terça-feira, 23 de maio de 2017

Vitória daquelas, e que venha a Sul-americana

O torcedor da Chapecoense viveu um dia muito pesado. A notícia da punição dada pela Conmebol do caso do jogo contra o Lanús foi dura. O erro que custou uma possível classificação para a segunda fase da Libertadores quebrou o clima que era tão bom depois das vitórias na Argentina e em casa, contra o Palmeiras.

A partida contra o Zulia ainda valia uma ida para a Sul-americana, que não é a mesma coisa, mas é uma opção a mais no calendário.

Público menor, torcida meio que abatida, frio, muita chuva. Não era um clima convidativo.

O final foi sensacional.

Tudo estava dando errado. O Zulia, time muito fraco, conseguiu sabe-se lá como, fazer 1 a 0. Diante do maior volume de jogo da Chape (foram quase 30 chutes a gol contra 4 do adversário), era de se esperar uma virada. O tempo passava e nada. Era bola na trave, pra fora, defesa do bom goleiro Vega. Cresceu o desespero. Chegou a reta final. Como num negócio sobrenatural, Arthur Caike empatou e, no lance seguinte, Girotto furou uma defesa que abusava da sorte, para virar a partida e carimbar a vaga na Sul-americana.

Olha como é o futebol: se quem foi no estádio estava abatido no começo com a ducha de água fria dada pela Conmebol, a vitória sobre o Zulia, da forma como aconteceu, meio que apaga a triste notícia da eliminação. Amanhã estará em todos os cantos a reação espetacular da Chape, que em dois minutos virou uma partida dada como perdida.

E assim o time seguirá seu caminho, entrando com boa motivação em mais uma competição, em busca de mais uma conquista. O time já mostrou que tem qualidade. Foi tirado da Libertadores por um erro interno, que serve como lição. Agora é mirar para a frente que tem muita coisa pra acontecer.



quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sem invenção, o time rende melhor. Chapecoense conquista grande vitória

O sinal já havia sido dado na partida contra o Nacional em Montevidéu. Vágner Mancini inventou uma formação com Nathan para reforçar a marcação e sem armação nenhuma no meio, acabou tomando uma surra. Na final do Estadual, a mesma coisa. Correu risco seríssimo de ver o Avaí dar a volta olímpica dentro da sua casa.

Demorou, mas as pancadas surtiram efeito já contra o Corinthians. Somando-se com a entrada de Jandrei no gol no lugar de Artur Moraes, Mancini resolveu, finalmente, ir no que estava funcionando. João Pedro não veio para isso, mas acabou encaixando muito bem no meio. Apodi foi bem na ala e até se aprimorou em Buenos Aires, auxiliando um pouco mais na marcação.

Aí o time funcionou. Bom ressaltar que enfrentou o melhor time do grupo, que para mim era o grande favorito (e agora está seriamente ameaçado para a última rodada). Não foi uma vitória de acaso. Houve volume de jogo de um time que seguia um caminho correto até vê-lo interrompido por uma convicção errada do técnico. Más atuações o fizeram mudar de ideia. E agora o time está bem próximo de uma classificação dada como improvável há algum tempo.

Agora, tem o caso do zagueiro Luiz Otávio, que teria jogado de forma irregular. A Chape vai defender que não havia sido comunicada em tempo hábil. Sinal que teremos tapetão pela frente em uma situação que era possível evitar. Tomara que isso não acabe custando a eliminação do time, que foi brioso e mereceu a vitória na Argentina. Custo a crer que o departamento jurídico dê mais um tiro no pé, depois daquela tentativa malsucedida de tirar Betão e colocar Andrei Girotto na final do campeonato estadual. Mas vamos ter que esperar um pouco para entender melhor essa história.

No campo, deu tudo certo. Uma grande vitória da Chapecoense.


domingo, 14 de maio de 2017

Primeiras impressões

É apenas a primeira rodada da segunda parte da temporada, onde o Estadual ficou pra trás e aquelas dúvidas e incertezas sobre a qualidade dos times começam a ser esclarecidas. O final de semana de abertura do Brasileiro trouxe algumas observações bem importantes.

No sábado, o novo Figueirense deixou uma primeira impressão muito boa, batendo fora de casa um Goiás qualificado, vindo de título Estadual, com um time caro e que sempre aparece como candidato a acesso. De todos, é o time que mais chama a curiosidade pelo fato de ser praticamente novo após o papelão no catarinense.

No mesmo horário teve a Chapecoense, que conseguiu um bom empate com o Corinthians mostrando algumas mudanças que podem ser indicativos de melhora, para afastar a desconfiança que apareceu mesmo com o título estadual. A zaga formada por Victor Ramos e Luiz Otávio agradou, mostrando que pode ter um comportamento melhor que as opções já usadas por Vágner Mancini. A chegada de Seijas vai colocar uma qualidade na armação, coisa que a Chape tapou buraco em algumas oportunidades com João Pedro. O mais importante era não mostrar deficiência técnica. Isso passou longe. Agora é trabalhar para tornar o time cada vez mais confiável e não correr risco de descenso.

O Criciúma não teve a mesma sorte. Perdeu um caminhão de gols, foi prejudicado pela arbitragem e poderia ter vencido o Santa Cruz. Acabou perdendo e jogando pressão extra em Deivid. Ele não conseguiu dar jeito para criar regularidade no time no Estadual e já inicia a Série B deixando dúvidas.

No domingo, o Avaí não fez um jogo bom contra o Vitória. Olhando da parte técnica, o empate era merecido. Claro, não dá pra ignorar um pênalti claro não marcado pela arbitragem que poderia transformar o resultado em vitória. Os pontos podem fazer falta, mas o futebol mostrado dá claros sinais de que o trabalho a ser feito no time será enorme, sem muito tempo de paciência. Mais jogadores estrearão e a grande esperança do torcedor avaiano é que Claudinei Oliveira consiga fazer essa turma render a ponto de contrariar todos os exercícios de futurologia que estão publicados por aí enquadrando seu time como favorito ao rebaixamento. O elenco não é numeroso e não conta com figurões. Logo, muito trabalho terá que ser feito.

Lá na Série C, o Joinville estreou empatando em Erechim contra o Ypiranga. O desafio aqui é outro, já que são 18 rodadas para definir 4 vagas no mata-mata. A ver se o time tem qualidade suficiente para conseguir uma das vagas.


domingo, 7 de maio de 2017

Chapecoense, a campeã nos 180 minutos. Avaí vendeu caro o título

A Chapecoense conquista o título estadual na soma dos 180 minutos. No fim, o primeiro capítulo, com a expulsão de Capa e Girotto e o gol de Luiz Antônio fizeram uma grande diferença. Porque o Avaí foi outro time. Em casa não teve inspiração. Em Chapecó foi bravo. Poderia estar vencendo por 2 a 0 ainda no primeiro tempo, coisa que nem o mais otimista torcedor avaiano planejava. É o tipo de derrota que pode doer ao torcedor avaiano, mas talvez não o deixe revoltado.

Vágner Mancini correu risco ao escalar um time que comprovadamente não funcionou na tentativa anterior. O uso de Nathan na vaga de Andrei Girotto deixou o time torto, sem uma dinâmica. O jogo caminhava sem muita graça, até a pedrada de Leandro Silva que surpreendeu Artur Moraes. A Chape sentiu o golpe, balançou e quase foi à lona quando Marquinhos perdeu um gol claro que mudaria toda uma história do confronto.

Com a motivação lá em cima, o Avaí teve outra grande chance no segundo tempo. Correu atrás. Deu espaço, o que era esperado. Quase tomou o empate. No fim, prevaleceu o regulamento, que dá justiça ao time que teve melhor rendimento durante o campeonato.

O Avaí desta final recuperou o time do primeiro turno. Nos últimos jogos da fase de classificação, aconteceram escorregões que poderiam ter levado o jogo de volta para casa e aí mudar toda uma dinâmica da decisão.

A Chapecoense era favorita, mas teve problemas em administrar a superioridade de elenco e folha salarial. Faltou futebol, principalmente daquele time que levou o returno. Mancini demorou demais para retomar o esquema que funcionava melhor. No fim deu certo, mas não houve a tranquilidade que muita gente esperava. O Avaí vendeu caro o título.

Nem vai dar tempo pra festa, já que quarta tem jogo na Colômbia. Parabéns à Chapecoense, campeã com justiça por toda a boa campanha feita. Mas é necessário ressaltar a luta do Avaí, que não era favorito e esteve a centímetros de chegar lá.


sábado, 6 de maio de 2017

Os micos do Campeonato Catarinense 2017

Chegou a hora de uma tradição do Blog.

Na véspera da decisão, o  BdR divulga a sua lista dos micos do Catarinense 2017. Tem de tudo, de furo de imprensa até pé murcho. Não foram tantas ocorrências assim, mas o "Havanzão" desta temporada reservou alguns fatos curiosos.

Vamos á lista!

10) O quebra-pau antes da última rodada: o Internacional de Lages, que quase caiu, abre a lista dos micos de 2017 graças ao goleiro Neto Volpi, que já tinha sido alvo de polêmica semanas antes, com a proposta indecorosa vinda de um dirigente do Paraná. Desta vez, ele foi conhecer o sereno de Lages, onde faz frio, e chegou tarde demais na concentração. Deu descontrole, briga feia, e o grandalhão acabou demitido, sem antes passar pelo hospital. Um outro detalhe: nesta temporada, teve mais gente dispensada por causa do sereno da Princesa da Serra, se é que você me entende.

