segunda-feira, 18 de setembro de 2017

18/09 - Entrega e promessa

A Chapecoense venceu o Grêmio em Porto Alegre mostrando aquela que é a característica mais importante do time, que ficou largada em algum lugar lá atrás: a entrega. É inegável que a simples troca de técnico criou um fato novo dentro do clube e o fez retomar a atitude indispensável para que o time saia do buraco. O que aconteceu lá dentro não sabemos, mas cada vez fica mais claro que a diretoria demorou demais para tomar uma atitude para corrigir um erro chamado Vinicius Eutrópio.

Não estou seguro se Emerson Cris é o nome correto para comandar essa recuperação. A diretoria vai mantê-lo enquanto der certo. Me parece que o grupo resolveu chamar a bronca para si, a essa altura do campeonato. A boa notícia é que o time está fora da zona de rebaixamento (aliás, a primeira vez que os dois catarinenses estão nessa situação juntos no campeonato), o que dá tranquilidade pra tocar o trabalho.

PROMESSA E REALIDADE

Não dá pra negar que a campanha de motivação feita pela nova gestão do Figueirense é grande e ajudou a elevar a moral de muito torcedor chateado com a campanha do time na Série B. O CEO Alex Bourgeois prometeu atitudes urgentes, que até agora não vieram. O cenário é complicado, já que o mercado é muito limitado nessa época do ano.

O problema maior do time é que ele não evolui. Falhas acontecem repetidamente e voltaram a acontecer no Beira-Rio. Logo, esse discurso motivador pode tomar efeito contrário e se transformar em uma enganação, um profundo desapontamento. Não é necessário muito para evitar a queda. Um bom técnico que consiga dar um padrão mínimo é capaz de ficar a frente de quatro clubes e fugir da terrível Série C. Mas é necessário que essa evolução apareça de uma vez.

POR POUCO, MAS...

O Avaí deixou escapar a vitória sobre o Atlético-MG, que lhe daria uma tranquilidade ainda maior na classificação da Série A, consolidando a excelente fase que o clube passa. Claudinei Oliveira cometeu um erro que pode ter sido decisivo no jogo: a substituição de Judson, que acabou por tabela modificando o sistema defensivo. De toda forma, o empate veio contra um time qualificado, forte no contra-ataque. Com o time bem acertado, os pontos virão. Numa conta rápida, seriam necessárias cinco vitórias para concluir a missão.

NINGUÉM ENTENDEU

O Criciúma demitiu Luiz Carlos Winck agora pela manhã e ninguém entendeu o porquê. A campanha não é ruim, o time está a seis pontos do G4 da Série B e o aproveitamento nos últimos jogos é razoável, com 16 pontos conquistados nos últimos dez jogos. Há quem diga que existe um interesse da Chapecoense, mas a demissão ainda não foi esclarecida. Até o fim do dia, saberemos.

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