sexta-feira, 23 de junho de 2017

Conheça a segundona: Marcílio Dias

Está no ar mais uma tradição do Blog. Começa na próxima semana a Série B, segunda divisão do futebol catarinense, onde dez times buscarão duas vagas na elite em 2018, substituindo o Almirante Barroso e o Metropolitano. Neste ano, uma mudança importante (e que eu não concordo) no regulamento impôs o limite de 23 anos aos atletas inscritos, sendo liberados apenas cinco acima da idade.

Isso vai nivelar por baixo um campeonato profissional que vale vaga para a primeira divisão. Neste ano, temos clube estreante, outros tradicionais e até um que mudou de cidade. Vamos começar nossa série com o favorito ao acesso, que deveu muito ano passado, o Marcílio Dias. Aproveite a série!


CLUBE NÁUTICO MARCÍLIO DIAS
Fundação: 17 de março de 1919
Cores: Azul e Vermelho
Estádio: Dr. Hercílio Luz (particular) - 10.000 lugares
Presidente: Lucas Brunet
Técnico:  Hudson Coutinho
Ranking "BdR" 2016: 18o. lugar
Catarinense 2016: 8o. Lugar na Série B



2016 foi um ano para o torcedor do quase centenário Marcílio Dias esquecer. Uma diretoria trapalhona fez um péssimo trabalho e levou o clube a uma terrível antipenúltima colocação na última segundona. O ex-presidente Carlos dos Santos e seu fiel escudeiro, Egon da Rosa, montaram um grupo de baixa qualidade que começou o campeonato com quatro derrotas seguidas. A partir da eliminação do Brusque na Série D, um grupo de empresários trouxe o técnico Mauro Ovelha e mais alguns jogadores para tentar salvar o barco à deriva. Não resolveu. Não havia dinheiro, credibilidade nem estrutura para tentar o milagre. Um ano jogado fora para um ex-campeão catarinense que tem camisa e condição de estar na elite. O efeito da péssima campanha no ano passado foi a saída conturbada do ex-presidente combinada com uma eleição de conselho que foi parar até na justiça. Passada a tempestade, Carlos saiu e uma nova eleição aconteceu. O novo presidente, Lucas Brunet, jovem e cheio de ideias, é o responsável por reestruturar o clube. Vem conseguindo, com ações de marketing e obras no velho Estádio Dr. Hercílio Luz. Até agora, um trabalho que chama atenção de forma bem positiva.

Para conseguir o acesso, a nova diretoria deu bola dentro. Dois profissionais experientes comandam a montagem do elenco, que tem que superar a limitação da exigência do sub-23. Tonho Gil, ex-técnico de várias equipes no Estado, é o superintendente de futebol. E para o comando técnico, o marinheiro contratou Hudson Coutinho, profissional de competência reconhecida no Estado, que vem de um bom tempo de serviços prestados no Figueirense, onde chegou a ser técnico por um período. Aos 44 anos e com uma outra boa passagem no Guarani de Palhoça, o treinador montou um elenco com jogadores de sua confiança, muitos jovens com passagem pelo profissional de grandes equipes.


Diante da limitação do regulamento, o Marcílio não tinha como ir ao mercado e montar o time que quisesse. Mas dentre os acima da idade, destacam-se o zagueiro Rogélio, ex-Brusque, Avaí e Criciúma, e o meia Rodrigo Couto, que disputou o último catarinense pelo Almirante Barroso. Dos jovens, destacam-se o lateral André Krobel, revelado no Joinville (e pivô do tapetão que deu o título estadual ao Figueirense em 2015) e o meia Leo Lisboa, ex-Figueirense. Ambos os dois, mais alguns atletas, são ligados ao Tombense.

O Marcílio montou um bom time e boa estrutura para a segundona, bem diferente da tragédia do ano passado. Terá a possibilidade de arrancar bem no campeonato, jogando as cinco primeiras partidas em Itajaí (Jaraguá e Barra mandarão seus jogos no estádio Camilo Mussi, do Almirante Barroso). Pode ser o pontapé inicial para a volta à primeira divisão. Dessa vez, bem mais arrumado.


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