domingo, 19 de novembro de 2017

Vamos falar (de novo) de arbitragem em Santa Catarina



Na tarde deste sábado, o questionado Héber Roberto Lopes cometeu um erro crasso, sem explicação, e que causou um pedido de desculpa. Só ele viu irregularidade no gol do Goiás sobre o Inter, que abriria o placar no Serra Dourada. Ele anulou. Logo depois o Inter faria 1 a 0. Não havia desculpa.

Nem o assistente assinalou nada. Responsabilidade dele. Árbitro da Federação Catarinense. Importado do Paraná pelo ex-presidente, que se vangloriava de ter "arbitragem internacional". Enquanto isso, nomes promissores do Estado desistiram de seguir em frente na carreira de árbitro, por causa das poucas chances. Um deles teve que ir pra Tocantins e está apitando jogos do Brasileirão.

Fiquei estarrecido ao ler uma entrevista do atual presidente da FCF, Rubens Angelotti, ao amigo Polidoro Junior. Sandro Meira Ricci, que é árbitro de Copa mas teve erros nos últimos tempos, ganhou neste ano a bagatela de 150 mil reais para um mínimo de 10 jogos no campeonato Estadual. Você não leu errado: são 15 mil reais por jogo. Grana que daria pra fazer um senhor processo de captação e capacitação de árbitros dentro de Santa Catarina. Enquanto isso, o pessoal daqui ganhava menos de 10% disso por partida.

Até onde esse processo de importação é válido? Rubinho deu a entender que não renovará esse vínculo, não nessas bases. E espero que ele mantenha a posição. O Campeonato Estadual é a oportunidade de fazer valer o que é nosso, valorizando os nomes do Estado, que ficam desmotivados ao saber que, nos jogos mais importantes, a turma de fora vai cair no sorteio. Bráulio Machado, nome criado aqui, é um dos bons nomes da arbitragem nacional. Será Fifa em breve e está presente em jogos importantes, como no último Corinthians x Fluminense que garantiu o título nacional ao Timão.

Quero ver o Bráulio Machado em ação no Estadual. Assim como Ramon Abatti Abel, William Steffen e outros nomes da arbitragem catarinense que ralam um monte para buscar um lugar ao sol.

Presidente, tem aplicação bem melhor para os 150 mil usados para contratar um árbitro. Faça esse favor para tanta gente aqui de Santa Catarina que tem vontade de exercer uma profissão tão complicada como a de apitar jogos de futebol.

Insistir em medalhões de fora é uma cortina de fumaça que nem sempre dá certo.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Chapecoense cumpre a sua missão com boa antecedência

Assim como nos outros anos, quando tinha um time formado há tempo, o novo time da Chapecoense cumpriu o seu objetivo com louvor no ano mais complicado da sua história. Não foi necessário lamentar aquela possibilidade de "salvaguarda" pós acidente. O elenco montado praticamente do zero em tempo recorde deu conta do recado e, com a vitória sobre o Santos, sepultou as chances de rebaixamento com razoável antecedência.

Não foi um ano fácil em campo, nem só por causa do acidente na Colômbia. O time demorou pra se achar, mesmo levando o Estadual. Teve de tudo, desde o erro que custou a classificação na Libertadores até uma troca polêmica de técnico, com direito a campanha "Fora Maninho" feita por parte da torcida. Rui Costa colocou sua mão no fogo que o time não iria cair, e deu certo. Para não cair, bastava ser melhor que quatro adversários. O time da Chape, que teve a chama da preocupação apagada por Gilson Kleina, fez o básico. Conquistou pontos suficientes para respirar e poder planejar em paz, e com tempo, o ano de 2018. Longe de ser um timaço, mas dentro da média do Brasileirão. Meio de tabela.

E já que a temporada teve um bom fechamento, por que não sonhar mais alto? A briga pela vaga na Sul-americana está aberta, e com uma tabela muito boa até o final (Vitória, Atlético-GO, Bahia e Coritiba), dá pra garantir mais essa com tranquilidade.

Muitos diziam que o rebaixamento seria iminente. Que a montagem do time em cima da hora não daria certo. Ninguém mais fala disso.


domingo, 12 de novembro de 2017

Os JASC sobreviverão, com ou sem os "grandes holofotes"

Foto: Fom Conradi / Fesporte

"Os JASC ainda existem?"

Existem, estão lá, firmes e fortes, com sua importância enorme para o esporte olímpico e não-olímpico (bocha, bolão e punhobol, sempre presentes) de Santa Catarina. Uma festa capaz de colocar 6 mil pessoas em um ginásio para ver futsal feminino. Capaz de unir gerações que iniciam sua carreira na piscina do Caça e Tiro, ou que jogam sua enésima final do bolão na cancha que fica a alguns metros dali.

Ah, a grande mídia não vai. Não foi mesmo, mas teve gente que esteve lá trabalhando duro do pontapé inicial do dia até o último segundo da derradeira partida. Gente que tirou férias do emprego, pagou hotel do bolso e trouxe todos os detalhes com perfeição. Mesmo com as dificuldades de informação da organização, atrasada em era da plena tecnologia, o pessoal se virou. Esses mereciam ser homenageados, e não aqueles que nunca aparecem pra cobrir o evento, não dão uma linha sobre o que acontece e todo ano repete a historinha sem graça do "RodoJasc". E sabe porque a "grande mídia" não foi? Porque os governos do Estado e de Lages resolveram não pagar o que pediram. Simples assim.

Isso atrapalhou? Nada! A estrutura de internet providenciada permitiu que vários profissionais competentes distribuíssem conteúdo de qualidade para todos. Eu mesmo, que não fui preparado para transmissão pela Web, fiz Live das finais do basquete e do vôlei depois que a Fesporte resolveu não transmitir através da sua estrutura montada para o Facebook (com narradores engraçadinhos que ficaram devendo muito em informação mas, que mesmo assim, mandaram suas imagens). Acordei cedo, comprei um tripé, uma extensão, e serviço feito. Assim muita gente fez. Ano que vem desenvolverei com muito mais força a transmissão desses jogos pela Web, e acredito que os companheiros que lá estiveram farão o mesmo. Os JASC não morrerão. A tecnologia é nossa aliada.

Ano que vem os Jogos terão uma nova realidade, com a lei aprovada e sancionada pelo Governador que restringirá as contratações. Teremos mais gente daqui participando e as competições prometem ser mais atraentes. Itajaí não violou o regulamento, usou seu orçamento e levantou o título. Sob a nova regra, terá que se adaptar. Por outro lado, apareceram cidades com equipes que tem bons trabalhos de base ou times amadores de qualidade. Esse é o espírito dos Jogos. Talvez na Capital isso não apareça muito, afinal, Florianópolis terminou a competição em sexto lugar. Mas no interior a chama continua bem forte. Pode apostar.

E vamos que vamos, que ano que vem tem mais.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

No finalzinho, o alívio da Chape e a decepção do Avaí

A rodada desta quarta tinha tudo para terminar bem para Chapecoense e Avaí.

Acabou com final feliz só para a Chape, que passou por um jogo de emoções em Belo Horizonte e quase colocou tudo a perder contra o Galo. Saiu atrás num erro infantil, conseguiu a virada com muita perseverança (teve até gol de Wellington Paulista, depois de muuuuito tempo), tomou empate em outro erro primário, deixando Fred sozinho para cabecear e, no fim, uma bela jogada de Reinaldo teminou no gol do alívio marcado por Luiz Antonio.

Em época de troca de treinador, não há dúvida que a vitória vai permitir a Gilson Kleina trabalhar com um ambiente bem melhor. Mas é bom ter atenção: o triunfo em BH fez o time subir boas posições, ultrapassando São Paulo, Vitória e Sport e empatando com Atlético-PR e Bahia. Pela frente existem só confrontos diretos, que podem selar de uma vez a permanência na Série A, começando pelo Fluminense em casa e o retrospecto altamente favorável contra o adversário. Depois tem Atlético, Bahia e São Paulo. Ou seja: várias decisões em sequência. Verdadeiros jogos de seis pontos.

Frederico Tadeu / Avaí FC
Na Ressacada, a entrada de Marquinhos colocou fogo no time do Avaí, que não se encontrava em casa contra o Botafogo no primeiro tempo. Sua entrada fez o time funcionar, a torcida sentiu o bom momento pra ir junto, e o gol de pênalti consolidou o bom momento. Junior Dutra teve na sequência a chance de liquidar a fatura, mas o caminho era bem mais dramático.

Acréscimos, ah os acréscimos... Quando se toma um gol depois dos 48 é meio que habitual criticar a arbitragem. Não foi diferente na Ressacada. Mas a cera extra de Leandro Silva, combinada com o gol perdido de Junior Dutra, combinada com a falta de concentração, transformou a vitória em empate, que complica demais a situação avaiana. Já dizia Nardela: depois dos 45 não tem mais jogo. O Avaí não soube lidar com o que tinha nas mãos.

Aquela história de time sensacional no returno já foi sepultada faz tempo. O mais recente número é muito preocupante: o Avaí é o pior time do campeonato nas últimas cinco rodadas, com apenas 2 pontos conquistados. Em um momento de sprint final, isso é muito preocupante. Menos mal que o time mostrou algo a mais no segundo tempo. Isso pode dar esperança de que uma verdadeira reação aconteça. Pra isso, é necessário entrega. De Marquinhos, você não pode esperar coisa diferente. Tem que ver como se comporta o resto.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A "lei surpresa" que revoluciona o esporte em SC e cria uma senhora confusão para o JASC

Caiu feito bomba. A Assembleia Legislativa aprovou, e o governador sancionou no início desse mês, sem repercussão alguma, uma lei que muda radicalmente a forma como são organizadas as competições da Fesporte no Estado. De uma hora pra outra, só estão autorizados a participar dos Jogos Abertos, Joguinhos e OLESC atletas nascidos no Estado ou residentes em Santa Catarina há mais de dois anos.

O mérito do projeto é bem interessante, mas há dois pontos: primeiro, seria injusto mudar as regras do jogo a 20 dias dos JASC em Lages. Segundo, que ele tramitou na Assembleia na surdina, foi aprovada em plenário sem nenhuma observação da bancada governista e pior, foi sancionada pelo Governador Raimundo Colombo sem que ninguém falasse "peraí, que projeto é esse?". A Fesporte, que deveria regular isso junto com o CED, foi pega de surpresa e virou a mulher traída da história.

O resultado foi bombástico. Como virou lei, pode criar um problemão no JASC, já que as inscrições acabaram, os times estão montados e, teoricamente, qualquer um pode ir à justiça e reclamar irregularidades. Durante todo o dia de ontem, reuniões aconteceram para ver o que poderia ser feito pra não melar as competições. Tudo poderia ser evitado com um pouco de atenção. O deputado Antonio Aguiar, autor do projeto, está radiante. Mas o Conselho Estadual do Desporto pensa diferente. Bem diferente.

