segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O recado da pesquisa das torcidas em SC

O Instituto Mapa, promotor do polêmico e complicado Top da Bola, divulgou na tarde de hoje uma Pesquisa realizada com mil pessoas em todas as regiões do Estado sobre a distribuição das torcidas em Santa Catarina (veja os resultados abaixo)

As perguntas que foram divulgadas são interessantes: primeiro, saber dos entrevistados qual a sua primeira opção de time, o que dá uma ideia da penetração dos clubes catarinenses. A segunda, quis saber quais os mais citados entre os clubes catarinenses, justamente dentro de um princípio natural no Estado do torcedor ter um clube "grande" no país, somando ao da sua região.

O resultado não é muita surpresa. Não vou me ater aos números desse ou aquele clube. Nenhum catarinense pode dizer que tem "a maior torcida do Estado", pois não seria uma verdade completa. Afinal, o histórico efeito do rádio e da migração, que "catequizou" Santa Catarina com os times gaúchos, cariocas e paulistas, mantido em grande parte pelo outro efeito, o "parabólica", ainda mostra um grande degrau e um desafio do tamanho de Santa Catarina para reverter um quadro de, ainda, um desinteresse pelo futebol local por parte da maioria.

A Chapecoense capitaliza a exposição da marca não só por o que aconteceu recentemente, e é importante que isso seja mencionado. Eu cheguei a assistir jogo em Chapecó onde o resultado da dupla Gre-nal era mais importante. As rádios de lá viajavam pra fazer jogo em Porto Alegre. Hoje não mais, e a região Oeste abraçou o time. Mas ainda tem aquela rádio da região que prefere fazer cadeia com emissora gaúcha em jogos do Brasileirão.

Não é uma coisa que vá se resolver logo. O trabalho para reverter o quadro precisa ser intenso, bem feito e, principalmente, ter bons resultados dentro de campo. O efeito Parabólica, existente em um Estado onde um terço das residências não tem acesso à TV Aberta local, recebendo overdose de sinais do Rio e São Paulo, somando-se à decisão da NSC em derrubar o seu noticiário esportivo local, demitindo profissionais e limitando tudo em um mero boletim de seis minutos no Globo Esporte, são grandes desafios.

Pesquisa de clube existe pra ser comemorada pra quem tá na frente e criticada pra quem tá atrás. Mas ela traz um recado bem importante.




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