quarta-feira, 19 de abril de 2017

Empate em casa contra o Nacional. Difícil sim, impossível nunca

Chapecoense x Nacional reservou uma daquelas cenas que muita gente deve ter dito que "nunca viu isso em futebol". No segundo tempo, Tulio de Melo, a centímetros do gol, chuta a bola que bate na trave, caprichosamente caminha por toda a linha de gol até ser afastada pelo zagueiro do Nacional.

Ficou a decepção do resultado, uma vitória que era perfeitamente possível. Mas a situação está longe de estar resolvida, já que vejo mais qualidade na Chape do que no Nacional. Tá certo que o próximo jogo será lá no Uruguai, numa pressão desgraçada, mas se o time passar por isso, tem condição de vencer lá. Até o empate não é mal resultado, até porque a briga será pau a pau pela segunda vaga. Até porque o Lanús tem um ótimo time e deve ser o primeiro com certa tranquilidade.

Mancini usou a mesma formação da vitória sobre o Joinville, com três atacantes, colocando Tulio de Melo no segundo tempo para ter maior presença de área. É o que há de melhor no time, que pegou um jogo bem mais complicado que qualquer um no catarinense, pelo volume de jogadas fortes, pela displicência do árbitro equatoriano e pela falta de sorte no incrível lance da bola que não quis entrar.

Serve como uma espécie de aula de jogo em Libertadores, onde muitos árbitros tem um nível bem maior de tolerância. A classificação é bem possível. Se não vier, há uma caminhada na Sulamericana pela frente. Todos sabiam que não ia ser fácil. Hoje a "dificuldade copeira" foi levada a um nível bem alto.



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