sexta-feira, 21 de julho de 2017

22/07 - Figueirense 2017 = Joinville 2016?

ATROPELADO

O América-MG não tomou conhecimento do Figueirense e implantou uma vitória sonora e tranquila no Estádio Independência. O primeiro tempo alvinegro foi patético, com erros seguidos, uma confusão só (que é histórica) no setor defensivo e uma vitória do time da casa consolidada em 45 minutos. O fantasma do rebaixamento, cada vez mais presente, traz a lembrança do que aconteceu no ano passado com o Joinville, que seguiu roteiro bem parecido no ano passado (menos no Estadual, onde ficou com o vice-campeonato, despencando no Brasileiro): O Figueira está no segundo técnico, não para de trazer jogadores, e se uma reação não vier, vai aparecer outro técnico para tentar o milagre. Ainda que haja tempo mais do que suficiente pra sair dessa, a verdade é que o time não apresenta sinal claro de melhora com o passar do tempo. Um rebaixamento para a terceira divisão seria algo muito extremo, mas não seria injusto diante de uma temporada patética até agora.


SEM DESCULPAS

Não há o que Marcelo Cabo falar depois de mais uma derrota. Ele chegou recomendado ao clube pelo fato de ser o atual campeão da Série B e um bom histórico. Mas esse relacionamento com o Figueira não está dando liga. O momento é de falar pouco e trabalhar mais. Como ele mesmo disse em BH, a presença do torcedor no estádio depende de resultados.


HOJE É O TIGRE

O Criciúma tem um jogo delicado contra o ABC em casa. Sim, delicado, mesmo com o time potiguar caindo pelas tabelas, com uma série de derrotas e a saída de Geninho. É um time franco-atirador, com novo comando, que vai se jogar atrás do crime. O Tigre precisa ter cabeça para passar por essa. Precisa vencer e convencer, para chegar mais perto da turma de cima.


POR QUE NÃO?

Muitos me perguntam o porquê do Campeonato Catarinense da Série B não ter exibição na TV, como no ano passado. Apurei que o problema está com o Sindicato dos Atletas, que estaria exigindo o pagamento de direitos de Arena para aceitar as transmissões. Acontece que o acordo televisivo entre o grupo RIC e a FCF não previa nenhum tipo de remuneração, com os direitos cedidos pelos clubes em troca da exposição. Sem uma definição quanto a isso, nada de transmissões. A Record News confirmou que vai transmitir mais uma temporada do Estadual de Basquete, que por sua vez, não encontrou problemas com os direitos.


DE NOVO

A FCF cancelou o jogo Barra x Jaraguá, pela Série B do Estadual, neste final de semana. Motivo: o Jaraguá não pagou débitos pendentes com a Justiça Desportiva. Apurei que o clube pediu parcelamento das pendengas e acabou não cumprindo a promessa. É nisso que eu falo que o futebol catarinense, via SC Clubes, precisa trabalhar para não macular ainda mais a imagem do futebol em Santa Catarina: o Barra vai ganhar um 3 a 0 de graça por causa do calote de um dos seus associados.



quarta-feira, 19 de julho de 2017

19/07 - A Arapuca criada

A ARAPUCA

Quem viu Inter x Luverdense, e quem vai ver o que aconteceu no Beira-Rio, terá pensamentos diferentes. Do lado de lá do Rio Mampituba, há uma corrente gigantesca de defesa da arbitragem, cujo assistente violou toda e qualquer regra que ele aprendeu na escola: mesmo se tivesse se arrependido do impedimento (existente), deveria seguir atrás do lance e, em caso de gol, corrido para a linha central. Não fez nada disso, ficou parado feito um poste e pior, invadiu o campo.

Por mais que os comentaristas ex-árbitros defendam a legalidade do gol que para mim não se sustenta, pois Pottker, mesmo se não tivesse participado do lance (para mim participou), ajudou a atrapalhar a zaga do Luverdense, é inegável que o assistente panaca fez toda a lambança. Pior: abre-se aí uma brecha para que alguém com más intenções faça igual, levantando a bandeira para parar a defesa adversária, não fazer qualquer tipo de reação de seguir no lance. 99,9% dos times parariam. O Inter pararia em situação igual. O discurso de bonzinho é puro trash talk.

E o resultado pode ter sido bom para o Inter na tabela. Mas é muito ruim no aspecto técnico. O time não jogou absolutamente nada e não merecia ter vencido de forma alguma.


INFELIZ

E para completar a noite em Porto Alegre, o técnico Guto Ferreira respondeu pergunte de uma repórter com um "você é mulher e nunca deve ter jogado". Sem mais comentários.


O GRÁFICO

O Juliano Fossá, de Chapecó, me envia esse gráfico bem interessante sobre o desempenho da Chapecoense comparado em todos os anos que disputou a Série A do Brasileiro. Mesmo com os altos e baixos do time, troca de técnico e muitas incertezas em cima da qualidade do elenco, a Chape tem desempenho bastante similiar ao do ano passado, quando não passou apuros para escapar do descenso. Neste mesmo ponto do campeonato, o time tem exatamente a mesma campanha do ano passado, faltando seis para igualar a campanha do primeiro turno de 2016. O desempenho é bem superior ao de 2014 e apenas um ponto abaixo de 2015, o melhor deles, quando o técnico era Vinicius Eutrópio. Ou seja, nada está perdido nem fora de controle. O histórico demonstra.


CONTRA O LÍDER

O Avaí desafiará todas as estatísticas nesta noite contra o Corinthians, líder invicto do Brasileirão. O time encontrou um empate em Salvador que deve ser valorizado. Mas nesse confronto pesa a regularidade e a qualidade do futebol do time paulista, que tem maior volume de jogo. O Avaí tem a possibilidade de surpreender, remota mas tem. É aquela história: existem jogos e jogos, e as vitórias obrigatórias precisam aparecer contra os times que brigam embaixo da tabela. Se o time tirar a camisa da responsabilidade, poderá tentar surpreender.

REFORÇO?

Ainda falando em Avaí, o time anunciou o atacante Maurinho, que apareceu bem no Metropolitano e teve passagem rápida no Criciúma. Não tenho notícias do que ele fez nos últimos anos, e isso é ruim, pois se fosse bom apareceria com destaque. Penso que um clube precisa contratar, a essa altura do campeonato, alguém que entre para jogar, e não faça número no banco. Pra isso já tem gente.

IRRECONHECÍVEL

O Criciúma encerrou sua invencibilidade jogando nada em Varginha. O Boa abriu o placar no início, soube segurar, e contou com uma lambança do goleiro Edson para garantir a vitória. Pontos importantes perdidos numa tentativa de se aproximar do G4.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Coluna - 14/07

DUCHA FRIA

O Avaí foi absurdamente envolvido pelo Coritiba, tomando uma goleada em casa que manda pra longe toda e qualquer empolgação depois da vitória em Porto Alegre. O mais preocupante, pensando a longo prazo, é a forma com que o time não consegue se impor jogando dentro de casa, onde vencer é muito mais importante. Deu tudo errado: o time tentava esboçar uma organização quando tomou o gol. Marquinhos empatou, mas nem deu tempo. As alterações de Claudinei Oliveira detonaram o time no segundo tempo, o que jogou tudo por água abaixo. Até Douglas falhou.
São pontos doloridos, que fazem o time ficar mais longe da saída da zona de rebaixamento, aumentando a pressão mesmo depois de três jogos sem perder. Pela frente o Bahia, na Fonte Nova, que esboça uma recuperação e vem de vitória importante fora de casa. Momento delicadíssimo


DESENCONTRADA

A Chapecoense deu em Recife uma prova do coelho que Vinicius Eutrópio terá que tirar da Cartola para salvar o time do rebaixamento. Um time perdido, sem referência, que acabou envolvido pelo organizado time do Sport, com suas quatro vitórias seguidas e uma posição cômoda no alto da tabela. Penso que todos nesses anos que a Chape está na Série A, esta é a situação mais delicada. Para complicar, Rossi foi embora, quatro estão suspensos para domingo e o Z4 está batendo na porta. Domingo tem jogo contra o São Paulo, um "jogo de 200 pontos". A vitória significa distanciar de adversário direto, possivelmente o ganho de algumas posições (são quatro times com 15 pontos e dois com 17) e dar algum certo alívio. Se perder, é mais complicação.

FASE

O São Paulo é o tipo de time que não tem elenco ruim, mas nada dá certo. Quem viu o jogo contra o Atlético-GO viu que o nervosismo ultrapassa a razão em alguns momentos, e isso é um sintoma muito perigoso para quem briga pra não cair. O time irá a Chapecó com a obrigação de vencer um adversário direto.

VOLTA?

É notícia desta manhã que o Palmeiras estaria requisitando a volta de João Pedro, hoje emprestado à Chapecoense, que fez apenas uma partida no Brasileirão. Essa fato me despertou uma dúvida, até pensando em longo prazo: a grande maioria dos jogadores estão no time por empréstimo até o final do ano. Logo, uma nova reconstrução terá que ser feita no final do ano, já que os destaques dificilmente terão contrato renovado. Além do mais, esses empréstimos tem cláusulas bem flexíveis, que permitem a "reintegração" caso sejam chamados. É problema em cima de problema. Notícia boa mesmo foi o caminhão de dinheiro que entra no clube com a venda de Rossi.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Coluna - 13/07

GRANDE NEGÓCIO

A Chapecoense acabou vendendo o atacante Rossi para a segunda divisão da China, pela bagatela de 3,4 milhões de Euros, mais de 12 milhões de reais. O jogador era titular do time, mas, vamos concordar, não era insubstituível. Aliás, o clube fez muito dinheiro com essa transação: ele foi adquirido por R$ 800 mil e a Chape vai faturar, tendo 75% dos direitos do jogador, mais de 9 milhões de reais. Diante dos números, a negociação é absolutamente inevitável. Não tenho os números históricos, mas acredito que foi a maior bolada que um clube catarinense já recebeu em uma transação. Com dinheiro em caixa, chegaram reforços. O último é Julio Cesar, atacante de 22 anos que estava no Oeste de Itápolis, com passagens por Caxias, ABC e Internacional de Lages.

