quarta-feira, 5 de julho de 2017

O desmoronamento do "Estilo Chapecoense"

Aqui neste Blog existem várias menções, e quem quiser que busque, ao estilo administrativo da Chapecoense, consagrado pelo saudoso e brilhante dirigente Sandro Pallaoro. Com maior força depois da tragédia de novembro passado, todos ficaram sabendo da forma de trabalho do clube e a forma como lidavam com seus técnicos.

A saída de Vagner Mancini, criticada pela maioria dos torcedores e que criou um bombardeio de críticas que há tempo não via em situação semelhante, me coloca uma dúvida: estaria desmoronando aquele estilo de administração da velha Chape?

Primeiro, é bom mencionar que Rui Costa não é "da raiz" do clube, vindo de fora com uma difícil missão e, vamos admitir, com um trabalho bem feito em tempo exíguo. Ganhou o título estadual e, no campo, obteve uma vaga na segunda fase da Libertadores. Só que ele carrega as práticas dos outros clubes, e aí se inclui a troca constante de treinadores, da forma como conhecemos.

A troca de técnico não só foi precipitada como criou outro problema: o clube foi ao mercado, tentou um técnico (bem) empregado no América-MG e que lá está em situação cômoda, com boa campanha. Por mais que Rui Costa tenha enxergado em Enderson Moreira o nome para tocar o clube por causa da forma com que lida com atletas da base, o "toco" tomado nessa tarde só aumenta o vexame. O escolhido, que vai pousar no aeroporto Serafim Bertaso sabendo que era plano B, conhece o antigo clube, mas não sabe como é o novo. Se for confirmado, Vinicius Eutrópio, que treinou o time por nove meses em 2015 com um aproveitamento quase igual ao de Mancini (algo em torno de 51%), terá que vencer a desconfiança do torcedor e de todos que concordam que a troca de técnico não era a melhor.

No fim, a tacada deu errado. Agora, é botar o pé no chão e tentar remendar do jeito que dá, com uma segunda opção. Ainda que nada esteja perdido, é hora do clube sentar e ver o que está acontecendo. Muitos elogiavam as práticas gerenciais da Chape no futebol. Agora se abriu uma porta perigosa. Que isso não prejudique o time em sua caminhada.

O clube não vai acabar se cair. Só vai forçar uma mudança grande de planejamento na próxima temporada onde, e é bom mencionar, só três jogadores tem vínculo assinado. Será um novo trabalho para reerguer. Melhor evitar isso.



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