9) O campo da discórdia: Almirante Barroso x Joinville foi o primeiro jogo da história do Campeonato Catarinense da primeira divisão a ser disputado em campo sintético. Mas o gramado artificial do Camilo Mussi tinha uma particularidade: linhas amarelas que marcam os quatro campos de society que são alugados durante a semana. Virou manchete nacional assim que as primeiras imagens apareceram. Além do mais, o campo era baixo, irregular e com muitas pedras. "Parecia que estávamos jogando no asfalto", disse o atacante Rossi, da Chapecoense. De fato, o campo não serviu de vantagem para o Barroso, que acabou rebaixado.



8) André Luiz Back: A arbitragem mais desastrosa do ano vai para este senhor, que pouco é acionado pela Federação Catarinense, é reincidente por dar dois amarelos para um jogador do Avaí em outro campeonato sem expulsá-lo e, mesmo assim, é escalado para jogos importantes. Seu trabalho em Almirante Barroso x Figueirense foi decisivo para a definição do rebaixamento: marcou dois impedimentos inexistentes para o time de Itajaí e um pênalti esdrúxulo que deu a vitória ao Figueira. Foi o responsável pelo assalto do ano. Que nunca mais seja escalado na primeira divisão. Outro que acabou afastado foi Edson da Silva, outro reincidente em erros graves, que fez besteira em Avaí x Tubarão. Que se acabe a insistência em nomes que não tem qualidade.


7) Ataque do Figueirense: Um dos mais ricos times do Estado com o mais pífio dos ataques. Comandado por Bill, atacante que nada fez e que foi expulso ao acertar uma cotovelada na boca do estômago de um zagueiro do Joinville, tomando quatro jogos de suspensão. Os números do Figueira no returno do campeonato são dignos de rebaixamento: apenas dois gols marcados, sendo que um foi irregular. O Estadual do Figueira foi para esquecer: acabou goleado pelo Almirante Barroso, teve jogador falador dizendo que ia engolir o Brusque (e foi engolido) e um rebaixamento evitado por erros de arbitragem. Prova disso é que a barca foi grande antes da Série B.

6) Roger Flores: o ex-atacante que virou apresentador no Sportv mostrou seus conhecimentos de matemática em uma rodada do catarinense. Em uma rodada que teve impressionantes 25 gols marcados em cinco jogos, o narrador André Lino chamou a atenção para o número: “Em Santa Catarina, em cinco jogos, foram 25 gols, Roger. Faça as contas para determinar essa média de gols altíssima aqui em Santa Catarina. Um abraço, bom programa”. Roger não demorou para fazer a difícil conta: "média de três por jogo!!!"Dá zero pra ele.


5) Top Fake da Bola: O famoso prêmio para os melhores do campeonato catarinense sempre trouxe polêmica. Muitos até deixaram de participar depois de surgirem muitas suspeitas sobre os critérios de classificação, que premiava quem pouco aparecia. Pois bem, a tradicional lista da seleção da rodada se superou neste Estadual, criando uma grande suspeita sobre a sua credibilidade: no dia 27 de fevereiro, o prêmio colocou o lateral-direito Maicon Silva, do Criciúma, como destaque da rodada contra o Metropolitano, e ainda por cima na lateral-esquerda. Acontece que ele não entrou em campo naquela partida. Teve mais alguns problemas: o volante Renan Teixeira, do Joinville, lesionou-se antes da metade do returno e mesmo assim figurou entre os melhores da fase. Como confiar?


4) Xi, Erramos: As vezes a pressa induz ao erro. Eu errei, você deve ter errado, todos erramos. Mas vamos concordar que um dos maiores grupos de comunicação do país precisa trabalhar para evitar erros, muito mais quando se cai em armadilha de perfil falso. Aconteceu com o novo Grupo NC. Após a vexatória goleada sofrida para o Almirante Barroso, todos os sites do conglomerado anunciaram a demissão do técnico Marquinhos Santos, que havia sido postada por um perfil falso do Figueirense. Quando viram o tamanho do problema, tiveram que voltar atrás e reconhecer o erro. Provavelmente alguma cabeça de estagiário rolou. Ele seria demitido dias depois, após a eliminação da Copa do Brasil para o Rio Branco, do Acre.








3) A polêmica nova marca do JEC: Depois de não renovar contrato com a Umbro, o Joinville decidiu fabricar os uniformes na cidade e possivelmente faturar mais. O problema era o nome da nova marca. Em homenagem ao octacampeonato Estadual, o JEC resolveu criar o "OCTA", subsitituindo a letra O pelo número 8, que parecia um "B". No fim, todo mundo começou a ler "BCTA", criando uma dupla interpretação que você sabe qual é. Em uma semana, o BCTA virou OCTO. Mas não tem como negar que a repercussão foi grande para o clube.


2) O Banheiro chegou!: Inter de Lages e Criciúma se enfrentavam no Vidal Ramos Jr. no primeiro turno, e torcedores do Tigre tiveram um problema: o banheiro do estádio ainda não tinha chegado. Você não leu errado. O banheiro químico do setor visitante chegou às pressas com a bola rolando. As fotos do torcedor Antonio Uliana documentaram o fato.





1) O Bailão da Terceira Idade: O Campeonato Catarinense teve vários jogos no horário das dez da manhã, por ordem da televisão, que mexia a agenda ao seu bel prazer, em pleno verão. Mas um desses jogos teve seu horário modificado por outro motivo muito importante: a partida entre Almirante Barroso x Brusque, no segundo turno, foi colocada para o período da manhã por causa de um Bailão da Terceira Idade que ocupa o estacionamento do clube durante a tarde. A música faz parte do Camilo Mussi: na partida contra o Joinville, enquanto a bola rolava, uma banda tocava o som do Kiss em uma animada festa de aniversário embaixo da arquibancada.









sexta-feira, 5 de maio de 2017

O "Trash Talk" pré-final

A semana antes da decisão do Estadual é de muito diz-que-diz, e sempre foi assim. O Avaí, que tem uma desvantagem enorme para tirar fora de casa sem ter o melhor time, busca de todas as formas possíveis buscar energia para o jogo de domingo.

Muita coisa é o que chamamos de "trash talk". Certas coisas não gosto muito, como dizer que "o mundo está contra a gente", ou que o time adversário estava comemorando o título antecipado em Floripa logo após o jogo de ida. Até surgiu informação, que dessa vez não veio do clube e sim da imprensa da capital, de que já haveria carro de bombeiro reservado. Não é assim que se leva.

De toda forma, a Chapecoense mostra que está focada para que nenhum acidente de percurso aconteça em casa. Poupou os titulares da partida da Copa do Brasil e permitiu que eles descansassem no meio de uma maratona que ainda será dura. Depois da final, o time vai à Colômbia enfrentar o Nacional e na sequência tem o Corinthians na abertura do Brasileirão.

O Avaí parece ter superado o estresse do que Marquinhos falou após o jogo na Ressacada. O momento é de menos recado pra fora e mais motivação e organização para dentro. Não vai ser simples chegar em Chapecó e fazer 2 a 0. O time de Claudinei Oliveira está há mais de um mês sem vencer (a última foi contra o Brusque dia 2/4), não retomou o rumo na reta final do returno e agora tem uma grande desvantagem.

É um indicativo que o time terá que se reforçar muito para o Brasileirão que está aí. Há um claro favorito para a decisão do Estadual. A Chapecoense é favorita pelo resultado no jogo de ida, pela qualidade do seu elenco e as opções no banco. Ao Avaí cabe falar menos e encontrar o caminho para reverter uma situação bastante complicada.


domingo, 30 de abril de 2017

Chapecoense vence um Avaí sem inspiração, no jogo que o juiz quis aparecer

Frederico Tadeu / Avaí FC
Um passo enorme para o título. Com um gol de Luiz Antônio, a Chapecoense está muito próxima de levar mais um Estadual em uma partida que teve polêmica causada pelo "showman" Héber Roberto Lopes.

Infelizmente, temos que falar de arbitragem. Mas o torcedor avaiano não pode se agarrar nisso para analisar ou até justificar a derrota. Faltou inspiração, principalmente no segundo tempo, e o técnico Claudinei Oliveira, em uma troca, tirou o que poderia ser o diferencial diante de uma situação adversa. A saída de Marquinhos matou o time e faltou poder de reação.

Vamos falar das expulsões: Capa, como jogador profissional que é, deve saber que é um risco deixar o cotovelo em uma disputa de bola. Ainda mais deixando ele tão em cima, no rosto do seu marcador. Aí, você joga a decisão na consciência do árbitro, que pode não dar nada ou exagerar. Aconteceu o pior, e o time sentiu. Vinte minutos depois, Héber compensou e expulsou Girotto em um lance mais leve. No meio desse tempo, a Chape fez 1 a 0.

Mas havia muito jogo pela frente, e o Avaí tinha tempo para empatar e talvez virar. A saída de Marquinhos foi criticada pelo próprio, e eu assino embaixo: mesmo se for pra recompor a marcação ainda no primeiro tempo, você não pode tirar o craque do time, o cara que pode decidir em uma bola parada ou jogada individual numa situação complicada, ainda mais em final. Além do mais, a opção pelo desconhecido Maurício Tomazi, em plena decisão, é bastante questionável. Antes Claudinei Oliveira tivesse tirado Rômulo, onde o dano seria bem menor. 

A Chapecoense, que tinha o regulamento para si, entrou em campo para administrar e saiu lucrando com o placar a favor. Luiz Antonio aproveitou um buraco entre as linhas de marcação avaianas para fazer o gol, e a partir daí tratou de gastar o relógio e esperar o apito final. Faltou ao Avaí algumas doses a mais de vontade e, principalmente, qualidade de finalização. O final da partida reservou várias oportunidades, com conclusões bem abaixo da média. É obrigatório reconhecer a superioridade técnica.

Agora, o Avaí terá que juntar os cacos e conversar muito (Marquinhos esbravejou contra o técnico no fim da partida e isso vai repercutir a semana toda), para tentar a partida perfeita em Chapecó para fazer os dois gols de diferença. E tem que ser um jogo de excelência, onde Marquinhos terá que jogar como nunca, o time terá que suprir a falta de Capa na ala esquerda e, principalmente, ficar de olho na linha de contra-ataque da Chape, sempre à espreita esperando um golpe fatal.