REDONDO

O Corinthians fez um jogo redondinho contra o Palmeiras. Soube controlar espaços, impôs seu jogo em território inimigo e venceu mais uma daquelas partidas "chave" na sua campanha até agora perfeita. O Flamengo, que joga hoje, tentará evitar que a distância enorme aumente ainda mais. Muitos (inclusive eu) olham para a tabela tentando adivinhar quando será o primeiro tropeço. Em um campeonato tão equilibrado, uma hora ele vai aparecer.


ESFRIA

Com a notícia de uma possível negociação do Flamengo com Diego Alves, goleiro candidato à seleção brasileira que quer sair da Espanha, esfria o rumor de que Douglas Friederich poderia deixar o Avaí rumo ao Rio, algo previsto em contrato, mas que o presidente Batistotti não queria nem ouvir falar. Diante disso, ele terminará seu acordo até o final do ano. E se manter a média, vai ficar valorizado, até porque tem muito clube grande procurando um goleiro confiável.

MAIS UMA VARZEANA

Acompanhando as séries inferiores do Campeonato Estadual, de vez em quando aparecem as punições a clubes que não arcam com as taxas. O Jaraguá, lanterna da segunda divisão, foi a bola da vez. Devia as taxas, pediu pra parcelar. Não arcou com as parcelas, o Tribunal suspendeu. Dessa forma, o clube não tinha como indicar um estádio para mandar seu jogo contra o Fluminense de Joinville, no domingo. A Federação cancelou o jogo, deu vitória ao Flu por 3 a 0, e avisou que continuará assim até que o Jaraguá pague as suas dívidas.

JASC 1
Governo do Estado divulgou reunião com o governador Raimundo Colombo, o secretário Leonel Pavan e o presidente da Fesporte, Erivaldo Caetano Jr., o Vadinho, sobre os Jogos Abertos de Santa Catarina deste ano, que aconteceriam em Chapecó e foi transferido no início do ano para Lages. Chama atenção os R$ 2,5 milhões repassados pelo governo estadual para as obras ligadas à competição. Nestes anos que cubro os JASC, não lembro de repasse tão grande. No máximo, a metade disso para outras sedes.

JASC 2
Aliás, os Jogos Abertos desse ano, muito criticados pela forma com que municípios contratam dezenas de atletas de fora para as competições, prometem ter uma boa diferença: como muitas prefeituras estão apertando o cinto de todas as formas para colocar as contas em dia, não vai sobrar para aquela avalanche de contratações. A tendência é que os times "da casa" apareçam em maior número. Exceções são o futsal e o basquete, por exemplo, que já possuem equipes profissionais disputando campeonatos e iriam prontas para os JASC.


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Coluna - 12/07


ATÉ A FCF

Surpreendeu o fato de que até a Federação Catarinense de Futebol tenha se mexido para soltar uma nota reclamando do assalto a mão armada que o Joinville sofreu em São Paulo. Não vai resolver nada, mas é sinal de apoio. O decepcionante é saber que esse árbitro ruim vai tomar dois ou três jogos de geladeira e logo vai voltar a apitar. Fico me perguntando como seria se houvesse o adicional atrás do gol.

ESCOLHA

O presidente da Federação Rubens Angelotti resolveu nomear o ex-presidente do Marcílio Dias Carlos Crispim como Diretor de Relações Institucionais, que serviria como uma espécie de elo entre clubes e ligas com a FCF. Apesar de não entender direito essa função e desconhecer se é remunerado, é bom lembrar que ele foi responsável pelo maior processo tomado pela Associação de Clubes, quando foi presidente: ele assinou um contrato de televisionamento com a RBS em 2009 sabendo que a Record ainda tinha um acordo vigente. A SC Clubes tomou um processo daqueles na Justiça. Goza de prestígio junto aos dirigentes.

TESTE

O Juca Miguel reclamou e eu assino embaixo: Série C é início da várzea da arbitragem, salvo exceções. Por exemplo, o árbitro de Mogi x JEC só tinha apitado neste ano dois jogos da Série D e um do Brasileirão Feminino, antes de "subir de divisão". Subiu e fez besteira. Nesse campeonato e na D, a CBF aproveita pra testar árbitros de tudo que é canto. No meio dos bons tem ruins.

NÃO REPERCUTIU?

Na segunda-feira, o Joinville foi descaradamente roubado em Mogi Mirim, com um gol ilegal onde a bola saiu meio metro na linha de fundo, lance que chamou a atenção em todo o país. Menos para a afiliada da Globo em Santa Catarina, que se limitou a informar o resultado da partida no seu programa de esporte e sequer mostrar o lance polêmico. Ficou feio.

SEM ESPAÇO

Aliás, não dá pra entender. Os gols do mata-mata da Série D se limitaram a uns dez segundos pra caber nos seis minutos de bloco local do "GE". Depois, é overdose de futebol carioca com os outros blocos do Rio. A afiliada catarinense usa do mesmo expediente de estados como Tocantins e Roraima, que não tem notícias locais suficientes para encher um programa. Aqui tem e não usam.

ESTAVA ESCRITO

No papel, estava mais ou menos desenhado que o Figueirense perderia para o CRB. Afinal, o time de Alagoas chegou a 13 pontos conquistados nos últimos 15, consolidando a boa fase. Enquanto isso, o Figueirense vai capengando, tropeçando na bola e enfrentando a pressão que complica ainda mais qualquer tipo de trabalho. O primeiro tempo foi terrível. Teve melhora no segundo, mas já era tarde. A distância para o primeiro fora do Z4 agora, é de três pontos.








terça-feira, 11 de julho de 2017

O Blog terá colunas diárias

Este blogueiro, prestes a completar dez anos escrevendo neste espaço, resolveu arrumar mais trabalho pra fazer.

Há tempo queria ter coluna diária. Tive algo parecido no "Notícias do Dia", onde escrevi lá por um ano, mas sendo articulista.  Durou um ano. O problema era não morar em Florianópolis. Tudo bem, agradeci. É a vida.

Mesmo sem jornal, vamos botar a coluna pra trabalhar aqui no Blog. Acho que se encaixa melhor, tem muita coisa acontecendo. Se o assunto merecer, vira Post também.

E obrigado a você que passa por aqui nesses quase dez anos. Não conheço a grande maioria dos leitores, mas tenho certeza de ter os melhores por aqui.

domingo, 9 de julho de 2017

Caminhos corretos e incorretos



Douglas, goleiro do Avaí, é o personagem da rodada do Brasileirão. Fez tudo e mais um pouco. O pênalti defendido foi a mais fácil das defesas. Uma partida de "meia-linha" que acabou em vitória avaiana por causa da cabeça fresca e disposição.

O time aguentou o bombardeio e aproveitou o desespero gremista pra se assanhar na frente. Foram duas chegadas no ataque para dois gols, de Simião e Junior Dutra. Mais uma vez o Avaí apareceu como o visitante indigesto. Ainda não saiu da zona de rebaixamento, mas dá a esperança de que isso poderá acontecer. Há um caminho indicado a ser seguido. Não vai ser fácil, mas a disposição e a disciplina, contando com a eficiência do goleiro, podem tirar o time da situação ruim na tabela. Fazendo uma comparação, o Leão está em um nível de confiabilidade maior que a Chapecoense, por exemplo, neste momento do campeonato.

E a famosa gangorra do futebol de Florianópolis aparece novamente com a má fase do Figueirense, que perdeu mais uma em casa, não dando trégua na crise que incomoda o técnico Marcelo Cabo e seus comandados. Uma das piores atuações do campeonato, somando com o lance bisonho do goleiro Thiago Rodrigues (que nem foi relacionado pro jogo em Maceió).

Quando a fase é ruim não dá nada certo. E o Figueirense precisa pontuar, engatando duas ou três vitórias seguidas pra poder respirar. Aos poucos, o sonho de acesso vai sendo trocado pela permanência. Uma resposta precisa vir antes do final do turno, sob pena de ficar tarde demais. Lá em cima existem times bem acertados, como Juventude, Guarani e até o Criciúma, que evoluiu demais sob o comando de Luiz Carlos Winck. Chegar ao nível deles é a meta. E quem vê os jogos sabe que falta muito.



quarta-feira, 5 de julho de 2017

Conheça a segundona: Concórdia


CONCÓRDIA ATLETICO CLUBE
Fundação: 2 de março de 2005
Cores: Vermelho, Verde e Branco
Estádio: Domingos Machado de Lima (Municipal) - 8.000 lugares
Presidente: Jonas Guzzatto
Técnico: Gilmar Silva
Ranking "BdR" 2016: 11o. lugar
Catarinense 2016 : 3o. Lugar na Série B



O Galo do Oeste vem para mais uma temporada atrás do acesso. No ano passado, o time então treinado por Celso Rodrigues terminou a segundona em terceiro lugar, a cinco pontos do Almirante Barroso. Montou uma base com jogadores emprestados da Chapecoense que ficou bem próximo de chegar lá. Nesta temporada, outro resultado bem interessante. O time da capital do trabalho chegou à semifinal da Copa Santa Catarina sub-20, sendo eliminado pelo Criciúma, que viria a ser o grande campeão. Fazer futebol em Concórdia não é fácil. Os públicos não são dos maiores, a mídia local não dá muita bola (ninguém transmitiu a estreia do time) e existe a forte concorrência do time de futsal, que disputa a Liga Nacional (e faz péssima campanha, com a última colocação na primeira fase, onde apenas um time é eliminado).

