segunda-feira, 3 de abril de 2017

Campeonato Catarinense precisa se valorizar como produto televisivo

O Blog volta a falar em direitos de televisionamento, preocupado com o campeonato catarinense não só como um torneio, mas como um produto que precisa ser melhor vendido.

Hoje, o assunto é TV fechada. Se você acha que a televisão aberta paga pouco pelo campeonato estadual, nem queira saber quanto entra no Pay-per-view que, diferente das últimas negociações que acompanhamos do Brasileirão, onde o Cade exigiu separação total, coloca junto no pacote as transmissões no Sportv. É algo em torno de 20% do valor. Faça as contas.

Na manhã de domingo, Almirante Barroso e Criciúma jogaram pelo Catarinense em Itajaí. Jogo com transmissão do Sportv para todo o Brasil, menos para Santa Catarina.

Primeiro é bom mencionar que no campeonato paulista não há esse tipo de bloqueio para a praça, muito menos para todo o Estado. Segundo, que até acho que esse tipo de corte deva acontecer, mas precisa ser restrito ao "mercado" da cidade do jogo. Como divulgar um campeonato que não pode ser exibido no canal fechado (que já custa ao assinante) para o Estado interessado?

O modelo ideal é o americano, daí o uso da palavra "mercado". Cada clube tem determinado uma região, com seu município-sede e redondezas, que é considerado como área de atuação e com público potencial para ir ao estádio. Transmissão para a praça, só se for comprovada a venda de todos os ingressos. Por exemplo, os mercados de Figueirense e Avaí seriam os municípios da Grande Florianópolis, o do Metropolitano englobaria Timbó, Indaial e Gaspar; Criciúma teria Içara, Siderópolis e Nova Veneza, e por aí vai. O bloqueio de transmissão deveria acontecer para o "mercado" que sedia a partida.

Hoje, temos uma situação que a TV Aberta tira público do estádio (os clubes venderam o bloqueio por apenas R$ 1 milhão a mais por temporada)  e a Fechada (não o pay-per-view) não exibe os jogos do Catarinense para Santa Catarina. É um modelo incorreto que tira dinheiro e exposição dos clubes. Fica mais uma vez o recado para quem for negociar o contrato neste ano: se querem um Estadual rentável, prestem atenção no que estão fazendo com o produto. O atual acordo permite coisas que causam enorme prejuízo.

Aliás, já deram uma ligada lá no Esporte Interativo...


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