domingo, 25 de junho de 2017

O caldeirão fervente do Joinville

Ontem, o JEC teve mais um capítulo da sua temporada complicada. Mais uma vez sem inspiração, o time acabou derrotado pelo fraco Macaé (que teve dificuldade até pra montar o time) por 1 a 0 e entrou na zona de rebaixamento para a Série D. Algo inimaginável para quem tinha intenção de acesso. Claro, tem muito tempo pra isso. Mas é tanta coisa errada acontecendo que fica complicado de acreditar. Por isso que a escolha do treinador é importante, mas não é a solução.

Fabinho Santos deixou o comando do time no Rio. Já tinha pedido pra sair semana passada, após o empate com o São Bento, mas a diretoria rejeitou. Ou seja, o treinador trabalhou a semana sabendo que estaria ali demissionário, é que a derrota em Macaé não o seguraria. A diretoria jogou uma semana fora no prazo para recuperação. Isso que não estou considerando todos os problemas fora de campo que são conhecidos e que colaboram para que o ambiente não seja nada bom. O elenco não é ruim, mas para funcionar bem, não só no futebol como na nossa vida cotidiana, é necessário um bom comando e um ambiente de trabalho favorável.

Pingo, hoje no Brusque, é o nome da vez. Ele é ídolo do clube, mora na cidade, tem uma ligação muito forte com o JEC e eu sempre disse, e continuo dizendo, que em algum momento ele vai comandar o clube. Nunca escondeu essa intenção. Mas se ele for pra lá hoje, corre o risco de servir como "escudo"da diretoria para críticas. Gostaria que ele fosse para lá com um clube estruturado, em ambiente bom, onde dá pra executar um bom trabalho na sua plenitude.

Hoje não dá, e isso pode acabar por queimá-lo. Por outro lado, ele recebeu a confiança do Brusque pela segunda vez depois de ter largado o clube em 2014 para assumir o Avaí. Uma segunda saída, com o clube se classificando para o mata-mata da Série D, não seria nada bom.


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