O técnico do CAC é Gilmar Silva, natural de Rio do Sul e que, no ano passado, dirigiu o sub-20 do Ceará. Aliás, sua maior experiência é justamente comandando equipes de base. Em cima disso, comandou o time na Copinha sub-20 já com a missão de montar o grupo para tentar o acesso em 2017. Iniciou carreira no Atlético de Ibirama e passou por vários clubes no Estado, com o JEC e o Juventus de Jaraguá. Num primeiro momento, priorizou os jovens para a segundona, mas a derrota na estreia e a liberação de idade podem mudar alguns planos.




O time perdeu na primeira rodada para o Barra, fora de casa, e anunciou vários reforços para dar um ganho de qualidade na sequência da competição. Como o regulamento é diferente do ano passado, permitindo a classificação de quatro times, deixa um tempo para recuperação. Um dos reforços é o volante Buru, que disputou o Estadual deste ano pelo Almirante Barroso. Também chegam o atacante Marcos Paulo, ex-Grêmio, o lateral-esquerdo Jefinho, do Internacional de Lages, o lateral-direito Ramon, ex-Tubarão, e o volante Doda, do Horizonte-CE.

Dentro das suas limitações, o Concórdia montou um elenco para brigar pelas semifinais e, se encaixar, lutar pelo acesso. O restrospecto do time é razoável, sempre montando times que chegam próximo do objetivo. É candidato a chegar entre os quatro primeiros. Se vai conseguir o acesso, é outra história.

O desmoronamento do "Estilo Chapecoense"

Aqui neste Blog existem várias menções, e quem quiser que busque, ao estilo administrativo da Chapecoense, consagrado pelo saudoso e brilhante dirigente Sandro Pallaoro. Com maior força depois da tragédia de novembro passado, todos ficaram sabendo da forma de trabalho do clube e a forma como lidavam com seus técnicos.

A saída de Vagner Mancini, criticada pela maioria dos torcedores e que criou um bombardeio de críticas que há tempo não via em situação semelhante, me coloca uma dúvida: estaria desmoronando aquele estilo de administração da velha Chape?

Primeiro, é bom mencionar que Rui Costa não é "da raiz" do clube, vindo de fora com uma difícil missão e, vamos admitir, com um trabalho bem feito em tempo exíguo. Ganhou o título estadual e, no campo, obteve uma vaga na segunda fase da Libertadores. Só que ele carrega as práticas dos outros clubes, e aí se inclui a troca constante de treinadores, da forma como conhecemos.

A troca de técnico não só foi precipitada como criou outro problema: o clube foi ao mercado, tentou um técnico (bem) empregado no América-MG e que lá está em situação cômoda, com boa campanha. Por mais que Rui Costa tenha enxergado em Enderson Moreira o nome para tocar o clube por causa da forma com que lida com atletas da base, o "toco" tomado nessa tarde só aumenta o vexame. O escolhido, que vai pousar no aeroporto Serafim Bertaso sabendo que era plano B, conhece o antigo clube, mas não sabe como é o novo. Se for confirmado, Vinicius Eutrópio, que treinou o time por nove meses em 2015 com um aproveitamento quase igual ao de Mancini (algo em torno de 51%), terá que vencer a desconfiança do torcedor e de todos que concordam que a troca de técnico não era a melhor.

No fim, a tacada deu errado. Agora, é botar o pé no chão e tentar remendar do jeito que dá, com uma segunda opção. Ainda que nada esteja perdido, é hora do clube sentar e ver o que está acontecendo. Muitos elogiavam as práticas gerenciais da Chape no futebol. Agora se abriu uma porta perigosa. Que isso não prejudique o time em sua caminhada.

O clube não vai acabar se cair. Só vai forçar uma mudança grande de planejamento na próxima temporada onde, e é bom mencionar, só três jogadores tem vínculo assinado. Será um novo trabalho para reerguer. Melhor evitar isso.



terça-feira, 4 de julho de 2017

Conheça a segundona: Fluminense de Joinville



FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 24 de outubro de 1948
Cores: Grená, Verde e Branco
Estádio: Arena Joinville (Municipal) - 20.000 lugares
Presidente: Anelísio Machado
Técnico: Valmir Israel 
Ranking "BdR" 2016: 17o. lugar
Catarinense 2016: Vice-campeão da Série C


O Fluminense de Joinville, que é conhecido na Manchester Catarinense como "Fluminense do Itaum" é um clube da zona sul da cidade, fundado na década de 40 e que sempre disputou competições amadoras da região. Possui um estádio, o "Caldeirão do Itaum", que inclusive recebeu alguns jogos durante a Série C do Estadual, onde o time terminou na segunda colocação, derrotado pelo Atlético Itajaí, que desistiu da vaga na segundona. Como a vaga teria que ser necessariamente preenchida por um time do acesso, o Flu foi convidado. O clube se profissionalizou em 2014 e tenta ser uma segunda opção na maior cidade do Estado. Nada que se compare ao Caxias, que teve uma participação expressiva conquistando o vice-campeonato estadual em 2003. A proposta é bem, mas bem mais modesta. Agora, na segundona, a brincadeira ficou mais séria.

Se o Flu hoje está no futebol profissional, é responsabilidade de Anelísio Machado, o presidente do clube. Ele é um cara multimídia. Dono da faculdade Assessoritec, ele também dá seus pitacos como comentarista esportivo em uma emissora de TV da cidade, apresenta outro programa na Record News, é garoto propaganda e ainda detém o recorde de atleta mais velho registrado no BID da CBF. Ele joga, tanto que fez gol (de pênalti) na terceirona do ano passado. Ele é relacionado e, como tal, pode ficar no banco de reservas, dando uma pressão no treinador. De certa forma, ele ajuda, com sua exposição, a fazer um barulho em cima do nome do Fluminense, que mandará seus jogos nesta temporada na Arena Joinville, compartilhando-a com o JEC na Série C.

O time do Flu, treinado por Valmir Israel, técnico também das divisões de base, é modesto. A grande maioria é de jogadores muito jovens, egressos das divisões de base do clube. Os destaques são o goleiro Foquinha, revelado nas divisões de base do Joinville e que tem passagem até pelo time de beach soccer do Avaí, e o zagueiro Pedro Paulo, também conhecido de outras temporadas no JEC.

A missão do Fluminense, com um time de investimento modesto, é se manter na Série B e mostrar um pouco de serviço para a comunidade joinvilense, que pode ter no time uma oportunidade de entretenimento, uma vez que ninguém tira do JEC o carinho da cidade, mesmo em momentos complicados. Quem sabe no futuro, quando o apoio chegar, o Flu consiga aparecer na primeira divisão para que a cidade tenha um "clássico" com o JEC (que nunca aconteceu oficialmente entre os dois, ainda). Enquanto isso, é um clube querendo mostrar serviço, impulsionado pelo poder de marketing do seu presidente artilheiro.

A controversa demissão de Mancini

A Chapecoense estava próxima de uma grande vitória contra o Fluminense, que colocaria o time na primeira parte da tabela, bem próxima dos quatro melhores. Mas o gol sofrido nos acréscimos acabou em um empate fora de casa, que não pode ser tão lamentado assim. Ainda mais por causa dos últimos resultados.

Quando ninguém espera a demissão de um técnico, ela fica controversa. Discuto muito a decisão da diretoria da Chape em trocar o comando agora. Até agora, os objetivos foram conquistados, com o título estadual, a classificação no campo para a segunda fase da Libertadores (aliás, quem errou na situação do jogador irregular foi demitido?) e, no Brasileiro, está fora da zona de rebaixamento, com um time montado do zero e que passou por uma turbulência.

Será que o problema era mesmo ele? A maratona de partidas com um elenco enxuto não pode ser um motivo a considerar? Ou só foi olhado o fato do time estar próximo do Z4 quando, não faz muito tempo, estava lá em cima?

Mas é a cultura do futebol e, as vezes, uma meia dúzia de cornetas faz um dirigente trocar o técnico. Espero muito que isso não venha a estragar o ambiente e prejudicar o desempenho de um time que definitivamente precisa ser reforçado.



sexta-feira, 30 de junho de 2017

Conheça a segundona: Barra

BARRA FUTEBOL CLUBE
Fundação: 18 de janeiro de 2013
Cores: Azul e Amarelo
Estádio: Camilo Mussi (particular - pertence ao Almirante Barroso) 1.100 pessoas
Presidente: Benê Sobrinho
Técnico: Luciano Dias
Ranking "BdR" 2016: 16o. Lugar
Catarinense 2017: 7o. lugar na Série B




O Barra chega para a sua segunda temporada na Série B sem empolgar. No ano passado, empurrado pela excelente campanha na Série C, onde foi campeão sem sustos, o time prometia brigar pelo acesso, mesmo tendo que mandar seus jogos em Brusque. Assisti algumas partidas lá. No início até tinha uma torcida animada. No fim, sobraram poucos. O clube não passou sustos quanto à rebaixamento, mas ficou a decepção de que o time poderia render mais. Neste ano o clube, que está estabelecido em Balneário Camboriú, resolveu mudar de casa de novo. Em 2017, o Barra jogará no Estádio Camilo Mussi, o polêmico campo sintético do Almirante Barroso.

