terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Sim, é possível

O novo regulamento da Copa do Brasil criou uma verdadeira arapuca para times grandes. Não há mais a chance do jogo de volta para recuperação, tampouco a brecha para se poupar time. No ano de estreia, já tivemos times de maior expressão eliminados no início. De certa forma, essa nova dinâmica permite aos clubes menores uma possibilidade real de crime.

E é isso que o Brusque persegue. Surpreender. E isso é possível.

Vieram propostas, mas a pressão da comunidade pesou. Não havia saída para a diretoria, que teve que manter o jogo aqui, mesmo com público reduzido. Essa é a chave do jogo. Uma partida só, no Augusto Bauer e sua grama de jardim (que, diga-se de passagem, nunca esteve tão boa), com o empate levando a decisão para os pênaltis.

Vamos falar do jogo. Existe uma frase já dita muitas vezes no futebol de que "futebol é momento". E, vamos combinar, o momento do Brusque é muito bom. Vice-líder do Estadual, com quatro vitórias em cinco partidas, o time de Pingo colhe bons resultados, mesmo tendo problemas a resolver. Vejo um time que vai evoluindo no ataque, com o crescente número de oportunidades que surgem para Jonatas Belusso e Ricardo Lobo. Mesmo otimismo não vejo na defesa, onde Pingo chegou a reclamar das falhas de posicionamento da dupla Cleyton-Neguete, este último guindado a titular depois da estranha dispensa de Gustavo ainda na pré-temporada. Veio Willames, o irmão de Willian José, da Campinense para, teoricamente, ser o titular. Ele jogou no sábado, e o time fez 3 a 0 no Inter.

O Corinthians teve um início de ano bastante irregular mas parece ter acertado o seu rumo. Fábio Carille poupou jogadores no final de semana para colocar o que tem de melhor a sua disposição no Augusto Bauer. Ele sabe que precisará de Jadson, tanto que deve estrear nesta quarta, para dar um ganho de qualidade considerável ao seu time.

Serão noventa minutos para definir o classificado, onde o Brusque terá que fazer a melhor atuação do ano ou, na pior das hipóteses, empatar com a melhor até aqui. O time precisa ter foco e não cair no nervosismo, como vimos no primeiro tempo da partida contra o Remo. O técnico Pingo tirou o treino do estádio na véspera do jogo para ter calma para trabalhar. Fez o certo.

Vejo um grande respeito de todas as partes, reflexo da boa campanha do Bruscão no campeonato estadual. E quem viu as vitórias contra Chapecoense e Remo, construídas em cima de muita entrega e bom futebol, não tem como não acreditar na possibilidade de bater um dos maiores times do país.






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