Tecnicamente o jogo foi decepcionante, mas a Chapecoense não quis trocar chumbo e o Avaí ficou devendo em futebol. Vamos aguardar a decisão.




quarta-feira, 26 de abril de 2017

A dureza e os desafios do rebaixamento para Metrô e Barroso

Time rebaixado em Santa Catarina passa por uma verdadeira provação. O calendário é cruel, e a Série B do Estadual sempre acontece apenas no segundo semestre. Isso faz com que o time fique um ano sem jogar, tendo despesas com os campeonatos de base (obrigatórios pelo regulamento) até o final desta temporada. A ficha mesmo só vai cair lá pra novembro ou dezembro, quando o torcedor notar que não haverá time pra se preparar para o Estadual. É uma realidade dura, próximo a uma prisão, que cria um vácuo de tempo que não passa nunca. Neste ano, o Barroso e, principalmente, o Metropolitano, de tantos anos na primeira divisão, sentirão essa barra.

Mas onde eles erraram pra tomar esse castigo? São duas razões diferentes.

O Barroso foi prejudicado pela arbitragem naquele jogo contra o Figueirense sim, mas teve outras oportunidades para conquistar pontos. O goleiro Rodolfo foi diretamente responsável pelo empate em casa contra o Joinville e pela derrota para a Chapecoense, quando o seu time vencia por 2 a 0 e permitiu o início da virada ao tomar um frangaço. O grande erro do time de Itajaí foi acreditar que o time da segunda divisão era capaz de fazer frente na primeira. E mesmo com um investimento menor, o dinheiro seria melhor gasto com goleiro e zagueiros mais experientes, para ter uma retaguarda mais organizada. Além do mais, a supremacia no campo sintético, que foi preponderante no acesso em 2016, não se refletiu neste ano. Os outros times se prepararam para o terreno. No fim, não foi tanta vantagem assim.

Em Blumenau, a falta de dinheiro custou a vaga para o Metropolitano. É mais um capítulo de uma novela chamada "Como é Difícil fazer futebol em Blumenau".  O Presidente Pedro Nascimento, que assumiu um mandato tampão após a renúncia do seu antecessor Ivan Kuhnen, não quis fazer loucura. Gastou o que tinha no orçamento. A folha era de 80 mil reais mensais. O maior salário do time era de 8 mil. Tinha jogador do elenco profissional ganhando salário mínimo. Quando se faz um investimento assim baixo, se corre um risco. A comissão técnica que iniciou o campeonato foi montada também em cima desta platafoma. Mauro Ovelha veio e até conseguiu fazer o time render mais, mas era muito tarde. O presidente foi para a rádio e soltou as verdades. O clube deve para vários fornecedores. O dinheiro da venda do atacante Maurinho foi usado para pagar um empréstimo feito em nome da mãe do ex-presidente. Não havia renda, não havia como trazer reforços de emergência. O rebaixamento era próximo e o time não respondeu como devia.

De certa forma, o rebaixamento no estadual serve como um questionamento para as comunidades, para saber se realmente as cidades e seus torcedores querem um projeto forte. Até a próxima série B vai um bom tempo. E até lá os torcedores vão remoer muito as tristezas de uma temporada para esquecer.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

A eliminação é dolorida, mas ficam boas e preocupantes observações para o futuro do JEC

O roteiro não teve o final que o torcedor do Joinville queria ver. Foi um jogo em que o tricolor teve todas as chances possíveis de evitar os penais e levar a vaga nos noventa minutos. Mas estamos falando de um time em reconstrução que tem as suas conhecidas falhas.

Assessoria JEC
Menos mal que houve como levar a decisão para os pênaltis depois de sair atrás no placar. Aí qualquer detalhe faz a diferença. Magrão é conhecido pegador de penais. Eliminação e vida que segue. Muita gente deve pensar o mesmo que eu: o time poderia ir mais longe, mas deixou uma impressão de que poderá evoluir na Série C.

Falando dos 90 minutos, o JEC mostrou o seu principal problema, mais uma vez: a qualidade no ataque. Na primeira chance, Alex Ruan chutou a grama quando estava na frente de Magrão. Logo depois, Marlyson, numa intranquilidade tremenda, perdeu na cara do gol. Teve pênalti não marcado, sim. Mas ele poderia nem fazer falta. No segundo tempo, Fabinho Santos foi mexer em um time bem postado e deu tudo errado, principalmente com o seu xará Fabinho Alves, vivendo uma péssima temporada. O Sport alugou o meio, segurou o JEC e achou um gol na qualidade de Leandro Pereira. Qualidade essa que falta, e muito, para o ataque tricolor.

Eis que Bruno Rodrigues e Caíque apareceram com destaque para criar as jogadas dos dois gols e forçar as penalidades. Não sei se eles foram treinados, mas senti que Danrlei não estava confortável no momento da sua batida. Mas, como diz a máxima, só perde pênalti quem bate. Para um time desacreditado, a inédita chegada à quarta fase da Copa do Brasil tem que ser comemorada. Colocou 2 milhões de reais no caixa do clube.

Depois de enfrentar o Brusque no domingo, o time entra em pré-temporada para a Série C. O time vai ganhar qualidade no meio com as voltas de Kadu e Renan Teixeira. Falta reforçar a armação (Eliomar, do Brusque, está chegando) e resolver o problema do ataque, que mostra intranquilidade e falta de precisão. Se a diretoria for competente nesta intertemporada, o futuro promete ser bom.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Empate em casa contra o Nacional. Difícil sim, impossível nunca

Chapecoense x Nacional reservou uma daquelas cenas que muita gente deve ter dito que "nunca viu isso em futebol". No segundo tempo, Tulio de Melo, a centímetros do gol, chuta a bola que bate na trave, caprichosamente caminha por toda a linha de gol até ser afastada pelo zagueiro do Nacional.

Ficou a decepção do resultado, uma vitória que era perfeitamente possível. Mas a situação está longe de estar resolvida, já que vejo mais qualidade na Chape do que no Nacional. Tá certo que o próximo jogo será lá no Uruguai, numa pressão desgraçada, mas se o time passar por isso, tem condição de vencer lá. Até o empate não é mal resultado, até porque a briga será pau a pau pela segunda vaga. Até porque o Lanús tem um ótimo time e deve ser o primeiro com certa tranquilidade.

Mancini usou a mesma formação da vitória sobre o Joinville, com três atacantes, colocando Tulio de Melo no segundo tempo para ter maior presença de área. É o que há de melhor no time, que pegou um jogo bem mais complicado que qualquer um no catarinense, pelo volume de jogadas fortes, pela displicência do árbitro equatoriano e pela falta de sorte no incrível lance da bola que não quis entrar.

Serve como uma espécie de aula de jogo em Libertadores, onde muitos árbitros tem um nível bem maior de tolerância. A classificação é bem possível. Se não vier, há uma caminhada na Sulamericana pela frente. Todos sabiam que não ia ser fácil. Hoje a "dificuldade copeira" foi levada a um nível bem alto.



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Há exatos 50 anos, Perdigão conquistava o primeiro título estadual do Oeste

* Por Adalcir "Pardal" Ceccatto, de Videira
Em 16 de abril de 1967 a SE Perdigão conquistava em Joaçaba, diante do Comercial, o Campeonato Catarinense de Futebol, imortalizando assim, o alvirrubro videirense, pois aquela foi a primeira conquista de um clube do Oeste do Estado.
A história da SE Perdigão havia iniciado em 1964 quando um grupo de apaixonados por futebol, encabeçados por Flávio e Fioro Brandalise se reuniu nas dependências da Perdigão para deliberar sobre a formação de uma nova equipe, que durou apenas cinco temporadas (1965 a 1969), mas gravou seu nome na história do futebol catarinense.

A primeira diretoria, de caráter provisório foi formada por Flavio Brandalise (presidente), Silvio dos Passos (secretário) e Fioro Brandalise (tesoureiro). No dia 31 de agosto de 1.964 aconteceu a primeira assembléia geral quando foram aprovados os estatutos e a primeira diretoria composta: Moacir Brandalise (presidente), Silvio dos Passos (vice-presidente), Varteli Trancoso (tesoureiro), Sergio Vargas (secretário), Plauto Grazziotin (diretor de esportes) e Fioro Brandalise (diretor social).
A primeira competição foi o campeonato municipal diante de tradicionais equipes do município, como Alvorada, Floresta e a Associação Atlética Videirense, que há muitos anos vencia o citadino. A conquista foi de maneira invicta, credenciando a Perdigão a disputar o campeonato catarinense daquele ano, integrando o zonal Oeste e chegando a quarta colocação do estadual.
A boa colocação na competição de estreia motivou o grupo e diretoria. Em 1966 nova conquista no municipal e mais uma vez a vaga no estadual. No Grupo B (Oeste) além, da Perdigão estavam: Comercial (Joaçaba), Sadia (Concórdia), Guarani (Xaxim), Vasco da Gama (Caçador), Guaycurus (Concórdia), Cruzeiro (Joaçaba) e Atlético (Chapecó). A Perdigão terminou em primeiro, com o Comercial em segundo, garantindo os dois para o quadrangular final diante de Almirante Barroso (Itajaí) e o Metropol (Criciúma), que era o grande bicho-papão no Estado (campeão cinco vezes na década de 60).