Pra resolver isso, é necessário que se revogue a mudança na lei ou crie-se um dispositivo que dê "vista grossa" à mudança, até porque as inscrições acabaram e não se muda regra do jogo com ele em andamento. De toda forma, é uma rasteira nos órgãos responsáveis pelo esporte catarinense, que discutem um formato e depararam com uma lei pronta e em vigência.

Agora vamos ao mérito: é necessária uma mudança no que diz respeito às contratações, mas com alguns limites. Concordo, por exemplo, que esse dispositivo da nova lei atinja diretamente, sem mudar nada, as competições de base como Joguinhos e Olesc, que deveriam ser de formação, mas que conta hoje com times inteiros contratados de outros lugares do Brasil. Para os JASC, isso precisa ser aprimorado. Por exemplo, os times de futsal vêm com suas forças máximas, montados não só para os Jogos, mas para toda a temporada, incluindo a Liga Nacional. Seria injusto "limpar" os times desta forma, ainda mais impondo um limite de dois anos de residência. Por outro lado, a contratação de "seleções" de todo o país que chegam, desembarcam no JASC, competem um dia e de lá vão pro aeroporto, essa sim, precisa ser controlada com rigor.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Figueira só escapará do rebaixamento por sorte

Passa o tempo e o time do Figueirense não evolui. Não tem energia, não mostra melhora no sistema de marcação e vai sobrevivendo na Série B por causa de alguns bons resultados em casa. Depois da derrota para o Londrina, vem aí um jogo contra o animadíssimo Ceará que pode colocá-lo de volta no Z4.

Milton Cruz, o técnico que a nova gestão trouxe, definitivamente não deu certo em Florianópolis. Mesmo com um elenco limitado, não conseguiu dar um mínimo de organização. Em Londrina, assistiu sem reação seu time ser envolvido pelo adversário e, pra piorar, falou abobrinhas na entrevista coletiva. É, definitivamente, um barco à deriva.

Ainda acho que o Figueira se salvará do rebaixamento, mas por puro acaso da sorte. ABC, Náutico e Santa Cruz já cavaram sua cova, restando, em tese, uma vaga, bem encaminhada pelo Luverdense e com o Guarani fazendo uma força danada para voltar para a C.

E se o clube aposta na sua casa, então que consigam umas três vitórias pra não ter pesadelo.

Depois, discutiremos a nova gestão. A saída de Alex Bourgeois tem muitas hipóteses mas nenhuma informação concreta. A saber a importância dele dentro da estrutura que foi montada para assumir o clube e qual o impacto disso no dia-a-dia.

O marketing está bem, motivando o torcedor. Só que quando o lado esportivo não entrega resultado, isso toma efeito contrário. Aí não vai ter telão, food truck ou promoção de ingresso que segure a onda.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Criciúma deixa escapar a vitória sobre o Figueirense

Além dos gols, três lances foram decisivos no Tigre x Figueira do Heriberto Hulse.

Caio Marcelo / Criciúma EC
Depois de um primeiro tempo de total domínio do Criciúma (me arrisco a dizer que foi um dos melhores primeiros tempos do time no campeonato), Diego Giaretta perde um gol feito debaixo da trave no segundo tempo que fecharia o caixão. Em seguida, Silvinho erra e o Figueirense, que estava mortinho até uns 15 minutos do segundo tempo, empata.

No finalzinho, Saulo salva o Figueirense em uma confusão na área e, logo depois, Patrick poderia dar a vitória ao alvinegro se tivesse competência e calma para completar sozinho, na frente de Luiz.

No fim, 1 a 1. Para o Criciúma, pelo domínio na maioria da partida, é péssimo resultado, ainda mais quando cresceu a empolgação depois da vitória em Maceió.

Para o Figueira, tem quem comemore o ponto. Mas... não tinha o discurso de "jogar como se fosse uma final"?

Não foi isso que pareceu. No primeiro tempo, o time só pensou em marcar. No segundo até se organizou, mas Milton Cruz errou nas alterações matando opções importantes de válvula de escape. Enquanto isso, o Luverdense conquistava uma importante vitória em Pelotas para respirar.

O Tigre não consegue "chegar chegando" na proximidade do G4 e tentar algo maior. Vila Nova e Paraná vão se fixando na turma do acesso jogando bem e aproveitando as oportunidades. Lá embaixo, o Figueirense não empolga. Venceu o ABC, que era uma obrigação, e empatou com o Criciúma em um jogo que não merecia levar ponto pra casa. No final de semana, o buraco é mais embaixo. O Paraná vem de cinco vitórias seguidas, e jogando um futebol redondinho.




segunda-feira, 25 de setembro de 2017

25/09 - Todos pontuaram

Depois de uma maré de notícias preocupantes, o final de semana dos times catarinenses foi bom, dando tranquilidade para o trabalho nos próximos dias. Até o empate do Avaí, depois de estar na frente do placar no Rio contra o Flamengo, não pode ser desconsiderado.

A briga pelo rebaixamento da A para a B é de foice, com muitos times separados por poucos pontos. Da Chapecoense, nona colocada (31 pts), até o vice-lanterna Coritiba (27), são apenas quatro pontos, que podem transformar a vida de quem perder dois jogos consecutivos ou colocar no paraíso quem vencer duas seguidas. Teoricamente, a Chapecoense precisaria de mais quatro vitórias para escapar da degola, dentro do "número mágico" de 43.

A Chape desistiu da ideia de ir atrás de treinador e vai com Emerson Cris até o final, até para não correr riscos. É decisão acertada, já que os resultados estão aparecendo e a situação já esteve bem pior.

Na B, o Criciúma foi valente e venceu o CRB fora de casa para, mais uma vez, ficar na proximidade do G4. Não é uma situação nova, mas em todas as anteriores, o time falhou na aproximação final e perdeu a chance de ser um real candidato a acesso. Ainda há tempo para recuperação, e o próximo jogo, contra o Figueirense, é decisivo para os dois times.

O Figueira venceu o ABC sem mostrar nada de especial. Mas cumpriu o dever de não perder em casa para o lanterna. Os dois próximos jogos, contra Criciúma e Paraná, serão bem mais pesados.


HERCÍLIO E MARCÍLIO NA FRENTE

O grande vencedor deste final de semana de semifinais da Série B do Estadual é o Hercílio Luz. O time de Tubarão bateu o Camboriú fora de casa por 2 a 1 e pode até perder por um gol de diferença na volta, no Anibal Costa, que garante a ida para a primeira divisão no ano do seu centenário. O jogo não teve brilho algum, mostrando que a fase de ambos não é isso tudo. Mas nessa disputa, o Leão do Sul teve mais eficiência.

Já a outra semi promete uma batalha em Concórdia. O gol de Schwenck no segundo tempo deu vantagem ao Marcílio Dias, que conquistou a vantagem do empate para a volte, no Oeste. Será um jogo tenso, onde o time da casa precisa vencer para subir, com o discurso de Mauro Ovelha prometendo um jogo forte. Aqui, não dá pra arriscar nada. Até porque são os dois melhores times do campeonato se matando. Domingo que vem vale a pena acompanhar o jogo pela TV.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Quem é quem nas semifinais da segundona

A primeira fase passou, e agora serão quatro decisões. Nas duas próximas semanas, serão definidos os dois times que subirão para a Série A do catarinense em 2018. Os confrontos são muito equilibrados por um simples motivo: por causa do regulamento, os atuais melhores times do campeonato vão se enfrentar, enquanto que os mais frágeis estão no outro confronto. Se houvesse outra disposição, o Concórdia e o Marcílio Dias seriam favoritos bem consideráveis. Mas eles vão se matar por uma vaga.

Começando pelo confronto mais forte. Concórdia e Marcílio se enfrentarão depois de um ótimo returno dos dois times (ambos terminaram invictos, com o Marinheiro empatando mais). Ambos tiveram trocas de treinador que mudaram o desempenho da água para o vinho. O Galo do Oeste, que teve um início fraquíssimo, resolveu dar uma tacada alta: de uma vez só, contratou o experientíssimo técnico Mauro Ovelha e jogadores-chave que fazem a diferença, como o goleiro Zé Carlos e o atacante Wilson Junior. O time arrancou, engatou sete vitórias seguidas e conquistou o returno com uma rodada de antecedência, consolidando a boa fase do novo CAC.

Do outro lado, um Marcílio que também patinou no início, e está no seu terceiro treinador no campeonato. Renê Marques chegou bem recomendado pela campanha com o limitado Almirante Barroso na Série A deste ano (onde poderia não ter sido rebaixado por causa de um certo erro de arbitragem em Florianópolis....) e mostrou seu bom trabalho no Marcílio que, ao contrário do seu rival, tinha um investimento bem menor para reforços. Com o que tem nas mãos, ele conseguiu a classificação com tranquilidade. Agora vem um confronto bem complicado. Ambos os times estão bem acertados, e o Marcílio terá a obrigação de tomar a iniciativa para reverter a vantagem de dois resultados iguais do CAC. Teremos um confronto de irmãos zagueiros: Rogélio, do Marcílio, enfrentará Neguete, do Concórdia.

No outro confronto que vale acesso, dois times que escorregaram no segundo turno sem mostrar grande futebol. O Hercílio Luz, campeão do primeiro turno, não conseguiu repetir o bom desempenho. Dentro de um planejamento, fez tudo errado: trocou de técnico, demitindo Agnaldo Liz para trazer Paulo Sales, nome sem experiência no Sul, e na hora de retomar o foco para a reta final, resolveu poupar titulares (tomou 4 do Marcílio Dias). Por sorte da tabela, o seu confronto será contra outro time que teve problemas, classificando-se na última rodada graças ao tropeço do Guarani, time que vinha mostrando ser bem mais perigoso.

Muitos davam o Camboriú eliminado (eu estou na lista) quando o time perdeu para o Barra e empatou em casa com o Fluminense do Itaum na penúltima rodada. Por sorte, o Guarani não conseguiu vencer o Marcílio Dias em casa e deixou a disputa pela última vaga para a rodada final. O Cambura fez sua tarefa batendo o morto Jaraguá e dependeu da vitória do Barra sobre o time de Palhoça para classificar. Deu certo. Para o time verde e laranja, o confronto lhe caiu bem, já que ambos os times não vão bem nessa reta final de campeonato e o retrospecto lhe é favorável (foram duas vitórias camboriuenses na fase de classificação). Isso é suficiente para que o confronto seja absolutamente imprevisível.

Montada comissão para negociar a TV no Estadual



Os dirigentes de oito dos dez clubes do Estadual 2018 (faltam os dois acessos, ainda a serem definidos) estiveram reunidos ontem em Florianópolis para definir uma estratégia visando a negociação dos contratos de televisionamento.

Tem algumas mudanças, com seus prós e contras: as conversas serão no Rio de Janeiro diretamente com a Rede Globo, o que é um bom sinal, já que eu vejo dificuldades grandes se o dinheiro tivesse que sair da NSC, que está em processo de contenção de gastos, fechando vagas, limitando cada vez mais a cobertura esportiva e não dando a impressão de interesse em descarregar alguns milhões na compra do produto. Vindo da cabeça de rede, que comercializa o produto (se você notar, os patrocinadores locais não entram na transmissão, a RBS vendia cotas locais que só entravam em break), é um indicativo de maior flexibilidade.