O técnico do Barra nesta temporada é Luciano Dias, de 46 anos, ex zagueiro com cinco títulos gaúchos conquistados com a camisa do Grêmio, além da participação na Taça Libertadores de 1995. No Corinthians, foi campeão brasileiro em 99. Virou técnico em 2004, rodando por vários clubes. Antes de vir para Santa Catarina, treinou o Comercial, de Ribeirão Preto.







O elenco, assim como no ano passado, tem jogadores rodados e conhecidos no futebol catarinense. Destaque para o atacante Jean Carlos, de 33 anos, aquele que apareceu no Tubarão e rodou por Chapecoense,
Joinville, Atlético de Ibirama e Figueirense. Junto com ele, tambem aparecem o meio-campo Van Basty, que jogou o estadual deste ano pelo Almirante Barroso e o volante Luiz Renan, reserva do Brusque que ficou em quarto no catarinense. Dentro da filosofia de formação de jogadores, muitos do elenco são egressos do time que disputou a Copa Santa Catarina sub-20.

O Barra mostra ser organizado, com boa comissão técnica, comunicação e até oferecendo ônibus gratuito pra quem quiser assistir aos seus jogos em Itajaí. Mas o elenco é modesto, não aparecendo neste momento com um favorito ao acesso. Tem tudo para ficar na zona intermediária, de novo. Mas vai que eu seja surpreendido. Ano passado esperava muito, mas o time não encaixou.


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Conheça a segundona: Camboriú


CAMBORIÚ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 11 de abril de 2003 (como SD Camboriuense)
Cores: Verde e Laranja
Estádio: Roberto Santos Garcia - Municipal (3.500 lugares)
Presidente: Renato Cruz
Técnico: Rodrigo Cascca
Ranking "BdR" 2016: 11o. Lugar 
Catarinense 2016: 10o. lugar na Série A



O Cambura já tem certa experiência na primeira divisão e, com uma fraca campanha em 2016, acabou rebaixado e terá que construir todo um novo caminho neste ano. Na primeira divisão, o time da terra do mármore ficou na última colocação com 15 pontos ganhos e apenas três vitórias em dezoito partidas. E principalmente por ser um time que sempre briga pelo acesso, o Camboriú é respeitado pelos seus adversários. Neste ano tem mudança importante no comando. José Henrique Coppi, de anos de serviços prestados no clube, sendo presidente nos últimos seis, deu lugar a Renato Cruz, jovem corretor de imóveis de 39 anos, que era diretor do clube e que agora assume a barca tentando dar um gás novo. É bom notar que o clube tem estrutura modesta, mas é bem organizado.


O treinador para esta temporada é experiente quando o assunto é acesso. Rodrigo Cascca, de 37 anos, tem amplo currículo no Paraná, tendo conseguido uma vaga na primeira divisão em 2015, no comando do Toledo. Também dirigiu o Operário de Ponta Grossa, Iraty e o Maringá, tendo no currículo uma passagem em Santa Catarina pelo Blumenau, há três anos e outra no Jaraguá, em 2016. Teve uma temporada interessante no ano passado, com uma campanha que chamou a atenção na primeira divisão do Paranaense.


O elenco montado pelo Cambura é interessante, dentro das limitações do regulamento. Na defesa está o experiente zagueiro Alex Bruno, de 35 anos, ex-São Paulo e campeão da Copa do Brasil  de 2004, com o Santo André. No ataque, dois nomes conhecidos. Um deles é um veterano de longo currículo em Santa Catarina: Brasão, 35 anos, que retorna ao clube. Autor de 10 gols pelo Atlético Tubarão em 2016, também tem passagens por Ibirama e Inter de Lages, participando da última campanha do acesso do clube. Seu companheiro na frente é Hyantony, de 32 anos, autor de 11 gols pelo Avenida de Santa Cruz do Sul na última segundona gaúcha. É um daqueles atletas que rodou muito no estado vizinho.

Não dá pra negar que as contratações acima dos 23 anos do time  foram bem feitas. Vieram nomes rodados que podem se juntar bem com a turma mais nova que está no clube. O Camboriú sempre entra na segundona como forte candidato ao acesso. Neste ano, não é diferente.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Conheça a segundona: Hercílio Luz



HERCÍLIO LUZ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 22 de dezembro de 1918
Cores: Vermelho e Branco
Estádio: Aníbal Costa - Particular (10.000 lugares)
Presidente: Fábio Mendonça
Técnico: Agnaldo Liz
Ranking "BdR" 2016: 14o. lugar
Catarinense 2016:  4o. Lugar na Série B





 O Hercílio Luz já há algum tempo figura na zona intermediária da segundona. No ano passado, o time ficou em quarto lugar, a oito pontos do Almirante Barroso, segundo colocado geral que conseguiu o acesso. Assistiu o vizinho Atlético Tubarão subir, e tenta montar um time competitivo para um objetivo muito especial: jogar a Série A no ano que vem, quando completará o seu centenário. Para isso, trouxe um reforço interessante para fora de campo: o ex-técnico Nasareno Silva, de 59 anos, ex-gerente de futebol no Internacional de Lages e no próprio Atlético. Conhece a cidade e sabe os caminhos do acesso, adicionando as dificuldades impostas pelo regulamento.


O técnico do Leão do Sul é outro nome conhecido e experiente no futebol: o ex-zagueiro Agnaldo Liz, natural de Floranópolis, de 49 anos de idade, com passagens por grandes clubes como Vitória e Guarani. Nos últimos anos, treinou alguns clubes no Nordeste até colocar uma pausa na carreira, retornando ao mercado no ano passado. Não dá pra dizer que falta cancha no comando do time. "Estou ansioso para começar o mais breve possível. Temos que estar conscientes daquilo que vamos preparar. Chegou o momento que o Hercílio busca mais uma vez este acesso, o qual não foi conquistado por diversas coisas. Não podemos cometer os mesmos erros do passado. Essa nossa experiência de ter passado por outros clubes acredito que nos ajudará”, afirmou o técnico.

O jovem elenco alvirrubro tem a presença de jogadores remanescentes de outras temporadas, como zagueiro Baggio, que vem para o terceiro ano no clube. Um dos destaques, o atacante Moisés, acabou negociado com o Criciúma. Também integram o elenco o goleiro Martins, que vem do Comercial do Mato Grosso do Sul e o volante Robert, de 25 anos, com passagens pelo futebol italiano e que estava no Real Noroeste, do Espírito Santo.

O Hercílio não entra na primeira rodada como um dos grandes favoritos ao acesso, mas pode surpreender com o campeonato andando e conquistar uma das quatro vagas na semifinal. Dá pra notar que o investimento não é tão alto, por exemplo, ao do Tubarão e do Barroso no ano passado. Mas se o faro de Nasareno e Agnaldo funcionar bem, quem sabe o Leão do Sul poderá comemorar o seu centenário na primeira divisão, e ainda fazendo o clássico da cidade.



domingo, 25 de junho de 2017

O caldeirão fervente do Joinville

Ontem, o JEC teve mais um capítulo da sua temporada complicada. Mais uma vez sem inspiração, o time acabou derrotado pelo fraco Macaé (que teve dificuldade até pra montar o time) por 1 a 0 e entrou na zona de rebaixamento para a Série D. Algo inimaginável para quem tinha intenção de acesso. Claro, tem muito tempo pra isso. Mas é tanta coisa errada acontecendo que fica complicado de acreditar. Por isso que a escolha do treinador é importante, mas não é a solução.

Fabinho Santos deixou o comando do time no Rio. Já tinha pedido pra sair semana passada, após o empate com o São Bento, mas a diretoria rejeitou. Ou seja, o treinador trabalhou a semana sabendo que estaria ali demissionário, é que a derrota em Macaé não o seguraria. A diretoria jogou uma semana fora no prazo para recuperação. Isso que não estou considerando todos os problemas fora de campo que são conhecidos e que colaboram para que o ambiente não seja nada bom. O elenco não é ruim, mas para funcionar bem, não só no futebol como na nossa vida cotidiana, é necessário um bom comando e um ambiente de trabalho favorável.

Pingo, hoje no Brusque, é o nome da vez. Ele é ídolo do clube, mora na cidade, tem uma ligação muito forte com o JEC e eu sempre disse, e continuo dizendo, que em algum momento ele vai comandar o clube. Nunca escondeu essa intenção. Mas se ele for pra lá hoje, corre o risco de servir como "escudo"da diretoria para críticas. Gostaria que ele fosse para lá com um clube estruturado, em ambiente bom, onde dá pra executar um bom trabalho na sua plenitude.

Hoje não dá, e isso pode acabar por queimá-lo. Por outro lado, ele recebeu a confiança do Brusque pela segunda vez depois de ter largado o clube em 2014 para assumir o Avaí. Uma segunda saída, com o clube se classificando para o mata-mata da Série D, não seria nada bom.


sábado, 24 de junho de 2017

Conheça a segundona: Operário de Mafra

ESPORTE CLUBE OPERÁRIO DE MAFRA
Fundação: 11 de fevereiro de 2013
Cores: Preto e Branco
Estádio: 16 de Abril/ Itaiópolis (Municipal) - 2.000 lugares
Presidente: Luciana Teixeira Borges
Técnico: Edmar Heiler
Ranking "BdR" 2016: 19o. lugar
Catarinense 2016: 6o. lugar na Série B





O Operário de Mafra, na forma como se encontra, é o maior time itinerante de Santa Catarina. Ele é originário do Biguaçu, campeão da Série C do Estadual em 2011, que se transferiu para Canoinhas em 2012, com a primeira mudança de nome. Anos depois, a vaga acabou indo para Mafra, onde o atual Operário foi fundado, em fevereiro de 2013. Neste ano, nova mudança. O time deixa o estádio Pedra Amarela e mandará seus jogos perto dali, em Itaiópolis, cidade de apenas 20 mil habitantes. Depois de uma briga política que acabou em um racha com a Prefeitura, o clube resolveu mandar seus jogos no simplório Estádio 16 de Abril, com capacidade para dois mil torcedores.