A primeira fase do estadual foi disputada no ano de 66, mas o quadrangular final iniciou apenas no dia 12 de março de 1967 quando a Perdigão recebeu o Almirante Barroso e fez 3 a 0 sem chances ao adversário.  No dia 19 o jogo que foi considerado chave por todos os jogadores do elenco. A Perdigão foi até Criciúma enfrentar o Metropol e saiu de lá com um heróico 0 a 0. No dia 26 novo jogo no Luiz Leoni e mais uma vitória por 3 a 0, desta vez diante do Comercial.
Na abertura do returno do quadrangular final a Perdigão foi a Itajaí, mas voltou de lá com uma derrota por 2 a 0, recolocando o Barroso na disputa pelo título. No dia 09 de abril Videira parou para assistir o confronto diante do Metropol. Funcionários da Perdigão foram dispensados para acompanhar a partida e cerca de 12.000 pessoas foram ao Estádio Municipal Luiz Leoni ver a vitória por 2 a 0.
Na última rodada a Perdigão jogava no Estádio Oscar Rodrigues da Nova, em Joaçaba diante do Comercial, enquanto que em Criciúma se enfrentavam Metropol e Almirante Barroso. O scratch videirense liderava o quadrangular e dependia apenas de si para levantar o caneco.
 O jogo começou movimentado e logo  11 minutos do primeiro tempo Barra Velha abriu o marcador para os joaçabenses, mas Zinho, artilheiro do estadual naquele ano, deixou tudo igual aos 43 do primeiro tempo. No segundo tempo muito equilíbrio e jogo duro até que Barra Velha, cobrando pênalti, fez o segundo do Comercial aos 24 minutos da etapa final. A apreensão tomou conta do elenco ao final do jogo, pois diferentemente dos dias atuais a comunicação não era tão ágil assim e não se sabia o resultado do outro confronto.

Lá em Criciúma Gama fez 1 a 0 para o Metropol aos cinco minutos de jogo, mas aos seis Ubirajara deixou tudo igual. A pressão do Almirante Barroso seguiu durante todo o jogo, mas a defesa do Metropol parecia intransponível. Aos 40 minutos da etapa final, em um contra-ataque, Idésio marcou o gol da vitória dos criciumenses e, consequentemente, o gol que garantiu o campeonato catarinense de 1966 para a Sociedade Esportiva Perdigão.

CURIOSIDADES:
- A equipe transformou o Estádio Municipal Luiz Leoni em um verdadeiro alçapão. Disputou 10 partidas em casa e venceu todas, sofrendo apenas três (03) gols dentro de seus domínios. Ao todo foram 13 vitórias, 05 derrotas e 02 empates. Marcou 42 gols e sofreu 22.
- O grupo viajava para os jogos em duas kombis da empresa e normalmente era pilotada pelos próprios jogadores. Nos dias mais frios do ano era normal parar na estrada para tomar “alguma coisa” e aquecer o corpo. Nos dias chuvosos era preciso por correntes nos pneus;
- No dia 02 de julho de 1967 aconteceu o jogo da entrega das faixas de campeão. No estádio Luiz Leoni foi sorteado um fusca aos torcedores pelo apoio a equipe. O adversário era o Carlos Renaux, equipe mais velha do Estado, que não tomou conhecimento do campeão e carimbou a faixa. 2 x 1.
- Em 1967 a Perdigão disputou a Taça Brasil. Caiu na primeira fase quando enfrentou o Grêmio, campeão gaúcho e o Ferroviário, campeão paranaense. A equipe empatou os dois jogos em Florianópolis no Estádio Adolfo Konder (não foi permitido jogar em Videira) e perdeu os dois confrontos fora;
- As chuteiras da equipe eram feitas sob medida pelo próprio sapateiro da empresa e que trabalhava no curtume. Sr Cacaca, como era conhecido, colocava o pé dos jogadores sobre o couro e fazia o corte. Depois eram utilizados pequenos pregos para prender;
- Não importa para quem se pergunte. Quem fez parte do grupo ou quem acompanhou o time sempre afirma que o grande craque do time era Constante Rogério Richetti, um cerebral camisa 10, que foi o grande maestro da conquista. Debaixo da trave a segurança de Zangão também fez a diferença e quase nunca se machucava.
- A equipe que iniciou em 1965, conquistou o Estado em 66 e disputou a Taça Brasil em 67 encerrou suas atividades em 1969. Grandes jogadores passaram pela equipe, como Valdomiro que veio do Comerciário e depois foi para o Internacional de Porto Alegre, onde seria campeão brasileiro e chegaria a seleção na Copa de 74. A grande revelação da Perdigão foi Milton Flores, o Peixe, que foi zagueiro titular no período pós 66.
- O elenco da Perdigão campeã era formado por: Odenir Oseas Seemann (Zangão), Gilberto José Liberalli (Arrepio), Valter Kluser (Batoque), Antonio Carlos Gomes dos Santos (Pelé), Nilso Brandalise, Luiz Jacinto da Rosa (Galego), Walldomiro Marcinko (Adi), Osvaldo João, Caubi de Lima, Lauro Ribeiro (Cigano), Adair Dias Gonçalves (Zinho), Constante Rogério Richetti, Mario Rosário de Barros José (Barros), Rubens de Lima Machado (Carioca), Jaime Bramatti (Serramalte), Luiz Dirnei Wolker (Luizinho), Luiz Abitante (Melão), Eloacir Nascimento, José Campolino dos Passos (Torrado), Fioro Brandalise - treinador e Darcy Flores – massagista.

domingo, 16 de abril de 2017

Returno definido, foco na final. Drama só no Rebaixamento

Sirli Freitas / ACF
A Chapecoense conquista com antecedência o returno do Estadual, o mando de campo e a vantagem dos dois empates na final de uma forma até supreendente: não imaginaria que o Avaí fosse perder em casa para o Almirante Barroso e transformar a última rodada em amistosa.

A vitória sobre o Joinville veio com um ritmo mais baixo. O JEC não tinha força ofensiva,  a defesa da Chape mantinha a situação sob controle, até que Danrlei cometeu um erro infantil ao falhar em um domínio de bola. Pênalti, Reinaldo fez 1 a 0. Aí foi só administrar diante de um adversário que estava com a cabeça no jogo contra o Sport. Deu tempo para Tulio de Melo fazer mais um e fechar a conta.

Assim como o Avaí no primeiro turno, a Chapecoense garante a Taça Sandro Pallaoro sem saber o que é perder na segunda parte do campeonato. Os números comprovam a evolução de um time que ainda procurava um caminho lá no início. Nos oito jogos do returno, foram 23 gols marcados e apenas 4 sofridos. Os números falam por si.

Agora, os dois times podem se focar na final, que tem seu primeiro jogo no dia 30 na Ressacada. A Chape terá ainda a Libertadores pela frente na terça, com a certeza de que o time vem em crescimento. O Avaí precisa achar esse foco com urgência. Não dá pra tolerar o fato de um time finalista do campeonato perca para um possível rebaixado dentro de casa. De quebra, jogou fora a oportunidade de decidir o campeonato no seu estádio

Rebaixamento aberto

Já lá embaixo, a vitória do Barroso criou um fato novo. Há uma chance real do time de Itajaí escapar da segundona, mas tudo passa pelo jogo do Inter de Lages contra o Avaí na Serra. O colorado só depende dele para sacramentar sua permanência, e pesa a seu favor o fato do time de Floripa não ter interesse nenhum na partida depois de perder para o Barroso. É de se esperar que Claudinei Oliveira coloque um time totalmente reserva, criando um ambiente bem desfavorável para Barroso e Metropolitano, que precisam vencer seus jogos e contar, pelo menos, com um empate do Inter. O Metrô tem situação ainda pior, já que tem apenas três vitórias e precisa, além do resultado em Lages, que o Barroso não vença o Tubarão.

Jogo contra time reserva não é garantia de vitória. Mas sem dúvida foi uma boa notícia para o Inter. Enquanto isso, o Barroso lamenta o erro de André Back na partida contra o Figueirense, que deixaria o time fora da zona de rebaixamento na última rodada pelos gols marcados. Já o Metropolitano teve a chance da vitória sobre o Criciúma na última bola. Não aproveitou e está muito próximo da degola.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Campeão do returno pode sair no sábado. Avaí vai se preparar para a final

Luiz Henrique / Figueirense FC
Faltam duas rodadas para o fim da fase de classificação, e a Chapecoense passou com tranquilidade por mais um desafio delicado, contra um Metropolitano desesperado. Foi mais fácil que a encomenda, ainda mais quando o zagueiro Junior Fell foi expulso. Sem forçar, o time de Vagner Mancini construiu a vitória e tratou de administrar no final. Com o empate no Scarpelli, a briga do returno tem um clube a menos. Pode até ser encerrada no sábado, quando a Chape pega o JEC na Arena Condá.

O Avaí não conseguiu superar a "pilha" do clássico com o Figueirense. Reclama de um pênalti (com razão, está dentro dos "novos padrões" da arbitragem), mas poderia ter feito mais, se impondo diante de um adversário que é tradicional, mas tem números muito abaixo no campeonato. O jogo foi um retrato do clássico do turno, que também terminou empatado. Diziam que o Figueira tinha crescido e iria decolar no campeonato. Todos sabemos que isso não aconteceu. Uma atuação que não é digna de quem está na final do Estadual. O Figueira comemora, já que não perdeu para ter a crise aumentada.

O maior perseguidor da Chape é o Joinville, que venceu o Internacional com direito a um golaço de Tinga, e que terá neste meio de semana uma pedreira em Recife contra o Sport, pela Copa do Brasil. A classificação do campeonato permite dizer que o JEC, se quiser ir à final, não dependerá apenas dele para conseguir o objetivo: a diferença de dez gols no saldo manda que o tricolor vença na Arena Condá, o que é complicado, além de depender do Criciúma na última rodada. O JEC terá que manejar as prioridades: se conseguir um bom resultado em Pernambuco, precisará se preocupar com a meta mais importante. E francamente, nenhum torcedor do Joinville cobra título.

