quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Catarinense 2017: Almirante Barroso

CLUBE NÁUTICO ALMIRANTE BARROSO
Fundação: 11 de maio de 1919
Cores: Verde e Branco
Estádio: Camilo Mussi (particular) - 3000 pessoas
Presidente: Hélio Orsi
Técnico: Renê Marques
Ranking BdR 2016: 14o. lugar (como SC Litoral)
Catarinense 2016: Campeão da Série B


Pra quem não acompanhou a segundona do ano passado, eis o Barroso, a grande novidade do Campeonato Estadual. Explicando sua origem em rápidas palavras: em 2015, o Sport Club Litoral, de Penha, conseguiu o acesso à Série B com a desistência do Atlético de Ibirama que acarretou na subida do Guarani de Palhoça. Com isso, abriu-se mais uma vaga e o Litoral, vice-campeão da terceirona, ganhou vaga na divisão superior. No ano passado, visando uma exposição maior, propôs uma parceria com o quase centenário Clube Náutico Almirante Barroso. Tecnicamente não é um retorno, até porque a diretoria do clube em si não apita nada na gestão do futebol. Mas, em se tratando do brasão da camisa e até do local que o clube jogará, é possível dizer que a parte alviverde do futebol itajaiense estará na primeira divisão.

O Barroso estrela a primeira polêmica do Campeonato Estadual: o campo sintético do acanhado estádio Camilo Mussi, localizado na parte central de Itajaí. Vamos aos fatos: não há nada que proíba jogos naquele campo tampouco as marcas amarelas dos campos menores (a regulamentação apenas pede que elas estejam em cores diferentes, e estão. Não serão retiradas.). O campo em si não é igual ao da Arena da Baixada. É praticamente um carpete com aqueles flocos de borracha. E isso é, com certeza, um diferencial competitivo para o Almirante. Foi ali que o time conquistou importantes vitórias para conquistar o acesso e o título da segundona. Não há nada que impeça isso. Os outros times que terão que lidar com essa dificuldade extra. Particularmente, não tenho nada contra isso, até porque campeonatos grandes possuem campo sintético, inclusive com outras marcações, como nos EUA e no Canadá.

O time barrosista terá mais uma vez no comando o ex-goleiro Renê Marques, de 39 anos, que atuou no Bahia e no saudoso Grêmio Barueri. Depois de uma passagem pelo Mato Grosso do Sul, ele assumiu o Barroso obtendo o título, despertando até interesse de outras equipes. Resolveu permanecer na região onde está adaptado e conta com moral. E é bom ressaltar que não foi só o campo que levou o time para a elite. Mesmo jogando fora de casa, ele conseguiu fazer um conjunto barato e sem estrelas dar certo.




Para se manter na primeira divisão e buscar voos mais altos, o Barroso tomou a arriscada estratégia de manter grande parte da base do time da segundona. Atletas como Buru, Rodrigo Couto, Rodolfo e Safira estão no elenco, que recebeu recentemente o reforço do veterano atacante Schwenck, de 37 anos e longa ficha de serviços prestados no futebol nacional.

Terceirizado, o futebol do Barroso não tem dinheiro para gastar a vontade. O time da Série B era bem montado, mas a realidade de 2017 é outra. Contando com um atacante que, na minha opinião, trará mais marketing do que futebol, fica complicado imaginar algo que não seja a luta para evitar o rebaixamento contra equipes mais estruturadas. A opção de jogar na grama sintética será um fardo a carregar na temporada, o bombardeio de críticas vem aí, mas poderá acabar sendo uma salvação para o Almirante, já que outros times terão que rebolar lá dentro e, segundo um jogador me confidenciou, quem não joga lá leva tempo para se adaptar.



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