O ano do Operário não está sendo fácil. Já foi alvo de críticas e até matéria no UOL sobre a situação das equipes de base, que viajam em condições complicadas para disputar o campeonato estadual, que é obrigatório segundo o regulamento da FCF. Os números impressionam: em quatro partidas, o time tomou 74 gols. A crítica foi para a Prefeitura de Mafra, que teria cortado o auxílio ao clube e forçado os atletas a pagarem sua alimentação para jogar. Falando no profissional, o Operário apareceu como um possível candidato ao acesso no ano passado. Montou uma base interessante com jogadores rodados no Estado e vinha conquistando bons resultados. Mas o dinheiro acabou, o time acabou desmontado e cheio de dívidas. Terminou em sexto lugar. O trabalho do técnico Edmar Heiler e da sua esposa, que é a presidente do clube, é hercúleo. Mesmo diante de um cenário completamente desfavorável, não desistiram e vão colocar o time para jogar, com um elenco bem modesto.

O jovem elenco tem base no time que participou da Copa Santa Catarina sub-20, onde terminou em oitavo lugar de doze clubes. Até por causa da limitação do regulamento, o elenco não será a altura daquele do ano passado, que tinha nomes conhecidos como Xipote, Leandro Branco e João Neto. O destaque do time 2017 é Pedro, lateral de 22 anos que fez base no Coritiba, com passagem pela Chapecoense. Também chegam o zagueiro Rennan, ex-Criciúma, o meia Jonathan Teixeira, ex-Brusque, e o volante Daniel, ex-Hercílio Luz e Guarani. Vale também a pena falar do goleiro, Willian, de apenas 17 anos de idade, nascido no ano 2000. O outro é Bruno, que chega por empréstimo do Avaí.

O Operário não aparece na lista dos melhores da Série B e caminha para mais um ano como coadjuvante. Confesso que me impressionei negativamente com a questão envolvendo o descaso com a base, que dá um sinal de desorganização. Mas o casal Heiler nunca desiste e vem, mais uma vez, para a segundona, desta vez em nova casa.



sexta-feira, 23 de junho de 2017

Conheça a segundona: Marcílio Dias

Está no ar mais uma tradição do Blog. Começa na próxima semana a Série B, segunda divisão do futebol catarinense, onde dez times buscarão duas vagas na elite em 2018, substituindo o Almirante Barroso e o Metropolitano. Neste ano, uma mudança importante (e que eu não concordo) no regulamento impôs o limite de 23 anos aos atletas inscritos, sendo liberados apenas cinco acima da idade.

Isso vai nivelar por baixo um campeonato profissional que vale vaga para a primeira divisão. Neste ano, temos clube estreante, outros tradicionais e até um que mudou de cidade. Vamos começar nossa série com o favorito ao acesso, que deveu muito ano passado, o Marcílio Dias. Aproveite a série!


CLUBE NÁUTICO MARCÍLIO DIAS
Fundação: 17 de março de 1919
Cores: Azul e Vermelho
Estádio: Dr. Hercílio Luz (particular) - 10.000 lugares
Presidente: Lucas Brunet
Técnico:  Hudson Coutinho
Ranking "BdR" 2016: 18o. lugar
Catarinense 2016: 8o. Lugar na Série B



2016 foi um ano para o torcedor do quase centenário Marcílio Dias esquecer. Uma diretoria trapalhona fez um péssimo trabalho e levou o clube a uma terrível antipenúltima colocação na última segundona. O ex-presidente Carlos dos Santos e seu fiel escudeiro, Egon da Rosa, montaram um grupo de baixa qualidade que começou o campeonato com quatro derrotas seguidas. A partir da eliminação do Brusque na Série D, um grupo de empresários trouxe o técnico Mauro Ovelha e mais alguns jogadores para tentar salvar o barco à deriva. Não resolveu. Não havia dinheiro, credibilidade nem estrutura para tentar o milagre. Um ano jogado fora para um ex-campeão catarinense que tem camisa e condição de estar na elite. O efeito da péssima campanha no ano passado foi a saída conturbada do ex-presidente combinada com uma eleição de conselho que foi parar até na justiça. Passada a tempestade, Carlos saiu e uma nova eleição aconteceu. O novo presidente, Lucas Brunet, jovem e cheio de ideias, é o responsável por reestruturar o clube. Vem conseguindo, com ações de marketing e obras no velho Estádio Dr. Hercílio Luz. Até agora, um trabalho que chama atenção de forma bem positiva.

Para conseguir o acesso, a nova diretoria deu bola dentro. Dois profissionais experientes comandam a montagem do elenco, que tem que superar a limitação da exigência do sub-23. Tonho Gil, ex-técnico de várias equipes no Estado, é o superintendente de futebol. E para o comando técnico, o marinheiro contratou Hudson Coutinho, profissional de competência reconhecida no Estado, que vem de um bom tempo de serviços prestados no Figueirense, onde chegou a ser técnico por um período. Aos 44 anos e com uma outra boa passagem no Guarani de Palhoça, o treinador montou um elenco com jogadores de sua confiança, muitos jovens com passagem pelo profissional de grandes equipes.


Diante da limitação do regulamento, o Marcílio não tinha como ir ao mercado e montar o time que quisesse. Mas dentre os acima da idade, destacam-se o zagueiro Rogélio, ex-Brusque, Avaí e Criciúma, e o meia Rodrigo Couto, que disputou o último catarinense pelo Almirante Barroso. Dos jovens, destacam-se o lateral André Krobel, revelado no Joinville (e pivô do tapetão que deu o título estadual ao Figueirense em 2015) e o meia Leo Lisboa, ex-Figueirense. Ambos os dois, mais alguns atletas, são ligados ao Tombense.

O Marcílio montou um bom time e boa estrutura para a segundona, bem diferente da tragédia do ano passado. Terá a possibilidade de arrancar bem no campeonato, jogando as cinco primeiras partidas em Itajaí (Jaraguá e Barra mandarão seus jogos no estádio Camilo Mussi, do Almirante Barroso). Pode ser o pontapé inicial para a volta à primeira divisão. Dessa vez, bem mais arrumado.


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Diego e Guerrero esmagam a Chapecoense

Gilvan de Souza / Flamengo
No primeiro tempo, só deu Flamengo, no segundo, um erro do goleiro Thiago até deu uma esquentada no jogo. Mas as falhas da defesa da Chapecoense voltaram a aparecer, e à granel: mais cinco gols tomados que transformam o time na segunda pior defesa do campeonato, a frente apenas do Vasco.

A verdade é que a vitória, da forma que aconteceu, é a segunda do Flamengo na Ilha do Urubu, que pode se transformar numa arma rubro-negra na temporada. A torcida muito próxima, sem alambrados (engraçado, em SC a PM diz que não pode) intimida. Hoje, o time buscou energia depois de uma falha de Thiago que poderia custar caro.

Diego jogou muito, participou de quatro dos cinco gols, fazendo dois. Temos aqui uma dupla que vai fazer muito no resto do ano, e a Chapecoense pagou o pato. Pior, tem uma zaga exposta, que já mostrou falhas de acompanhamento e, principalmente, de bola aérea, que criam grande preocupação. Esse precisa ser o foco nos próximos dias. Melhor, o foco deveria ser "retomar o foco". No início do campeonato, esse posicionamento não era tão ruim. Acabou descambando de uma forma extremamente perigosa.

O Flamengo ganha gás para arrancar e tentar algo mais para cima. Já a Chapecoense precisa fazer uma autoanálise. Há ainda uma gordurinha que o deixa afastado do desespero. Só que essa terapia precisa ser rápida, já que no domingo tem um Atlético-MG precisando muito da vitória.



Nada deu certo para o Avaí

Jamira Furlani / Avaí FC
A derrota do Avaí para o Fluminense vai ficar marcada pelos erros de Kozlinski, o gol contra e o desvio de Maicon que resultaram em gols. Foi o que definiu o jogo. Mas por trás disso existem mais fatores.

É preciso constatar que o Flu controlou o jogo. A diferença nas médias de idade pesou e o tricolor voou pra cima do Avaí. O erro bisonho de Kozlinski ajudou a definir um quadro que poderia se desenhar de uma forma, digamos, normal: havia uma grande diferença técnica. Além disso, o gol serviu como um duro golpe. Se o time avaiano foi para o jogo com uma motivação, algum gás novo, talvez com a estreia de um jogador experiente como Maicon, foi tudo para longe em dois erros. No primeiro, algo inconcebível para um goleiro de Série A. E no segundo, um cruzamento em que facilmente poderia ser afastado pelo camisa 1. Não foi. E Maicon, sentindo a falta de ritmo de jogo, fez contra. Claramente o time foi abatido para o vestiário. Não haveria reação.

No segundo tempo o Fluminense apenas tratou de administrar, com seu preparo físico muito melhor. Ainda saiu o terceiro gol, em um desvio de Maicon que matou o goleiro e que teve a cena de Rômulo dando o dedo na cara de Juan. Dá pra ver que o clima do jogo foi sinistro.