Baseado no que aconteceu no Paraná ano passado, quando Atlético e Coritiba não assinaram com a TV, deixando o estadual sem PPV e com a RPC sem passar a decisão, há uma tendência de negociação em pacote fechado junto com a Federação. Questiono um pouco esse tipo de abordagem, até porque os clubes são donos do espetáculo. Mas a reunião em Floripa selou um contato bom entre clubes e FCF, que irão juntos nessa negociação, diferentemente de outros tempos, quando o ex-presidente gostava de tomar conta do campinho e fazer as coisas do seu jeito (tomando um processo enorme em 2009 que deu problema aos clubes, cometendo o absurdo de assinar um contrato de TV tendo um outro vigente, com o apoio do então presidente da SC Clubes que hoje tem cargo na Federação).

Nisso aí, houve avanço. O próximo passo é ver o valor. Os clubes, veladamente, tem em mente o número de R$ 15 milhões. Tirando a comissão de 10% da FCF (prevista em regulamento) e impostos, daria algo em torno de R$ 1 milhão para cada um. Não é o melhor dos valores, já que um time pequeno do Gauchão ganha isso, mas é uma evolução.

Só tem que ficar de olho no tempo de contrato, já que a SC Clubes fechou o anterior por cinco anos, liberando a transmissão para a praça e dando prejuízo pra eles mesmos.

E ainda tem o caso Esporte Interativo. É importante que não se bata o martelo com a Globo sem antes ouvir a emissora da Turner, que tem interesse na transmissão em canal fechado.

Vamos acompanhar o andamento. E tem mais coisa pra discutir, como por exemplo o patrocínio master do campeonato que a Federação vendeu e não deu satisfação para os clubes. Hora de ver como Rubinho Angelotti tocará o processo.


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

18/09 - Entrega e promessa

A Chapecoense venceu o Grêmio em Porto Alegre mostrando aquela que é a característica mais importante do time, que ficou largada em algum lugar lá atrás: a entrega. É inegável que a simples troca de técnico criou um fato novo dentro do clube e o fez retomar a atitude indispensável para que o time saia do buraco. O que aconteceu lá dentro não sabemos, mas cada vez fica mais claro que a diretoria demorou demais para tomar uma atitude para corrigir um erro chamado Vinicius Eutrópio.

Não estou seguro se Emerson Cris é o nome correto para comandar essa recuperação. A diretoria vai mantê-lo enquanto der certo. Me parece que o grupo resolveu chamar a bronca para si, a essa altura do campeonato. A boa notícia é que o time está fora da zona de rebaixamento (aliás, a primeira vez que os dois catarinenses estão nessa situação juntos no campeonato), o que dá tranquilidade pra tocar o trabalho.

PROMESSA E REALIDADE

Não dá pra negar que a campanha de motivação feita pela nova gestão do Figueirense é grande e ajudou a elevar a moral de muito torcedor chateado com a campanha do time na Série B. O CEO Alex Bourgeois prometeu atitudes urgentes, que até agora não vieram. O cenário é complicado, já que o mercado é muito limitado nessa época do ano.

O problema maior do time é que ele não evolui. Falhas acontecem repetidamente e voltaram a acontecer no Beira-Rio. Logo, esse discurso motivador pode tomar efeito contrário e se transformar em uma enganação, um profundo desapontamento. Não é necessário muito para evitar a queda. Um bom técnico que consiga dar um padrão mínimo é capaz de ficar a frente de quatro clubes e fugir da terrível Série C. Mas é necessário que essa evolução apareça de uma vez.

POR POUCO, MAS...

O Avaí deixou escapar a vitória sobre o Atlético-MG, que lhe daria uma tranquilidade ainda maior na classificação da Série A, consolidando a excelente fase que o clube passa. Claudinei Oliveira cometeu um erro que pode ter sido decisivo no jogo: a substituição de Judson, que acabou por tabela modificando o sistema defensivo. De toda forma, o empate veio contra um time qualificado, forte no contra-ataque. Com o time bem acertado, os pontos virão. Numa conta rápida, seriam necessárias cinco vitórias para concluir a missão.

NINGUÉM ENTENDEU

O Criciúma demitiu Luiz Carlos Winck agora pela manhã e ninguém entendeu o porquê. A campanha não é ruim, o time está a seis pontos do G4 da Série B e o aproveitamento nos últimos jogos é razoável, com 16 pontos conquistados nos últimos dez jogos. Há quem diga que existe um interesse da Chapecoense, mas a demissão ainda não foi esclarecida. Até o fim do dia, saberemos.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

11/09 - Avaí comprometido, Chape sem comando

Avaí FC
O final de semana marcou a saída do Avaí da zona de rebaixamento do Brasileirão. A campanha do returno é de respeito, mostrando que Claudinei Oliveira conseguiu, trabalhando pesado, fazer um elenco limitado render o máximo possível para conquistar, nos últimos cinco jogos, 11 pontos em 15 possíveis. A defesa vem sendo o ponto forte, com um Betão em ótima fase comandando um setor que só tomou um gol neste mesmo período.

Se o futebol é momento, ta aí uma grande oportunidade para pontuar ao máximo, aproveitar-se das limitações de adversários que não se encontram (como a Chapecoense) e tentar guardar uma gordura para as emocionantes rodadas finais. Se chegar aos 43 ou 44 pontos antes, tá ótimo.

ENQUANTO ISSO...

A Chapecoense não se acha. Perdeu mais uma em casa, agora para o Cruzeiro, e demora demais para tomar uma atitude. Depois de cometer um erro enorme demitindo Vagner Mancini, o clube insiste em Vinicius Eutrópio, vê os números piorarem e, até agora, não propôs uma solução (uma reunião aconteceu a portas fechadas após o jogo, capaz de ter novidade na segunda).

A proposta de jogo de Eutrópio até deu sinais que poderia encaixar em algumas partidas, mas agora voltou a índices negativos. O time é desorganizado, não parece conseguir estruturar jogadas, o tempo passa e o desespero aumenta. A declaração de Rui Costa, "colocando a mão no fogo" que o time não cairá soa como o "termo de compromisso" feito pelo Figueirense no ano passado.

O presidente Maninho, que ouve reclamação da torcida por onde anda em Chapecó, precisa tomar uma atitude. Se não, não será só a mão de Rui que vai se queimar com a torcida.

8x1 ENGANOSO

O placar impressiona, mas o resultado não. O Joinville, com todos os seus problemas, enfrentou um Mogi arrebentado, devendo um monte, que só entrou em campo para encerrar o campeonato. A vitória viria de qualquer jeito. E mesmo enfrentando um time em frangalhos, o JEC conseguiu tomar um. Não classificou, e o insucesso não foi sacramentado ali.

O JEC tem o melhor ataque da Série C e o artilheiro, mas foi o segundo pior visitante, apenas à frente do Mogi. Pingo, que veio como esperança de salvação por ser da cidade e ter um vínculo mais próximo, decepcionou. Setoristas argumentam que ele treina pouco e conversa muito. Imagino que a reestruturação do clube passará por uma análise da sua permanência. É fato que ele só deu certo no Brusque, numa pressão bem menor. No Avaí em 2014, e agora no JEC, a decepção foi grande.

Agora, o tricolor terá que jogar a Copa SC para terminar a temporada, contra Inter de Lages, Brusque  e Tubarão. Vai jogar em casa pra cerca de mil pessoas, num clima de decepção profunda, marcada pela invasão do ônibus por parte de um torcedor.

Hora de reexaminar tudo. O presidente já avisou que não sai, e a dívida é grande. Não consigo enxergar uma saída satisfatória diante do cenário atual. A não ser que apareça um fato novo, como alguém que injete dinheiro e uma administração mais profissional.


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O recado da pesquisa das torcidas em SC

O Instituto Mapa, promotor do polêmico e complicado Top da Bola, divulgou na tarde de hoje uma Pesquisa realizada com mil pessoas em todas as regiões do Estado sobre a distribuição das torcidas em Santa Catarina (veja os resultados abaixo)

As perguntas que foram divulgadas são interessantes: primeiro, saber dos entrevistados qual a sua primeira opção de time, o que dá uma ideia da penetração dos clubes catarinenses. A segunda, quis saber quais os mais citados entre os clubes catarinenses, justamente dentro de um princípio natural no Estado do torcedor ter um clube "grande" no país, somando ao da sua região.

O resultado não é muita surpresa. Não vou me ater aos números desse ou aquele clube. Nenhum catarinense pode dizer que tem "a maior torcida do Estado", pois não seria uma verdade completa. Afinal, o histórico efeito do rádio e da migração, que "catequizou" Santa Catarina com os times gaúchos, cariocas e paulistas, mantido em grande parte pelo outro efeito, o "parabólica", ainda mostra um grande degrau e um desafio do tamanho de Santa Catarina para reverter um quadro de, ainda, um desinteresse pelo futebol local por parte da maioria.

A Chapecoense capitaliza a exposição da marca não só por o que aconteceu recentemente, e é importante que isso seja mencionado. Eu cheguei a assistir jogo em Chapecó onde o resultado da dupla Gre-nal era mais importante. As rádios de lá viajavam pra fazer jogo em Porto Alegre. Hoje não mais, e a região Oeste abraçou o time. Mas ainda tem aquela rádio da região que prefere fazer cadeia com emissora gaúcha em jogos do Brasileirão.

Não é uma coisa que vá se resolver logo. O trabalho para reverter o quadro precisa ser intenso, bem feito e, principalmente, ter bons resultados dentro de campo. O efeito Parabólica, existente em um Estado onde um terço das residências não tem acesso à TV Aberta local, recebendo overdose de sinais do Rio e São Paulo, somando-se à decisão da NSC em derrubar o seu noticiário esportivo local, demitindo profissionais e limitando tudo em um mero boletim de seis minutos no Globo Esporte, são grandes desafios.

Pesquisa de clube existe pra ser comemorada pra quem tá na frente e criticada pra quem tá atrás. Mas ela traz um recado bem importante.




domingo, 3 de setembro de 2017

A torcida do JEC não merece o time que tem

Trabalho em Joinville há quatro anos. Vi o time subir pra Série A, cair pra B e pra C. Tentando subir, sem grana, o time errou bastante na montagem do elenco. Tendo um limite de 35 inscrições, trouxe gente que não entrou em campo. Empatou com o Bragantino fora de casa depois de tomar 4 na Arena do Macaé, que ontem tomou 3 do Mogi Mirim, aquele que perdeu um jogo por WO. A torcida, triste, parou de ir pro Estádio. Alguns resistiram, mas sabiam que iam passar por emoções fortes.

