domingo, 11 de junho de 2017

A polêmica da tecnologia ataca novamente na Ressacada

O jogo Avaí x Flamengo deixou o gosto de que o time da casa poderia ter conseguido a vitória. Sem inspiração, o Fla deu a deixa para que o Leão construísse suas jogadas. Abriu o placar mas tomou o empate logo depois. Faltou aquele extra do ataque que todos já sabem. Não é e não vai ser fácil encontrar jogador de qualidade a essa altura da temporada. Mesmo assim, não dá pra desistir.


Mas, infelizmente, a partida vai ser lembrada pelo pênalti marcado e desmarcado pelo árbitro. Sem entrar no mérito so lance, se foi ou não pênalti (para mim foi, pelo ato de "trancar" o braço de Everton), a demora motivada pela "conversa" do árbitro com o assistente motiva toda a desconfiança de interferência externa.

Vou ser objetivo: na Série A, os árbitros tem sistema de rádio. Nesse lance, se o assistente realmente tinha certeza que não foi nada, berraria literalmente no ouvido do juiz. Atrás do gol está Paulo Salmazio, um jovem árbitro de 26 anos que voltou atrás em uma expulsão na partida Guarani x Figueirense pela Série B e que, portanto, tem retrospecto de indecisão. Nisso aí passaram-se minutos que despertam a desconfiança. O que Luis Roberto disse na transmissão da Globo ("vão consultar a gente") tem grande probabilidade de ser verdade.

Afinal, árbitros usam rádio. Todo rádio tem uma frequência, que pode ser copiada em qualquer lugar do estádio. Sou a favor da tecnologia, e ela deve estar em regulamento. A Série A pode ter isso. Todos os jogos são televisionados, com dezenas de câmeras. Dá pra fazer.

Nisso aí, o Avaí já foi prejudicado duas vezes. Na primeira rodada, um pênalti indiscutível contra o Vitória. E agora, em um penal marcado que levou um tempo enorme para ser cancelado. Algo precisa ser feito, não por causa desse jogo, mas pra que essa interferência, que de vez em quando aparece, transforme-se em uma evolução definitiva com uso correto da imagem.


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