Não tinham desculpas para o técnico dizer se não trabalhar, trabalhar e trabalhar. Ele vai trocar o goleiro titular para apagar parte do incêndio e buscar a receita mágica para recuperar o time no técnico e psicológico. Joel chegou, estreou e já mostrou mais qualidade no ataque que qualquer um do elenco. Mas é pouco, muito pouco.


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Protestos e problemas que intensificam a crise no Figueirense

O Figueirense deu ao técnico Marcelo Cabo uma amostra do tamanho do problema a ser enfrentado. O time que quase foi rebaixado no estadual, remontado para a Série B com um início promissor, voltou à vala comum e hoje está merecidamente presente na zona de rebaixamento, com derrotas doloridas em casa para o Boa Esporte e, agora, para o Luverdense.

O jogo foi maluco no primeiro tempo, com defesas abertas e muitos gols. No segundo, como era de se esperar, o ritmo baixou e o time do Mato Grosso segurou bem a barra. Mais uma derrota, protestos e mais protestos.

A situação alvinegra não é fácil mas está longe de ser desesperadora. Duas vitórias já devolvem o time pra zona intermediária (bem longe de título, como um jornal sugeriu ontem). Marcelo Cabo precisa resolver a desorganização por etapas: primeiro, dar um mínimo de confiabilidade para a zaga, que não se entende e também foi atingida pelo problema envolvendo Marquinhos. Ali está o pior problema. A partir daí, dá pra se preocupar mais para a frente.

Não há muito tempo para isso. Até porque a paciência do torcedor acabou faz tempo. A diretoria precisa se mexer e botar a mão no bolso para qualificar.


terça-feira, 20 de junho de 2017

Libertadores com final única, jamais

A Conmebol está empenhada em transformar a Libertadores em Champions League.

Pensa em fazer final em jogo único. Antes, poderia se preocupar em organização, segurança nos estádios, punições mais justas. Enquanto estádios sulamericanos tiverem que contar com policial com escudo ou com funcionário segurando guarda-sol para proteger cobrança de escanteio, o torneio está bem longe de virar padrão.

Vamos ao assunto da final em jogo único. Neste ano, a Liga dos Campeões realizou sua final em Cardiff, no País de Gales. Na tarde do jogo, milhares de torcedores tomaram um trem-bala de Londres para o local do jogo. De lá, muita gente veio da França, através do Eurotúnel. Por via aérea, sobram opções para os principais aeroportos do planeta, com centenas de companhias para todos os gostos.

Agora, imagine uma decisão entre um clube brasileiro e um argentino em Lima, capital do Peru. Não há uma ligação terrestre fácil, não existe uma gama tão grande de voos para lá, assim como os preços não são nada convidativos. Dificilmente o estádio contaria com torcedores dos times. Seria jogar para uma plateia de neutros que oportunamente escolheriam os times pra torcer.

Se fosse final com dois brasileiros, então, o contrassenso é maior ainda.

Tem coisa que não dá pra copiar. A América do Sul não conta com a logística avançada que a Europa tem. Não seria fácil pra vender, nem pra levar os torcedores. Ideia pra se esquecer.

Em alguns aspectos dá pra tentar copiar a Europa. Outras, melhor deixar assim. Temos mais vocação pra cimentão do que cadeira de Arena.

terça-feira, 13 de junho de 2017

Luidy tira a vitória do Criciúma e salva o pescoço de Goiano (Será?)

Tudo caminhava para uma vitória até tranquila do Criciúma no Scarpelli. A sorte do Figueirense é que Luidy marcou dois gols no final para conquistar um pontinho praticamente dado como perdido.

Sem olhar para o resultado final, Figueira x Criciúma foi um claro retrato de um time desorganizado, que até começou bem mas perdeu o rumo, contra um que começa a dar sinais de organização sob o comando do novo treinador. É inegável que o Tigre fez a melhor partida na Série B. Mas a forma como tomou o empate chama a atenção que o caminho para a confiabilidade é longo.

Um jogo em que Douglas Moreira, o Dodi, foi o melhor em campo, surgindo como elemento surpresa nos dois gols tricolores. O modo como o Figueira ficou atônito depois do segundo gol, com a torcida jogando totalmente contra, indicava até um placar maior. Mas Márcio Goiano botou Luidy no jogo e teve muita, mas muita sorte.

Era certo que a derrota custaria o cargo do técnico. O trabalho de captação feito pela nova gestão do futebol não foi ruim, mas Goiano não está dando conta de organizar isso tudo, somado com os problemas extracampo. Até é capaz dele não cair após esse empate, mas ficará seriamente pendurado.

No fim, o empate foi ruim para os dois. Mas dá um retrato claro que há um time subindo devagar e outro que cai substancialmente de rendimento. A ver qual serão as reações diante disso.




domingo, 11 de junho de 2017

A polêmica da tecnologia ataca novamente na Ressacada

O jogo Avaí x Flamengo deixou o gosto de que o time da casa poderia ter conseguido a vitória. Sem inspiração, o Fla deu a deixa para que o Leão construísse suas jogadas. Abriu o placar mas tomou o empate logo depois. Faltou aquele extra do ataque que todos já sabem. Não é e não vai ser fácil encontrar jogador de qualidade a essa altura da temporada. Mesmo assim, não dá pra desistir.


Mas, infelizmente, a partida vai ser lembrada pelo pênalti marcado e desmarcado pelo árbitro. Sem entrar no mérito so lance, se foi ou não pênalti (para mim foi, pelo ato de "trancar" o braço de Everton), a demora motivada pela "conversa" do árbitro com o assistente motiva toda a desconfiança de interferência externa.

Vou ser objetivo: na Série A, os árbitros tem sistema de rádio. Nesse lance, se o assistente realmente tinha certeza que não foi nada, berraria literalmente no ouvido do juiz. Atrás do gol está Paulo Salmazio, um jovem árbitro de 26 anos que voltou atrás em uma expulsão na partida Guarani x Figueirense pela Série B e que, portanto, tem retrospecto de indecisão. Nisso aí passaram-se minutos que despertam a desconfiança. O que Luis Roberto disse na transmissão da Globo ("vão consultar a gente") tem grande probabilidade de ser verdade.

Afinal, árbitros usam rádio. Todo rádio tem uma frequência, que pode ser copiada em qualquer lugar do estádio. Sou a favor da tecnologia, e ela deve estar em regulamento. A Série A pode ter isso. Todos os jogos são televisionados, com dezenas de câmeras. Dá pra fazer.

Nisso aí, o Avaí já foi prejudicado duas vezes. Na primeira rodada, um pênalti indiscutível contra o Vitória. E agora, em um penal marcado que levou um tempo enorme para ser cancelado. Algo precisa ser feito, não por causa desse jogo, mas pra que essa interferência, que de vez em quando aparece, transforme-se em uma evolução definitiva com uso correto da imagem.


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Nove gols no jogo! Grêmio chacoalha a Chape

O resultado de 6 a 3 permite vários tipos de pensamentos.

Vou pro lado do resultado meio maluco, onde o Grêmio foi tecnicamente perfeito no seu ataque, contou com a sorte ao seu lado no gol do meio de campo e encarou uma Chapecoense nervosa. Era visível o semblante tenso, principalmente após a falha de Jandrei no primeiro gol de Michel. O segundo era efeito do primeiro, numa desatenção que pôs o time da casa a nocaute. Dois golpes bem encaixados que deram o primeiro knockdown.

O gol que Marcelo Grohe tomou ao não ir firme na bola ainda deu uma sobrevida à Chapecoense. Mas o nervosismo continuou, e o Grêmio soube se aproveitar tocando bola e, de novo, contando com a estrela de Renato, que tirou Barrios lesionado e viu Everton fazer dois gols nos dois primeiros toques na bola. Segundo knockdown.

Houve uma singela reação mas Luan deu mais dois golpes para encerrar o jogo. O Grêmio, e isso não é preciso provar pra ninguém, é um dos melhores times do país e mostrou sua força de novo. A Chapecoense precisa, na medida do possível, virar a página e focar na Ponte Preta. Para mim, o placar é de jogo atípico, que não determina quem é bom ou ruim.

Mas que foi um jogo maluco, isso foi.


sexta-feira, 2 de junho de 2017

A pouco atuante Associação de Clubes de SC perde o Avaí

O Avaí confirmou na tarde desta sexta que está deixando a Associação de Clubes de Santa Catarina, uma entidade que está completando 30 anos, tem um grande propósito, mas apresentou poucas ações efetivas nos últimos anos.

Na prática, isso não muda em absolutamente nada para o Leão da Ilha, que terá que ser ouvida na negociação dos direitos do campeonato estadual por ser um membro dele e pouco ou nada lucrou com essa filiação.

Sou crítico da Associação de Clubes pela forma com que negociou os últimos contratos de televisionamento e pela forma pobre com que tenta gerir o "produto futebol catarinense". Nos últimos anos participou de polêmicas, como a ação de tentar quebrar na marra o contrato assinado de televisionamento com a Record em 2009 para fechar com a RBS. Acabou derrotada na justiça e se incomodou um monte. Três anos depois, aceitou um aumento irrisório na renovação de contrato e deu de bandeja para a TV a transmissão dos jogos para a praça, derrubando a presença de público. Além do mais, não houve arrecadação com publicidade estática e os campeonatos da segunda e terceira divisões estão cheios de problemas. O contrato de naming rights do campeonato catarinense foi feito diretamente com a Federação, que tem garantida em regulamento o direito da placa central nos estádios.