O time não irá se classificar para a próxima fase, e também não caiu. Menos mal. Vamos ser sinceros: esse time não merecia classificar. A torcida tricolor não merece esse time. Poucos se salvam, caso do atacante Rafael Grampola, que fez a sua parte, sendo artilheiro. Mas o resto é complicado. Eliomar veio recomendado do Brusque, sumiu. Renan Teixeira, líder no Estadual, bobeou em Sorocaba e tomou dois jogos de suspensão. Fernandinho e Lucio Flavio, que seriam a voz da experiência, pouco acrescentaram. Pingo, que assumiu como a possível salvação, pelo fato de ser da casa e contar com a confiança da torcida, pouco acrescentou. A maior reclamação é que ele treina pouco.

Diante de tudo isso, não tinha como o time ir para a frente. Uma classificação poderia encobrir a novela de erros do JEC em 2017.

Pode até ser contraditório o que vou falar, mas essa desclassificação é necessária. Do jeito que o clube errou em sequência, é necessária uma boa parada para reavaliar todos os processos. A Copa Santa Catarina pode ser oportunidade para usar o pessoal da base, e esses meses até o final do ano servem como prazo para um reestudo. Se a diretoria é o problema, que se apresentem pessoas dispostas a assumir o barco, sem derrubar por derrubar. E que o grupo que se dispor a um desafio tão complicado não traga só vontade, e sim boas propostas.

O atual presidente, Jony Stassun, está pressionado. Virou inimigo de parte da torcida, o que até era esperado diante da fraca campanha na Série C. Não prego a sua saída nem sua permanência. Espero que mais gente se junte ao JEC em torno de um projeto forte e duradouro. O momento não é de mais dissidências, e sim de união. Eliminado em setembro, o clube terá tempo para uma mínima reestruturação até a chegada de 2018.

O principal clube da maior cidade do Estado não pode ficar nessa situação. Mas também não merecia se classificar com tanta coisa errada.


terça-feira, 29 de agosto de 2017

29/08 - Foi fazer o que lá?

Dentro de sua extensa programação do ano, a Chapecoense está na Itália para um jogo contra a Roma no Estádio Olímpico, tendo também na agenda uma visita ao Vaticano para uma audiência com o Papa Francisco. A decisão do clube foi de mandar um time alternativo, de forma a concentrar esforços no processo de reorganização do time nesta importante pausa das datas Fifa, visando o restante do campeonato. Até aí, tudo bem. Acho que foi uma decisão acertada.

Só que a pessoa que recebe salário para treinar o time e arrumar a casa (que ele não tem conseguido fazer) foi para a Europa acompanhar a delegação em um jogo que não vale nada. Tento entender porque Vinícius Eutrópio foi fazer turismo lá. São detalhes pequenos que podem acabar custando caro, ainda mais em um raro período sem jogos que poderia ser bem aproveitado.

Eutrópio pouco acrescentou na Chape e, na minha opinião, nem era mais para estar no clube. Mas enquanto ele está e a diretoria não muda de ideia, precisa trabalhar com o time do Brasileirão e não ficar à beira do gramado em jogo amistoso.


BRIGA

Passou despercebido durante anos, mas o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado trava uma briga jurídica para tentar arrancar das emissoras uma grana do chamado "direito de imagem" nas transmissões dos jogos do Campeonato Catarinense. Recentemente, o Tribunal de Justiça do Estado negou recurso da RIC Record (que transmitiu o estadual de 2007 a 2009) e da Globosat, sobre uma decisão que obrigaria as emissoras a exibirem o contrato assinado para as transmissões.

Muitos perguntam o porquê da Record News não transmitir a Série B do Campeonato Catarinense, repetindo o que aconteceu no ano passado. O motivo é esse e tem a ver com o Sindicato. Bom lembrar que a emissora não pagou direito de transmissão para exibir a segundona em 2016. Tudo foi feito em parceria.


APERTAR O RESET

O Joinville ainda respira na Série C, mas não merece conseguir a classificação. Com uma pífia campanha fora de casa e depois de tomar 4 do fraco Macaé dentro da Arena, o time já desmotivou toda a torcida, criando revolta e preocupação com o futuro. Mesmo com retrospecto contrário, terá que vencer o Bragantino fora de casa e o Mogi na última rodada, para mesmo assim depender de resultado e ir para o mata-mata como azarão.

O elenco (com limite de 35 inscrições) para o campeonato foi mal montado. Vagas foram preenchidas com jogadores de qualidade questionável, e quando apareceu o alerta, não havia espaço para muitas correções. Pingo não deu conta do recado, desperdiçando mais uma oportunidade de treinar um time de maior expressão. Na situação que se encontra, não cair é lucro. Quando acabar o campeonato, é hora de apertar o reset e fazer um profundo estudo. Para quem estava há dois anos na Série A, a necessidade de reestruturação é urgentemente necessária.

domingo, 27 de agosto de 2017

Avaí teve melhor proposta de jogo e foi premiado

O Avaí chega ao importante número de sete pontos conquistados no returno do Brasileirão ao vencer a Chapecoense em um jogo que não foi dos melhores, mas premiando aquele que teve a real intenção de propor o jogo. Joel marcou logo no começo da partida e forçou a Chape a se virar. Antes disso, Junior Dutra já teve duas chances para abrir o placar.

O time do Oeste até teve disposição, mas não teve organização como tal. O time voltou a ser aquela bagunça de não muito tempo atrás, o maior motivo das críticas a Vinicius Eutrópio, que vai se sustentando no cargo. Melhor na defesa, o Avaí deu jeito de segurar o desespero crescente do adversário para garantir uma vitória importantíssima, que não tira o time do Z4, mas o deixa na porta, com a possibilidade de empurrar a Chape para dentro.

Esses dias de data Fifa serão de importância máxima para todos os times. Em meio a um calendário puxado, é a oportunidade para todos se organizarem. O Avaí, em uma arrancada interessante, tem alguns pontos a serem ajustados, mas mostra resultados do trabalho realizado nos últimos dias.

Já a Chape precisa, de novo, fazer uma análise do que quer da vida. Eutrópio não deu jeito e dá sinal que não vai conseguir organizar a casa.  A diretoria tem uma oportunidade com tempo para iniciar um novo trabalho. Resta saber se querem isso.




terça-feira, 22 de agosto de 2017

22/08 - Não falar, agir

Até agora o marketing está grande. Já teve jornal fazendo matéria da nova gestão do Figueirense, a chegada de Fernandes teve impressão positiva junto à torcida e encontros foram feitos com organizadas e imprensa para passar detalhes do novo projeto. Mas em toda essa campanha, incomoda a forma com que o CEO da terceirização, o polêmico Alex Bourgeois, se manifesta em redes sociais. Mesmo com o time não apresentando novidade alguma e ainda jogando mal e penando no Z4 da Série B, tratou de fazer piadinha com o rival que está na Série A. Para completar, mostrou desconhecimento de regulamento ao tuitar do nada (não precisava fazer isso) comentando sobre a situação de Clayton em uma possível ida ao Avaí.

Sou daqueles, e acho que muitos são, que acreditam que a melhor resposta a se dar é com vitórias e resultados de uma gestão vitoriosa. Até agora, o que foi feito dentro de campo não mudou muito. Ninguém chegou (OK, essa tarefa é complicada neste momento do ano), o novo técnico não conseguiu trazer uma melhora efetiva e muito torcedor ainda está desconfiado.

Na boa, monsieur Alex, melhor trabalhar sem mandar recado. Porque se não der certo, isso pode virar alvo de chacota.

VAI TER COPINHA

Os quatro clubes que restaram vão tocar a Copa SC, que valerá mesmo uma vaga na Copa do Brasil ao campeão. Até aí, tudo bem. Mas chama a atenção o "convite", que vai entre aspas mesmo, ao campeão da Série B, que só entrará se todos os times da segundona assinarem concordando, sendo que não poderá haver repasse da vaga para o vice, com uma multa estipulada em R$ 150 mil.

Sabe aquela coisa que você bota um preço lá em cima justamente pra não vender? Isso foi o que Brusque, JEC, Inter e Tubarão fizeram. Com 90% de certeza, os clubes da segundona não aceitarão a proposta. Todos tem orçamentos contados e com jogadores encerrando contrato um dia após a final. Sem saber se serão campeões, o planejamento é bem complicado. Eu não correria risco de montar elenco para uma competição tão curta.

ARGUMENTO

O Almirante Barroso soltou nota explicando os motivos da sua desistência da Copa SC. Todos são aceitáveis, mas uma coisa chama a atenção: o clube diz que o investimento é alto e uma ida para a Copa do Brasil resultaria em despesa alta, já que o time só jogará a Série B no segundo semestre. Até aí tudo bem, mas não pensaram nisso antes?

"PLANTADA"

Em entrevista ao Notícias do Dia, o presidente avaiano Francisco Battistotti falou em "notícia plantada"a informação do interesse do Avaí em Clayton. Longe de querer desmenti-lo, mas teve diretor do clube que partiu em defesa da sua contratação, inclusive discutindo sobre a questão envolvendo a sua condição de jogo. Sei lá. Mas é um negócio complicado para sair.


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

21/08 - Vitória "divisora de águas"

A expressão não é minha, e sim dos jogadores da Chapecoense após a vitória sobre o Palmeiras. Na roda antes da subida para o gramado do Allianz Parque, o atacante Tulio de Melo falou para o grupo que, a partir dali, era hora de um esforço a mais. Esquecer os últimos dias e focar no returno do campeonato, onde a situação está longe de estar perdida. Antes disso, um encontro com o presidente Maninho serviu como um marco de passagem.

Dentro de campo, se viu uma entrega maior do que outras partidas. Claro que o Palmeiras vive dias bem ruins, com uma crise enorme. A Chape soube se impor, abriu o placar, abriu a torneira do desespero do adversário e matou o jogo no final, instantes depois de uma bela defesa de Jandrei. O time volta pra casa fora da zona de rebaixamento, tendo pela frente um jogão em casa contra o líder Corinthians e o jogo contra o Avaí para tentar consolidar essa virada.

Bom ressaltar que o time não virou bom do dia para a noite. Uma boa fase tem que ser confirmada com sequência, e o trabalho de Vinícius Eutrópio tem mais contras do que prós até aqui. De qualquer forma, a atuação em São Paulo deu esperanças. A ver a sequência desse trabalho estabelecido depois de uma boa conversa.

QUASE

Nos pés de Junior Dutra estava a vitória do Avaí sobre o São Paulo. Num erro grosseiro do goleiro Sidão, a bola estava com ele para fazer 2 a 0 e definir o jogo. Passou perto, e o São Paulo empatou logo depois. Não foi um jogaço, mas era um confronto direto onde a vitória era imprescindível. A chance desperdiçada custou uma porta de saída do Z4. Agora vem a Chapecoense em mais uma partida de seis pontos.

CLAYTON VEM?

