segunda-feira, 7 de agosto de 2017

07/08 - Risco crescente

Hoje é um dia histórico. A Chapecoense jogará em Barcelona pelo troféu Joan Gamper, um evento até então inimaginável para qualquer mortal do Estado. Claro que a atuação no Camp Nou é motivada por um evento que ninguém gostaria de ter vivenciado, com a perda de 71 vidas, sendo que entre elas estão amigos nossos. Mas enfim, o jogo acontecerá e a Chape montou uma operação para o jogo, encaminhando os reservas antes para a Espanha e os titulares, que voltaram a jogar mal e perderam para o Coritiba, chegam horas antes da partida na Europa.

Serão dias de homenagens e com partida oficial no meio (a Copa Suruga no Japão), mas tem veneno nisso aí: o time, que não está na melhor das fases, pouco tempo terá para treinar e se arrumar para o mais importante: se manter na Série A. A olho nu, a pontuação não assusta tanto: 22 pontos no fim do primeiro turno representa exatamente a metade do caminho andado para a permanência. Mas a verdade é que o time da Chape não se encontra em campo. Teve lampejos, com vitórias importantes que o levaram a uma posição cômoda na tabela. Mas os tropeços em casa para Atlético-GO e Bahia, somando com a derrota em Curitiba, cresceram a preocupação.

Os próximos dias serão de eventos importantes na Europa, e isso ninguém nega. Mas não pode tirar o olho no que está acontecendo aqui. O rebaixamento não é o fim do mundo, mas será dolorido. Afinal, um time de R$ 2,5 milhões de folha precisa render muito mais.

SEM REAÇÃO

O Avaí empatou com o Santos em uma partida chata. Em campo, o time não teve inspiração contra um adversário que não parecia lá ter muita vontade de se manter na parte de cima da tabela. Os problemas avaianos todos conhecem, e começam pela falta absoluta de capacidade de armação de jogadas, responsabilidade de Pedro Castro, que não cria nada e deixa o time desequilibrado. Claudinei Oliveira não tem mais nada no seu discurso além da expressão "trabalhar". Mas desse jeito não dá. Só na vontade e no trabalho não vai se resolver o problema. É necessária qualidade no material humano. É básico: sem criação não tem time que vá pra frente.

EVOLUÇÃO?

O Joinville conseguiu uma importantíssima vitória em casa contra o líder Botafogo de Ribeirão para encostar no G4 do Grupo B da Série C, com um gol de Rafael Grampola, recebendo passe de Eliomar. Há quem diga que o time consolidou uma evolução, mas penso diferente: depois do filme de terror que presenciei em Juiz de Fora, espero que essa vitória, agora sim, marque uma arrancada para a classificação. O elenco tem limitações e o técnico Pingo tem que espremer o máximo possível. A tabela colabora: serão ainda três jogos em casa (Tombense, Macaé e Mogi Mirim), com duas viagens para São Paulo para enfrentar São Bento e Bragantino. A vitória de ontem tirou um peso enorme. Agora não dá pra recuar. É a hora do sprint final.

HERCÍLIO LÁ

O Hercílio Luz, que completará 100 anos de história no ano que vem, conquistou o título do primeiro turno da Série B do Catarinense e garantiu sua vaga na semifinal, depois de vencer o Marcílio Dias em casa por 1 a 0. Caso o Leão do Sul leve o returno, garantirá acesso antecipado, enquanto os dois melhores do índice se matarão pela segunda vaga. O segundo turno promete ser bem interessante: o Marcílio, pressionado, trocou de técnico e terá que ir ao mercado para qualificar. O Concórdia de Mauro Ovelha reforçou bem o time e mostra que vai brigar pelo título do returno com um time bem mais qualificado. Também tem o Camboriú, que também tem técnico novo, e o Guarani de Palhoça, que teve a oportunidade de conquistar o turno na última rodada.


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