terça-feira, 29 de agosto de 2017

29/08 - Foi fazer o que lá?

Dentro de sua extensa programação do ano, a Chapecoense está na Itália para um jogo contra a Roma no Estádio Olímpico, tendo também na agenda uma visita ao Vaticano para uma audiência com o Papa Francisco. A decisão do clube foi de mandar um time alternativo, de forma a concentrar esforços no processo de reorganização do time nesta importante pausa das datas Fifa, visando o restante do campeonato. Até aí, tudo bem. Acho que foi uma decisão acertada.

Só que a pessoa que recebe salário para treinar o time e arrumar a casa (que ele não tem conseguido fazer) foi para a Europa acompanhar a delegação em um jogo que não vale nada. Tento entender porque Vinícius Eutrópio foi fazer turismo lá. São detalhes pequenos que podem acabar custando caro, ainda mais em um raro período sem jogos que poderia ser bem aproveitado.

Eutrópio pouco acrescentou na Chape e, na minha opinião, nem era mais para estar no clube. Mas enquanto ele está e a diretoria não muda de ideia, precisa trabalhar com o time do Brasileirão e não ficar à beira do gramado em jogo amistoso.


BRIGA

Passou despercebido durante anos, mas o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado trava uma briga jurídica para tentar arrancar das emissoras uma grana do chamado "direito de imagem" nas transmissões dos jogos do Campeonato Catarinense. Recentemente, o Tribunal de Justiça do Estado negou recurso da RIC Record (que transmitiu o estadual de 2007 a 2009) e da Globosat, sobre uma decisão que obrigaria as emissoras a exibirem o contrato assinado para as transmissões.

Muitos perguntam o porquê da Record News não transmitir a Série B do Campeonato Catarinense, repetindo o que aconteceu no ano passado. O motivo é esse e tem a ver com o Sindicato. Bom lembrar que a emissora não pagou direito de transmissão para exibir a segundona em 2016. Tudo foi feito em parceria.


APERTAR O RESET

O Joinville ainda respira na Série C, mas não merece conseguir a classificação. Com uma pífia campanha fora de casa e depois de tomar 4 do fraco Macaé dentro da Arena, o time já desmotivou toda a torcida, criando revolta e preocupação com o futuro. Mesmo com retrospecto contrário, terá que vencer o Bragantino fora de casa e o Mogi na última rodada, para mesmo assim depender de resultado e ir para o mata-mata como azarão.

O elenco (com limite de 35 inscrições) para o campeonato foi mal montado. Vagas foram preenchidas com jogadores de qualidade questionável, e quando apareceu o alerta, não havia espaço para muitas correções. Pingo não deu conta do recado, desperdiçando mais uma oportunidade de treinar um time de maior expressão. Na situação que se encontra, não cair é lucro. Quando acabar o campeonato, é hora de apertar o reset e fazer um profundo estudo. Para quem estava há dois anos na Série A, a necessidade de reestruturação é urgentemente necessária.

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