Desenha-se a final Avaí x Chapecoense, com a disputa pelo mando de campo ainda aberta. A Chape pegará JEC e Criciúma, enquanto que o Leão tem tabela mais fácil, enfrentando Barroso e Inter de Lages.

Enquanto isso, a luta pelo rebaixamento não mudou muito. O Barroso venceu, mas ainda tem uma distância a ser vencida, sem contar que precisa bater o Avaí na Ressacada. A preocupação bate à porta de Metropolitano e Internacional, que precisam desesperadamente pontuar, com times indo de mal a pior.





quarta-feira, 5 de abril de 2017

A histórica festa e a grande vitória da Chape

Conmebol
Chapecó viveu mais um dia que será registrado na história. A cidade se preparou, recebeu como nunca se viu o seu adversário, fez uma linda festa que marcou mais um capítulo do renascimento do Verdão pós-tragédia. Não só eu, mas muitos que lerem esse texto queriam estar lá nesse acontecimento especial do nosso futebol, onde se viu até a banda da Polícia Militar tirar a farda após a execução dos hinos e literalmente ir para a galera, animar a torcida com a bola rolando. Algo épico.

Mas, afinal, a Recopa é futebol, e tivemos o encontro de dois times campeões. Para a Chapecoense, que vinha de cinco vitórias seguidas no Estadual, era uma grande oportunidade de demonstrar a evolução do time, algo que é fácil de notar semana após semana e que indica que ainda poderá crescer. O Nacional, mesmo desfalcado, é um bom time, com excelente retrospecto no ano, comandado por um técnico competentíssimo.

A partida teve um início de estudos, típico de uma abertura de mata-mata, quando ninguém quer se expor muito. Aos poucos, a Chapecoense foi se soltando, e abriu o placar com o pênalti cobrado por Reinaldo, o melhor jogador em campo. Até dava pra ampliar antes do intervalo. No segundo tempo, o ótimo Torres empatou a partida. Mancni resolveu mudar o time e partiu para a velocidade com a entrada de Wellington Paulista e ainda com a força da bola aérea. Deu certo.

Apodi e Rossi faziam correr na direita. João Pedro encaixou muito bem na meia. Wellington fazia a zaga correr na área. Veio o gol de Luiz Otávio (que para mim merece ser titular do time). Deu certo, veio a vitória e a vantagem do empate para o jogo de volta.

Falei lá em cima em evolução. O jogo de volta acontece daqui a mais de um mês, após a final do Estadual. É de se imaginar que o time montado há quatro meses apresente uma melhora. A receita para levar o título parece ser a velocidade, onde um contra-ataque pode resolver a parada. Penso que é esse o caminho que Mancini deve seguir.

E no meio das comemorações, o time da Chape colaborou com o espetáculo. Muitos estão boquiabertos com o que foi feito em pouco tempo. O caminho correto está sendo seguido.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Campeonato Catarinense precisa se valorizar como produto televisivo

O Blog volta a falar em direitos de televisionamento, preocupado com o campeonato catarinense não só como um torneio, mas como um produto que precisa ser melhor vendido.

Hoje, o assunto é TV fechada. Se você acha que a televisão aberta paga pouco pelo campeonato estadual, nem queira saber quanto entra no Pay-per-view que, diferente das últimas negociações que acompanhamos do Brasileirão, onde o Cade exigiu separação total, coloca junto no pacote as transmissões no Sportv. É algo em torno de 20% do valor. Faça as contas.

Na manhã de domingo, Almirante Barroso e Criciúma jogaram pelo Catarinense em Itajaí. Jogo com transmissão do Sportv para todo o Brasil, menos para Santa Catarina.

Primeiro é bom mencionar que no campeonato paulista não há esse tipo de bloqueio para a praça, muito menos para todo o Estado. Segundo, que até acho que esse tipo de corte deva acontecer, mas precisa ser restrito ao "mercado" da cidade do jogo. Como divulgar um campeonato que não pode ser exibido no canal fechado (que já custa ao assinante) para o Estado interessado?

O modelo ideal é o americano, daí o uso da palavra "mercado". Cada clube tem determinado uma região, com seu município-sede e redondezas, que é considerado como área de atuação e com público potencial para ir ao estádio. Transmissão para a praça, só se for comprovada a venda de todos os ingressos. Por exemplo, os mercados de Figueirense e Avaí seriam os municípios da Grande Florianópolis, o do Metropolitano englobaria Timbó, Indaial e Gaspar; Criciúma teria Içara, Siderópolis e Nova Veneza, e por aí vai. O bloqueio de transmissão deveria acontecer para o "mercado" que sedia a partida.

Hoje, temos uma situação que a TV Aberta tira público do estádio (os clubes venderam o bloqueio por apenas R$ 1 milhão a mais por temporada)  e a Fechada (não o pay-per-view) não exibe os jogos do Catarinense para Santa Catarina. É um modelo incorreto que tira dinheiro e exposição dos clubes. Fica mais uma vez o recado para quem for negociar o contrato neste ano: se querem um Estadual rentável, prestem atenção no que estão fazendo com o produto. O atual acordo permite coisas que causam enorme prejuízo.

Aliás, já deram uma ligada lá no Esporte Interativo...


domingo, 2 de abril de 2017

Resultados deixam suspense para as três rodadas finais

André Palma / Avaí FC
O final de semana do Estadual teve a Chapecoense confirmando a boa fase ao bater o Figueirense, com o JEC ficando no encalço após um 4 a 3 sobre o Tubarão na Arena, tendo Avaí e Criciúma logo atrás após vencerem fora de casa.

Teoricamente, a situação não mudou muito. O pessoal de cima venceu, e na briga pelo rebaixamento houve empate entre Inter e Metropolitano. Daí deve sair a segunda vaga. A primeira é do Barroso.

Brusque e Avaí fizeram um jogo maluco, mas que não foi um primor de qualidade. O time de Pingo saiu na frente, mas acabou se acomodando na partida, que caminhava em banho-maria até o gol de Alemão, na enésima falha de marcação de bola aérea do Brusque. Carlos Alberto ainda fez o 2 a 1, mas o Avaí conseguiu a virada com duas novas falhas, a última nos acréscimos, em uma jogada legal que foi muito bem observada pelo assistente. O Leão ganha moral para o clássico da cidade e solta o recado que ainda está na espreita aguardando um tropeço da Chapecoense, que terá um jogo interessante e complicado em Blumenau contra o desesperado Metropolitano, que precisa vencer para deixar a zona de rebaixamento. Havia um certo clima de baixo astral. Uma vitória como essa eleva a autoestima. Já o Brusque... Bem, o Brusque sonhava com alguma coisa no returno. Agora é melhor pensar em terminar a temporada dignamente, já que não há possibilidade de rebaixamento e com a vaga para a Série D do ano que vem conquistada. A defesa brusquense é um problema sério, tomando dezesseis gols nos últimos cinco jogos. É muita coisa, são números de rebaixamento. Há a possibilidade de vaga na Copa do Brasil, mas do jeito que a coisa anda, se a vaga não vier, segue o jogo.

O Joinville bateu o Tubarão aos trancos e barrancos, com erros do técnico Fabinho que quase custaram a esperança de título do returno. Faltou organização, e as trocas não foram das mais felizes. No fim deu certo, com destaque para os gols de Aldair, aproveitando-se de grande falha, e de Juninho, que aproveitou rebote para marcar gol de cobertura. O JEC terá pela frente o desesperado Inter de Lages na próxima semana, com a obrigação de vencer para ir a Chapecó no sábado de aleluia com a possibilidade matemática de título.

Pela manhã, o Criciúma não teve problemas para derrotar o Barroso, que não está matematicamente rebaixado. Apenas espera concretizar uma situação que está desenhada. Penso que o grande erro do time de Itajaí foi investir muito no ataque, quando precisava de bons defensores.


quarta-feira, 29 de março de 2017

Volume de jogo 3x0 Paraguai

Lucas Figueiredo / CBF
O resultado foi elástico, mas o Paraguai foi um duro adversário para a seleção de Tite enfrentar. Duro mesmo, na concepção da palavra. Marcou muito, bateu muito, e criou dificuldades.

Mas a fase do time do Brasil está tão sólida que a vitória foi se construindo ao natural. A vitória foi de um time que cresce em volume de jogo. E, claro, não só Tite como o torcedor vão aumentando a sua exigência. E o time responde. Não há o que mexer no time, salvo lesão, e caberá ao treinador afinar ainda mais os instrumentos para chegar na Rússia e enfrentar o único mal que está se criando: o excesso de confiança de um país.

Veja o que é um grande volume de jogo: Paulinho mais uma vez apareceu com sua impressionante versatilidade no ataque, sem desproteger a marcação. Peça importante junto com Phillipe Coutinho, onde apareceram em dois gols. Neymar fez o segundo em ótima jogada individual, numa arrancada que chegou a passar por três marcadores na área. Este time cresce na qualidade e no balanço entre o bom funcionamento coletivo e os talentos individuais.

E segue a missão de ir ajustando e planejando o crescimento para a Copa. Sem estresse nem pressão para as próximas rodadas, coisa que a Argentina vai remoer nos próximos meses.

domingo, 26 de março de 2017

JEC e Avaí vacilam, e a Chapecoense aproveita

O domingo do Estadual teve um Joinville não aproveitando a vantagem de ter um homem a mais contra o Metropolitano e o Avaí dando verdadeiros presentes para a Chapecoense para mudar o panorama do returno. Aliás, não só dele.  A Chape é a nova líder da classificação geral, que define o mando de campo nas finais. O Brusque perdeu para o Tubarão por 3 a 2 e ficou para trás.