A verdade é que a Associação não pensa como um conjunto, principalmente na divisão do dinheiro e na comercialização do seu principal produto. Ela poderia, por exemplo, ter montado com os votos dos seus membros uma chapa para comandar a FCF. Preferiu ser submissa ao presidente que esteve lá por três décadas.

Se o Avaí está insatisfeito com os rumos que a SC Clubes tomou, não há problema nenhum com a sua saída. Ele não será prejudicado. Inclusive poderá ser beneficiado, caso a Globo resolva abrir negociação individual pelos direitos do Estadual.

Se a Associação mudar muito sua conduta, trazendo dividendos para os clubes, arrumando a casa, e fazendo uma negociação vantajosa pelos direitos de TV, poderei mudar de ideia. Até agora, vi muita reunião, um sem número de fotos, mas poucas ações significativas.



quarta-feira, 31 de maio de 2017

Surrealidade e preocupação

Vai repercutir por um bom tempo, e bem longe daqui, o que aconteceu na chuvosa noite de terça no Orlando Scarpelli. Algo jamais visto. O goleiro Fábio cometeu uma falha inexplicável. Vi e revi o lance tentando entender o que ele quis fazer naquela falta do Boa cobrada lá do meio de campo.

O estádio ficou perplexo. Todos ficaram perplexos ao saber que Fábio tomou um táxi e simplesmente vazou no intervalo.

Logo no jogo em que ele ganhou a oportunidade de ser titular.

É algo que só saberemos mais detalhes, quando o goleiro, ou melhor, ex-goleiro do Figueirense resolver falar. É surreal o que aconteceu.

Falando do jogo, o resultado também trouxe uma certa perplexidade ao torcedor, em escala menor. O time que arrancou muito bem na Série B começou a patinar. A derrota para o Boa Esporte, naquela conta do acesso, "anula" a vitória da estreia, fora de casa, em cima do Goiás. Não é sinal de crise, mas uma chamada de atenção. É quase impossível manter nível alto em todas as 38 rodadas, mas a questão aqui ainda é de foco e de buscar detectar o que aconteceu de errado para não acabar perdendo distância.

O melhor é apagar esse jogo contra o Boa e tocar a vida pra frente, mas serve o alerta. Se bem que vai ser difícil esquecer por causa do episódio do goleiro fujão. Vai pra lista dos micos no final do ano.




terça-feira, 30 de maio de 2017

Chapecoense domina o Avaí e dá o recado

A Chapecoense controlou totalmente o jogo contra o Avaí. A certa altura da partida, preferiu não apertar para esticar o placar e apenas administrou. Houve uma grande supremacia. Jandrei foi tão espectador do jogo que os números do Cartola definem o que foi seu papel no jogo: ele marcou os cinco pontos da defesa que não toma gols, e só.

Vitória que coloca a Chape pela primeira vez na história como líder da Série A, coincidentemente no dia em que se completa meio ano da tragédia na Colômbia. Depois do susto na final do Estadual, é notório que o time vai ganhando mais corpo. A vitória na Argentina, o empate em São Paulo quando poderia vencer, além da vitória sobre o Palmeiras credenciam o time a ter uma temporada sem o desespero da parte de baixo.

O cenário do Avaí é diferente. Já era sabido ainda no estadual que o time precisaria se qualificar. Começou o Brasileiro, e o coro foi aumentando. A derrota em Chapecó foi o estopim definitivo, e não se fala em outra coisa na torcida. Não será fácil, diante da realidade de mercado e do que o clube pode pagar. Há situações que não vai dar pra trazer, outras que o time será a segunda escolha caso não pinte algo do exterior... enfim, uma bomba para a diretoria, com o tempo passando e a necessidade extrema de reforços que cheguem e joguem.

O tempo passa de forma diferente para os dois, com objetivos diferentes. Um tem um bom elenco e corre atrás de reforços pontuais, com dinheiro em caixa. Outro está atrás de um negócio sensacional com o campeonato andando. O recado da partida desta segunda foi bem claro.



terça-feira, 23 de maio de 2017

Vitória daquelas, e que venha a Sul-americana

O torcedor da Chapecoense viveu um dia muito pesado. A notícia da punição dada pela Conmebol do caso do jogo contra o Lanús foi dura. O erro que custou uma possível classificação para a segunda fase da Libertadores quebrou o clima que era tão bom depois das vitórias na Argentina e em casa, contra o Palmeiras.

A partida contra o Zulia ainda valia uma ida para a Sul-americana, que não é a mesma coisa, mas é uma opção a mais no calendário.

Público menor, torcida meio que abatida, frio, muita chuva. Não era um clima convidativo.

O final foi sensacional.

Tudo estava dando errado. O Zulia, time muito fraco, conseguiu sabe-se lá como, fazer 1 a 0. Diante do maior volume de jogo da Chape (foram quase 30 chutes a gol contra 4 do adversário), era de se esperar uma virada. O tempo passava e nada. Era bola na trave, pra fora, defesa do bom goleiro Vega. Cresceu o desespero. Chegou a reta final. Como num negócio sobrenatural, Arthur Caike empatou e, no lance seguinte, Girotto furou uma defesa que abusava da sorte, para virar a partida e carimbar a vaga na Sul-americana.

Olha como é o futebol: se quem foi no estádio estava abatido no começo com a ducha de água fria dada pela Conmebol, a vitória sobre o Zulia, da forma como aconteceu, meio que apaga a triste notícia da eliminação. Amanhã estará em todos os cantos a reação espetacular da Chape, que em dois minutos virou uma partida dada como perdida.

E assim o time seguirá seu caminho, entrando com boa motivação em mais uma competição, em busca de mais uma conquista. O time já mostrou que tem qualidade. Foi tirado da Libertadores por um erro interno, que serve como lição. Agora é mirar para a frente que tem muita coisa pra acontecer.



quinta-feira, 18 de maio de 2017

Sem invenção, o time rende melhor. Chapecoense conquista grande vitória

O sinal já havia sido dado na partida contra o Nacional em Montevidéu. Vágner Mancini inventou uma formação com Nathan para reforçar a marcação e sem armação nenhuma no meio, acabou tomando uma surra. Na final do Estadual, a mesma coisa. Correu risco seríssimo de ver o Avaí dar a volta olímpica dentro da sua casa.

Demorou, mas as pancadas surtiram efeito já contra o Corinthians. Somando-se com a entrada de Jandrei no gol no lugar de Artur Moraes, Mancini resolveu, finalmente, ir no que estava funcionando. João Pedro não veio para isso, mas acabou encaixando muito bem no meio. Apodi foi bem na ala e até se aprimorou em Buenos Aires, auxiliando um pouco mais na marcação.

Aí o time funcionou. Bom ressaltar que enfrentou o melhor time do grupo, que para mim era o grande favorito (e agora está seriamente ameaçado para a última rodada). Não foi uma vitória de acaso. Houve volume de jogo de um time que seguia um caminho correto até vê-lo interrompido por uma convicção errada do técnico. Más atuações o fizeram mudar de ideia. E agora o time está bem próximo de uma classificação dada como improvável há algum tempo.

Agora, tem o caso do zagueiro Luiz Otávio, que teria jogado de forma irregular. A Chape vai defender que não havia sido comunicada em tempo hábil. Sinal que teremos tapetão pela frente em uma situação que era possível evitar. Tomara que isso não acabe custando a eliminação do time, que foi brioso e mereceu a vitória na Argentina. Custo a crer que o departamento jurídico dê mais um tiro no pé, depois daquela tentativa malsucedida de tirar Betão e colocar Andrei Girotto na final do campeonato estadual. Mas vamos ter que esperar um pouco para entender melhor essa história.

No campo, deu tudo certo. Uma grande vitória da Chapecoense.


domingo, 14 de maio de 2017

Primeiras impressões

É apenas a primeira rodada da segunda parte da temporada, onde o Estadual ficou pra trás e aquelas dúvidas e incertezas sobre a qualidade dos times começam a ser esclarecidas. O final de semana de abertura do Brasileiro trouxe algumas observações bem importantes.

No sábado, o novo Figueirense deixou uma primeira impressão muito boa, batendo fora de casa um Goiás qualificado, vindo de título Estadual, com um time caro e que sempre aparece como candidato a acesso. De todos, é o time que mais chama a curiosidade pelo fato de ser praticamente novo após o papelão no catarinense.

No mesmo horário teve a Chapecoense, que conseguiu um bom empate com o Corinthians mostrando algumas mudanças que podem ser indicativos de melhora, para afastar a desconfiança que apareceu mesmo com o título estadual. A zaga formada por Victor Ramos e Luiz Otávio agradou, mostrando que pode ter um comportamento melhor que as opções já usadas por Vágner Mancini. A chegada de Seijas vai colocar uma qualidade na armação, coisa que a Chape tapou buraco em algumas oportunidades com João Pedro. O mais importante era não mostrar deficiência técnica. Isso passou longe. Agora é trabalhar para tornar o time cada vez mais confiável e não correr risco de descenso.

O Criciúma não teve a mesma sorte. Perdeu um caminhão de gols, foi prejudicado pela arbitragem e poderia ter vencido o Santa Cruz. Acabou perdendo e jogando pressão extra em Deivid. Ele não conseguiu dar jeito para criar regularidade no time no Estadual e já inicia a Série B deixando dúvidas.

