldades para trabalhar em paz.

8- Comidinhas de estádio, mas não assim: Nada mais normal que comer uma pipoca ou uma coxinha no estádio, certo? Pois é, mas torcedores do Joinville ficaram assustados quando foram a um dos banheiros do estádio Robertão na partida contra o Camboriú e lá encontraram a estufa de salgados ao lado da privada! Com certeza, o pessoal que fez um lanchinho no jogo ficou preocupado.







9- França: fruto da teimosia da diretoria, o volante do Figueirense nada fez no campeonato estadual. Para fechar sua passagem com chave de ouro, arrumou confusão em uma briga de trânsito e resolveu desaparecer. Finalmente, depois de uma passagem turbulenta com direito a polícia e até agressão a cinegrafista, acabou demitido. Depois de ser cansativamente defendido pela diretoria alivnegra, foi embora, rumo a Londrina.



10- O voo do estagiário: Grande Camboriú, do twitter animado (até profetizou resultado) e seu estagiário animado. Depois de uma das mais cômicas cenas da história, onde o time teve que empurrar um ônibus na volta de Chapecó após o rebaixamento, desta vez a menção vai para o grande estagiário que, depois da goleada sobre o Guarani de Palhoça no final do primeiro turno, botou a cabeça do mascote resolveu fazer "peixinho" no gramado encharcado. Pena que a reação não deu certo. O time não achou o bom futebol e acabou rebaixado novamente. Tomara que volte!