Beto Lima / JEC
Em Blumenau, o JEC não foi o time de outras partidas. Não apareceu o toque de bola das vitórias sobre Figueirense e Criciúma. Para completar, Fabinho Santos insistiu com a escalação de Bruno Batata como titular e o time não funcionou. Poderia até ter tomado gol no primeiro tempo, não fossem as boas defesas de Matheus. No segundo tempo, a expulsão de Valkennedy (irresponsável, diga-se de passagem) deu 30 minutos para o tricolor conseguir a vitória com vantagem numérica e preparo físico superior. Não deu, nem passou perto. Está mais para dois pontos perdidos do que para um conquistado.

A tarde, a Chapecoense não esperava um Avaí tão solidário. As falhas de Marquinhos, que errou um domínio de bola e permitiu que Andrei Girotto fizesse o primeiro, e de Kozlinski, que aceitou um chute de fora da área, facilitaram as coisas. A Chape só precisou administrar a partida sobre um time que só jogou mais ou menos durante vinte minutos da primeira etapa. O time de Vágner Mancini vence o primeiro de três confrontos diretos contra os seus adversários diretos, que serão todos na Arena Condá. O próximo jogo é contra o Brusque, na quarta, e no domingo de Páscoa a partida será contra o Joinville. Há um favoritismo para que o jogo de hoje se repita na decisão. Mas favoritismo precisa ser confirmado.


sábado, 25 de março de 2017

Arbitragem prejudica o Barroso e interfere diretamente na luta contra o descenso. Até quando?

AI / Figueirense FC
Hoje, o trio de arbitragem de Almirante Barroso x Figueirense interferiu diretamente no resultado do jogo e, por consequência, na dura briga contra o rebaixamento no Estadual.

André Luiz Back, que já havia sido suspenso pela FCF em 2012 por dar dois cartões amarelos a um jogador do Avaí sem expulsá-lo, errou feio ao marcar um pênalti inexistente contra o Almirante Barroso, que já havia sido duplamente prejudicado em impedimentos igualmente inexistentes marcados pelo assistente Maycon Machado.

O jogo não foi bom, mas o Barroso foi melhor. Criou as melhores chances de gol, se aproveitou da estratégia suicida do Figueira, que seguidamente é repetida, de marcar em linha, para ficar na cara do gol. Em duas oportunidades, o assistente não permitiu. O Figueirense foi mais do mesmo. Sem criatividade no meio-campo, nenhum fato novo criado e treinado pelo técnico, que insiste em um apagado Bill no comando de ataque, permitiu que o time de Itajaí comandasse o jogo dentro da sua casa.

O final, nós sabemos. A vitória joga o Figueira para 16 pontos na classificação geral e com um grande alívio diante da ameaça do rebaixamento. Já o Barroso, que poderia encostar no Tubarão para sair do Z2, fica na lanterna e até pode ver a diferença para o oitavo lugar subir para seis pontos. Vejam o estrago que a arbitragem fez.

Eu não acredito em má intenção, e sim em falta de preparo. A Associação de Clubes fala em uma comissão para monitorar a arbitragem, e eu concordo com a ideia. É necessário observar e catalogar esses erros que muitas vezes vão para a gaveta e nunca mais são mencionados, tirando quem escala da zona de conforto. Se não dá pra profissionalizar a profissão, pelo menos a gestão do campeonato dá.

sexta-feira, 24 de março de 2017

JEC vence no último minuto e reduz briga do returno a quatro clubes

Assessoria JEC
Nos acréscimos, o capitão Renan Teixeira marcou um gol importantíssimo para o Joinville. Não só pela vitória sobre o Criciúma que garante o tricolor na liderança isolada do returno do Estadual. Mas mandou o recado que o time está crescendo e vai brigar pela vaga na final. Mesmo com um elenco em formação, o JEC mostra um comprometimento muito grande. Sabe que não tem grande vantagem técnica, mas tira da sua união uma força a mais para ser forte. Ao meu ver, o time não é o favorito, mas espantou a crise que passava pelo Morro do Meio, inclusive com pedido de impeachment. Com um bom dinheiro na conta vindo da Copa do Brasil, a diretoria pode montar em paz o time para a Série C.

Com a vitória, o Criciúma fica bem distante das chances de decisão. A briga se reduz a quatro clubes: além do JEC, Chapecoense e Brusque acompanham de perto, com o Avaí um ponto atrás tendo a oportunidade de liquidar o campeonato. Bom notar que esses times ainda não se cruzaram. Os confrontos começam neste final de semana.

A Chape tem uma vantagem técnica pelo fato de enfrentar esses três adversários em casa, sendo dois (Avaí e Brusque) nas próximas rodadas. O time só jogará pela Libertadores depois da Páscoa, no intervalo entre a oitava e a nona rodada, e poderá centrar fogo no Estadual. A goleada sobre o Tubarão e a grande virada sobre o Barroso deram moral ao time de Vagner Mancini, que vai crescendo no seu futebol.

O Avaí não tem do seu lado a pressão por já estar na final, o que por si só é um fator positivo. Enfrentará o JEC na semana que vem em casa no que pode decidir se o time ainda estará vivo ou se pode se concentrar na final. Ainda há o Brusque, que terá Tubarão e Chapecoense fora de casa para ver se pode sonhar com o returno. O time de Pingo observa com muito carinho a classificação geral, que dá aos três primeiros uma vaga na Copa do Brasil do ano que vem. Hoje, o Bruscão está em terceiro com seis pontos de vantagem para o Criciúma. Dá pra administrar e garantir um bom dinheiro em 2018.


Paulinho e a seleção que convence

Os três gols de Paulinho em Montevidéu dizem muito sobre o atual momento da seleção, que apenas espera a confirmação matemática para a Copa, recuperando o interesse do torcedor e goleando o Uruguai fora de casa. Ele era contestado, por ter feito parte do time do 7 a 1 e por ter se "refugiado" na China, em um campeonato de nível bem mais baixo. Pois Tite começou a formar seu time por ele, e eis que um volante virou goleador na partida. Três gols, algo sensacional. Só não chama a atenção de um grande europeu por causa do custo. Resumindo: ganha um caminhão de dinheiro sem pressão no Oriente, joga bem e arrebenta na seleção.

Mas a seleção não é só Paulinho. Tite colocou comprometimento no time, que já tem 90% da base montada para a Copa e a autoestima renovada do torcedor. Não há polêmica nas convocações, o time não tem grandes opiniões contrárias (talvez tenha exceção no gol, onde Alisson está longe de ser uma unanimidade). No resumo, o time convence. Pegou um adversário tradicional, não se abalou com o gol tomado e foi colocando seu jogo em prática. Teve cerca de 70% de posse de bola no Centenário, é mole? A seleção chama a atenção. O momento é bom.

O técnico da seleção terá o resto do ano para ajeitar o time que já conta com uma base. Há uma forma de jogar definida, com qualidade distribuída e sem aquela necessidade de Neymar carregar o piano. Ele continua importante, mas não é mais aquele responsável por tudo. Isso é bom. Tem gente boa no time.

Eu gostei, e todo mundo gostou.

Hoje, além de ver o jogo, resolvi estudar a torcida. Aqueles mais próximos estavam esperando para ver o Brasil jogar. Até não muito tempo atrás, o desinteresse era total.


terça-feira, 21 de março de 2017

Solidariedade

Neste mundo competitivo em que vivemos, e ultimamente com tantas notícias ruins por causa de várias demissões na imprensa (eu fui uma das vítimas, na rádio que trabalhava aqui em Brusque), uma ação de solidariedade me chamou a atenção.

O repórter Marciano Régis, da tradicional Rádio Nereu Ramos de Blumenau, comunicou ao grupo NC que não participará mais do projeto "Rádio GE", onde a emissora (gratuitamente) usa material de repórteres de rádio no Estado em seus programas, solidário aos vários companheiros que foram demitidos pelo grupo de comunicação.

Parabéns pela atitude.

E que nossa classe consiga permanecer unida, em um momento de muitos fechamentos de vaga e gente boa sem prefixo, canal ou jornal para trabalhar.




segunda-feira, 20 de março de 2017

O futebol às dez da manhã e as interferências da TV

Dia desses, conversei com o Rodrigo Rodrigues, gerente de futebol do Brusque, sobre a programação do time para um jogo marcado para as dez da manhã de um domingo. Segundo ele, os atletas precisam acordar pelas 6:30 e estar no saguão do hotel, com café tomado, as 7:30. Os atletas sentem. O torcedor sente. Tem quem gosta, mas não é o ideal.

Mesmo fora do horário de verão, os jogos nem foram passados para as 11. Há uma explicação técnica para isso, que foge de qualquer tentativa de colocar mais público no Estadual (que anda com uma média beeem complicada): o Premiere possui um certo número de canais disponíveis, e precisa se virar pra encaixar todos os estaduais neles de forma que não faltem espaço na grade das operadoras. Um se ferra, adivinha quem? Sim, o Catarinense. Nenhum jogo do Goiano, Carioca, Gaúcho ou Mineiro é deslocado para esse horário. O Paulistão até tem jogos pela manhã, mas a verba recebida lá é muito mais vantajosa.

Vamos voltar ao assunto negociação. Ou os clubes começam a apertar o cerco e tratam de contratos vantajosos com a televisão e essa zorra de horários, ou não veremos a coisa crescer. Os regulamentos precisam estabelecer faixas de horários, e a televisão, que não joga partidas do Grêmio ou Inter para as dez da manhã, que encontre um jeito.

O Joinville, que teve que se mexer para evitar uma partida contra a Chapecoense para uma manhã de sábado, dia útil, terá que enfrentar o Criciúma, um jogo importantíssimo para o campeonato, as 18h de uma quinta-feira, quando poderia jogar na noite de quarta, uma vez que entrará com time reserva contra o Cruzeiro amanhã pela Primeira Liga. No final de semana, jogará as 10 da manhã de domingo em Blumenau contra o Metropolitano.

