sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Montada comissão para negociar a TV no Estadual



Os dirigentes de oito dos dez clubes do Estadual 2018 (faltam os dois acessos, ainda a serem definidos) estiveram reunidos ontem em Florianópolis para definir uma estratégia visando a negociação dos contratos de televisionamento.

Tem algumas mudanças, com seus prós e contras: as conversas serão no Rio de Janeiro diretamente com a Rede Globo, o que é um bom sinal, já que eu vejo dificuldades grandes se o dinheiro tivesse que sair da NSC, que está em processo de contenção de gastos, fechando vagas, limitando cada vez mais a cobertura esportiva e não dando a impressão de interesse em descarregar alguns milhões na compra do produto. Vindo da cabeça de rede, que comercializa o produto (se você notar, os patrocinadores locais não entram na transmissão, a RBS vendia cotas locais que só entravam em break), é um indicativo de maior flexibilidade.

Baseado no que aconteceu no Paraná ano passado, quando Atlético e Coritiba não assinaram com a TV, deixando o estadual sem PPV e com a RPC sem passar a decisão, há uma tendência de negociação em pacote fechado junto com a Federação. Questiono um pouco esse tipo de abordagem, até porque os clubes são donos do espetáculo. Mas a reunião em Floripa selou um contato bom entre clubes e FCF, que irão juntos nessa negociação, diferentemente de outros tempos, quando o ex-presidente gostava de tomar conta do campinho e fazer as coisas do seu jeito (tomando um processo enorme em 2009 que deu problema aos clubes, cometendo o absurdo de assinar um contrato de TV tendo um outro vigente, com o apoio do então presidente da SC Clubes que hoje tem cargo na Federação).

Nisso aí, houve avanço. O próximo passo é ver o valor. Os clubes, veladamente, tem em mente o número de R$ 15 milhões. Tirando a comissão de 10% da FCF (prevista em regulamento) e impostos, daria algo em torno de R$ 1 milhão para cada um. Não é o melhor dos valores, já que um time pequeno do Gauchão ganha isso, mas é uma evolução.

Só tem que ficar de olho no tempo de contrato, já que a SC Clubes fechou o anterior por cinco anos, liberando a transmissão para a praça e dando prejuízo pra eles mesmos.

E ainda tem o caso Esporte Interativo. É importante que não se bata o martelo com a Globo sem antes ouvir a emissora da Turner, que tem interesse na transmissão em canal fechado.

Vamos acompanhar o andamento. E tem mais coisa pra discutir, como por exemplo o patrocínio master do campeonato que a Federação vendeu e não deu satisfação para os clubes. Hora de ver como Rubinho Angelotti tocará o processo.


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