A notícia divulgada pelo amigo Clayton Ramos da RICTV caiu como uma bomba em cima da rivalidade da dupla da Capital. O atacante do Atlético-MG, atualmente emprestado ao Corinthians passou o final de semana na ilha, e somando com a informação da negociação por parte do Avaí, deixaram no ar uma forte possibilidade de acerto. É uma boa? Diante do que há no mercado, próximo do seu fechamento, é uma tentativa bastante válida. Acrescentaria muito ao setor ofensivo do time, e daria ao jogador a possibilidade de estar em atividade, de repente aparecendo para ser melhor aproveitado no Galo no futuro.

E antes que alguém pergunte, a ida dele para o Avaí é absolutamente legal. A CBF permite o empréstimo de um atleta por no máximo duas vezes por ano, e Clayton não atuou em competições nacionais pelo Atlético, onde jogou algumas partidas pelo Estadual e uma pela Primeira Liga. No Corinthians, não atuou em sete partidas. Está totalmente limpo.

JEC, DE NOVO, DECEPCIONA FORA DE CASA

O Joinville é o melhor mandante da Série C, mas fora de casa tem números de rebaixamento. A derrota para o São Bento só não complicou mais a vida do time porque os outros times resolveram colaborar. Os adversários tropeçaram e mantiveram o tricolor na porta do G4 do Grupo B faltando três rodadas para o final (Macaé e Mogi Mirim em casa, Bragantino fora).

É possível se classificar, mas não dá pra errar tanto de novo. Zé Mateus, que já tinha cometido erro infantil em Juiz de Fora, voltou a errar, permitindo o belo chute a gol que abriu o placar. Pingo errou na escalação ao ousar demais em um jogo que o empate era bom resultado. Agora é correr atrás da máquina para conseguir a classificação. A tendência é que o time entre se vencer os dois jogos que restam em casa, justamente contra os dois que hoje estariam rebaixados. Os possíveis adversários no mata-mata decisivo seriam o CSA ou o Sampaio Corrêa.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

18/8 - Aguardando providências

Passaram-se dois jogos do início da nova gestão "terceirizada" do Figueirense e nada de novo se viu. Pelo contrário, piorou: Bruno Alves foi embora, Milton Cruz não conseguiu arrumar a bagunça, e o time ainda está lá no Z4 da Série B. Sinto que houve uma ponta de decepção do torcedor. O novo grupo chegou, prometendo muito (não esquecerei de cobrar as idas para a Libertadores), e dando a entender que traria um caminhão de reforços. Não foi assim. Alex Bourgeois disse que agora tem subsídios para começar a trabalhar, o clube zerou as pendências salariais, e poderão vir algumas dispensas para enxugar o elenco.

Não há muito tempo para paciência e nem boas opções no mercado, em vias de fechar a janela do exterior. Vejo que a primeira tentativa é arrumar o time com o que há a disposição. Se não der certo mesmo assim, o mercado é plano B. Mas penso: onde encontrar atletas de qualidade neste momento? a temporada europeia está começando e as opções não são muitas. Aqui no Brasil, tem alguns não aproveitados na Série A, que não servem em seus times, que estão loucos para repassar. Como diria um amigo meu, neste momento o mercado é um rio vazio, onde só se encontra tranqueira.


SUBINDO

Ainda que muitos o considerem um técnco folclórico, tenho o maior respeito por Mauro Ovelha e a sua história no futebol de Santa Catarina. Comandando o Concórdia na segundona de SC, ele mostra suas credenciais: são cinco vitórias seguidas e a liderança do returno do campeonato, tendo a chance de entrar no G4 da classificação geral se vencer o Camboriú, em casa. Essa arrancada do CAC é um alerta para o Marcílio Dias, que entrou no campeonato prometendo e não vingou. O time está no seu terceiro treinador e nesta semana soltou uma nota no seu site, tratando da complicada situação financeira e do caixa comprometido por ações trabalhistas. Teremos bons pegas pela frente.


DECISÃO EM SOROCABA

O Joinville joga hoje em Sorocaba com a missão de pontuar contra o São Bento, adversário direto por uma das vagas para a próxima fase. Sem Tinga e Charles, suspensos, Pingo tenta ainda achar a equação ideal do time, que tem ótimo desempenho dentro de casa, mas fica devendo muito fora dele. Uma vitória deixa a classificação muito próxima, uma vez que o time enfrentará os lanternas Macaé e Mogi dentro de casa.

VAI MESMO

Falando em Mogi, a Federação Paulista deu uma força, mandou uma grana e o time vai entrar em campo contra o Tupi, no sábado. Melhor assim, que termine com bola rolando. Mas dificilmente o Mogi Mirim escapará do rebaixamento. O Joinville fará o ultimo jogo contra eles, na Arena.


JASC

Está marcada para o dia 19 de outubro a cerimônia de acendimento do fogo simbólico dos Jogos Abertos de Santa Catarina em Brusque, onde tudo começou no ano de 1960. O evento muda de local e volta ao lugar onde foi aberta a primeira edição dos JASC: a Sociedade Esportiva Bandeirante.

domingo, 13 de agosto de 2017

14/08 - Renascer fora e dentro de campo

A semana foi de sonho para grande parte da torcida do Figueirense. Temos que concordar que o caminho tomado até agora pela parceira que terceirizou o futebol do clube foi certinho. Chamou torcida pra conversar, contratou um dos maiores ídolos do clube para função estratégica no futebol, dando cutucada no presidente... tudo ajudou para reanimar uma torcida machucada com os maus resultados e a presença na zona de rebaixamento.

Fora de campo há sangue novo. A primeira impressão é positiva, a analisar como ela vai caminhar. Mas dentro de campo o time é o mesmo. E não é Milton Cruz que vai resolver. Ainda mais que Robinho, o principal nome do time, voou para o Fluminense. Nomes são necessários para ontem com objetivo de permanecer na Série B. Acesso? A turma do G4 já está longe, e jogando bem.

Olhando de forma fria e realista: o Figueirense não tem time pra cair. Tem coisa pior nessa Série B que não é possível que aguente muito tempo no meio de tabela. Tudo teria que dar errado de uma forma como aconteceu com o Joinville ano passado, com seguidas oportunidades que foram desperdiçadas de toda forma. Mas como prudência é fundamental, aguardaremos os reforços que a nova gestão trará. E não dá pra trazer time novo. Há limite de transferências (5) de times da Série A e o mercado do exterior pode ser uma opção.

OS DOIS JOGOS DECISIVOS

O Avaí conquistou uma vitória sensacional em Salvador, contra arbitragem e tudo, e está na porta de saída do Z4 da Série A. Para escapar e tentar acumular uma pequena gordura, é necessário matar os dois jogos que vem em casa, contra o São Paulo e a Chapecoense, confrontos diretos. O maior desafio aqui é regularidade. A impressão deixada no Barradão foi bem positiva, assim como tinha sido contra Grêmio e Botafogo, só pra citar dois jogos. O problema é que o time não consegue repetir essas boas atuações.

MAIS UMA VITÓRIA

O Joinville venceu o Tombense por 2 a 0 e chegou a 21 pontos na classificação do Grupo B da Série C. Sem dar espetáculo, perdendo um caminhão de gols e, mesmo assim, confirmando-se como o melhor mandante do campeonato. É uma sensação estranha: o time não é confiável ainda, tem problemas jogando fora de casa e vai conseguindo se manter na parte de cima da tabela, sob o comando de Pingo. O grupo está muito embolado, com cinco times separados por apenas dois pontos de diferença. Ou seja: dependendo do próximo jogo sexta, em Sorocaba contra o São Bento, o time poderá ser líder com uma vitória ou ainda cair pra quinto ou sexto, caso perca. O zagueiro Charles e o volante Tinga estão suspensos para este jogo

TRISTE SITUAÇÃO DO MOGI

O Mogi Mirim, o ex-Carrossel Caipira, que já pregou muita peça em time grande, está abandonado. Deve um caminhão de salários e os jogadores, justificadamente, resolveram não entrar em campo. São trabalhadores, esperaram muito e tinham esse direito. Dificilmente o Mogi voltará ao campeonato, recebendo uma dura punição e mexendo consideravelmente na classificação do Grupo da Série C, já que em caso de eliminação seus resultados serão desconsiderados. Um problema a ser discutido na próxima semana.

ENQUANTO ISSO NO ACRE

O Atlético Acreano conquistou seu acesso à Série C ao eliminar o São José de Porto Alegre em casa, se juntando ao Globo-RN e ao Juazeirense-BA. (o quarto acesso será definido hoje, com o Operário de Ponta Grossa super favorito contra o Maranhão). O time de Rio Branco tem uma estrutura super simples, com treinos em condições precárias e folha salarial baixíssima. Na superação, conquistaram o seu objetivo.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

08/08 - Terceirização aprovada

Com apenas dois votos contrários, foi aprovada a terceirização total do futebol do Figueirense pelo prazo de 20 anos, com mudanças consideráveis diante do acordo inicial proposto pelos investidores (ainda misteriosos) que apareceram com a salvação do Figueirense.

Vamos analisar alguns pontos: primeiro, o clube está quebrado. O presidente Wilfredo Brillinger, ainda que use de 200 argumentos, não deu conta do rojão. Não teve sucesso para conseguir fazer o clube se pagar e, vendo a conta aumentar, correu atrás de socorro. Não gostei, num primeiro momento, da forma com que o processo de terceirização (não usarei mais o termo parceria, já que os investidores comandarão totalmente o futebol alvinegro) foi tocado. Mas, em alguns dias, com a aprovação inclusive de conselheiros considerados críticos a Brillinger, a proposta foi aprovada, com a criação de dispositivos que permitem uma fiscalização dos atos da empresa.

Quem são os investidores? Qual o aporte? Que metas tem? Isso o tempo responderá. Não conseguirão ficar invisíveis por muito tempo. O primeiro desafio é fazer o time funcionar e escapar da zona de rebaixamento. Milton Cruz, o técnico que chega, é um nome interessante, apesar de não ter conseguido muita coisa no Náutico. O que interessa são atletas para fazer o time crescer. Também saberemos disso nos próximos dias.

O torcedor do Figueira foi dormir esperançoso com a possível chegada de boas notícias. É muita novidade para uma noite, uma das mais importantes da história do clube. Vai dar certo? O tempo dirá. Bom lembrar que o representante do grupo prometeu até ir para a Libertadores. Primeiro, é bom evitar a queda para a Série C.

A FORÇA DO RÁDIO

A agilidade do rádio prestou um serviço enorme para o torcedor do Figueirense e todos que queriam acompanhar o que se passava na reunião do Conselho Deliberativo que tratou da aprovação da terceirização. As rádios Guarujá e CBN estavam em cima do que aconteceu. Merecem os parabéns.

BONITA FESTA EM BARCELONA. O RESULTADO É O DE MENOS

Vimos cenas que dificilmente esqueceremos. Talvez eu e você não estaremos mais aqui quando, num dia, um time catarinense entrará em campo no velho continente para enfrentar um gigante como o Barcelona, que fez um evento sensacional para receber a Chapecoense. Os 5 a 0 foram o de menos, até porque o time entrou nervoso e até certa forma desfigurado. Como bem disse o Badá no seu facebook, ontem foi dia para se acompanhar. Os (muitos) problemas do time, deixa pra pensar a partir de hoje.