É ano de vencimento de contrato. Cabe aos torcedores de todos os dez clubes da primeira divisão fazerem uma cobrança forte nos dirigentes para que o futebol seja um produto valorizado. Afinal, hoje uma Chapecoense, que disputa Libertadores da América, ganha menos de cota que um pequeno clube do interior gaúcho.

domingo, 19 de março de 2017

25 gols e o Joinville líder

Uma rodada que a rede balançou muito. Teve sete a zero e um quatro a quatro. No resultado disso tudo, temos um líder que era considerado como improvável até umas semanas atrás. O Joinville teve uma semana cansativa, mas proveitosa. Classificou para a quarta fase da Copa do Brasil e venceu duas partidas no Estadual que lhe dá não só a liderança do returno, mas uma tranquilidade depois de uma turbulência enorme. Afinal, o time se afastou da briga do rebaixamento e já garantiu um bom dinheiro com a campanha na Copa do Brasil.

Contra o frágil Figueirense, o time mostrou uma união enorme. Fabinho Santos poupou alguns jogadores da maratona desgastante e tudo deu certo, com um grande domínio do jogo e três pontos que dão moral para a próxima semana, quando o tricolor enfrenta Criciúma e Metropolitano. Por outro lado, o Figueira jogou a toalha no Estadual e resolveu fazer a limpa no departamento de futebol. Chega Carlito Arini com tempo para fazer uma limpa e montar um time confiável. Até porque esse que está aí é de nível baixíssimo.

Criciúma e Brusque fizeram um jogo maluco. Golaços e falhas de defesa. No final, o Bruscão deixou escapar uma vitória com um 4 a 2 na mão na reta final do jogo. Muitos podem dizer "Ah, empate tá bom, campanha tá ótima". OK, é um bom argumento. Mas quem quer que o Brusque vá longe, ou até sonhe em final, precisa cobrar o fato de permitir o empate. No fim, pesou o elenco limitado de peças na defesa. Mas ambos seguem com chances no returno, que ainda tem sete rodadas pela frente.

A Chapecoense passou o carro no Tubarão com um sete a zero e dá o recado de que quer chegar na final do Estadual. Com um período sem jogos da Libertadores, o Verdão terá a possibilidade de se dedicar ao campeonato. Outra goleada foi a do Avaí, que começou o jogo contra o Metropolitano vencendo por 2 a 0 e terminou num 4 a 1.

Teremos briga interessante no rebaixamento: o Barroso venceu, o Inter vem caindo de rendimento, Metropolitano em crise profunda e o Tubarão balançado depois de uma chacoalhada histórica. O descenso será decidido entre esses quatro. Quem não se mexer pode cair no buraco.


quinta-feira, 2 de março de 2017

Por um travessão

Para o Corinthians, será apenas mais um confronto onde, com muito sufoco e graças a um travessão, o time seguiu em frente na Copa do Brasil. Para o Brusque, será uma decepção que durará muito tempo em uma partida em que os torcedores contarão para os netos onde eles estavam na noite de primeiro de março de 2017.

Uma bola no travessão. Isso é futebol.

Não foi uma primazia de jogo, mas o Brusque soube equilibrar o jogo contra o Coringão, que marcou forte a saída e depois precisou recompor em cima dos espaços que abriram. A defesa brusquense dava alguns sustos com as bolas recuadas (e, é bom mencionar, quase inexistentes no estadual) mas vinha dando jeito. No segundo tempo, as oportunidades aumentaram com a reestreia de Jadson, que tentou dar mais qualidade ao time paulista. Mais tarde, Fábio Carille colocou Jô, mas sem a rede balançar. Era alerta de pênaltis.

O erro de Jadson deu a letra para que o Brusque tivesse a bola da classificação. Ele chutou com força demais e explodiu o travessão. Costumo dizer que "só perde pênalti quem bate", por causa do tamanho da pressão em uma decisão dessas. Nas alternadas, Carlos Alberto chutou pra fora. Estão xingando o técnico pela escolha. Se tivesse feito, ninguém teria falado. É futebol.

A cidade acordará triste pelo resultado, mas certo de que o time é bom. Tem aí um estadual pela frente, com boas possibilidades de conquistar mais uma ida à Copa do Brasil. O Corinthians tomou um susto, dentro do seu processo de montagem de time. Afinal, ficou muito próximo da eliminação.

A festa foi legal, e não tivemos problemas. Segurança funcionou muito bem

E vida que segue. O Brusque volta a focar o Estadual, enfrentando o Joinville no sábado.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Sim, é possível

O novo regulamento da Copa do Brasil criou uma verdadeira arapuca para times grandes. Não há mais a chance do jogo de volta para recuperação, tampouco a brecha para se poupar time. No ano de estreia, já tivemos times de maior expressão eliminados no início. De certa forma, essa nova dinâmica permite aos clubes menores uma possibilidade real de crime.

E é isso que o Brusque persegue. Surpreender. E isso é possível.

Vieram propostas, mas a pressão da comunidade pesou. Não havia saída para a diretoria, que teve que manter o jogo aqui, mesmo com público reduzido. Essa é a chave do jogo. Uma partida só, no Augusto Bauer e sua grama de jardim (que, diga-se de passagem, nunca esteve tão boa), com o empate levando a decisão para os pênaltis.

Vamos falar do jogo. Existe uma frase já dita muitas vezes no futebol de que "futebol é momento". E, vamos combinar, o momento do Brusque é muito bom. Vice-líder do Estadual, com quatro vitórias em cinco partidas, o time de Pingo colhe bons resultados, mesmo tendo problemas a resolver. Vejo um time que vai evoluindo no ataque, com o crescente número de oportunidades que surgem para Jonatas Belusso e Ricardo Lobo. Mesmo otimismo não vejo na defesa, onde Pingo chegou a reclamar das falhas de posicionamento da dupla Cleyton-Neguete, este último guindado a titular depois da estranha dispensa de Gustavo ainda na pré-temporada. Veio Willames, o irmão de Willian José, da Campinense para, teoricamente, ser o titular. Ele jogou no sábado, e o time fez 3 a 0 no Inter.

O Corinthians teve um início de ano bastante irregular mas parece ter acertado o seu rumo. Fábio Carille poupou jogadores no final de semana para colocar o que tem de melhor a sua disposição no Augusto Bauer. Ele sabe que precisará de Jadson, tanto que deve estrear nesta quarta, para dar um ganho de qualidade considerável ao seu time.

Serão noventa minutos para definir o classificado, onde o Brusque terá que fazer a melhor atuação do ano ou, na pior das hipóteses, empatar com a melhor até aqui. O time precisa ter foco e não cair no nervosismo, como vimos no primeiro tempo da partida contra o Remo. O técnico Pingo tirou o treino do estádio na véspera do jogo para ter calma para trabalhar. Fez o certo.

Vejo um grande respeito de todas as partes, reflexo da boa campanha do Bruscão no campeonato estadual. E quem viu as vitórias contra Chapecoense e Remo, construídas em cima de muita entrega e bom futebol, não tem como não acreditar na possibilidade de bater um dos maiores times do país.






Top sem bola

É complicado escolher uma seleção de campeonato. Cada um tem a sua. Fórmulas, existem várias. Até aí, sem problema. Mas a partir do momento que uma Federação toma uma eleição como a sua "oficial", que é entregue com toda a pompa em um evento um dia após a decisão, a história muda um pouco.

Há alguns anos, o renomado instituto Mapa realiza o chamado "Top da Bola", a escolha dos melhores do catarinense. Como muita gente indignada já perguntou como funciona, eu explico:

Teoricamente, todos os radialistas que transmitem os jogos deveriam votar nos jogos que trabalharam. Um exemplo: vamos supor que trabalhei em um Brusque x Joinville. Preciso fazer uma "seleção" desse jogo, escolhendo o melhor goleiro do jogo, dois laterais, dois zagueiros, etc. e dar uma nota para eles. Depois, eles juntam essas notas (o critério nunca ficou claro) e divulgam a seleção da rodada. Eu sei de caso que radialistas de uma cidade combinaram de todos darem 10 para determinado jogador. E ele não foi para a seleção.

Não voto há anos nessa eleição pois não consigo ver realidade dentro dela. Prova cabal veio nesta segunda, na divulgação da relação da "seleção" da oitava rodada do turno. Maicon Silva, lateral-direito do Criciúma, entrou na lista (foto) como o melhor lateral-esquerdo do final de semana. Acontece que ele não entrou em campo no maluco 5 a 4 contra o Metropolitano. Ficou no banco de reservas. Ora, como ele foi parar lá?




domingo, 26 de fevereiro de 2017

Bruscão x Timão, o jogo que mexe com a cultura da região

Acho que era ano 2000, por aí. Eu fui a Chapecó transmitir um Brusque x Chapecoense do Estadual. O primeiro tempo foi horrível, tinha torcedor dormindo. No intervalo, aconteceu um Gre-Nal de crianças. Deu briga na arquibancada. Em outro ida ao Oeste, fui fazer um lanche lá no Bar do Boca. De repente, passam colorados puxando gremistas em uma carroça em plena Avenida Getúlio Vargas.

Isso faz parte do passado por lá. A Chape é a dona da cidade. Aqui em Brusque isso ainda é muito presente.

O jogo Brusque x Corinthians mexe muito com o espírito do segundo time, ou "misto", como torcedores de cidades com futebol estabilizado, como Criciúma, Joinville e Floripa, falam. Isso tem explicação.

Eu passei por isso.