No domingo, o Avaí não fez um jogo bom contra o Vitória. Olhando da parte técnica, o empate era merecido. Claro, não dá pra ignorar um pênalti claro não marcado pela arbitragem que poderia transformar o resultado em vitória. Os pontos podem fazer falta, mas o futebol mostrado dá claros sinais de que o trabalho a ser feito no time será enorme, sem muito tempo de paciência. Mais jogadores estrearão e a grande esperança do torcedor avaiano é que Claudinei Oliveira consiga fazer essa turma render a ponto de contrariar todos os exercícios de futurologia que estão publicados por aí enquadrando seu time como favorito ao rebaixamento. O elenco não é numeroso e não conta com figurões. Logo, muito trabalho terá que ser feito.

Lá na Série C, o Joinville estreou empatando em Erechim contra o Ypiranga. O desafio aqui é outro, já que são 18 rodadas para definir 4 vagas no mata-mata. A ver se o time tem qualidade suficiente para conseguir uma das vagas.


domingo, 7 de maio de 2017

Chapecoense, a campeã nos 180 minutos. Avaí vendeu caro o título

A Chapecoense conquista o título estadual na soma dos 180 minutos. No fim, o primeiro capítulo, com a expulsão de Capa e Girotto e o gol de Luiz Antônio fizeram uma grande diferença. Porque o Avaí foi outro time. Em casa não teve inspiração. Em Chapecó foi bravo. Poderia estar vencendo por 2 a 0 ainda no primeiro tempo, coisa que nem o mais otimista torcedor avaiano planejava. É o tipo de derrota que pode doer ao torcedor avaiano, mas talvez não o deixe revoltado.

Vágner Mancini correu risco ao escalar um time que comprovadamente não funcionou na tentativa anterior. O uso de Nathan na vaga de Andrei Girotto deixou o time torto, sem uma dinâmica. O jogo caminhava sem muita graça, até a pedrada de Leandro Silva que surpreendeu Artur Moraes. A Chape sentiu o golpe, balançou e quase foi à lona quando Marquinhos perdeu um gol claro que mudaria toda uma história do confronto.

Com a motivação lá em cima, o Avaí teve outra grande chance no segundo tempo. Correu atrás. Deu espaço, o que era esperado. Quase tomou o empate. No fim, prevaleceu o regulamento, que dá justiça ao time que teve melhor rendimento durante o campeonato.

O Avaí desta final recuperou o time do primeiro turno. Nos últimos jogos da fase de classificação, aconteceram escorregões que poderiam ter levado o jogo de volta para casa e aí mudar toda uma dinâmica da decisão.

A Chapecoense era favorita, mas teve problemas em administrar a superioridade de elenco e folha salarial. Faltou futebol, principalmente daquele time que levou o returno. Mancini demorou demais para retomar o esquema que funcionava melhor. No fim deu certo, mas não houve a tranquilidade que muita gente esperava. O Avaí vendeu caro o título.

Nem vai dar tempo pra festa, já que quarta tem jogo na Colômbia. Parabéns à Chapecoense, campeã com justiça por toda a boa campanha feita. Mas é necessário ressaltar a luta do Avaí, que não era favorito e esteve a centímetros de chegar lá.


sábado, 6 de maio de 2017

Os micos do Campeonato Catarinense 2017

Chegou a hora de uma tradição do Blog.

Na véspera da decisão, o  BdR divulga a sua lista dos micos do Catarinense 2017. Tem de tudo, de furo de imprensa até pé murcho. Não foram tantas ocorrências assim, mas o "Havanzão" desta temporada reservou alguns fatos curiosos.

Vamos á lista!

10) O quebra-pau antes da última rodada: o Internacional de Lages, que quase caiu, abre a lista dos micos de 2017 graças ao goleiro Neto Volpi, que já tinha sido alvo de polêmica semanas antes, com a proposta indecorosa vinda de um dirigente do Paraná. Desta vez, ele foi conhecer o sereno de Lages, onde faz frio, e chegou tarde demais na concentração. Deu descontrole, briga feia, e o grandalhão acabou demitido, sem antes passar pelo hospital. Um outro detalhe: nesta temporada, teve mais gente dispensada por causa do sereno da Princesa da Serra, se é que você me entende.

9) O campo da discórdia: Almirante Barroso x Joinville foi o primeiro jogo da história do Campeonato Catarinense da primeira divisão a ser disputado em campo sintético. Mas o gramado artificial do Camilo Mussi tinha uma particularidade: linhas amarelas que marcam os quatro campos de society que são alugados durante a semana. Virou manchete nacional assim que as primeiras imagens apareceram. Além do mais, o campo era baixo, irregular e com muitas pedras. "Parecia que estávamos jogando no asfalto", disse o atacante Rossi, da Chapecoense. De fato, o campo não serviu de vantagem para o Barroso, que acabou rebaixado.



8) André Luiz Back: A arbitragem mais desastrosa do ano vai para este senhor, que pouco é acionado pela Federação Catarinense, é reincidente por dar dois amarelos para um jogador do Avaí em outro campeonato sem expulsá-lo e, mesmo assim, é escalado para jogos importantes. Seu trabalho em Almirante Barroso x Figueirense foi decisivo para a definição do rebaixamento: marcou dois impedimentos inexistentes para o time de Itajaí e um pênalti esdrúxulo que deu a vitória ao Figueira. Foi o responsável pelo assalto do ano. Que nunca mais seja escalado na primeira divisão. Outro que acabou afastado foi Edson da Silva, outro reincidente em erros graves, que fez besteira em Avaí x Tubarão. Que se acabe a insistência em nomes que não tem qualidade.


7) Ataque do Figueirense: Um dos mais ricos times do Estado com o mais pífio dos ataques. Comandado por Bill, atacante que nada fez e que foi expulso ao acertar uma cotovelada na boca do estômago de um zagueiro do Joinville, tomando quatro jogos de suspensão. Os números do Figueira no returno do campeonato são dignos de rebaixamento: apenas dois gols marcados, sendo que um foi irregular. O Estadual do Figueira foi para esquecer: acabou goleado pelo Almirante Barroso, teve jogador falador dizendo que ia engolir o Brusque (e foi engolido) e um rebaixamento evitado por erros de arbitragem. Prova disso é que a barca foi grande antes da Série B.

6) Roger Flores: o ex-atacante que virou apresentador no Sportv mostrou seus conhecimentos de matemática em uma rodada do catarinense. Em uma rodada que teve impressionantes 25 gols marcados em cinco jogos, o narrador André Lino chamou a atenção para o número: “Em Santa Catarina, em cinco jogos, foram 25 gols, Roger. Faça as contas para determinar essa média de gols altíssima aqui em Santa Catarina. Um abraço, bom programa”. Roger não demorou para fazer a difícil conta: "média de três por jogo!!!"Dá zero pra ele.


5) Top Fake da Bola: O famoso prêmio para os melhores do campeonato catarinense sempre trouxe polêmica. Muitos até deixaram de participar depois de surgirem muitas suspeitas sobre os critérios de classificação, que premiava quem pouco aparecia. Pois bem, a tradicional lista da seleção da rodada se superou neste Estadual, criando uma grande suspeita sobre a sua credibilidade: no dia 27 de fevereiro, o prêmio colocou o lateral-direito Maicon Silva, do Criciúma, como destaque da rodada contra o Metropolitano, e ainda por cima na lateral-esquerda. Acontece que ele não entrou em campo naquela partida. Teve mais alguns problemas: o volante Renan Teixeira, do Joinville, lesionou-se antes da metade do returno e mesmo assim figurou entre os melhores da fase. Como confiar?


4) Xi, Erramos: As vezes a pressa induz ao erro. Eu errei, você deve ter errado, todos erramos. Mas vamos concordar que um dos maiores grupos de comunicação do país precisa trabalhar para evitar erros, muito mais quando se cai em armadilha de perfil falso. Aconteceu com o novo Grupo NC. Após a vexatória goleada sofrida para o Almirante Barroso, todos os sites do conglomerado anunciaram a demissão do técnico Marquinhos Santos, que havia sido postada por um perfil falso do Figueirense. Quando viram o tamanho do problema, tiveram que voltar atrás e reconhecer o erro. Provavelmente alguma cabeça de estagiário rolou. Ele seria demitido dias depois, após a eliminação da Copa do Brasil para o Rio Branco, do Acre.








3) A polêmica nova marca do JEC: Depois de não renovar contrato com a Umbro, o Joinville decidiu fabricar os uniformes na cidade e possivelmente faturar mais. O problema era o nome da nova marca. Em homenagem ao octacampeonato Estadual, o JEC resolveu criar o "OCTA", subsitituindo a letra O pelo número 8, que parecia um "B". No fim, todo mundo começou a ler "BCTA", criando uma dupla interpretação que você sabe qual é. Em uma semana, o BCTA virou OCTO. Mas não tem como negar que a repercussão foi grande para o clube.


2) O Banheiro chegou!: Inter de Lages e Criciúma se enfrentavam no Vidal Ramos Jr. no primeiro turno, e torcedores do Tigre tiveram um problema: o banheiro do estádio ainda não tinha chegado. Você não leu errado. O banheiro químico do setor visitante chegou às pressas com a bola rolando. As fotos do torcedor Antonio Uliana documentaram o fato.





1) O Bailão da Terceira Idade: O Campeonato Catarinense teve vários jogos no horário das dez da manhã, por ordem da televisão, que mexia a agenda ao seu bel prazer, em pleno verão. Mas um desses jogos teve seu horário modificado por outro motivo muito importante: a partida entre Almirante Barroso x Brusque, no segundo turno, foi colocada para o período da manhã por causa de um Bailão da Terceira Idade que ocupa o estacionamento do clube durante a tarde. A música faz parte do Camilo Mussi: na partida contra o Joinville, enquanto a bola rolava, uma banda tocava o som do Kiss em uma animada festa de aniversário embaixo da arquibancada.