A HISTÓRIA DE NENÉM

A emoção do jogo no Camp Nou girou em torno do encontro de um gigante contra um time que busca renascer depois da tragédia. Mas dentro do jogo, um jogador representa o crescimento de um clube que saiu do "sem série" para um título continental: Neném, de anos de serviços prestados ao clube, estava lá, como titular. Merece ser destacado.





segunda-feira, 7 de agosto de 2017

07/08 - Risco crescente

Hoje é um dia histórico. A Chapecoense jogará em Barcelona pelo troféu Joan Gamper, um evento até então inimaginável para qualquer mortal do Estado. Claro que a atuação no Camp Nou é motivada por um evento que ninguém gostaria de ter vivenciado, com a perda de 71 vidas, sendo que entre elas estão amigos nossos. Mas enfim, o jogo acontecerá e a Chape montou uma operação para o jogo, encaminhando os reservas antes para a Espanha e os titulares, que voltaram a jogar mal e perderam para o Coritiba, chegam horas antes da partida na Europa.

Serão dias de homenagens e com partida oficial no meio (a Copa Suruga no Japão), mas tem veneno nisso aí: o time, que não está na melhor das fases, pouco tempo terá para treinar e se arrumar para o mais importante: se manter na Série A. A olho nu, a pontuação não assusta tanto: 22 pontos no fim do primeiro turno representa exatamente a metade do caminho andado para a permanência. Mas a verdade é que o time da Chape não se encontra em campo. Teve lampejos, com vitórias importantes que o levaram a uma posição cômoda na tabela. Mas os tropeços em casa para Atlético-GO e Bahia, somando com a derrota em Curitiba, cresceram a preocupação.

Os próximos dias serão de eventos importantes na Europa, e isso ninguém nega. Mas não pode tirar o olho no que está acontecendo aqui. O rebaixamento não é o fim do mundo, mas será dolorido. Afinal, um time de R$ 2,5 milhões de folha precisa render muito mais.

SEM REAÇÃO

O Avaí empatou com o Santos em uma partida chata. Em campo, o time não teve inspiração contra um adversário que não parecia lá ter muita vontade de se manter na parte de cima da tabela. Os problemas avaianos todos conhecem, e começam pela falta absoluta de capacidade de armação de jogadas, responsabilidade de Pedro Castro, que não cria nada e deixa o time desequilibrado. Claudinei Oliveira não tem mais nada no seu discurso além da expressão "trabalhar". Mas desse jeito não dá. Só na vontade e no trabalho não vai se resolver o problema. É necessária qualidade no material humano. É básico: sem criação não tem time que vá pra frente.

EVOLUÇÃO?

O Joinville conseguiu uma importantíssima vitória em casa contra o líder Botafogo de Ribeirão para encostar no G4 do Grupo B da Série C, com um gol de Rafael Grampola, recebendo passe de Eliomar. Há quem diga que o time consolidou uma evolução, mas penso diferente: depois do filme de terror que presenciei em Juiz de Fora, espero que essa vitória, agora sim, marque uma arrancada para a classificação. O elenco tem limitações e o técnico Pingo tem que espremer o máximo possível. A tabela colabora: serão ainda três jogos em casa (Tombense, Macaé e Mogi Mirim), com duas viagens para São Paulo para enfrentar São Bento e Bragantino. A vitória de ontem tirou um peso enorme. Agora não dá pra recuar. É a hora do sprint final.

HERCÍLIO LÁ

O Hercílio Luz, que completará 100 anos de história no ano que vem, conquistou o título do primeiro turno da Série B do Catarinense e garantiu sua vaga na semifinal, depois de vencer o Marcílio Dias em casa por 1 a 0. Caso o Leão do Sul leve o returno, garantirá acesso antecipado, enquanto os dois melhores do índice se matarão pela segunda vaga. O segundo turno promete ser bem interessante: o Marcílio, pressionado, trocou de técnico e terá que ir ao mercado para qualificar. O Concórdia de Mauro Ovelha reforçou bem o time e mostra que vai brigar pelo título do returno com um time bem mais qualificado. Também tem o Camboriú, que também tem técnico novo, e o Guarani de Palhoça, que teve a oportunidade de conquistar o turno na última rodada.


terça-feira, 1 de agosto de 2017

01/08 - Razão e emoção

Em 2004, um desconhecido português (pelo menos se dizia ser) chamado Carlos Andrade chegou a Brusque com uma megaproposta para o Carlos Renaux, que não disputava futebol profissional e foi procurado para uma espécie de terceirização. Prometeu dinheiro, acesso e glórias. Sobraram dívidas e problemas judiciais. O maior problema: ninguém o conhecia suficientemente bem para saber se era uma boa fechar esse contrato, que não muito tempo depois, se descobriu ser uma furada.

O Figueirense é um clube muito maior e a notícia de uma terceirização veio com tudo depois da derrota para o Vila Nova. Na reunião do conselho nesta noite de segunda-feira, fez-se pressão aos conselheiros para aprovar o acordo de sopetão, depois de uma dezena de slides, promessas de títulos nacionais e idas para a Libertadores. Calma, não é assim. Quem define tem o direito de saber tudo, desde os nomes de todos que estão do outro lado da assinatura do papel até os planos e a capacidade de aportar dinheiro. A decisão do Conselho foi acertada. Foi dado um prazo pra que todos possam digerir o que foi dito e buscar informações. Assim é melhor.

Bom mesmo seria se o clube soubesse caminhar bem sem qualquer tipo de interferência externa ou terceirização. A Chapecoense está aí para provar, como um case de sucesso, e isso bem antes do acidente, antes que alguém tente usar essa desculpa. Ocupa lugar de destaque em organização e tem time com folha de mais de R$ 2 milhões. Se a diretoria alvinegra tivesse sido competente na temporada, que teve um quase-rebaixamento no Estadual, uma eliminação na Copa do Brasil para o Rio Branco do Acre e uma atual zona de rebaixamento na Série B, nada disso seria necessário.

Agora há tempo pra investigar tudo. Se realmente for algo vantajoso, que se assine.

SEM CARA DE ACESSO

O Joinville foi cheio de vontade para Minas Gerais mas acabou perdendo para o Tupi em cima de erros infantis de marcação. Quando Pingo tentou arrumar o time no intervalo, o time da casa fez o terceiro logo no início do segundo tempo e a vaca foi para o brejo. A verdade é que o JEC não tem um time confiável na reta final da primeira fase. O time tem dois jogos seguidos em casa com a obrigação de vencer. Que o treinador ache a combinação mágica e perfeita nesta semana.

NA SEGUNDONA

O Hercílio Luz sapecou 7 no Jaraguá e manteve a liderança do turno da Série B do Catarinense, onde os campeões de cada turno se classificam, mais dois por índice técnico. Ainda por cima, o time de Agnaldo Liz fez um saldo que lhe dá a liderança sobre o Marcílio Dias. Eles se enfrentarão na última rodada, em Tubarão. Aconteça o que acontecer, os dois estarão no quadrangular, pelo futebol que mostram. Dali pra baixo, há uma irregularidade. Até o Concórdia, que se reforçou, começa a reagir dando a impressão de que vai subir na classificação.

JASC

Com pompa, uma festa comemorou os 100 dias para a abertura dos Jogos Abertos de SC, que acontecerão em Lages. O governo do Estado mandou mais de R$ 2 milhões para a cidade-sede se preparar, quantia bem maior que outros municípios receberam em temporadas interiores. Até acho que a edição desse ano será interessante: já que várias prefeituras (se não todas) estão apertando o cinto nos gastos, não vai ter aquele caminhão de atletas importados chegando para disputar e ir embora no dia seguinte. Pelo menos assim espero.

domingo, 30 de julho de 2017

31/07 - Para evitar a tragédia completa

TARDE DE CAOS

Tente imaginar como os jogadores do Figueirense se sentiram no jogo contra o Vila Nova. Sentiram a revolta da torcida, já estavam recebendo pressão de tudo que é lado durante os últimos dias e, de quebra, enfrentaram um bom time. A derrota era esperada pelo que o Vila de Hemerson Maria mostra e pelo que o Figueirense não consegue mostrar. Marcelo Cabo não deu jeito e leva com ele Carlito Arini, responsável pela "reformulação" do elenco após o fiasco do Estadual. Não deu nada certo, e agora o Figueira parte para a parte mais delicada: ir atrás de um milagreiro que consiga espremer o máximo do elenco para evitar o rebaixamento.

A PARCERIA

Tenho pé atrás com parcerias, e acho que elas precisam ser bem avaliadas. Após a derrota para o Vila Nova, apareceu a notícia de que um grupo de investidores quer entrar no Figueirense a toque de caixa para colocar dinheiro no clube e salvar o time do buraco. Isso não é uma coisa simples e, pelo que estou vendo no noticiário, é tratado com uma rapidez que me preocupa. Que os itens desse contrato sejam analisados de forma bastante ampla e transparente pelos conselheiros, de forma que não haja arrependimento depois.

AÍ NÃO DÁ

Não há como justificar a derrota de virada da Chapecoense para o fraco time do Atlético de Goiás. Ainda mais com o time mostrando uma reação e com a possibilidade de ficar na primeira página da tabela. De quebra, a Chape perde a oportunidade de fazer a melhor campanha de primeiro turno na sua história na Série A. Teria sido o excesso de confiança?

SEM REAÇÃO

O Avaí foi a São Paulo para se defender e viu seu planejamento ir para o vinagre logo no início da partida. A expulsão de Juan, por reclamação, mostra a grande dúvida sobre o real envolvimento e comprometimento do atleta com o projeto do time. Ainda que bons resultados tenham vindo nas últimas rodadas, o que aconteceu no Allianz Parque chama a atenção para o que não deve ser feito

APÁTICO

Estive em Juiz de Fora (MG) e vi uma atuação patética do Joinville contra o Tupi, time que tem um projeto bem simples e está muito bem na tabela da Série C. Os três gols do time da casa foram de falhas graves: no primeiro, um cruzamento que entrou sem que nenhum cristão afastasse. No segundo, uma falha individual. E logo no início do segundo tempo veio o golpe final em uma jogada simples pela esquerda diante de uma marcação bagunçada. O JEC tem pela frente dois jogos em casa com a obrigação de vencer. Mas sem encontrar bom futebol, e depois de uma taquarada dessa, fica complicado acreditar em acesso. Pingo ainda não encontrou o time ideal, que renda satisfatoriamente. E o tempo está passando.

terça-feira, 25 de julho de 2017

25/07 - Quando a fase é ruim, tudo conspira

Há um bom tempo atrás, o Palmeiras jogou a Série B após ser rebaixado com um time que, no papel, não podia ser chamado de ruim. Mas os resultados não vinham, o desespero foi batendo, e nada deu certo. O Inter passa por situação similar. Tem um time caro, trouxe Camilo e Leandro Damião para pesar ainda mais a folha. Os resultados não estão vindo e, junto com a má fase, vem o constrangimento. O time entrará em campo hoje contra o Oeste (apenas um ponto atrás) com a pressão do tamanho do Rio Grande do Sul. Na teoria, seria partida para chegar e vencer sem cerimônia. Mas veja como anda a situação: vejo muita gente na torcida colorada severamente preocupada com esta partida, escolada com o que aconteceu no jogo contra o Luverdense. Existem precedentes, e já teve muito time caro afundando na lama. O Inter vai no mesmo caminho, ainda que muita coisa ainda tenha pela frente na Série B.