Camisa de torcedor para o jogo (foto: Facebook)
A região do Vale foi "catequizada" por emissoras de rádio de fora, que entravam no AM com som local no período da noite. Além do mais, por causa do relevo, cerca de duas em cada três residências tem antena parabólica, o que os tira do circuito das emissoras abertas locais que, no caso de Brusque, não davam bola alguma para cá. Acho que minha profissão veio disso. Eu tinha nove ou dez anos, e em dado momento tinha dificuldade para dormir. Meu pai, vascaíno que carrega a maior decepção em ter deixado seu filho virar flamenguista, me ensinou, com um rádio nove faixas que eu ganhei na minha primeira comunhão, a sintonizar a Globo e a Tupi, com seus noticiários esportivos noturnos. Mais tarde descobri a Rádio Gaúcha, com os debates da madrugada do recém-falecido Jayme Copstein. Me ajudava a relaxar e dormir. Sim, enquanto muitos ouvem música para relaxar, eu ouço notícia.

O Brusque foi campeão catarinense em 1992, mas acumulou uma série de acessos e descensos desde então. Resultados expressivos em nível nacional, nenhum. E assim cresceu a torcida, sempre com um time grande acompanhado do local para os mais velhos. Quando o sistema de som do Estádio Augusto Bauer anuncia um gol no Carioca ou no Paulista, é uma festa. Aqui tem Fla-Brusque, Vasco-Brusque, Fiel-Brusque, consulado do Inter. Teve até um encontro gigante de palmeirenses. Temos que compreender, essa é a realidade. Até o Bruscão conquistar resultados bons, como os títulos nacionais de Avaí, JEC e Criciúma ou acessos para, no mínimo, a Série C, será assim. Some-se aí o fato do Brusque ser um clube comandado por um grupo de abnegados que não conta com apoio das entidades empresariais da cidade, e nem tem um departamento eficiente de comunicação e marketing, por falta de dinheiro. O clube não tem plano de sócio: tentou criar um ano passado que foi um fracasso. A Kanxa, fornecedora de material (para um clube de uma cidade têxtil, que poderia fabricar aqui), demorou quase dois meses pra entregar camisas para venda. Não é fácil.

Quis o destino que o Brusque herdasse da Chapecoense uma vaga na Copa do Brasil e enfrentasse um dos maiores clubes do país, em casa, para aflorar esse sentimento duplo do torcedor. O Corinthians pediu, e todos os ingressos de visitante foram para São Paulo. Os alvinegros da região tiveram que comprar ingresso no espaço do Brusque. Pode dar confusão, ou não. Lado a lado estarão moradores da mesma cidade que estarão em uma situação diferente. Se fosse Flamengo, Vasco, Palmeiras, Inter ou Grêmio seria igual. Mudariam apenas as pessoas. O Brusque, que leva seus 2 ou 3 mil torcedores por jogo, não atrai a atenção de toda a cidade, que tem 120 mil habitantes. O Corinthians, com todo o seu poder midiático que chega em doses cavalares pela TV, tem muitos fãs. Sendo que grande parte nunca viu um jogo dele ao vivo.

O jogo desta quarta será um divisor de águas. É o primeiro jogo do Brusque em rede nacional. Será o maior acontecimento esportivo dessa cidade depois da final do Estadual de 1992, onde Claudio Freitas fez aquele gol antológico contra o Avaí. Aparece uma oportunidade do clube capitalizar mais torcedores e chegar próximo de onde os cinco grandes do Estado chegaram.

O resultado do jogo em si é o de menos. O Corinthians é favorito, apesar do Brusque ter estabelecido uma boa sequência, culminando com um 3 a 0 em Lages no sábado de carnaval. Será um jogo para contar para os netos.

E que tenhamos uma noite tranquila.


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Avaí campeão invicto do turno, com algo a mais que os outros

Leandro Romano / Avaí FC
O Avaí confirmou o título do primeiro turno do estadual no segundo match-point que teve a disposição mostrando que nem o gramado sintético de Itajaí é capaz de segurá-lo. Mostrou sua qualidade muito superior e não deu chance ao Barroso, que aposta em sua casa para se segurar na primeira divisão. Não deu.

O Leão vai à final do campeonato com uma condição bastante interessante para levar o título sem final. Isso não quer dizer uma garantia. Hoje, o time mostra uma organização bem maior que os oponentes, que não conseguem estabelecer uma sequência. Se não vejamos: o Figueirense deu um aperto no clássico mas voltou a ser a mesma bagunça contra o Tubarão. A Chapecoense cresce, mas ainda não consegue se estabelecer. Pesa ainda a Libertadores, que começará em breve e, obviamente, será priorizada. O Criciúma era o time mais próximo disso, mas quem falha do jeito que falhou contra o Metropolitano precisa ser olhado com ressalvas. Dos pequenos há o Brusque, que venceu fora de casa o Inter, que fez excelente campanha, mas não vê o título como prioridade.

No ano passado vemos uma Chapecoense arrebentar no primeiro turno mas perder terreno no segundo, abrindo espaço para uma final contra o Joinville. Em situação parecida está o Avaí, que tem time superior mas pode acabar, em uma escorregada, tendo que jogar a decisão.

Quem chega a um título de turno invicto merece respeito. Não dá pra aplicar teorias da conspiração. A única coisa certa é que o time, obviamente, precisará se qualificar para a Série A, já que o nível do Estadual não é dos melhores. Mas entre os dez clubes, é o que está em melhores condições de chegar ao topo. Cabe agora ao time de Claudinei Oliveira evitar a tensão dos dois jogos finais.




domingo, 19 de fevereiro de 2017

Sob forte calor, Avaí encaminha o turno

Jamira Furlani / Avaí FC
Sob um calor infernal (e vamos ser sinceros, perigoso), Avaí e Brusque fizeram um jogo que não tinha como ser acelerado diante das condições. Pela importância, deveria ter mais gente. Se fosse no horário previamente marcado, era pra mais de 10 mil. Que jogassem mais tarde ou até segunda... mas enfim, aconteceu. Vamos falar do jogo.

O Leão foi muito mais eficiente e fez por merecer vencer a partida. O Brusque, completamente entregue, errrando um sem número de passes e dando apenas um chute a gol, foi presa fácil. No primeiro tempo, o time da casa se impôs e, mesmo desfalcado, mostrou que tem o padrão muito bem assimilado pelo grupo e peças de reposição no banco capazes de manter a força. O ritmo for forte, mesmo com o calor.

No segundo tempo, o Brusque até conseguiu o empate, mas sobrava qualidade ao Avaí que, além de vencer o jogo, também carimbou a trave de Rodolpho mais de uma vez. Uma vitória que amplia ainda mais a frente do time, que pode confirmar o título do turno contra o Figueirense e ainda mais, manter uma distância que pode lhe garantir a decisão do campeonato em casa (caso, claro, não leve também o segundo turno)

O Bruscão de Pingo tem que apagar esse jogo da memória. Nada funcionou, e dois problemas precisam ser analisados: se Assis tem essa bola toda pra continuar sendo titular e se a dupla de zaga Clayton-Neguete não precisa passar por mudanças. Chegou um zagueiro, Willames, com a ideia de ser titular. Resta saber se o treinador tera culhão para mexer em um setor que mostra seguidas falhas de posicionamento.

A liderança avaiana não é fruto de sorte. É a consolidação do melhor time do campeonato. O nível não está lá dos melhores, mas tem vantagem quem é mais organizado. E nesse quesito, a supremacia avaiana não deixa dúvidas.



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Noite de classificação. O Corinthians vem aí

A torcida esperou com muita ansiedade esse Brusque x Remo. E até parece que isso transpareceu para o time. O resultado foi um jogo de muita emoção, onde todos que estavam no estádio pareciam “pilhados”. Notei que o time não parecia o mesmo. Se fosse basquete ou futsal, daria pra pedir um tempo pra respirar. Saiu o primeiro gol, jogo indo em ritmo bom. Veio o empate, numa pedrada de fora da área. Chegou o pênalti. Assis perdeu e mandou a tensão lá pra cima.

O intervalo foi decisivo. O time conseguiu colocar a cabeça no lugar e o jogo começou a se desenvolver melhor. Prêmio disso foi o gol de Ricardo Lobo, em um cruzamento pela esquerda. A partir daí o Remo foi pro desespero e a partida ficou extremamente perigosa, com contra-ataque escancarado e um show de bolas aéreas.

A calma que tanto atrapalhou o time no primeiro tempo reapareceu para que um mísero desses contra-ataques encaixasse para matar o confronto. Mas não, teve que ter emoção. Bola na trave deles, um susto a cada bola levantada.

 Deu tudo certo.

Uma vitória que eleva a moral do clube em todos os aspectos, desde a promoção do time em rede nacional, até o próprio espírito de união dentro do elenco que ganha, com toda certeza, um gás a mais para o campeonato catarinense, onde o Bruscão é vice-líder e poderá, por que não, pregar uma peça no Avaí na Ressacada para seguir vivo no turno do Estadual.

Hora de pés no chão. Há jogos importantes pelo Estadual que podem garantir uma volta à Copa do Brasil para noites tão interessantes como tivemos ontem. O time vai evoluindo e ontem passou por uma pressão enorme. As metas estão claras e é bom não perdê-las. O dinheiro entrou na conta e a diretoria consegue respirar. Vamos em frente com muita tranquilidade e profissionalismo.

E sendo curto e grosso:  Quer classificar? Joga aqui. Espero que a diretoria do Brusque não pense em vender o mando (pode ter certeza que o telefone vai tocar hoje com uma oferta) em troca de uma classificação altamente possível. Afinal, o Corinthians não vem convencendo e, sim, é possível passar de fase. É um ato que mostra que o time quer ser grande.

O Brusque já botou a mão em R$ 250 mil como cota de participação na primeira fase da Copa do Brasil. A ida para a segunda vai render aos cofres do clube mais R$ 315 mil. Isso ninguém tira. Já uma ida para a terceira fase pode dobrar esse bolo. Renda de jogo é o de menos, até porque ela é dividida entre os clubes.

Viremos a página, domingo tem o Avaí.