RETROCESSO?

O Figueirense vive uma situação de desespero similar ao Inter, com a diferença de que o elenco tem uma qualidade infinitamente maior. Fui um dos que elogiou a vinda de Marcelo Cabo, mas se vê que ele não está dando conta do recado. Como a grana está curta e não dá pra trazer um caminhão de jogadores, a solução é fazer o que dá com as peças existentes, dentro de uma política de Carlos Arini que, quando chegou ao clube, trouxe vários atletas com passagem pelo futebol paulista para inchar o elenco. Não vejo a queda para a Série C como um retrocesso. Não há injustiça aqui. A bola pune os maus planejamentos feitos por dirigentes. O rebaixamento é um recado de que uma ampla reestruturação precisa ser feita para que o clube não acabe ainda mais inchado em dívidas e com erros constantes de planejamento. O Joinville está pagando pelo que colheu no ano passado. E o castigo é merecido, forçando seus dirigentes a mudar suas teorias sob pena de "pegar recuperação" e repetir mais um ano na série inferior.

NO MESMO PONTO

Abaixo, gráfico enviado pelo Juliano Fossá, de Chapecó, sobre o rendimento do Avaí em 2017 comparando com 2015, último ano que o clube jogou a Série A. Os números são interessantes, e mostram a diferença dos aproveitamentos, que convergem ao mesmo ponto a esse ponto do campeonato, com 17 pontos conquistados em 16 rodadas. Há dois, anos, o Leão fez apenas um ponto em quatro rodadas nas rodadas 13 a 16, enquanto neste ano, no mesmo período, o time conquistou cinco. Bom lembrar que o time de 2015 chegou na última rodada contra o Corinthians com a possibilidade de escapar, mas acabou empatando em São Paulo e confirmando a sua queda.


A INFORMAÇÃO

Uma coisa que é curiosa, e ninguém vai ver eu fazendo, é a tal necessidade de se gabar de ter conseguido uma informação. Tem gente que adora fazer isso, principalmente em centros maiores. O assunto é amplo, e passa por dirigentes (as raposas) de clubes (aqui em SC tem muito disso) que passa uma mensagem para jornalista A ou B com informação pra garantir bom relacionamento. Teve um presidente de clube do interior que não podia ver um telefone com DDD 48 tocando no seu celular. Mas enfim, isso faz parte.

Caso muito interessante a ser acompanhado, e que não tem nada a ver com esse tipo de tráfego de informações, é do jornalista Marcelo Bechler, que bancou e continua bancando a negociação de Neymar com o PSG, sendo alvo até de chacota por parte da concorrência. As informações seguiram, ninguém oficialmente negou, e agora a transferência está por um fio com direito a "Urgente" da ESPN de algo que todo mundo sabe.

Aliás, esse tipo de chacota não é novidade. Quando o competente jornalista Paulo Alceu deu, em absoluta exclusividade, que a RBS havia vendido suas operações em Santa Catarina aos empresários Carlos Sanchez e Lírio Parisotto, a empresa detonou, ridicularizou e desmentiu de todo jeito a informação. Meses depois, ela se confirmou.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

22/07 - Figueirense 2017 = Joinville 2016?

ATROPELADO

O América-MG não tomou conhecimento do Figueirense e implantou uma vitória sonora e tranquila no Estádio Independência. O primeiro tempo alvinegro foi patético, com erros seguidos, uma confusão só (que é histórica) no setor defensivo e uma vitória do time da casa consolidada em 45 minutos. O fantasma do rebaixamento, cada vez mais presente, traz a lembrança do que aconteceu no ano passado com o Joinville, que seguiu roteiro bem parecido no ano passado (menos no Estadual, onde ficou com o vice-campeonato, despencando no Brasileiro): O Figueira está no segundo técnico, não para de trazer jogadores, e se uma reação não vier, vai aparecer outro técnico para tentar o milagre. Ainda que haja tempo mais do que suficiente pra sair dessa, a verdade é que o time não apresenta sinal claro de melhora com o passar do tempo. Um rebaixamento para a terceira divisão seria algo muito extremo, mas não seria injusto diante de uma temporada patética até agora.


SEM DESCULPAS

Não há o que Marcelo Cabo falar depois de mais uma derrota. Ele chegou recomendado ao clube pelo fato de ser o atual campeão da Série B e um bom histórico. Mas esse relacionamento com o Figueira não está dando liga. O momento é de falar pouco e trabalhar mais. Como ele mesmo disse em BH, a presença do torcedor no estádio depende de resultados.


HOJE É O TIGRE

O Criciúma tem um jogo delicado contra o ABC em casa. Sim, delicado, mesmo com o time potiguar caindo pelas tabelas, com uma série de derrotas e a saída de Geninho. É um time franco-atirador, com novo comando, que vai se jogar atrás do crime. O Tigre precisa ter cabeça para passar por essa. Precisa vencer e convencer, para chegar mais perto da turma de cima.


POR QUE NÃO?

Muitos me perguntam o porquê do Campeonato Catarinense da Série B não ter exibição na TV, como no ano passado. Apurei que o problema está com o Sindicato dos Atletas, que estaria exigindo o pagamento de direitos de Arena para aceitar as transmissões. Acontece que o acordo televisivo entre o grupo RIC e a FCF não previa nenhum tipo de remuneração, com os direitos cedidos pelos clubes em troca da exposição. Sem uma definição quanto a isso, nada de transmissões. A Record News confirmou que vai transmitir mais uma temporada do Estadual de Basquete, que por sua vez, não encontrou problemas com os direitos.


DE NOVO

A FCF cancelou o jogo Barra x Jaraguá, pela Série B do Estadual, neste final de semana. Motivo: o Jaraguá não pagou débitos pendentes com a Justiça Desportiva. Apurei que o clube pediu parcelamento das pendengas e acabou não cumprindo a promessa. É nisso que eu falo que o futebol catarinense, via SC Clubes, precisa trabalhar para não macular ainda mais a imagem do futebol em Santa Catarina: o Barra vai ganhar um 3 a 0 de graça por causa do calote de um dos seus associados.



quarta-feira, 19 de julho de 2017

19/07 - A Arapuca criada

A ARAPUCA

Quem viu Inter x Luverdense, e quem vai ver o que aconteceu no Beira-Rio, terá pensamentos diferentes. Do lado de lá do Rio Mampituba, há uma corrente gigantesca de defesa da arbitragem, cujo assistente violou toda e qualquer regra que ele aprendeu na escola: mesmo se tivesse se arrependido do impedimento (existente), deveria seguir atrás do lance e, em caso de gol, corrido para a linha central. Não fez nada disso, ficou parado feito um poste e pior, invadiu o campo.

Por mais que os comentaristas ex-árbitros defendam a legalidade do gol que para mim não se sustenta, pois Pottker, mesmo se não tivesse participado do lance (para mim participou), ajudou a atrapalhar a zaga do Luverdense, é inegável que o assistente panaca fez toda a lambança. Pior: abre-se aí uma brecha para que alguém com más intenções faça igual, levantando a bandeira para parar a defesa adversária, não fazer qualquer tipo de reação de seguir no lance. 99,9% dos times parariam. O Inter pararia em situação igual. O discurso de bonzinho é puro trash talk.

E o resultado pode ter sido bom para o Inter na tabela. Mas é muito ruim no aspecto técnico. O time não jogou absolutamente nada e não merecia ter vencido de forma alguma.


INFELIZ

E para completar a noite em Porto Alegre, o técnico Guto Ferreira respondeu pergunte de uma repórter com um "você é mulher e nunca deve ter jogado". Sem mais comentários.


O GRÁFICO

O Juliano Fossá, de Chapecó, me envia esse gráfico bem interessante sobre o desempenho da Chapecoense comparado em todos os anos que disputou a Série A do Brasileiro. Mesmo com os altos e baixos do time, troca de técnico e muitas incertezas em cima da qualidade do elenco, a Chape tem desempenho bastante similiar ao do ano passado, quando não passou apuros para escapar do descenso. Neste mesmo ponto do campeonato, o time tem exatamente a mesma campanha do ano passado, faltando seis para igualar a campanha do primeiro turno de 2016. O desempenho é bem superior ao de 2014 e apenas um ponto abaixo de 2015, o melhor deles, quando o técnico era Vinicius Eutrópio. Ou seja, nada está perdido nem fora de controle. O histórico demonstra.


CONTRA O LÍDER

O Avaí desafiará todas as estatísticas nesta noite contra o Corinthians, líder invicto do Brasileirão. O time encontrou um empate em Salvador que deve ser valorizado. Mas nesse confronto pesa a regularidade e a qualidade do futebol do time paulista, que tem maior volume de jogo. O Avaí tem a possibilidade de surpreender, remota mas tem. É aquela história: existem jogos e jogos, e as vitórias obrigatórias precisam aparecer contra os times que brigam embaixo da tabela. Se o time tirar a camisa da responsabilidade, poderá tentar surpreender.

REFORÇO?

Ainda falando em Avaí, o time anunciou o atacante Maurinho, que apareceu bem no Metropolitano e teve passagem rápida no Criciúma. Não tenho notícias do que ele fez nos últimos anos, e isso é ruim, pois se fosse bom apareceria com destaque. Penso que um clube precisa contratar, a essa altura do campeonato, alguém que entre para jogar, e não faça número no banco. Pra isso já tem gente.

IRRECONHECÍVEL

O Criciúma encerrou sua invencibilidade jogando nada em Varginha. O Boa abriu o placar no início, soube segurar, e contou com uma lambança do goleiro Edson para garantir a vitória. Pontos importantes perdidos numa tentativa de se aproximar do G4.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Coluna - 14/07

DUCHA FRIA

O Avaí foi absurdamente envolvido pelo Coritiba, tomando uma goleada em casa que manda pra longe toda e qualquer empolgação depois da vitória em Porto Alegre. O mais preocupante, pensando a longo prazo, é a forma com que o time não consegue se impor jogando dentro de casa, onde vencer é muito mais importante. Deu tudo errado: o time tentava esboçar uma organização quando tomou o gol. Marquinhos empatou, mas nem deu tempo. As alterações de Claudinei Oliveira detonaram o time no segundo tempo, o que jogou tudo por água abaixo. Até Douglas falhou.
São pontos doloridos, que fazem o time ficar mais longe da saída da zona de rebaixamento, aumentando a pressão mesmo depois de três jogos sem perder. Pela frente o Bahia, na Fonte Nova, que esboça uma recuperação e vem de vitória importante fora de casa. Momento delicadíssimo


DESENCONTRADA

A Chapecoense deu em Recife uma prova do coelho que Vinicius Eutrópio terá que tirar da Cartola para salvar o time do rebaixamento. Um time perdido, sem referência, que acabou envolvido pelo organizado time do Sport, com suas quatro vitórias seguidas e uma posição cômoda no alto da tabela. Penso que todos nesses anos que a Chape está na Série A, esta é a situação mais delicada. Para complicar, Rossi foi embora, quatro estão suspensos para domingo e o Z4 está batendo na porta. Domingo tem jogo contra o São Paulo, um "jogo de 200 pontos". A vitória significa distanciar de adversário direto, possivelmente o ganho de algumas posições (são quatro times com 15 pontos e dois com 17) e dar algum certo alívio. Se perder, é mais complicação.

FASE

O São Paulo é o tipo de time que não tem elenco ruim, mas nada dá certo. Quem viu o jogo contra o Atlético-GO viu que o nervosismo ultrapassa a razão em alguns momentos, e isso é um sintoma muito perigoso para quem briga pra não cair. O time irá a Chapecó com a obrigação de vencer um adversário direto.

VOLTA?

É notícia desta manhã que o Palmeiras estaria requisitando a volta de João Pedro, hoje emprestado à Chapecoense, que fez apenas uma partida no Brasileirão. Essa fato me despertou uma dúvida, até pensando em longo prazo: a grande maioria dos jogadores estão no time por empréstimo até o final do ano. Logo, uma nova reconstrução terá que ser feita no final do ano, já que os destaques dificilmente terão contrato renovado. Além do mais, esses empréstimos tem cláusulas bem flexíveis, que permitem a "reintegração" caso sejam chamados. É problema em cima de problema. Notícia boa mesmo foi o caminhão de dinheiro que entra no clube com a venda de Rossi.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Coluna - 13/07

GRANDE NEGÓCIO

A Chapecoense acabou vendendo o atacante Rossi para a segunda divisão da China, pela bagatela de 3,4 milhões de Euros, mais de 12 milhões de reais. O jogador era titular do time, mas, vamos concordar, não era insubstituível. Aliás, o clube fez muito dinheiro com essa transação: ele foi adquirido por R$ 800 mil e a Chape vai faturar, tendo 75% dos direitos do jogador, mais de 9 milhões de reais. Diante dos números, a negociação é absolutamente inevitável. Não tenho os números históricos, mas acredito que foi a maior bolada que um clube catarinense já recebeu em uma transação. Com dinheiro em caixa, chegaram reforços. O último é Julio Cesar, atacante de 22 anos que estava no Oeste de Itápolis, com passagens por Caxias, ABC e Internacional de Lages.

REDONDO

O Corinthians fez um jogo redondinho contra o Palmeiras. Soube controlar espaços, impôs seu jogo em território inimigo e venceu mais uma daquelas partidas "chave" na sua campanha até agora perfeita. O Flamengo, que joga hoje, tentará evitar que a distância enorme aumente ainda mais. Muitos (inclusive eu) olham para a tabela tentando adivinhar quando será o primeiro tropeço. Em um campeonato tão equilibrado, uma hora ele vai aparecer.


ESFRIA

Com a notícia de uma possível negociação do Flamengo com Diego Alves, goleiro candidato à seleção brasileira que quer sair da Espanha, esfria o rumor de que Douglas Friederich poderia deixar o Avaí rumo ao Rio, algo previsto em contrato, mas que o presidente Batistotti não queria nem ouvir falar. Diante disso, ele terminará seu acordo até o final do ano. E se manter a média, vai ficar valorizado, até porque tem muito clube grande procurando um goleiro confiável.

MAIS UMA VARZEANA

Acompanhando as séries inferiores do Campeonato Estadual, de vez em quando aparecem as punições a clubes que não arcam com as taxas. O Jaraguá, lanterna da segunda divisão, foi a bola da vez. Devia as taxas, pediu pra parcelar. Não arcou com as parcelas, o Tribunal suspendeu. Dessa forma, o clube não tinha como indicar um estádio para mandar seu jogo contra o Fluminense de Joinville, no domingo. A Federação cancelou o jogo, deu vitória ao Flu por 3 a 0, e avisou que continuará assim até que o Jaraguá pague as suas dívidas.

JASC 1
Governo do Estado divulgou reunião com o governador Raimundo Colombo, o secretário Leonel Pavan e o presidente da Fesporte, Erivaldo Caetano Jr., o Vadinho, sobre os Jogos Abertos de Santa Catarina deste ano, que aconteceriam em Chapecó e foi transferido no início do ano para Lages. Chama atenção os R$ 2,5 milhões repassados pelo governo estadual para as obras ligadas à competição. Nestes anos que cubro os JASC, não lembro de repasse tão grande. No máximo, a metade disso para outras sedes.

JASC 2
Aliás, os Jogos Abertos desse ano, muito criticados pela forma com que municípios contratam dezenas de atletas de fora para as competições, prometem ter uma boa diferença: como muitas prefeituras estão apertando o cinto de todas as formas para colocar as contas em dia, não vai sobrar para aquela avalanche de contratações. A tendência é que os times "da casa" apareçam em maior número. Exceções são o futsal e o basquete, por exemplo, que já possuem equipes profissionais disputando campeonatos e iriam prontas para os JASC.


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Coluna - 12/07


ATÉ A FCF

Surpreendeu o fato de que até a Federação Catarinense de Futebol tenha se mexido para soltar uma nota reclamando do assalto a mão armada que o Joinville sofreu em São Paulo. Não vai resolver nada, mas é sinal de apoio. O decepcionante é saber que esse árbitro ruim vai tomar dois ou três jogos de geladeira e logo vai voltar a apitar. Fico me perguntando como seria se houvesse o adicional atrás do gol.

ESCOLHA

O presidente da Federação Rubens Angelotti resolveu nomear o ex-presidente do Marcílio Dias Carlos Crispim como Diretor de Relações Institucionais, que serviria como uma espécie de elo entre clubes e ligas com a FCF. Apesar de não entender direito essa função e desconhecer se é remunerado, é bom lembrar que ele foi responsável pelo maior processo tomado pela Associação de Clubes, quando foi presidente: ele assinou um contrato de televisionamento com a RBS em 2009 sabendo que a Record ainda tinha um acordo vigente. A SC Clubes tomou um processo daqueles na Justiça. Goza de prestígio junto aos dirigentes.

TESTE

O Juca Miguel reclamou e eu assino embaixo: Série C é início da várzea da arbitragem, salvo exceções. Por exemplo, o árbitro de Mogi x JEC só tinha apitado neste ano dois jogos da Série D e um do Brasileirão Feminino, antes de "subir de divisão". Subiu e fez besteira. Nesse campeonato e na D, a CBF aproveita pra testar árbitros de tudo que é canto. No meio dos bons tem ruins.

NÃO REPERCUTIU?

Na segunda-feira, o Joinville foi descaradamente roubado em Mogi Mirim, com um gol ilegal onde a bola saiu meio metro na linha de fundo, lance que chamou a atenção em todo o país. Menos para a afiliada da Globo em Santa Catarina, que se limitou a informar o resultado da partida no seu programa de esporte e sequer mostrar o lance polêmico. Ficou feio.

SEM ESPAÇO

Aliás, não dá pra entender. Os gols do mata-mata da Série D se limitaram a uns dez segundos pra caber nos seis minutos de bloco local do "GE". Depois, é overdose de futebol carioca com os outros blocos do Rio. A afiliada catarinense usa do mesmo expediente de estados como Tocantins e Roraima, que não tem notícias locais suficientes para encher um programa. Aqui tem e não usam.

ESTAVA ESCRITO

No papel, estava mais ou menos desenhado que o Figueirense perderia para o CRB. Afinal, o time de Alagoas chegou a 13 pontos conquistados nos últimos 15, consolidando a boa fase. Enquanto isso, o Figueirense vai capengando, tropeçando na bola e enfrentando a pressão que complica ainda mais qualquer tipo de trabalho. O primeiro tempo foi terrível. Teve melhora no segundo, mas já era tarde. A distância para o primeiro fora do Z4 agora, é de três pontos.








terça-feira, 11 de julho de 2017

O Blog terá colunas diárias

Este blogueiro, prestes a completar dez anos escrevendo neste espaço, resolveu arrumar mais trabalho pra fazer.

Há tempo queria ter coluna diária. Tive algo parecido no "Notícias do Dia", onde escrevi lá por um ano, mas sendo articulista.  Durou um ano. O problema era não morar em Florianópolis. Tudo bem, agradeci. É a vida.

Mesmo sem jornal, vamos botar a coluna pra trabalhar aqui no Blog. Acho que se encaixa melhor, tem muita coisa acontecendo. Se o assunto merecer, vira Post também.

E obrigado a você que passa por aqui nesses quase dez anos. Não conheço a grande maioria dos leitores, mas tenho certeza de ter os melhores por aqui.

domingo, 9 de julho de 2017

Caminhos corretos e incorretos



Douglas, goleiro do Avaí, é o personagem da rodada do Brasileirão. Fez tudo e mais um pouco. O pênalti defendido foi a mais fácil das defesas. Uma partida de "meia-linha" que acabou em vitória avaiana por causa da cabeça fresca e disposição.

O time aguentou o bombardeio e aproveitou o desespero gremista pra se assanhar na frente. Foram duas chegadas no ataque para dois gols, de Simião e Junior Dutra. Mais uma vez o Avaí apareceu como o visitante indigesto. Ainda não saiu da zona de rebaixamento, mas dá a esperança de que isso poderá acontecer. Há um caminho indicado a ser seguido. Não vai ser fácil, mas a disposição e a disciplina, contando com a eficiência do goleiro, podem tirar o time da situação ruim na tabela. Fazendo uma comparação, o Leão está em um nível de confiabilidade maior que a Chapecoense, por exemplo, neste momento do campeonato.

E a famosa gangorra do futebol de Florianópolis aparece novamente com a má fase do Figueirense, que perdeu mais uma em casa, não dando trégua na crise que incomoda o técnico Marcelo Cabo e seus comandados. Uma das piores atuações do campeonato, somando com o lance bisonho do goleiro Thiago Rodrigues (que nem foi relacionado pro jogo em Maceió).

Quando a fase é ruim não dá nada certo. E o Figueirense precisa pontuar, engatando duas ou três vitórias seguidas pra poder respirar. Aos poucos, o sonho de acesso vai sendo trocado pela permanência. Uma resposta precisa vir antes do final do turno, sob pena de ficar tarde demais. Lá em cima existem times bem acertados, como Juventude, Guarani e até o Criciúma, que evoluiu demais sob o comando de Luiz Carlos Winck. Chegar ao nível deles é a meta. E quem vê os jogos sabe que falta muito.